→ 13/01/2011 @23:46

Podíamos estar a fazer Windsurf no Sol

Deus até esteve bem em fazer a Luz e iluminar-nos o caminho, mas podia ter prescindido de algumas regras de trânsito. A que me ocorre de imediato é a proibição de andar a velocidades superiores a 300 mil quilómetros por segundo.

É tão injusto.

É como termos a possibilidade de explorar o mundo a partir de uma auto-estrada em linha recta de cem vias, praticamente sem trânsito, e o nosso Ferrari não poder ultrapassar os 5 quilómetros à hora.

Acho que Deus tem um sentido de humor cruel: implanta o desejo de alcançarmos a linha do horizonte e depois, logo a seguir, cria todas as condições necessárias para que seja impossível concretizá-lo nos próximos milhares de anos. Ou milhões. Faz os nossos melhores bólides espaciais parecerem meros triciclos quando atingem os subúrbios do Sistema Solar.

 

Precisamos de sinais, mas diferentes

Imaginem que as auto-estradas de Portugal estariam salpicadas de sinais de trânsito como este aqui: obteríamos dos condutores a mesma expressão de incredulidade dos poetas que observam o Céu e medem o tamanho das distâncias apenas pelo que os seus olhos podem alcançar, comparando a profundidade das suas visões com o que as nossas sondas conseguem fazer.

A propósito, sabiam que este é o mais antigo sinal de trânsito português que se conhece? Foi feito no ano da graça de 1686. 1686, imaginem. Nesse ano Johann Sebastian Bach fez 12 meses, se calhar umas birras, talvez ainda caminhasse como um astronauta na Lua.

O sinal determina que o coche que vem de cima não tem prioridade em relação ao coche que vem de baixo, o que é uma medida lógica: é difícil fazer marcha-atrás com os cavalos.

El Rei D. Pedro II foi obrigado a colocar este sinal porque nenhum dos cocheiros gostava de ceder passagem e era frequente que tais encontros acabassem em grandes cenas de pancadaria, com mortos e feridos e tudo. O sinal ainda existe: podem vê-lo na Rua do Salvador, em Alfama, mesmo ao lado do número 26. Esta relíquia está por cima de uma caixa de electricidade, portanto já ninguém o respeita como um sinal dos tempos remotos. (Fonte)

A nossa propensão para a zaragata quando ainda usávamos cavalos como meio de transporte obrigou o Criador a impor umas quantas regras inflexíveis quando chegássemos à era do foguetão, separando-nos das inteligências fervilhantes que proliferam no Cosmos.

Por enquanto, o zaragateiro de carbono está sujeito às leis da Física e obrigado a pagar portagem ao senhor Albert Einstein e esperar que um engenheiro galáctico saiba escavar um Túnel da Mancha entre galáxias.

 

O Universo já era

Considerem a Voyager 1, lançada em 1977. Esta sonda cruza o espaço à velocidade de 17,2 Km por segundo, quase 62 mil quilómetros por hora. Se a velocidade da luz é um triciclo cruzando o cosmos, imaginem a nossa pequena e modesta sonda: é uma bactéria microscópica nadando no oceano.

Ainda assim, 62 mil quilómetros por hora é uma velocidade impressionante na Terra – o suficiente para dar uma volta completa ao planeta durante uma primeira parte de um jogo de futebol (a ver se não meti água nos cálculos: o perímetro da Terra é de cerca de 40 mil quilómetros).

No Espaço, este ano-Voyager (17,2 Km por segundo, pouco mais de 542 milhões de quilómetros percorridos pela sonda ao fim de 365 dias) não é nada.

O engenho mais rápido que a nossa civilização foi capaz de produzir não passa de uma tartaruga cósmica com problemas de asma: para percorrer pouco mais de 4,2 anos-luz e chegar ao sistema estelar Alfa Centauri, o mais próximo do Sol, demoraria uns 75 mil anos.

75 mil anos é uma brisa cósmica, mas há 75 mil anos o Homo Sapiens ainda estava a migrar para a Ásia e a Europa. As primeiras manifestações artísticas e religiosas ocorriam há pouco mais de 5 mil, mas ainda não existiam cidades ou Agricultura.

