Os cin­co no­mes mais fa­la­dos da fu­tu­ra ad­mi­nis­tra­ção Trump es­tão a dei­xar me­ta­de da América em so­bres­sal­to. Ao mo­te «Vamos emi­grar pa­ra o Canadá», os se­to­res mais li­be­rais con­tra­põem ou­tro: «Nem pen­sar, va­mos fi­car e lu­tar con­tra eles».

«Eles» pa­re­cem ser fi­gu­ras do pas­sa­do, mas vi­vem no pre­sen­te e pla­nei­am o fu­tu­ro. Num mun­do per­fei­to, as idei­as e po­si­ções que de­fen­dem ter-se-iam já des­va­ne­ci­do na po­ei­ra dos sé­cu­los. Mas es­te não é um mun­do per­fei­to. E es­tas ho­mens são co­mo fi­gu­ras re­cor­ta­das a pre­to e bran­co, in­ca­pa­zes de ver ou acei­tar a mul­ti­pli­ci­da­de de co­res que os ro­deia.

Eis um per­fil de ca­da um de­les e as idei­as mais con­tro­ver­sas que de­fen­dem.

Mike Pence

Mike Pence

O go­ver­na­dor do Indiana Mike Pence é o fu­tu­ro vice-presidente dos Estados Unidos. «Um cris­tão, um con­ser­va­dor e um re­pu­bli­ca­no. Por es­ta or­dem» — afir­mou a 7 de ju­lho, ao ser apre­sen­ta­do co­mo o can­di­da­to es­co­lhi­do por Trump pa­ra a vice-presidência.

Pence é re­ser­va­do e dis­cre­to, pou­co da­do às ba­zó­fi­as de Trump, mas igual­men­te pe­ri­go­so. No ano pas­sa­do, as­si­nou a «Religious Freedom Restoration Act». Esta lei iria per­mi­tir que qual­quer em­pre­sa, por ra­zões re­li­gi­o­sas, se re­cu­sas­se a pres­tar ser­vi­ços a um gru­po es­pe­cí­fi­co de pes­so­as.

A lei le­ga­li­za­va, na prá­ti­ca, atos dis­cri­mi­na­tó­ri­os so­bre gays, bis­se­xu­ais, tran­se­xu­ais ou quais­quer ou­tros in­di­ví­du­os cu­jas es­co­lhas fos­sem con­de­ná­veis aos olhos de um cren­te co­mo Mike Pence.

Pence só emen­dou a lei de­pois de uma enor­me cam­pa­nha pú­bli­ca de opo­si­ção.

O fu­tu­ro vice-presidente dos EUA as­si­nou tam­bém uma or­dem exe­cu­ti­va blo­que­an­do o re­a­lo­ja­men­to de re­fu­gi­a­dos sí­ri­os no Indiana, o Estado de que é Governador. Tentou cor­tar as aju­das fe­de­rais aos re­fu­gi­a­dos que já ti­nham si­do re­a­lo­ja­dos no seu Estado. Um juiz fe­de­ral impediu-o, con­si­de­ran­do que a me­di­da des­cri­mi­na­va pes­so­as ape­nas com ba­se na re­gião de on­de eram ori­gi­ná­ri­as.

«Evolução? Acredito que Deus criou os céus e a Terra»

Como qual­quer cris­tão evan­gé­li­co, Pence é vis­ce­ral­men­te an­ti­a­bor­to. A Planned Parenthood é uma or­ga­ni­za­ção sem fins lu­cra­ti­vos que pres­ta ser­vi­ços de saú­de re­pro­du­ti­va, edu­ca­ção se­xu­al e dá apoio a mu­lhe­res que pro­cu­ram abor­tar.

No ano pas­sa­do, uma sé­rie de ví­de­os mos­tra­va mem­bros da or­ga­ni­za­ção Planned Parenthood a dis­cu­tir pre­ços de te­ci­do fe­tal. Acabou por se des­co­brir que os ví­de­os eram fal­sos. Tinham si­do fei­tos por dois ati­vis­tas an­ti­a­bor­to.

