O canivete é um dos produtos mais emblemáticos da Suíça, a par dos relógios e do chocolate.
A história do canivete suíço tem início em 1891. O seu autor, Karl Elsener, era dono de uma empresa de material cirúrgico e ficou surpreendido ao saber que o fornecimento de facas de bolso ao exército do seu país tinha origem na Alemanha. Com algum trabalho de engenharia e inovação, lembrou-se de integrar diversas ferramentas como uma lâmina, uma chave de fendas e um abre latas, e propor a sua aquisição ao exército suíço.
Apesar de ser um produto com uma imagem forte, esta indústria tem vindo a passar por uma crise com graves efeitos nas duas principais empresas que o produzem, a Victorinox e a Wenger.
Apesar de as justificações apresentadas serem relacionadas com as restrições de segurança derivadas do 11 de Setembro, a verdade é que hoje as verdadeiras ferramentas que precisamos no dia-a-dia são de outro tipo. São hardware e software.
O canivete suíço do século XXI é um misto de ferramentas que nos ajudam a ultrapassar as dificuldades do dia-a-dia nas TIC. Fugindo das óbvias (Google, Gmail, YouTube, FlickR) deixo aqui uma lista pessoal.
O primeiro problema a ultrapassar é o transporte de informação de um local para outro. Para este efeito, existem pen drives USB para todos os gostos, inclusive algumas integradas em canivetes suíços. O homem do século XXI não se contenta com uma pen drive e utiliza um servidor online para armazenar os seus ficheiros.
Apesar de existirem vários sites para este efeito, a minha sugestão é utilizar um plugin do Firefox, browser de Software Livre/Aberto.
Os plugins para Firefox são pequenas pérolas existentes para este software e que melhoram a nossa utilização da Web.
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6 comentários
A analogia está errada desde o início do texto, salvo a parte referente às “ferramentas”. O canivete suíço nunca foi usado como suporte de informação (a analogia correcta seria o papel) e ainda não há Gmail que lhes valha quando se quer cortar uma fatia de presunto ou para aparafusar as laterais de um torre de um computador.
Quanto ao resto, um texto útil, como todos os do Trezentos (ainda que, em parte, feito para servir interesses próprios, os da Caixa Mágica e do software nacional… mas se não somos nós a chamar para a agenda os nossos interesses, quem o fará?)
A analogia está errada desde o início do texto,
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A analogia não acho que esteja errada mas o raciocínio acho que podia estar melhor. A ideia base não é a substituição do canivete por ferramentas de sw / hw – não digo que sejam sucedâneos – mas a comentar como no séc. xxi precisamos de novas ferramentas no dia-a-dia.
Confesso que esta temática dos computadores de baixo de custo e a história da origem dos canivetes me inspiraram a fazer a “ponte” entre os dois. Ficaram então duas analogias cruzadas….
Quanto ao assunto dos PCs de baixo custo, bom artigo do Paulo Querido, jornalista que, a par do Marco, parece desempenhar um papel importante de nos obrigar a questionar se existe de facto interesse nesta ligação monogâmica e exclusiva de Portugal (não só o Governo, tudo!) com a Microsoft.
Quanto ao resto, um texto útil, como todos os do Trezentos (ainda que, em parte, feito para servir interesses próprios, os da Caixa Mágica e do software nacional… mas se não somos nós a chamar para a agenda os nossos interesses, quem o fará?)
Obrigado. Acho eu …
Já agora, os textos não são feitos para servir os meus interesses. São escritos porque gosto de partilhar algumas das experiências porque passo e até que os editores responsáveis pela sua publicação continuem a achá-los pertinentes.
Já uma vez disse: eu não sou jornalista nem escrevo artigos. Escrevo crónicas.
Não tenho de ser neutro.
A minha filiação é conhecida: dou aulas no ISCTE, faço investigação na ADETTI e sou co-fundador da empresa Caixa Mágica Software que em conjunto com a ADETTI desenvolve o melhor Linux do mundo, quem sabe de Portugal
Mas não uso as crónicas para fazer publicidade à Caixa Mágica.
Até acho que nisso sou bastante pudico.
Claro que se dou uma opinião, dou-a a partir da minha posição e da visão que tenho a partir desse ponto. E esse ponto não é equidistante.
Desconfio de quem se diz independente e neutral. Prefiro de longe saber um texto em que conheço as motivações do autor, estar em posição de lhe dar o devido desconto por isso mas aproveitar para retirar o de mais útil que nele encontro.
Achas bem.
Finíssimo.
Sem dúvida, ABSURDO!
Segui o link do Paulo Trezentos até ao artigo do Paulo Querido e daí até ao Literacia Digital e não é que não consigo iniciar o “curso” porque não tenho IE!? E aparece uma mensagem de erro carregadinha de vermelho acompanhada pela sugestão de instalação do “animal”!?
Ó Exmo. Sr. Marco, Senhor Absoluto de Terras Bitaiteiras, então não será hora de nos juntarmos para uma guerra contra isto? Faça-se uma manifestação digital, recruta aí as hostes, encabeça a marcha… É inadmissível que se dê cobertura a isto! Está tudo ao contrário: só haverá livre acesso aos conteúdos da rede quando estiver disponível a todos, sendo que, obviamente, o caminho é o software gratuito (livre ou não).
Eu uso Firefox (e até uso uma versão mais recente que o Paulo Trezentos
) e tenho direito a “visualizar” o “curso” do site Literacia Digital. Já!
Não acho que a analogia esteja errada. Pode não ser acurada …
Comparem o swiss knife a um hiren’s boot cd …
Mas nada como uma faca à rambo com kit de sobrevivência … ocupa mais é certo
Eu gostei do artigo como gosto de tudo que o Trezentos escreve,embora não concorde com tudo o que ele diz
O Bits e Bytes não é o mesmo sem a crónica do Paulo