E mesmo que a Voyager viajasse a 99,9 por cento da velocidade da luz, demoraria mais de 2 milhões de anos a alcançar a galáxia mais próxima, a vizinha Andrómeda. Há dois milhões de anos os nossos antepassados mal tinham começado a usar ferramentas. Existem milhares de milhões de galáxias separadas por incontáveis milhões de anos-luz, como raio haveremos de descalçar esta bota?

Afirma-se que será possível contornar este limite se viajarmos através dos chamados buracos de verme, escavados no tecido do Espaço-Tempo. Tais passagens poder-nos-iam conduzir de uma ponta à outra da galáxia num abrir e piscar de olhos.

Sempre que oiço esta teoria, imagino Deus como uma velhota muita querida mas já com uns problemas de visão a tricotar o tecido do Espaço-Tempo sem reparar que alguns fios ficaram soltos. Desta falha resultaram alguns buracos através dos quais os vermes (nós) podem atalhar caminho. Se imaginarmos a nossa galáxia como uma dessas camisolas tricotadas pela avozinha, o nosso planeta encontra-se na zona do cotovelo. Ou talvez no sovaco da Via Láctea, para passarmos ainda mais despercebidos.

Deus encheu-nos a cabeça de sonhos e o Universo de sinais que dizem Proibido Sonhar. Nem sequer temos direito a uma percepção correcta do Tempo: como a luz das galáxias demora x anos a chegar a nós, estamos a vê-las como estavam no momento em que a luz de lá partiu na nossa direcção. A galáxia Andrómeda que os astrofísicos e astrónomos nos revelam existiu há dois milhões de anos.

Quanto mais longe, mais viajamos no passado. O Hubble Ultra Deep Field detectou galáxias a 13 mil milhões de anos-luz. Um recuo vertiginoso no passado. Tão perto do momento do Big Bang que a visão nos deixa tontos, como se observássemos, de longe, o momento do nosso nascimento, depois de levarmos uma palmadinha no rabo e começarmos a chorar.

Nunca as poderemos visitar e encontrá-las como os nossos instrumentos as detectaram, porque agora a maioria dos sóis que as compunham já não existem. O Universo é feito de uma substância invisível e incorpórea chamada Memória. Uma substância ainda mais vasta que a Matéria Negra.

E vem-me à cabeça um pensamento inquietante: durante quanto tempo terá sobrevivido a nossa luz reflectida pelo Sol? Será que um dia as civilizações de Andrómeda poderão observar sinais de uma civilização entretanto já extinta?

 

Somos muito perigosos e o ET deve ser poupado

Pode dar-se então o caso de Deus ser um tipo cuidadoso e ter criado um Universo suficientemente grande para proteger as outras civilizações de nós. Aos olhos de uma espécie pacífica, devemos parecer um bocadinho monstruosos ou, na melhor das hipóteses, gentinha de carbono em quem não se pode confiar, com uma capacidade espantosa de criar nobres e exaltantes desculpas para justificar a aniquilação.

Tudo é tão infinitamente grande que se existir uma civilização extraterrestre em cada galáxia com a mesma capacidade tecnológica da Humanidade, poderemos passar os próximos milhares de anos sem dar por nada. Parcialmente cegos e solitários.

Dado que existem no Universo milhares de milhões de galáxias, talvez Ele tenha pensado no Infinito como uma boa solução para nos manter isolados uns dos outros.

É mais fácil se imaginarmos o Universo como uma sala de aula, as galáxias como carteiras e Deus como o professor: certos alunos não se devem sentar na mesma carteira porque acabam por criar distúrbios. O terrestre é um aluno baldas, sempre a mandar bocas e a desestabilizar os outros com risadinhas parvas. E gosta de bombinhas de mau cheiro, também. Muitas.

