
Como funciona o jornalismo científico, de Jeffrey Weston (dica do Bruno Lucas)
Os maluquinhos do calendário Maia e das teorias do Fim do Mundo têm já um motivo extra para dizer a toda a gente: «Eu não vos disse?»
E tudo porque o sítio australiano News.com.au entrevistou um professor de Física da Universidade de Southern Queensland e sacou-lhe umas declarações bombásticas.
O artigo original não refere a que propósito esta conversa teve lugar nem de que forma o assunto veio à baila, mas o repórter regressou à redacção com um lead formidável: uma estrela gigante vai explodir. Quando isso acontecer, a Terra vai ter dois sóis nos céus e as noites transformar-se-ão em dias. E tudo isto poderá ocorrer em 2012.
2012 não é só o título de um dos filmes mais merdosos e ridículos que o meu IP já viu.
2012 é também um osso saboroso que faz abanar a cauda dos noticiários.
Brad Carter, o professor de Física, limitou-se a recordar um fenómeno astronómico conhecido há muito tempo: a estrela Betelgeuse – uma gigante vermelha da Constelação de Orion a 640 anos-luz de distância (mas nem esta distância é um dado adquirido) –, está a perder massa e encontra-se no fim do seu ciclo de vida. Estrelas como aquela morrem de uma forma espectacular: explodem e transformam-se em supernovas.
Prever o destino de Betelgeuse é puro raciocínio dedutivo: sabemos o que acontece quando uma estrela gigante chega ao fim da vida; Betelguese é uma estrela gigante; logo, sabemos como irá morrer.
Os dados que conhecemos corroboram estas conclusões – e é por isso que este raciocínio é possível.
O que não sabemos é quando isto irá suceder. Não temos dados suficientes para avançar uma década, quanto mais um ano específico. Podemos fazer a estimativa de que está prestes a acontecer por sabermos que está a perder massa; mas o «prestes a acontecer», à escala cósmica, pode abarcar 100 gerações humanas – ou mais.
Não sabemos, mas o cheiro pestilento dos lunáticos do Apocalipse já paira no ar.
Irrita-me que na interpretação deste tipo de notícias não se tenha em conta a dimensão humana da fonte. Já nem falo da Ciência – é uma causa quase perdida.
Neste caso, um físico não é apenas um debitador de números, é também um homem apaixonado pela sua área de conhecimento. É provável que na conversa com o jornalista, Brad Carter já estivesse bem lançado, absorvido pelo interesse da matéria e sem se preocupar com mais nada.
Sendo assim, permitiu-se ainda afirmar que a energia libertada pela explosão será suficiente para que, nos meses subsequentes, possam existir dois sóis nos céus da Terra e, à noite, um objecto tão brilhante como uma lua cheia.
Tenho quase a certeza de que a hipótese 2012 foi avançada pelo jornalista e que a pergunta feita a Brad Carter terá sido mais ou menos esta: «Poderá esta explosão acontecer já em 2012?»
O professor podia ter antecipado as consequências de responder simplesmente que sim. Poderia ter lembrado que a comunidade de astrofísicos não possui dados suficientes para afirmar taxativamente quando essa explosão irá ocorrer: tanto pode ocorrer amanhã como como daqui a 1000 anos ou até mais tarde. Mas provavelmente levado pelo entusiasmo, não avaliou a malandrice da pergunta.
E pronto: basta que um físico não negue a possibilidade de que a estrela colapse em 2012 para que as teorias mais desvairadas sobre o fim do mundo recebam mais uma dose de nutrientes.
Bem pode Brad Carter ressalvar que a estrela se encontra muito longe e não afectará de forma alguma a vida na Terra, e os neutrinos libertados atravessarão os nossos corpos e o próprio planeta como fantasmas: é inútil, pois não faltará quem veja nessa explosão um sinal de que o fim dos tempos está a chegar.
O hype está gerado. Perde a Ciência, como é costume.






























28 comentários
Para mim 2012 não é maisque uma mudança da mente humana. O colapso não da estrela mas sim com o fim do petréleo, o desemprego, a escassez de alimentos, a procura insaciada pelo poder, dinheiro e petróleo.