Não obs­tan­te es­ta des­co­ber­ta, Pence con­du­ziu uma in­ves­ti­ga­ção aos es­cri­tó­ri­os da Planned Parenthood — sem re­sul­ta­dos, ob­vi­a­men­te — e re­du­ziu em mais de me­ta­de os sub­sí­di­os à or­ga­ni­za­ção.

Em Março, Pence as­si­nou a lei an­ti­a­bor­to mais odi­a­da e aplau­di­da do país, obri­gan­do as mu­lhe­res que abor­ta­ram a fa­zer um fu­ne­ral aos fe­tos «por cre­ma­ção» e proi­bin­do o abor­to em ca­sos de mal for­ma­ção ou dis­túr­bi­os ge­né­ti­cos co­mo a Síndrome de Down, por exem­plo.

Pence não acre­di­ta no Aquecimento Global. Enquanto mem­bro do Congresso, vo­tou sem­pre con­tra a im­po­si­ção de li­mi­ta­ções à emis­são de ga­ses de efei­to de es­tu­fa, opondo-se à re­gu­la­ção da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e aos in­cen­ti­vos à pro­du­ção de for­mas al­ter­na­ti­vas de ener­gia.

Também não é um de­fen­sor da Teoria da Evolução, na­tu­ral­men­te. «Se eu acre­di­to na Evolução?» — afir­mou, sem que­rer dar uma res­pos­ta di­re­ta. — «Acolho a vi­são de que Deus cri­ou os céus e a Terra, os ma­res e tu­do o que eles con­tém». Sim, Pence acre­di­ta no «Design Inteligente» de­fen­di­do pe­los Criacionistas.

Jeff Sessions

Jeff Sessions

O ad­vo­ga­do e re­pu­bli­ca­no Jeff Sessions se­rá o no­vo Procurador-Geral, uma es­pé­cie de mi­nis­tro da Justiça do país. Sessions per­ten­ce à ala mais à di­rei­ta do Partido Republicano e é um co­nhe­ci­do de­fen­sor de po­lí­ti­cas anti-imigração.

Sessions é um ra­cis­ta em ne­ga­ção, co­mo são mui­tos. O ti­po de pes­so­as que às ve­zes en­con­tra­mos nos co­men­tá­ri­os on­li­ne. Aqueles que nor­mal­men­te co­me­çam uma in­ter­ven­ção com «eu não sou ra­cis­ta, mas…»

Em no­vem­bro de 1981, o en­tão Jeff Sessions não era tão dis­cre­to. Foi acu­sa­do de cha­mar «pre­to» ao pri­mei­ro afro-americano mem­bro de uma Comissão de Condado, o de­mo­cra­ta Douglas Wicks.

Cinco anos de­pois, Ronald Reagan ten­tou nomeá-lo pa­ra juiz fe­de­ral. Como sem­pre su­ce­de, te­ve de se su­jei­tar a uma au­di­ên­cia no Senado. Durante es­ta au­di­ên­cia, Sessions foi con­fron­ta­do com aque­las acu­sa­ções. «Não ha­via um co­mis­sá­rio ne­gro na­que­la al­tu­ra» — defendeu-se. — «O ne­gro só foi elei­to de­pois».

Sessions não é ra­cis­ta, mas… O «ne­gro» ti­nha um no­me: Douglas Wicks. E, já ago­ra, não era ver­da­de. Wicks era co­mis­sá­rio em no­vem­bro de 1981.

Sessions tam­bém é co­nhe­ci­do por ter fei­to o se­guin­te co­men­tá­rio: «Eu acha­va que o Klu Klux Klan era OK até sa­ber que eles fu­ma­vam ma­ri­ju­a­na». O fu­tu­ro Procurador-Geral defendeu-se di­zen­do que o ti­nha afir­ma­do co­mo «uma pi­a­da», mas no fi­nal da au­di­ên­cia o Senado ve­tou a no­me­a­ção de Ronald Reagan.

