Depois de quererem mandar prender os IP nascidos em Portugal, os senhores da ACAPOR vão ser recebidos quarta-feira em audiência pelos membros da Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura.
A associação que representa os interesses dos clubes de vídeo vai dizer por que razão considera «urgente e imperativa uma total reforma legislativa no que concerne à defesa da propriedade intelectual na Internet.» E aproveitará para saber qual a opinião dos diversos grupos parlamentares «sobre esta temática», ou seja, vai tentar pedir explicações.
A ACAPOR vai ser recebida por uma comissão que ostenta palavras tão importantes como Ética, Sociedade e Cultura.
É um evento bizarro, receber a ACAPOR sob o peso e a nobreza de tais palavras.
A ACAPOR não defende o direito à Ética: ao mesmo tempo que combate a pirataria, cria acções mediáticas em que o download ilegal é utilizado como meio de argumentação legítimo. No entanto, quem faz uso da pirataria por defender argumentos contrários às pretensões da ACAPOR, não é por esta colocado no mesmo plano ético.
A ACAPOR não defende a Cultura: se assim fosse, teria de reconhecer que a pirataria permite o acesso a obras culturais que as indústrias desprezam, por não serem suficientemente lucrativas.
Finalmente, ainda não percebeu que a Sociedade não está interessada em financiar reformas legislativas cujo objectivo é salvar um modelo de negócio anacrónico.
Se este fosse um mundo perfeito, a ACAPOR não iria amanhã à Comissão parlamentar pedir explicações, mas dá-las: os deputados também são IPs, sabiam?































12 comentários
Estes senhores vivem numa outra realidade
http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/02/veja-qual-principal-causa-de-acidentes.html
Pois, pois, mas devem estar embaladíssimo com a aprovação da Lei Sinde (uma vergonha) em Espanha, programada para esta semana, que inventa um sub-sistema de justiça (sem juízes), que penaliza as pessoas identificadas plor uma “comissão” como sendo piratas (por comissão leia-se, os poderes e as industrias instituídas).
É ver o Blog do Enrique Dans.
Pirata me confesso. Descarrego quintiliões de bits por mês. Vejo, oiço, leio e depois compro o que me apetece.
Não me venham com merdas: os meus downloads não incluem Mafalda Veiga nem o último do Sá Leão. Esses facínoras da ACAPOR podem meter os IP’s onde o sol não brilha. E de caminho repensarem a forma como olham a Internet.
Como não podem controlar, vai de amedrontar. O problema surge quando até a D. Dina do café cá do burgo me pergunta se pode continuar a ‘retirar’ filmes para a neta.
Querem modelo de negócio para viável para vídeo-clubes? A ACAPOR que olhe para o que se faz lá fora há anos. Eu, moço prevenido, construí atempadamente o MEU sistema de entretenimento pessoal como o MEU hardware, no MEU tempo e com os MEUS recursos.
Tenho um verdadeiro vídeo-clube privado para a famelga, com filmes, séries, documentários e até porno para mim e a Maria. E com TV. para todos, coisa que por cá se vê muito pouco. Gravo uns telejornais, documentários e pouco mais.
A treta dos vídeo-clubes do Meo a da TVCabo? Estão a anos luz daquilo que um verdadeiro media center pode fazer. Vejam o link do meu nome. E sim, tem TV com multi canais ao mesmo tempo, para várias TV’s. nada daquelas tretas que me impingiram no MEO, que me recusei a pagar e as caixas ainda andam aqui ao pontapé.
ACAPOR!! Ora essa!
(Desculpem-me o offtopic)
h.udo, bem impressionado fiquei com o design do teu blogue – minimalista e sofisticado, ao mesmo tempo. E adorei as cores, também, muito sóbrias, como eu gosto.
Aquilo dos menus em cascata faz-se só pelo CSS?
Ando para fazer uma coisa dessas para o menu ali em cima (Categorias – sub-categorias), mas não hámaneira de acertar com isso.
Boas, Marco.
Aquilo já vem com o tema que comprei. Mas sim, podes fazer com CSS, pelo pouco que percebo.
Quanto ao blog, obrigado. Ainda está em construção e falta-lhe mesmo muito conteúdo, o design ainda não está como quero e, como bom português, já estou atrasado com os meus planos porque, e ainda bem, o trabalho real apertou.
Se precisares de mais informação acerca do tema manda-me mensagem em privado. Arranja-se qualquer coisa para veres como funciona e poderes transportar para este.
Abraço.
os senhores da ACAPOR/MAFIAA deveriam ler e já agora oferecer aos senhores deputados uma cópia deste relatório de uma entidade governamental japonesa….
“Internet Piracy Boosts Anime Sales, Study Concludes” http://torrentfreak.com/internet-piracy-boosts-anime-sales-study-concludes-110203/
“A prestigious economics think-tank of the Japanese Government has published a study which concludes that online piracy of anime shows actually increases sales of DVDs. The conclusion stands in sharp contrast with the entertainment industry’s claims that ‘illicit’ downloading is leading to billions of dollars in losses worldwide. It also puts the increased anti-piracy efforts of the anime industry in doubt.”
rikhard, a essa conclusão já muito boa chegou. Parafraseando, má publicidade é coisa que não existe.
O que se passa, julgo, é que os ‘monstros’ das várias industrias que regem direitos autorais não querem ver uma alteração na balança de poder. Neste caso, passar das mãos deles para as do consumidor. Onde já se viu um consumidor decidir que quer apenas aquele produto? Patrocinar aquele artista? Isso arruinaria o modelo de negócio vigente.
belos pulmões os da Salma Hayek, aquilo é que é saúde…
http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/02/hoje-o-futebol-ficou-mais-pobre-ronaldo.html
@h.udo
Não é verdade. Má publicidade cada vez mais, é de evitar
Trust me
Pois, no seu caso foi o que se viu. Terá sido benéfico para a marca? Terão aprendido alguma coisa?
IP adresses aren’t people”
“Just because some lawyer cites an Internet Protocol (IP) address where illegal file sharing may have taken place, that doesn’t mean that the subscriber living there necessarily did the dirty deed. Or is responsible for others who may have done it.
Lindo, não é?
“Decisão” de um juiz inglês (saliente-se desde já que é “perito” em nestas questões) recentemente proclamada num caso que envolvia uma entidade (que nem sequer merece ver o seu nome explicitado) contra 27 acusados.
ACS Law já tinha levado um enorme rombo num outro processo, de tal forma que para lavar a cara desistiu de todas as acusações contra centenas de utilizadores ao mesmo tempo que despedia o advogado que os representava.
Para uma leitura mais abrangente:
http://arstechnica.com/tech-policy/news/2011/02/court-confirms-ip-addresses-arent-people-and-p2p-lawyers-know-it.ars
@braço.
Ina Pá, que belo par de meloas…