Talvez tenhamos apanhado tantas faltas disciplinares que o Conselho Directivo – Pai, Filho e Espírito Santo – tenha decido expulsar-nos do Colégio Galáctico. Talvez estejamos numa turma de alunos problemáticos. Talvez Jesus tenha sido um funcionário da Segurança Social Galáctica e o milagre da ressurreição seja uma forma qualquer de subsídio de reinserção social: uma ajudita enquanto não nos recuperamos dos pecados originais.

Se Adão e Eva não tivessem feito uma ménage à trois com a serpente, já nem estaríamos preocupados com espirros solares, asteróides, supernovas, hipernovas ou buracos negros.

Por esta altura, em vez de estares a ler um post disparatado como este, andarias a praticar Windsurf nas protuberâncias nucleares do Sol, enquanto a Miss Andrómeda passaria o tempo a trabalhar para o bronze numa esplanada em Mercúrio saboreando um refresco e observando, deliciada, as tuas audaciosas acrobacias.

28 comentários

  • 1
    oVarejeira
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    14 de Janeiro de 2011 - 00:14 | Link permamente

    Caraças, tão bom, tão bom… ok, tive a ler Farmacologia básica e clínica até agora, as páginas amarelas parecem-me poesia, mas vá,não desanimes. :D
    Com sorte o João Magueijo tem razão, e a luz não foi sempre tão rápida, e nós estejamos mais aconchegadinhos, com o resto do Universo.

  • 2
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    14 de Janeiro de 2011 - 00:22 | Link permamente

    Olha, eu quando leio alguns posts teus, quase todos, fico com a sensação desconfortável de quem pensa assim: “porra, isto é tão bom que o gajo nunca mais vai conseguir melhor”.
    E depois tu fornicas-me outra vez as previsões, ofereces-me (literalmente) um momento assim e fico com a tal sensação mas cada vez mais com a perfeita noção de que não tardas a subir mais um degrau e um gajo fica antes é com a sensação de que um filha da puta de um país que não agarra pelos tomates um Marco Santos, proporcionando-lhe honrarias e o pilim suficiente para não ter que desperdiçar o cérebro com ninharias, merece o mesmo destino das galáxias engolidas pelos buracos negros que presumo são o equivalente cósmico do nosso olho do cu.
    Estou rendido outra vez, Marco Santos. Para mim, nesta cena da blogosfera, nesta altura és mesmo primus inter pares.
    (Aproveito para renovar a energia positiva que acredita gostaria de conseguir transmitir à velocidade da luz e carregada de amperes para que a tua companheira de vida consiga sair incólume do mal que vos tem afligido. E desculpa esta ladainha, mas tu deves perceber tão bem como eu esta emoção do caraças que sentimos quando nos dá tanta pica o que estamos a ler. Muito obrigado, rapaz. E não faço um link, pois espero que a vénia analógica transpareça com clareza no meio da figurinha que acabo de fazer.)

  • 3
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    14 de Janeiro de 2011 - 00:47 | Link permamente

    Foda-se pá. O que andaste a fumar para escrever post tão extraordinário.

  • 4
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    14 de Janeiro de 2011 - 00:47 | Link permamente

    Shark, estas coisas deixam-me à rasca. Na maioria das vezes nem sei o que dizer, por isso não digo nada.
    Eu não sou um falso humilde, atenção. Conheço os meus pontos fortes e pontos fracos. E escrevo suficientemente bem para saber puxar pelos meus pontos fortes e fazer com que leitores mais conhecedores e cultos «desculpem» as falhas. Tenho sentido de humor, acho que sim. Gosto de fazer as pessoas sorrir e gosto que sintam que não perderam tempo a ler-me.
    Este post é um conjunto de analogias engraçadas em torno de questões sobre as quais uma porrada de gente já reflectiu primeiro e melhor do que eu – disso tenho a certeza absoluta, até porque li alguns. Mas gosto de escrever estas coisas e sinto-me muito bem quando as escrevo e depois de as escrever.
    Sem a escrita, perdia uns 70 por cento do que sou – para aí. O que eu preciso é de escrever, escrever, escrever. Desde que não me tirem isso, mantenho-me são e mais ou menos forte.
    Mas obrigado pela tua crítica positiva, shark, sabes bem que isto dá segurança ao ego de um gajo e confiança para tentar chegar mais longe, ler mais, aprender mais, cometer cada vez menos erros, aprofundar as coisas sem parecer que estou a escrever com um pau enfiado no cu.

