A in­dús­tria dos dis­cos e do ci­ne­ma es­tá a ata­car em for­ça. O úl­ti­mo si­te a cair foi o LokiTorrent. Tenho a cer­te­za de que mui­tos ou­tros se se­gui­rão. A per­se­gui­ção aos “cri­mi­no­sos” es­tá em mar­cha há mui­to tem­po.

Sei mui­to bem que, ao sa­car um de­ter­mi­na­do fi­chei­ro, pos­so es­tar a vi­o­lar a pro­tec­ção dos di­rei­tos de au­tor. É uma ver­da­de in­dis­cu­tí­vel – mas não é a úni­ca.

Organizações co­mo a MPAA ou a RIAA não es­tão ape­nas pre­o­cu­pa­das com a per­da do di­nhei­ro – mas tam­bém com a per­da de in­fluên­cia. A Internet dá-nos um aces­so rá­pi­do e cer­tei­ro à in­for­ma­ção de que pre­ci­sa­mos, co­mo e quan­do pre­ci­sa­mos. Sem qual­quer ti­po de con­tro­lo. E dis­so eles não gos­tam.

O que es­sas in­dús­tri­as ver­da­dei­ra­men­te re­cei­am é um am­bi­en­te on­de a Informação se so­bre­põe ao Marketing. Sacas a mú­si­ca e ou­ves; se gos­tas, po­des (e de­ves) com­prar o CD; se não gos­tas, não com­pras. Este ti­po de am­bi­en­te ain­da po­de ser mais no­ci­vo pa­ra os in­dus­tri­ais da ar­te do que os pu­tos sem di­nhei­ro que sa­cam CDs. Porquê? Porque tem o po­der de mu­dar men­ta­li­da­des. A tro­ca li­vre de fi­chei­ros pro­por­ci­o­na uma li­ber­da­de de es­co­lha sem in­ter­me­diá­ri­os, on­de a mú­si­ca é ava­li­a­da ape­nas pe­la mú­si­ca e não pe­lo ruí­do pu­bli­ci­tá­rio.

Como é pos­sí­vel que tan­tos mú­si­cos me­dío­cres te­nham tan­to su­ces­so? Porque uma ge­ra­ção in­tei­ra de pu­tos es­tá a ser edu­ca­da pe­la MTV a ava­li­ar a mú­si­ca com os olhos. Mas se es­sa ge­ra­ção se ha­bi­tu­ar a pen­sar pe­la pró­pria ca­be­ça, va­lo­ri­zan­do a Informação e não o Marketing dos vi­de­o­clips, en­tão eles ain­da po­dem per­der mais di­nhei­ro. Acreditem, os ma­fi­o­sos es­tão à ras­ca.

Marco Santos

Bitaite de Marco Santos

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