Sessions foi um dos no­ve se­na­do­res que vo­ta­ram con­tra uma pro­pos­ta apre­sen­ta­da pe­lo se­na­dor re­pu­bli­ca­no John McCain. Esta pro­pos­ta de McCain — an­ti­go pri­si­o­nei­ro de guer­ra e ele pró­prio tor­tu­ra­do pe­los norte-vietnamitas — vi­sa­va im­pe­dir o uso de tor­tu­ra por par­te dos mi­li­ta­res norte-americanos.

Mike Pompeo

Mike Pompeo

Mike Pompeo, ele­men­to li­ga­do ao Tea Party, se­rá o di­re­tor da CIA. Depois do aten­ta­do bom­bis­ta du­ran­te a ma­ra­to­na de Boston, a 15 de abril de 2013, Pompeo acu­sou or­ga­ni­za­ções mu­çul­ma­nas e os seus lí­de­res re­li­gi­o­sos nos Estados Unidos de não con­de­na­rem o ter­ro­ris­mo. «O seu si­lên­cio tor­nou es­ses lí­de­res is­lâ­mi­cos em cúm­pli­ces», afir­mou en­tão.

Não era ver­da­de. Nihad Awad, diretor-executivo do Conselho pa­ra as Relações Americano-Islâmicas, lan­çou um co­mu­ni­ca­do no pró­prio dia do aten­ta­do:

«Os mu­çul­ma­nos ame­ri­ca­nos con­de­nam nos ter­mos mais ve­e­men­tes os co­bar­des ata­ques bom­bis­tas ho­je per­pe­tra­dos con­tra par­ti­ci­pan­tes e es­pec­ta­do­res da Maratona de Boston» — es­cre­veu Awad. Além dis­so, o co­mu­ni­ca­do tam­bém ape­la­va aos mu­çul­ma­nos pa­ra re­zar pe­las ví­ti­mas e do­ar san­gue aos que ti­nham fi­ca­do fe­ri­dos.

Como can­di­da­to ao Congresso, em 2010, Pompeo foi obri­ga­do a pe­dir des­cul­pas por um twe­et de cam­pa­nha ter pro­mo­vi­do um ar­ti­go de um jor­nal lo­cal co­mo uma «boa lei­tu­ra».

No ar­ti­go, en­tre­tan­to já de­sa­pa­re­ci­do, o ri­val de­mo­cra­ta, o ame­ri­ca­no de ori­gem in­di­a­na Raj Goyle, era tra­ta­do co­mo «o ma­lé­fi­co su­jei­to do tur­ban­te. Pode ser um mu­çul­ma­no, um hin­du, um bu­dis­ta, etc., nin­guém sa­be». Não obs­tan­te o pe­di­do de des­cul­pas e a re­mo­ção do twe­et, al­guns car­ta­zes de cam­pa­nha de Pompeo con­ti­nu­a­ram a pe­dir aos elei­to­res pa­ra «vo­tar ame­ri­ca­no».

«Greve de fome? Até ganharam peso e tudo»

Pompeo é um fe­roz opo­si­tor do po­der con­ce­di­do à Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos pa­ra re­gu­lar a emis­são de ga­ses de efei­tos de es­tu­fa. Esta po­si­ção não sur­pre­en­de, da­do que an­tes de en­trar no Congresso era do­no de uma em­pre­sa de for­ne­ci­men­to e dis­tri­bui­ção de pe­tró­leo. Desdenha tam­bém, por con­sequên­cia, o con­sen­so ci­en­tí­fi­co so­bre o Aquecimento Global.

Pompeo é mem­bro da National Rifle Association of America, uma as­so­ci­a­ção que de­fen­de os di­rei­tos dos pro­pri­e­tá­ri­os de ar­mas de fo­go nos EUA. Tal co­mo Pence, é um ati­vis­ta an­ti­a­bor­to — só o acei­ta quan­do es­tá em ris­co a vi­da da grá­vi­da. Votou con­tra a re­no­va­ção da lei fe­de­ral Violence Against Women Act as­si­na­da por Bill Clinton em 1994.

