22/Novembro/2006

Wagner a propósito de Hawking

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Quando Stephen Hawking recebeu a notícia de que apenas teria mais dois ou três anos de vida (ver post), fechou-se no seu quarto a ouvir Wagner. A ópera mais conhecida do compositor alemão, Tristão e Isolda, conta a história de um amor proibido – trágico como o de Romeu e Julieta, de Shakespeare.
As óperas de Wagner são chatas (digo eu!) – mas adoro as partes orquestrais. A música que Wagner compôs para os amantes condenados à tragédia presta-se bem ao estado melancólico que Hawking deve ter sentido nesses dias. Ouvir esta peça – Isoldes Liebestod – é como esperar a sensação de um clímax eminente que não chega a acontecer. Uma onda que morre antes de rebentar na praia. Triste, mas linda, linda, linda.

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