Mas é claro, nada disto vai acontecer em 2012. Pode ser para breve, mas também daqui a 40 anos. Mas esse é o que vejo em 2012.
Abraço!
agora percebi este cartoon http://www.apenotmonkey.com/2011/01/24/how-science-journalism-works/
@brunomiguel acabei de indicar ao Marco esse cartoon no Twitter (que tinha visto no teu FriendFeed
) – small world pá!
É pena visto que é a terra-natal do Ford Prefect no The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy do Douglas Adams.
:S
O saudoso Douglas Adams, que dizia
que uma raça de extraterrestres com seis braços tinha sido a primeira na Galáxia a inventar os desodorizantes
@Filipe, estou de acordo
@Bruno, outro Bruno (o Lucas) sugeriu esse mesmo cartoon via Twitter. É perfeito
Marco e Bruno Lucas, aquele é do melhor que já vi naquele webcomic. mais perfeito não podia ser
Bruno Lucas, eu sou uma espécie de Paulo Querido dos links (não desfazendo do Paulo Querido) ;p
O que eu dava para ver uma terra com dois sóis, à Star Wars!
O engraçado é que esta história é de… 2010.
Em Maio de 2010, andavam a dizer que Betelgeuse iria explodir passadas poucas semanas. Ou seja, iria explodir em Junho de 2010.
Como continuamos cá, então há que inventar outra data…
Aposto que em 2013 vão dizer que afinal só vai explodir em 2015, e assim sucessivamente…
É triste… mas com isso, os pseudos ganham muito $$, sobretudo em livros.
Se quiserem ler o que escrevi sobre isso:
http://astropt.org/blog/2010/06/07/betelgeuse-supernova/
Quanto a ter 2 sóis… é certo que a maior parte das estrelas no Universo são duplas… ou seja a maioria dos planetas tem 2 sóis no céu… mas pessoalmente preferia viver num planeta com 4 sóis, e também existem
Marco, é mal de jornalistas (é uma profissão que gosto, mas que detesto o seu profissional médio). Costumo dizer que o Jornalismo devia ser uma profissão que exigisse uma cultura geral que abrangesse um pouco de todas as áreas do conhecimento (quantas mais, melhor para o jornalista, sendo certo que ninguém pode saber tudo sobre tudo). Mas infelizmente, muitos jornalistas em vez de saberem um pouco sobre tudo, conseguem a proeza de ser ignorantes em relação a quase tudo. Não fosse isso mau à priori, nem sequer se importam de o ser.
Isso não acontece só na Ciência, está descansado. O curso de jornalismo devia durar 5 anos. Os primeiros 4 eram só sobre cultura geral.
PS: Eu acho que o teu problema profissional de deve mesmo a excesso de qualidade para a função desejada xD
___
Oh Carlos, explica-me lá isto:
Tens em letras enormes no teu blog, que é “expressamente proibido” copiar os textos, com link para aqui: http://astropt.org/blog/disclaimer-e-copyright/
Mas tanto na página dos textos como nessa página sobre copyright, dizes que o conteúdo está sujeito a uma licença Creative Commons. E segundo essa licença, os textos podem ser copiados, partilhados bla bla bla, segundo as condições X. Decide-te.
Penso que está explícito que nos decidimos.
Os textos estavam a ser copiados (copy-paste de todo o texto), daí que tivemos que colocar esse aviso em letras grandes. Ou seja, é proibido plagiar.
Ao seguir-se o link, lê-se a explicação mais completa. Ou seja, se o quiserem fazer, têm que nos pedir permissão (e não costumamos dar). Ou então, copiam excertos e põem links para nós.
Estas são as regras a nível académico contra o plagiarismo. Já há muito tempo que estão decididas
Marco, sorry o offtopic.
Mas Carlos, segundo a licença CC em causa, vocês permitem copiar, distribuir e partilhar toda a vossa obra. Quer seja um texto, 1 parágrafo ou 10 textos. Desde que para uso não comercial, e com atribuição. E isto sem necessidade de pedir autorização ao autor. É para isso que servem as licenças CC.
