Lembram-se do imã ira­ni­a­no que não bate bem da tola?

Uma lem­bran­ça rápi­da: o aya­tol­lah Kazem Sedighi defen­deu numa ora­ção de sex­ta-fei­ra que «o aumen­to de rela­ções sexu­ais ilí­ci­tas é a cau­sa do aumen­to do núme­ro de ter­ra­mo­tos» e con­si­de­rou que «as catás­tro­fes natu­rais são o resul­ta­do do nos­so pró­prio com­por­ta­men­to», dan­do o exem­plo das «mui­tas mulhe­res mal ves­ti­das» que «cor­rom­pem os jovens».

Jennifer McCreight

Uma jovem estu­dan­te da Universidade de Purdue, Jennifer McCreight (na foto), qua­se a con­cluir a licen­ci­a­tu­ra em Genética e Evolução, lan­çou no Facebook a ideia de cri­ar um even­to cha­ma­do Boobquake (tra­du­ção livre: mama­mo­to). A ideia é tes­tar a teo­ria do clé­ri­go ira­ni­a­no, jun­tan­do o mai­or núme­ro pos­sí­vel de mulhe­res ves­ti­das com as rou­pas mais reve­la­do­ras que sejam capa­zes de arran­jar.

«Encorajo outras mulhe­res cép­ti­cas a jun­tar-se a mim e sen­tir o supos­to poder sobre­na­tu­ral dos seus pei­tos», desa­fi­ou Jennifer. «Com o poder com­bi­na­do dos nos­sos escan­da­lo­sos cor­pos, sere­mos capa­zes de pro­du­zir um ter­ra­mo­to».

24 horas depois de lan­çar a ideia no Facebook, mais de 14 mil mulhe­res já tinham res­pon­di­do à cha­ma­da. Com o mama­mo­to mar­ca­do para a pró­xi­ma segun­da-fei­ra, 26 de Abril, em qual­quer lugar do mun­do, 30 mil já pro­me­te­ram par­ti­ci­par.

«O que come­çou como uma pia­da sar­cás­ti­ca à ridí­cu­la noção de que a imo­dés­tia femi­ni­na cau­sa ter­ra­mo­tos, explo­diu. A sério, Internet, tu às vezes assus­ta-me e sur­pre­en­des-me», escre­veu Jennifer no seu blo­gue. No seu per­fil, ela des­cre­ve-se como uma libe­ral, geeky, nerdy, cien­tí­fi­ca, per­ver­ti­da ateís­ta e femi­nis­ta pre­sa em Indiana, nos Estados Unidos.

Marco Santos

­ Marco Santos

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