    Um grande abraço de amizade

  • 5
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    14 de Janeiro de 2011 - 00:49 | Link permamente

    Enrolo charros em papel de livro :wink:

    Não quero ser mal interpretado: eu não uso drogas. Não julgo quem o faz, já alguns amigos fumaram na minha casa e eu na maior, mas eu cá não preciso delas :-)

    Obrigado, Ricardo

  • 6
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    14 de Janeiro de 2011 - 00:56 | Link permamente

    Só uma pergunta. Faz-me um pouquito de comichão não aparecer nos meus comentário, na parte onde diz o sistema operativo que usamos, o Ubuntu 10.10 e sim Gnu/Linux x64. É por usar em 64 bits? Se bem que Gnu/Linux até dar um ar mais Geek. lol

  • 7
    com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
    14 de Janeiro de 2011 - 01:02 | Link permamente

    Olha, Ricardo, realmente é estranho porque eu também uso o Ubuntu 10.10 de 64bits. :?

  • 8
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    14 de Janeiro de 2011 - 01:05 | Link permamente

    Mesmo, mesmo, mesmo (tem de ser três vezes) muito bom.

    Só por causa disso, pega lá uma pérola de um dos maiores escritores de ficção científica de sempre (IMHO), relacionado com este assunto:

    Finalmente, gostaria de garantir aos meus muitos amigos Budistas, Cristãos, Judeus e Muçulmanos que fico sinceramente feliz pela paz de espírito que a religião que vos calhou em sorte vos confere.

    Talvez seja melhor não se ser são de espírito, mas feliz, do que são de espírito e infeliz. O melhor seria ser-se são de espírito e feliz

    Se os nossos descendentes conseguirão atingir esse desiderato, será um dos maiores desafios do futuro. De facto, poderá muito bem ser a diferença entre termos, ou não, algum futuro.

    Arthur C. Clarke, Notas finais de 3001 – Última Odisseia (citado de memória, pode não estar bem, bem, assim)

  • 9
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    14 de Janeiro de 2011 - 01:20 | Link permamente

    Pois, então não sei. Mas não há problema nenhum. É só uma comichãozita…

    Hum, escrevi o comentário no Firefox e já apareçe correctamente. Se calhar é o Google Cromo que tem a mania…

  • 10
    Joca Carvalho
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    14 de Janeiro de 2011 - 02:25 | Link permamente

    Foda-se! Que os gajos que te rejeitam trabalho sejam enrabados por 10.000 Voyager’s que os transportem até Neptuno com o cu a fazer de propulsor.

  • 11
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Windows 7 Windows 7
    14 de Janeiro de 2011 - 09:00 | Link permamente

    “O Universo é feito de uma substância invisível e incorpórea chamada Memória”

    não é preciso dizer mais nada… e dizes tu que não és poeta! :P

  • 12
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    14 de Janeiro de 2011 - 09:49 | Link permamente

    …da-se, que post grandioso, Marco, estou sem palavras, sou um mero visitante diário, mas hoje tive a necessidade de escrever algo. Simplesmente fabuloso.
    Obrigado por partilhares connosco a tua enorme sabedoria e o que te vai na “alma”.
    Aquele abraço

  • 13
    com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
    14 de Janeiro de 2011 - 10:36 | Link permamente

    Augusto,
    a sério, eu fico comovido com o elogio e agradeço, mas olha que não é sabedoria nenhuma. É recolha de informação durante muitos anos porque sou um apaixonado pela Astronomia ainda antes de ter aprendido a ler; o que não tenho na cabeça consulto nos livros se for necessário (dados, sobretudo) e depois, enfim, é deixar a imaginação fluir.