Eu se puser 5 textos vossos completos e não-modificados no meu blog pessoal (não comercial), com indicação de autoria e link para o original, não preciso de vos pedir autorização. Estou a respeitar a licença CC.
O objectivo destas licenças CC é os autores “libertarem” alguns dos direitos que têm, e permitir que escolham quais os direitos que libertam, e em que condições.
Por isso, toda e qualquer licença CC é incompatível com o copyright absoluto que afirmam na página: ” É expressamente proibida a cópia deste texto”, bem como a exigência de prévio consentimento, escrito ou não. Mais, as licenças CC foram criadas para combater o copyright absoluto, e procurar conciliar o interesse do autor com o interesse público na partilha das obras culturais.
Acho que devias ler um pouco sobre a licença que estás a usar no blog:
http://www.creativecommons.pt/
Olá Eph,
Eu não sou dessa área. Quem trata da parte informática no astroPT, é o Nuno. Honestamente, não percebo patavina, e simplesmente vou-me informando mediante o que ele me diz que é o melhor, já que ele é o especialista no astroPT sobre isso.
No entanto, fui eu que lhe disse para colocar essa frase, porque a frase que tinhamos anteriormente, só a dizer que era protegido pela Creative Commons, não estava a funcionar, porque as pessoas plagiavam (copiavam todo o texto e nem sequer davam crédito).
Daí que te agradeço o “warning” sobre a frase poder estar mal colocada, e vou pedir ao Nuno para ler estas tuas linhas.
No entanto, por uma questão de curiosidade, fui ler o site da Creative Commons.
Percebi que temos a licença mais restritiva de todas, ou seja, que deixa referenciar o menos possível. O que está bem, porque estou habituado ao meio académico.
Fui também ler as FAQ, e vi esta pergunta e resposta:
“How do I properly attribute a Creative Commons licensed work?
All current CC licenses require that you attribute the original author(s). If the copyright holder has not specified any particular way to attribute them, this does not mean that you do not have to give attribution. (…)”
Daqui retiro que tem que ter um link para o autor original, que não era isso que eu estava a ver em vários dos nossos textos plagiados.
E daqui retiro também que podemos ter uma maneira particular de atribuir as coisas. Ou seja, a Creative Commons tem regras básicas gerais que funcionam para toda a gente que tenham esta licença, mas os autores podem ter regras particulares que queiram ver cumpridas, e para isso têm as regras expostas nos seus sites particulares.
E isso, nós temos na licença: http://astropt.org/blog/disclaimer-e-copyright/
Posso estar errado, mas é assim que interpreto esta frase: ” If the copyright holder has not specified any particular way to attribute them” então funciona a forma geral da Creative Commons, que é referenciar sempre quem é o autor original (nós). Se nós especificamos a forma como queremos ver o nosso trabalho referenciado, então funciona o que nós pedimos. E penso que não pedimos muito
De qualquer modo, vou pedir ao Nuno para dar uma vista de olhos nestes comentários… porque ele sabe muito melhor do que eu sobre isto.
Marco, faço do Eph as minhas palavras e peço desculpa pelo off-topic.
abraços!
O Marco tem muito espaço para nos emprestar. Olha para isto, este tópico já vai mais que enterrado xD
Acho que no geral já percebeste a questão, era só mesmo para acrescentar uma ou duas coisinhas. Sim, é sempre preciso haver atribuição ao autor, da maneira que ele especificar no site: Link, identificação com nome completo, nome e profissão, enfim. Mas a especificação do modo de atribuição não se confunde com o consentimento. O consentimento é dado pela próprio licenciamento via CC. Pode-se copiar, partilhar, publicar, desde que se atribua os créditos ao autor, da maneira que ele descreve.
Eu sei que é chato estarem-vos a copiar os textos, já me aconteceu também. Mas quem quer que o fez, se não vos deu o crédito do texto e ainda por cima deu a entender que o texto era próprio, praticou plágio, que penso ser crime. Para além de não ter respeitado a vossa licença CC, que coitada, não tem culpa nenhuma xD
E por fim, a vossa licença não “deixa referenciar o menos possível”. Ela deixa sim “copiar, distribuir e transmitir” a obra. Toda a obra. É a licença CC mais restritiva porque é a que impõe mais condições para que o possam fazer: apenas uso não comercial, com atribuição, e proibição de criação de obras derivadas, alteração ou adaptação da obra.
