E agora, um eco completamente imprevisto
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O senhor A. Paulo Ferreira, 34 anos, blogger dos Ecos Imprevistos (vejam o post sobre o iPad, um dos poucos em Portugal escritos pela própria cabeça do autor) e homem das artes gráficas, encontra-se na excelsa companhia do senhor Frank Zappa, mestre sem idade, músico e compositor.
Estão aqui lado a lado como dois bons compinchas porque, por ocasião do aniversário do blogue, neste comentário, o senhor do lado esquerdo teve um acesso de generosidade e propôs o seguinte:
- Ó Marco, já que temos de gramar com o avatar deste animal com um corte de cabelo à pipi das meias altas, ao menos ajuda-nos a conhecer melhor o personagem e, à laia de comemoração, mete aí um vídeo com umas cenas desse energúmeno que tão parvamente idolatras.
Ele não usou bem estas palavras, mas pronto, são liberdades poéticas destinadas a dar maior ênfase a esta ocasião pela qual a esmagadora maioria de vocês ansiava. Estou certo disto como dois e dois serem 22.
Além disso, já tive pretextos piores para vos enfiar a música do mestre Zappa pelas goelas abaixo.
Para verem como me empenhei a sério, até fui buscar um player para vos poupar à maçada dos downloads ilegais – muito simples, nada daqueles players maricas cheios de brilhantina; é apenas um plugin para Wordpress que permite aos milhares de interessados em conhecer melhor a obra do guru carregar no Play e dar início ao programa, à aventura, enfim, à lavagem dessa cera MTV que alguns ainda têm nos ouvidos.
As músicas são todas da digressão de 1988 – a última.
Por ordem de entrada, irão ouvir os seguintes temas, perdão, composições: Zombie Woof (uma cacofonia metálica sobre zombies, intelectualmente irrepreensível), o Bolero de Ravel em versão guedelhuda; Rhymin’ Man (um tema sobre cobóis, rimas de cobóis, democratas e estrume de cavalo), Black Napkins, um blues com pinta de jazzístico; Big Swifty, porque o jazz não morreu, só tem um cheiro esquisito; uma brincadeira zappanóica com Stravinsky e Bartók (o mestre, não sei se já disse, era realmente extraordinário a puxar pelos músicos) e, para terminar, Jesus Thinks You’re a Jerk, canção com elevado potencial comercial destinada a moer o juízo a tele-evangelistas, republicanos e conservadores da direita religiosa americana – tudo gente desempoeirada.
Todas as músicas são tocadas ao vivo – e arrisco dizer que alguns de vós nunca tiveram oportunidade de escutar músicos de excelência como estes a tocar todas estas notas e ritmos esquisitos e difíceis sem a rede dos overdubs em estúdio.
Ora bem,
























Isto é boa música e comédia ao mesmo tempo.
De Jazz, por exemplo só o que ouvi e tenho dois álbuns, foi John Zorn… descontrai.
flyes all green and buzzing in this dungeon of despair – the torture never stops!
gracias, señor.
cjt, é isso mesmo
Olha lá, que é feito do Deixis, estás a deixá-lo morrer?
Redirecciona para o Fractura.Net, estou a ver agora…
@bruno: gosto muito de John Zorn.
Eish, tanto Zappa p’rá cabeça dos teus leitores, ah ah. Gostei da iniciativa, Marco. Muy bien.
PS @bruno – John Zorn é uma das excelências de músico que existem por esse mundo fora. No one knows better than the king, life’s a filthy dirty game… la la la la.
PS @Marco – Sabes o que faz mesmo falta aqui no teu blogue? Um link para a homepage no header.
lolol mas esse energúmeno lê mesmo o Bitaites??? É que se há coisa que pulula – gosto da sonoriade desta palavra pá, não sei porquê mas gosto… adiante – se há coisa que pulula no Bitaites são referências e dissertações sobre o SR Zappa… Bolas!
Olá. Admito que não conheço o trabalho de zappa, de forma que estou a fazer a minha iniciação, mas para alguém que aprecia igualmente os Radiohead, isto deve valer a pena.
Este plugin também está muito bom! Podes partilhar o seu nome com a comunidade, dava-me ‘jeitasso’ para os meus blogs e para os dos meus alunos.
Ora agora é que foi mesmo uma surpresa… não contava com esta exposição toda. Obrigado pelo gesto mas até foi com imensa cordialidade que deixei a sugestão do Frank Zappa.
Não acompanho o blogue assim há tanto tempo (apenas perto de 3 anos atrás) e o Zappa e mais alguns têm sido recorrentes por aqui… e com uma efeméride dessas seria o mais indicado para assinalar (um video também teria sido cativante).
Marco santos, está porreiro o artigo com esse player.
Como é streaming, até me permite escutar aqui pelo meu iTunes, esse longo medley do Zappa e até abandonar o browser.
Passei, apesar de em doses bem menores que os fãs, a admirar mais o Zappa (com tanta prosa sobre ele por aqui… tinha tomado contacto com uma ou outra)… e até vou “escavar” os registos dele.
Isso quer dizer que evolui, certo?
@ Gil: Como “energúmeno”, ainda bem que a sugestão que deixei foi recomendar celebrar com um tal de Mikael Carreira… ou os Dzrt… ou o Toy… ou sei lá quem mais -pois se o que escrevi pode ser qualquer coisa também. É que o Frank Zappa foi mesmo um engano tipográfico…
As coisas que o meu teclado e rato fazem sem eu notar… se calhar estão avariados!?
Obrigada pela dica. Desconhecia. E parabéns pelo bom gosto na selecção de autor e composições.
É sempre refrescante ler os seus posts.
Melhores cumprimentos,
Maria João
@dp
O plugin que uso é o WPaudio, coisa simples como eu gosto e que faz apenas o que se pede. Permite remover o link para download, se for preciso. Página do plugin
ArmPauloFerreira, uma vez que não odiaste Zappa e até ficaste curioso em ouvir mais, posso até dizer que já há esperança para ti!
E não leves a peito a saída do Gil. É um gaijo do Norte, vernáculo, mas não quer ofender…