Pompeo é um opo­si­tor do en­cer­ra­men­to da pri­são de Guantánamo. Durante uma vi­si­ta, em 2013, co­men­tou o es­ta­do de al­guns pri­si­o­nei­ros em gre­ve de fo­me da se­guin­te for­ma: «A mim pa­re­ce que até ga­nha­ram pe­so».

Michael Flynn

Michael Flyn

O ge­ne­ral na re­for­ma Michael T. Flynn, afas­ta­do por Barack Obama da che­fia dos ser­vi­ços se­cre­tos da Defesa, se­rá o con­se­lhei­ro de se­gu­ran­ça na­ci­o­nal de Trump.

Flynn é ca­paz de ser o mais be­li­ge­ran­te de to­dos. Não é mui­to di­fe­ren­te do teó­ri­co da cons­pi­ra­ção que ar­ran­ja fac­tos pa­ra sus­ten­tar as su­as con­vic­ções. É co­nhe­ci­do por fa­zer uso de da­dos in­cor­re­tos ou im­pre­ci­sos pa­ra sus­ten­tar al­gu­mas te­ses — por exem­plo, a de que a «sha­ria» (lei is­lâ­mi­ca) se es­tá a alas­trar nos Estados Unidos.

Este é uma ca­rac­te­rís­ti­ca tão mar­can­te da sua per­so­na­li­da­de que na Agência de Inteligência da Defesa os seus su­bor­di­na­dos ti­nham ar­ran­ja­do uma de­sig­na­ção pa­ra clas­si­fi­car as su­as cer­te­zas: «fac­tos Flynn».

Flynn é tam­bém ca­paz de pro­mo­ver um twe­et de al­guém que cha­ma ao pre­si­den­te dos Estados Unidos «Jihadi Obama». Ou de es­cre­ver, tam­bém no Twitter: «Ter me­do dos mu­çul­ma­nos é ra­ci­o­nal».

Flynn acre­di­ta que os Estados Unidos es­tão en­vol­vi­dos nu­ma «guer­ra glo­bal con­tra um ini­mi­go co­mum. Uma ali­an­ça que vai de Pyongyang, na Coreia do Norte, a Havana, em Cuba, até Caracas, na Venezuela. Uma ali­an­ça», sus­ten­ta, «apoi­an­te de paí­ses e or­ga­ni­za­ções mu­çul­ma­nas ra­di­cais, do Irão à al Qaeda, dos Talibã ao Estado Islâmico.»

Não sur­pre­en­den­te­men­te, é um opo­si­tor ao acor­do nu­cle­ar que a ad­mi­nis­tra­ção Obama fez com o Irão. «Fomos ba­ti­dos por uma na­ção de pe­ri­tos em ne­go­ci­a­ção. Conseguiram tu­do o que que­ri­am e pre­ci­sa­vam ape­nas na ba­se de pro­mes­sas de per­mi­tir fu­tu­ras ob­ser­va­ções.»

Steve Bannon

Steve Bannon

«As tre­vas são bo­as. Dick Cheney. Darth Vader. Satanás. Isso é po­der. Só nos aju­da quan­do eles [os li­be­rais] se en­ga­nam. Quando es­tão ce­gos acer­ca de quem so­mos e do que es­ta­mos a fa­zer».

Estas de­cla­ra­ções fo­ram fei­tas por Steve Bannon, 62 anos, o ho­mem que se­rá o con­se­lhei­ro prin­ci­pal de Donald Trump. São, ao mes­mo tem­po, re­fle­xão so­bre a na­tu­re­za do po­der e res­pos­ta às vo­zes que o acu­sam de ser um mi­só­gi­no an­tis­se­mi­ta.

