Por coincidência, ocorreram eventos que abordaram o Software Livre/Aberto e o Linux em três quinta-feiras consecutivas. O Linux 2007, já aqui referido, a conferência de Sistemas Operativos da Univ. Portucalense, no Porto, e o seminário de Alternativas de Software no ISCAP, também no Porto.
Todos correram excepcionalmente bem, mas vou aprofundar o do ISCAP.
Antes de mais, o Linux tem mais encanto com pronúncia do Porto. A simpatia da Invicta é envolvente e potencia o espírito de partilha e colaboração caro ao SL/A.
Na conferência do ISCAP foram feitos três tipos de apresentação: introdução ao Linux e ao SL/A, programadores e projectos (onde se enquadrava o Linux Caixa Mágica, que representei) e, não tão vulgar, utilizadores.
Como é que uma ideia tão eficaz não é mais utilizada nestes encontros? Deixar falar os utilizadores é a melhor forma de se mostrar que o Linux não é complicado e tem potencialidades que podem fazer a utilização do PC mais interessante.
Dos utilizadores, destacava a mãe de um dos organizadores, talvez com 60 anos de idade, que tinha começado a utilizar o Linux no seu computador de trabalho depois de perceber que a filha não a ia ajudar a formatar mais uma vez o computador por causa de vírus e malware. Decidiu-se e aceitou que lhe instalassem o Linux.
Se imaginam esta utilizadora dedicada ao K-crochet (não, não existe, mas podia), desenganem-se. Explicou que utilizava a Web, Mail, Skype, home-banking, arquivo de fotografias digitais, etc.
Perguntei-lhe, em jeito de provocação, se em algum momento já tinha sentido vontade de voltar para o sistema operativo anterior. A resposta foi um rotundo “Não”.
A imagem incluída significa que este post de Paulo Trezentos e os seguintes estarão sob licença “CC”: pode reproduzir o texto, modificá-lo e distribuí-lo.






























2 comentários
“o Linux tem mais encanto com pronúncia do Porto.”
Nah, prefiro com a pronuncia dos Azores … sempre é mais cómico (não, não sou daquelas bandas).
O Linux torna-se rápido um sistema alternativo, mas a meu ver falta-lhe um bocadito “assado” …
Pra trabalho profissional, há ramos que tornam inviável o seu uso, por falta de software técnico disponível para trabalhar.
No aspecto lúdico (jogos) não vale a pena dizer nada … a ver vamos o que acontecerá no futuro.
No aspecto entretenimento, já é totalmente viável, ou seja para multimédia/lazer e trabalho (aqui depende do ramo profissional).
Antes do proximo “vista” já me devo ter convertido ao Linux … penso eu de que …
Ora ai está: “Pra trabalho profissional, há ramos que tornam inviável o seu uso, por falta de software técnico disponível para trabalhar.”
Não diria melhor. No meu caso, Vista no work, Ubuntu home…
Quanro à senhora de talvez de 60 anos… acho que ela vai ter de ensinar a filhota. :lol_wp: :lol_wp: