Da Natureza do Fanatismo – versão completa
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Relacionado (ou não): Da Natureza do Fanatismo [1] (3)
Da Natureza do Fanatismo é um texto que resultou de uma conferência dada pelo escritor israelita Amos Oz a 23 de Janeiro de 2003. O escritor e activista político sul-africano Nadine Gordimer, Prémio Nobel da Literatura, descreveu a escrita de Amos Oz como «a voz da sanidade que sobressai no meio da confusão.» Amos Oz prescindiu dos direitos de autor sobre este texto por considerar mais importante passar a mensagem do que ganhar dinheiro, pelo que qualquer um o pode divulgar ou distribuir, desde que não o faça com objectivos comerciais. Depois de o divulgar aqui por partes, esta é a versão completa para quem estiver interessado em ler o ensaio todo de uma vez.
Como curar um fanático? Perseguir um punhado de fanáticos através das montanhas do Afeganistão é uma coisa. Lutar contra o fanatismo, outra muito diferente. Receio não saber muito bem como perseguir fanáticos pelas montanhas, mas talvez possa apresentar uma ou duas reflexões acerca da natureza do fanatismo e sobre as formas, se não de curá-lo, pelo menos de controlá-lo.
A chave do ataque de 11 de Setembro contra os Estados Unidos não deve ser apenas procurada no confronto existente entre pobres e ricos. Esse confronto constitui um dos mais terríveis problemas do mundo, mas estaríamos errados se concluíssemos que o 11 de Setembro se limitou a ser um ataque de pobres contra ricos. Não se trata apenas de «ter ou não ter». Se fosse assim tão simples, deveríamos esperar que o ataque viesse de África, onde estão os países mais pobres, e que talvez fosse lançado contra a Arábia Saudita e os emirados do Golfo, que são os estados produtores de petróleo e os países mais ricos. Não. É uma batalha entre fanáticos que crêem que o fim, qualquer fim, justifica os meios, e os restantes de nós, para quem a vida é um fim, não um meio.
























“O sentido de humor é uma grande cura.” Não só para o fanatismo, mas para a maioria das situações diárias que consideramos, no momento, um problema. Ver o lado cómico da questão alivia a tensão, a pressão, a agressividade. Nem sempre é possível, eu sei, mas o sentido de humor pode ser apreendido e cultivado. E resulta na maioria dos casos, pelo menos comigo.
[...] críticas. Mas preocupa-me que o anónimo que votou ‘1′ ao magnífico texto de Amoz Oz (post seguinte) não justifique as suas razões na caixa de comentários: isso leva-me a concluir que algumas [...]
[...] o artigo completo aqui. Fonte: [...]
Este foi um texto que eu achei muito inspirador. A partir do momento que o acabaste de traduzir eu criei um pdf com este texto. Agora, com um blog, vou colocá-lo á disposição para download. Com os devidos créditos claro. Era minha intenção contactar-te por e-mail para te notificar disto, mas não consegui encontrar o dito endereço em lado nenhum do blog não me foi possivel fazer isto. De qualquer das formas vê o ficheiro e dá algum feedback caso haja alguma coisa errada/incompleta.
[...] lendo este texto á medida que o Marco o ia colocando neste post. Quando acabou criei um ficheiro pdf para estar mais acessível. Deixo aqui o dito ficheiro. [...]
Caro Marco,
Partindo do princípio de que o animal foi realmente alimentado e não morreu, enfim (deveria ter sido tratado e adoptado pelo artista, no mínimo), mas como pode ter tanta certeza de que foi isso que realmente aconteceu?
Cumprimentos,
Ricardo
Caro Marco,
Já agora, para ficar com a consciência menos tranquila (espero) aconselho-o a ir a este blog: http://guillermohabacucvargas.blogspot.com/
Sem mais,
Ricardo
Ricardo, a última vez que escrevi sobre esse caso foi aqui e não tenciono voltar ao assunto.
Posso garantir-lhe que a minha consciência ainda fica mais tranquila quando leio blogues como esse que apontou.