Bannon di­ri­giu o por­tal no­ti­ci­o­so de extrema-direita Breitbart News. Andrew Breitbart, o fun­da­dor do si­te, des­cre­veu Bannon co­mo a Leni Riefenstahl do mo­vi­men­to Tea Party. Riefenstahl é co­nhe­ci­da, so­bre­tu­do, pe­los fil­mes de pro­pa­gan­da que re­a­li­zou pa­ra Hitler. E são im­pres­si­o­nan­tes, se co­lo­car­mos de la­do a cau­sa que ser­vem.

Sobre ele pai­ram acu­sa­ções de an­tis­se­mi­tis­mo, mas a acu­sa­do­ra é a ex-mulher e até os pró­pri­os ju­deus consideram-nas pou­co fun­da­das.

As de­cla­ra­ções fo­ram fei­tas na sequên­cia de um di­vór­cio li­ti­gi­o­so, com du­as fi­lhas pe­lo meio. Quando es­ta­vam a es­co­lher uma es­co­la pa­ra as miú­das, acu­sou a ex-mulher, Bannon opôs-se a uma de­las. Motivo: ser fre­quen­ta­da por de­ma­si­a­dos ju­deus. Bannon des­men­tiu es­tas acu­sa­ções.

Tanto o Klu Klux Klan co­mo o ra­cis­ta de extrema-direita David Duke, an­ti­go «Imperial Wizard» do KKK, mostraram-se en­can­ta­dos com a no­me­a­ção de Bannon. Isto já é sig­ni­fi­ca­ti­vo.

Duke é um su­pre­ma­cis­ta bran­co. Um an­tis­se­mi­ta que ne­ga a exis­tên­cia do Holocausto. Enquanto mem­bro da Câmara dos Representantes do Louisiana en­tre 1989 e 1993, vo­tou por du­as ve­zes con­tra a pro­pos­ta de comemorar-se o ani­ver­sá­rio de Martin Luther King co­mo um dia fes­ti­vo. Um cre­ti­no do pi­or.

«70 por cento dos juízes são brancos. Graças a Deus!»

Steve Bannon po­de não ser o de­mó­nio de extrema-direita que afir­mam, mas al­guns ar­ti­gos que es­cre­veu no Breitbart News aju­dam a com­pre­en­der por que ra­zão mais de 360 mil pes­so­as (até à da­ta) ten­tam impedi-lo de en­trar na Casa Branca.

Num tex­to in­ti­tu­la­do «Solução pa­ra o as­sé­dio on­li­ne: as mu­lhe­res de­vi­am fa­zer log-off», Steve Bannon es­cre­ve: «As mu­lhe­res es­tão a dar ca­bo da Internet, ao in­va­dir ca­da es­pa­ço que os ho­mens têm on­li­ne e a arruiná-lo». Noutro, de­fen­de que não exis­te «pre­con­cei­to con­tra as mu­lhe­res na in­dús­tria tec­no­ló­gi­ca. Elas são é pés­si­mas nas en­tre­vis­tas de em­pre­go.»

Sobre Justiça: «70 por cen­to dos juí­zes são bran­cos. Graças a Deus!»

Sobre os re­fu­gi­a­dos: «Podem des­truir co­mu­ni­da­des. Ao per­mi­tir a en­tra­da des­tes emi­gran­tes no país, es­ta­mos a cri­ar uma cri­se de re­fu­gi­a­dos ame­ri­ca­nos na pró­pria América.» Ou, nou­tro ar­ti­go: «Acabemos es­ta emi­gra­ção em mas­sa de mu­çul­ma­nos. A nos­sa cul­tu­ra não aguen­ta».

Sobre o Estado Islâmico e Obama: «Como fa­lar de Aquecimento Global com o teu pa­ren­te lou­co do Estado Islâmico du­ran­te um jan­tar de Ação de Graças? Quando o Estado Islâmico res­mun­ga por cau­sa das Cruzadas, um bom li­be­ral co­mo o Obama ace­na pen­sa­ti­va­men­te e res­pon­de ‘Sabe, até tem al­gu­ma ra­zão…’»

Marco Santos

Bitaite de Marco Santos

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