Desculpa lá estar a ser chatinho, mas é que trata-se de um assunto que acho importante que as pessoas o percebam, pois o licenciamento de uma obra através de CC – que considero muito positivo – tem consequências que as pessoas nem sempre percebem.
Cumps
A vossa “troca de discordâncias” tem sido sempre correcta, portanto por mim estão à vontade para “gastar o espaço” que quiserem
Além disso, é uma discussão útil para quem tem um blogue e faz uso dessa licença.
Eph,
Eu falei ontem com o Nuno sobre isto, e ele concordou com as tuas críticas.
Ele diz que realmente viu algumas inconsistências entre a licença CC em si, e o que dizemos no blog.
Daí que ele vai mudar a frase que aparece nos posts, e quiçá mais alguma coisa.
Obrigado pelo feedback!
Abraço!
Até parece que não estamos habituados a este jornalismo sensasionalista.
A venda de jornais, (ou a audiência de telejornais) é conseguida geralmente à custa de títulos enormes e chocantes, mas quando se lê o texto…ou se percebe o logro, ou não se percebe nada.
Artigos desse tipo deveriam sempre vir em páginas especializadas, e comentadas por especialistas, porque a maior parte dos consumidores deste tipo de notícias não entendo a dimensão do universo comparativamente à escala humana.
Tenho alguma dificuldade em habituar-me a esse tipo de jornalismo, Fernando.
Não sou contra o jornalismo “popular”. O que me irrita é o jornalismo que não pensa. E neste caso nem era preciso pensar muito. Só um bocadinho.
Não me parece que o problema esteja nos jornalistas, mas sim na sociedade como um todo – que é o mesmo que defendi aquando da campanha eleitoral sobre os políticos.
A sociedade não tem a chamada Literacia Funcional: saber procurar as informações, avaliar a credibilidades delas, e daí tirar as suas conclusões.
Da mesma forma que para se fazer uma operação ao cérebro se deve consultar os neurocirurgiões e não astrónomos (ou trolhas, ou outra coisa qualquer), porque neste caso os médicos neurocirurgiões sabem mais, também para outro assunto qualquer existem os especialistas no assunto (especialista não quer dizer “com canudo”. Da mesma forma que para me arranjar a parede de casa, o especialista é um trolha e não um doutorado em biologia, por exemplo).
Ora, se a sociedade no seu todo não tem essa Literacia Funcional, é “normal” que jornalistas (ou outra profissão qualquer) também não a tenham. O problema é que estes influenciam muitos que os lêem/vêem que imaginam que se o jornalista está a dizer isso, é porque sabe do que fala.
Na imprensa vê-se muito isso. Não contactam especialistas, mas falam “no ar”. 2 exemplos bastante recentes da minha área:
http://astropt.org/blog/2011/01/14/campo-magnetico-e-ofiuco/
http://astropt.org/blog/2011/01/11/onu-deve-coordenar-contactos-com-ets/
Na TV vê-se o mesmo. Ainda no outro dia, em discussão com um jornalista que decide programas na nossa TV, ele dizia que o Reikki está perfeitamente aceite pela ciência e até a OMS afirma que aceita essas práticas. Ora, o Reikki não é aceite pela ciência. E perdi 30 segundos no Google, e vi páginas oficiais da OMS a dizer que não aceitava nada disso. Quando lhe disse isso, ele levou a mal, e perguntou-me se eu lhe estava a dizer como fazer o trabalho dele…
Curiosamente na TV pagam a astrólogos, a “videntes”, a quem diz que conversa com os mortos… etc…
http://astropt.org/blog/2010/07/09/depois-da-vida/
Na TV até dizem que não se sabe a causa para o efeito das marés!!!
http://astropt.org/blog/2011/01/07/o-misterio-das-mares/
Concordo que existem diferenças entre jornalismo popular e sensacionalista.
A comunicação social, infelizmente, em vez de educar a população, deixa-se levar pelo sensacionalismo, e pela promoção da iliteracia.