    Um abraço e mais uma vez obrigado

  • 14
    com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
    14 de Janeiro de 2011 - 10:52 | Link permamente

    Gil, sou lá poeta! :P
    Tu é que tens alma de poeta, pá, eu não…

  • 15
    Rui Silvestre
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    14 de Janeiro de 2011 - 11:13 | Link permamente

    “a ver se não meti água nos cálculos” deverias considerar o perímetro e não o diâmetro.
    Forte abraço.

  • 16
    com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
    14 de Janeiro de 2011 - 11:20 | Link permamente

    Pois claro, Rui. A não ser que isto fosse uma viagem ao centro da Terra, deve-se considerar o perímetro. Ganda burro que eu fui!
    Lá vou eu (des)fazer os cálculos…
    Obrigado!

  • 17
    com Google Chrome 8.0.552.224 Google Chrome 8.0.552.224 em Windows Vista Windows Vista
    14 de Janeiro de 2011 - 17:25 | Link permamente

    Incrível… adorei, obrigado pela leitura.

  • 18
    SiRk
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    14 de Janeiro de 2011 - 18:19 | Link permamente

    Pá. Hum… Fabuloso.
    Fabuloso. Eu não acompanho o Bitaites desde o big bang, e embora já tenha lido alguns posts inacreditáveis, nunca me senti assim após o último ponto. Preciso mesmo de agradecer; fica a sensação. Faz comichão sim senhor. Escreves ‘pa caraças, tu. És o maior.
    Força aí. Fabuloso.
    (Damn!)

  • 19
    Fernando Taveira
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    14 de Janeiro de 2011 - 18:40 | Link permamente

    Gosto de ler o que escreves Marco. Parabéns. Mas acima do que escreves, gosto como pensas.
    É… interessante. :) Ah, e bom tema este, muito bom tema mesmo. Continua…

  • 20
    com Internet Explorer 8.0 (Compatibility Mode) Internet Explorer 8.0 (Compatibility Mode) em Windows XP Windows XP
    14 de Janeiro de 2011 - 22:21 | Link permamente

    Olá ,

    Gostei do texto.

    Só que não vejo bem o que Deus pode fazer nos assuntos humanos. É melhor deixá-lo descansado !

    Muito boa a referência ao primeiro sinal de trânsito pt que desconhecia.

    Eis uma perguntinha que nada tem haver com Deus, mas com a antropologia sim. Porque é que os continentais passaram a se diferenciar dos insulares ( angles e saxões / é assim ? ) a partir da Revolução Francesa ? Os continentais passaram a ficar fora de mão ou vice versa ?

    Nuno

  • 21
    rui eduardo paes
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    15 de Janeiro de 2011 - 13:37 | Link permamente

    Ganda Marco,

    Este texto é uma delícia! És o maior…

    Abraço

    Rui

  • 22
    Purobeach
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    15 de Janeiro de 2011 - 15:29 | Link permamente

    Posto isto a pergunta que se coloca é: porque é que nenhum orgão de comunicação social com 2 olhos na cara, com qualidade, que saiba publicar textos de jeito, ainda não contratou o Marco ? Posso-te dizer que este texto está à altura dum Courier Internacional, duma Times, dum Público, dum Expresso. Sugeria-te que o traduzisses e enviasses ao Stephen Hawkings, o homem deliciar-se-ia…

    Em relação ao teu texto apenas tenho a dizer o seguinte: somos grãos de pó comparados com a dimensão do Universo. Não acredito que num Universo de 1 bilião de estrelas, o Planeta Terra seja apenas o único Planeta com vida existente. Também nada me diz que por exemplo Marte, ou Saturno, ou Vénus tenham já sido planetas em que tenha existido uma atmosfera, água, vida e seres inteligentes… que acabaram por se extinguir… tal como a raça humana e toda a vida neste Planeta se irá extinguir… não sei se existe uma ordem cósmica das coisas, se existe Deus, se existe um masterplan… mas somos insignificantes, somos menos que formigas em comparação com o Universo. Um abraço.

  • 23
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Fedora 14 Fedora 14
    17 de Janeiro de 2011 - 21:04 | Link permamente

    As primeiras manifestações artísticas e religiosas ocorriam há pouco mais de 5 mil, mas ainda não existiam cidades ou Agricultura.

