É uma história como no filme Avatar: tribo pequena luta contra corporação gananciosa. E então a tribo pediu ajuda a um especialista no assunto: o próprio James Cameron.

A luta do povo dongria kondh, de Orissa, na Índia, faz lembrar a luta dos na’vi no filme Avatar, de James Cameron.
Tantas são as semelhanças com a história de Avatar que a Survival – uma organização que luta pelos direitos dos povos indígenas – resolveu publicar um anúncio na revista Variety dirigindo um apelo directo a James Cameron, pedindo-lhe ajuda e a convidando-o a ver um documentário de dez minutos onde toda a situação é explicada: «Nós vimos o seu filme, agora veja o nosso: www.survival.es/lamina», diz o anúncio, publicado ontem.
Os dongria kondh veneram a sua montanha como «sagrada» e também se sentem ameaçados pela ganância de uma civilização tecnologicamente superior que serve insensíveis e pouco ecológicos interesses corporativos; em Pandora, uma corporação – a RDA – tenta expulsar os na’vi da Casa da Árvore, local que lhes é sagrado, para ter acesso à rica reserva de um minério chamado unobtainium; na Terra, uma empresa altamente cotada na bolsa de Londres, a Vedenta Resources, propriedade do multimilionário indiano Anil Agarwal, prepara-se para abrir uma mina na montanha sagrada dos dongria kondh para ter acesso ao bauxite, mineral a partir do qual se obtém alumínio.
Os dongria kondh são um dos povos indígenas mais antigos do mundo. Vivem nas colinas de Niyamgiri, no Estado de Orissa, na Índia, e veneram a sua montanha como se fosse um deus.
Partiu provavelmente do responsável pela organização Survival, Stephen Corry, a ideia de comparar a situação real na Índia com a ficção de Avatar. Um brilhante golpe publicitário que fará com que todos os fãs do filme se interessem pelo que se passar com aquele povo e por tudo o que Corry quiser dizer: «Assim como os na’vi descrevem a selva de Pandora como um todo, também para os dongria kondh vida e terra estão profundamente ligadas. Se descontarmos os elementos de ficção científica, a história fundamental de Avatar está a suceder ali, nas colinas de Niyamgiri.»
«Tal como os na’vi de Avatar, os dongria kondh também se encontram em perigo e a ponto de ver as suas terras minadas pela Vedanta Resources, que não recuará perante nada para conseguir os seus objectivos. A mina destruirá os bosques dos quais dependem os dongria kondh e arruinará as vidas de outros povos indígenas kondh que vivem na zona. Espero sinceramente que James Cameron se junte a esta luta para salvar a montanha sagrada dos dongria e assegurar o seu futuro», declarou Stephen Corry.
Ainda antes do mediático apelo a Cameron, já as tribos locais se tinham juntado aos dongria para uma manifestação contra a empresa e o multimilionário indiano. Na sexta-feira da semana passada, 5 de Fevereiro, mais de 3000 manifestantes juntaram-se na cidade de Muniguda – uma entre as muitas iniciativas de protesto que já incluíram corte de estradas e marchas.
«Deixem as nossas florestas, os nossos córregos e a nossa montanha sagrada em paz», gritam os povos desprotegidos, à espera que Cameron os oiça, se comova como o marine Jake Sully do filme, ponha de parte alguns dos milhões que ganhou com Avatar e os ajude a vencer a tirania corporativista dos maus da fita. Fontes: El Mundo, Survival e Wikipédia.































4 comentários
Gostava de ser um Avatar!
Olá boa tarde. É de aplaudir a iniciativa da Survival
Histórias como esta repetem-se desde há séculos e o Homem não aprende com as lições, alem de parecer ser um comportamento inato, acresce que nas sociedades actuais ditas “evoluídas”, que tudo começa a estar unificado debaixo do mesmo culto/símbolo: €ifrõe$
Mais uns tempos e “Pandoras” ou “Paraísos” na Terra só mesmo os virtuais, é ver um filme 3D ou colocar o capacete virtual e aceder ao simulador do PC.
Um abraço
Se o Estado indiano for tão amante de corporações como é o português, então os naavi já eram.
busca da verdade,
unam-se homens e dê aos mais fracos o que lhes pertencem.
na verdade os chamados de fracos são fortes.
mensagem;
umildade para compreender,
caridade como a mais nobre das virtudes,
para se encontrar em estado de felicidade plena.