Vendo o problema da sociedade como um todo, o problema resume-se a uma única palavra: Educação.
Totalmente de acordo
O problema da Educação (em termos mundiais) é que continua com métodos, processos, e mentalidade dos séculos 18 e 19.
É uma educação baseada na Revolução Industrial… em que as escolas/universidades são simples “fábricas”.
O mundo mudou… a educação (formal) continua parada no tempo.
há aqui uma coisinha que me faz espécie… mesmo que a estrela expluda em 2012, se está a 640 anos-luz, não teremos de esperar esse tempinho todo para nos apercebermos do burburinho? ou melhor dizendo: algo que se tenha passado ali no bairro algures durante a idade média só agora estará a fazer ruído aqui, certo? martelam-me os bichinhos carpinteiros na moleirinha do alto da minha ignorância.
@paulo_marques o que estás a ver não é a actual estrela. Essa já pode nem existir, mas sim como era a Betelgeuse há 640 anos.
foi precisamente isso o que eu disse, mas por vinténs
que importa que o diabo da estrela expluda amanhã? só daqui a muitos anos-luz vai ser cacha jornalística… do mesmo modo, só por dons adivinhatórios alguém podia afirmar que poderíamos “ver” em 2012 o fogo de artifício lançado há 640 anos.
o post não tem outra pretensão senão denunciar o oportunismo jornalístico, a secura pelo sensacionalismo de que a ciência também pode ser vítima. se não, que interesse poderia ter entrevistar um mero cientista (previsivelmente enfadonho)? que tal lhe dar uma pincelada de génio louco ou então de nostradamus vingativo? e tudo em letras garrafais?
betel quê?…
@paulo_marques, acho que não percebeste o que eu escrevi. Eu tentei sintetizar um conceito que não é imediato.
Quando à noite olhas para as estrelas, não estás a vê-las como elas são neste momento, mas sim como elas eram quando elas eram quando libertaram a luz que estás a ver neste momento.
e.g. O sol está a 150000000 Km da terra. A esta distância a “luz” do sol demora 8 min (aprox.) a chegar à Terra. Se eu conseguisse teletransportar-me para a superfície do sol e desligá-lo. Só passados 8 minutos é que a Terra se aperceberia deste facto. Não existe outra forma de sabermos antes (excepto usando o teletransporte à la star trek). Mesmo que se colocasse um sensor no Sol para verificar se ele está ligado ou desligado, apenas passado cerca de 8 minutos (tarde de mais) é que teríamos essa informação (os sinais de rádio “viajam” aprox. à velocidade da luz).
É por isso que olhar para as estrelas é estar a ver o passado.
Olá,
Interessante a reflexão quanto ao jornalismo, educação, etc…
Reflexão derivada dos astros e outros planetas.
999 bilhões de formigas… Et moi, et moi !
Hoje em dia, é impossível tudo sintetizar. Sem ajuda dum matemático um físico não poderá resolver questões e vice-versa.
Quanto mais o saber avança, mais se nota a necessidade da interdisciplinaridade.
Mas o saber mete medo e ainda mais a interdisciplinaridade : a comunicação.
Regressamos aos vitrais ( história estórinha ) e ao latim ( Inglês neste caso, para fazer culto ou para Inglês ver ? )
E admiro-me que a imprensa Portuguesa dê ( se calhar já não tem dinheiro para pagar jornalistas ) uma coberta muito pouco teórica à revolução tunísina. Se calhar essa ( sim essa e não esta ) mesma imprensa ainda não mastigou o 25 de Abril.
Mas se transmissão simbólica existe, ela existe com a revolução Tunisina. Haverá assim tanta diferença entre um cravo e um jasmim ?
Nuno
E até a TIME foi na onda…
O mal é que até a cena dos dois sois está muito exagerada, passava apenas a ser o terceiro objecto mais brilhante do céu a seguir ao sol e à lua.
Do blog Bad Astromomy que se ainda não segues aconselho-te tem muita boa informação.
O que eu não entendo mesmo é que para mim a ciência real é bem mais interessante que isto, quem me dera ver uma supernova destas durante a minha vida.