    Marco, reveja esta afirmação. 5.000 anos é tempo dos egípcios. Há registo de manifestações artísticas com mais de 40.000 anos (uma flauta ali, umas pinturas rupestres acolá), a agricultura, presume-se, tem mais de 12.000 anos e não há registo das primeiras manifestações religiosas, mas pelo menos mais de 8000 anos tem, a confiar na datação de monumentos religiosos do mesolítico. Quanto as cidades é mais complicado porque o próprio conceito de cidade mudou com o tempo. Mas pelo que conhecemos como cidade hoje, já existiam cidades em 3.200 AC, (pelo menos Ur e Lagash, na Suméria).

    Não pretendo te corrigir, mas acrescentar precisão ao teu excelente texto.

    “Music may have been one of the cultural accomplishments that gave the first European modern-human (Homo sapiens) settlers an advantage over their now extinct Neanderthal-human (Homo neanderthalis) cousins, according to the team.” Adoro esta frase.

    • 24
      com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
      17 de Janeiro de 2011 - 21:15 | Link permamente

      Edgard, provavelmente eu não fui suficientemente claro quando escrevi isto. A frase é a seguinte:

      Há 75 mil anos o Homo Sapiens ainda estava a migrar para a Ásia e a Europa.

      Com esta frase, fiz-te recuar 75 mil anos no tempo, certo?
      Então,

      As primeiras manifestações artísticas e religiosas ocorriam [nessa altura] há pouco mais de 5 mil, (ou seja, pelo menos 80,000 anos) mas ainda não existiam cidades ou Agricultura.

      Foi isto que quis dizer.
      Mesmo assim pode estar errado nos 80,000 anos, claro. Blogar também é aprender.

      • 25
        com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Fedora 14 Fedora 14
        17 de Janeiro de 2011 - 21:18 | Link permamente

        Não tinha entendido assim. Ok então, embora daí os 80.000 sejam exagerados. A primeira fonte documental que prova a expressão artística do homo-sapiens é mesmo esta flauta que tem “só” 40.000 anos.

        Sem falar nas figuras femininas (vénus) misto entre arte e religião, algumas com cerca de 300.000 anos, que já foram classificadas até mesmo como moeda de troca. A pedra lascada é arte? Então somos artistas a muito mais tempo, mas são artefactos que, ao que se presume, não foram feitos para fins artísticos, como teria sido feita a flauta.

  • 26
    paols
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Windows Vista Windows Vista
    19 de Janeiro de 2011 - 00:18 | Link permamente

    Marco, estás cada vez melhor. Porra! que ainda à gente que continua sem abrir os olhos, mas o tempo dirá que sempre tive razão e em breve vou ler o teu trabalho em outras paragens, tenho a certeza disso.Quanto ao Post e ao seu conteúdo, a minha duvida sempre será: onde é que raio está inserido o cosmos?Se ele se expande, em que é que se expande? Serão as distancias realmente astronómicas ou serão apenas astronómicas à nossa escala? :roll:

    Abraço

    • 27
      com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
      19 de Janeiro de 2011 - 00:20 | Link permamente

      Posso participar mais nos comentários porque, quando trabalhava, o tempo livre era todo gasto na produção de posts.
      Agora…

  • 28
    Pedro
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    22 de Janeiro de 2011 - 02:51 | Link permamente

    Pode-se dizer que a Voyager anda a 17.441 vezes mais devagar que a velocidade da luz… Dito assim tem logo outro ar não é? 8) “só 17 mil?? uau” :mrgreen:

    Deus encheu-nos a cabeça de sonhos e o Universo de sinais que dizem Proibido Sonhar. Nem sequer temos direito a uma percepção correcta do Tempo

    Mas deu-nos a capacidade de percebermos cada vez melhor o Universo. Já dizia Einstein: O mais incompreensível do Unierso é o facto de ele ser compreensível. :wink:

    Marco, já vi que gostas de Astronomia, conheces um programa excelente chamado “Celestia” ? uma espécie de simulador do espaço. Recomendo.

    P.S. Gostei das bombinhas de mau cheiro