Mais um 11 de Setembro no Iraque
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Foto: Hadi Mizban
No Iraque, o 11 de Setembro parece acontecer quase todos os dias. É um país dividido entre a pobreza e o choro.
O duplo atentado de hoje no centro de Bagdade matou – e são números provisórios – 132 pessoas e deixou feridas 520. O número de feridos é tão grande que até carros particulares foram requisitados para os transportar aos hospitais.
É o mais sangrento atentado desde Agosto de 2007, mas a história dos últimos anos no Iraque está repleta de perdas: entre 2004 e 2008, a violência no país provocou um total de 85 mil mortos e 150 mil feridos, segundo dados avançados pelas próprias autoridades iraquianas.

Foto: Karim Kadim


Fotos: Ahmad Al-Rubaye
Os veículos utilizados não foram automóveis, como se pensava inicialmente, mas dois autocarros armadilhados conduzidos por bombistas suicidas e que explodiram com menos de um minuto de diferença em locais distintos: o primeiro rebentou no parque de estacionamento junto do edifício do Governo, o segundo nas proximidades do Ministério da Justiça, no bairro de Al Salehiya.
Os atentados ocorreram perto da Zona Verde – assim chamada por se encontrar protegida por fortes medidas de segurança, pois aí estão situadas as embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido, além de edifícios governamentais iraquianos.
























Marco, isto é tão horrível que custa encontrar palavras.
Em Abril de 2007, eu escrevia o texto “O que têm Atocha e Sadriya em comum?”, onde comparava o terrorismo de Atocha com o do Iraque. Foram muitos dias, semanas até, onde só se ouvia falar de Atocha. Quando escrevi esse texto, o mercado de Bagdad tinha sido palco de um atentado que vitimou 140 iraquianos e feriu mais de 150. Em 3 de Março desse ano, havia sido palco de outro atentado que vitimou 130 iraquianos. E estávamos em 2007.
Repito o que disse na altura «O Iraque está longe e os acontecimentos locais parecem não nos afectar. Porém, o pesadelo associado ao terrorismo é tão grande como o que aconteceu em Nova Iorque, Londres ou Madrid. A diferença é que no Iraque esse pesadelo ocorre quase diariamente e o povo não tem esperança que os culpados possam ser capturados e julgados. Aliás, ninguém se atreve a fazer esse tipo de promessa.»
Em 2009, tudo está na mesma. Lamentável e horrível demais para ser verdade.
Esta situação é preocupante, “nós” ocidentais tivemos 1 11 de Setembro há 8 anos? Eles têm pelo menos 1 todos os meses…
Enquanto houverem bordéis no paraíso, repletos de virgens, nada será capaz de impedir as ações dos fanáticos religiosos. O mundo está repleto de ignorância, de intolerância e ódio. E quem incita todos esses sentimentos nos homens? A religião.
Enquanto tivermos Deus e o Diabo para responsabilizarmos por nossas ações, sempre sairemos de consciência limpa de todos esses atos repugnantes de barbaridade.