Espero que Copenhaga não se esqueça do FarmVille
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Caros compadres utilizadores do Facebook: o que vos aflige mais, o aquecimento global que se discute agora na Cimeira de Copenhaga ou não ter tempo de cuidar das colheitas e dos animaizinhos nas quintinhas do FarmVille?
Aposto que o FarmVille tem muito mais para nos ocupar a cabeça: oferece questões mais simples com que lidar e um controlo quase absoluto, mas benigno, sobre o meio ambiente. Não dependemos da classe política para resolver os problemas, o que é bom e transmite maior confiança nas planificações. No FarmVille, a eficiência é a nossa adrenalina.
E também é viciante. É uma espécie de tamagotchi colectivo. É preciso cuidar dos bichos senão eles morrem, pobrezinhos. E das plantinhas, senão definham, coitadas. E das colheitas, senão perdem-se. E das vedações. E das…
Há que reconhecer o engenho de quem passa a vida a pensar em formas de prender os utilizadores ao Facebook o maior número de horas possível. Há pessoas que têm quintas tão grandes que até fazem fronteira com as quartas e as sextas e já precisam de uma semana inteira para as percorrer.
Eu estava desgraçado se me deixasse prender por cada aplicação que o Facebook me lança todos os dias: quintinhas, colheitas, animaizinhos, aquários, cartões, presentinhos, notas, entrevistas, eventos, cafezinhos, exposições, causas, muitas causas, é só escolher a nossa preferida, e mais um pelotão de mariquices diárias capazes de me destruir a capacidade de blogar em dois tempos, se lhes prestasse a atenção que não merecem. Eu sei que a malta anda cansada e precisa de distrair a cabeça, mas também não é preciso exagerar.
Já foram dar a papinha às pobres galinhas que não existem e são apenas um conceito de jogo completamente manipulador? Não se esqueçam, não as façam sofrer!
























lindo
Copenhaga está condenada a ser um fracasso ainda mesmo antes de começar. É um conceito, uma propaganda, uma utopia que à partida já nasce morta. Mesmo que se chegue a algum acordo ainda que satisfatório relativamente a qualquer questão que seja eficaz no papel, na utilidade nunca o será. Isto porque é impossível a uma civilização, – a nossa – (se é que podemos chamar a isto uma civilização) absolutamente dependente do petróleo, que abandone essa forma de subsistência em prol de qualquer protecção ambiental. Não podemos responsabilizar os Estados Unidos. Nem nenhum pais em particular. Talvez responsabilizar a Revolução Industrial, génese de todo o desenvolvimento moderno.
Julgo que a espécie humana extinguir-se-á gradualmente. Jáfoi iniciado o processo de extinção. Não a partir destes últimos tempos. Mas sim a partir do século XVIII, XIX. Não vale a pena vir 1000 livros sobre o 2012 sobre que à partida, há muito, já estamos todos condenados.
A Terra tranformar-se-á num árido deserto semelhante a Marte. Todas as forma de vida na terra serão submetidas a um processo de extinção. Para de seguida, a uma indeterminada altura no tempo, o processo de vida começar novamente. O que é do pó, volta ao pó.
E agora vou dar de comer às galinhas no farmville, senão as bichas ainda me morrem.
Capitão Fantasma, o teu comentário faz juz ao teu nick.
Mas não me interpretes mal: é um comentário super-interessante. Sim, a Revolução Industrial. Mas se estivermos perante a extinção e se todos percebermos as razões por que estamos assim, vamos morrer sem dar luta?
E um jogo do FB com bichas a sério? Com putas e travecas ao barulho, do tipo sermos o pimp e termos gerir o território e por aí fora? Isso é que era!
O farmville é uma aplicação independente do FB (julgo) e o seu modus operandis é um exemplo para os jogos de sucesso do futuro: gratuito, social e viciante por design.
Talvez os jogadores sintam as orelhas a arder ao verem-se retratados neste artigo:
http://www.gamasutra.com/blogs/MarkNewheiser/20091204/3733/Farmville_Social_Gaming_and_Addiction.php
Ou talvez prefiram não ler
Eu pelo que li em várias fontes quero arriscar o meio termo: O Aquecimento Global existe, mas também não é tão grave como se pensa. Digo isto porque da minha área de estudo já falamos disto e penso que o aquecimento global que vivemos é algo natural mas está a ser reforçado pela nossa poluição. Resumidamente é isso, e não se esqueçam, a Natureza arranja sempre uma maneira
Marco,
o Farmville á para mim uma fonte inesgotável de inspiração para escrever parvoíces. A última foi a sua associação à verdadeira história do menino Jesus. Eu tento evitar mas é viciante escrever sobre aquilo.
Já joguei ao FV e desisti no momento em que achei que o facto de não haver prejuízos, não poderia tornar o jogo cativante. Não interessa a cultura que escolhemos. Não existem pragas nem efitos de mercado que causem prejuízos, e assim, é sempre a ganhar.
Inteligente seria fazerem um Farmville, versão Aquecimento Global, onde as más opções energéticas conduziriam a efeitos atmosféricos catastróficos, com perca das colheitas. Assim, talvez a preocupação ambiental (que é cada vez maior) chegasse aos milhões de jogadores de FV no Facebook.
De resto, Copenhaga será mais um fracasso como foi Quioto. O facto dos EUA não terem assinado o protocolo prova que não existe interesse em atingir qualquer objectivo credível. Isto para não falar do comércio gerado em torno das emissões de CO2: “Eu poluo mais, tu poluis menos, toma lá estes milhões para eu comprar o direito a emitir mais uma toneladas para a atmosfera”. Como se o planeta se pudesse dar ao luxo de aceitar esses jogos económicos.
O futuro do clima para os nossos filhos será incerto. O dos nosso netos talvez não exista
Bluewater, eu tenho esse texto nos favoritos (ainda por ler).
Não gosto de leituras apressadas.
Para os interessados no que foi a Revolução Industrial: http://en.wikipedia.org/wiki/Industrial_Revolution.
Marco, sem a Revolução Industrial não teriam existido as melhorias das condições de vida das populações em geral Não numa fase inicial, mas sim numa fase gradual onde a melhoria dos transportes, alimentação, saúde, comercio, etc, trouxeram o aumento exponencial da população. A primordial utilização de combustíveis fósseis foi o iniciar de todo o processo de destruição do meio ambiente. Lembras-te do filme de Lynch, O Homem Elefante ? Sem dúvida o exemplo mais esclarecedor de como eram as condições ambientais em Londres. E isto no virar do século XIX para o XX.
Quer queiramos quer não, o petróleo é a base de toda a subsistência de toda a população terrestre. Ora países como a China, India que necessariamente têm de utilizar esta fonte de energia para salvaguardar o contentamento social e a ordem populacional decerto não abdicarão da utilização da única fonte de energia que está ao alcance e que a curto prazo consegue com que sejam atingidas as metas produtivas, quer a nível industrial, quer a nível económico. Mesmo que seja reunido um consenso em Copenhaga, não sera mais que um consenso simbólico. Lembram-se da Convenção de Genebra ? Quem realmente a respeitou nas Guerras Mundiais ? Ninguém. Mas estava consensualmente estabelecida.
É por isso Marco, que não vejo luz ao fundo do túnel. Quero ter filhos, mas realmente é este Mundo em que queremos viver ?
Entretanto, qualquer dia os putos dizem que o leite nasce no farmville. E não nos pacotes de leite do jumbo. Um abraço.
Por uma questão de fidelidade, passo por aqui a correr para fazer um comentário globalizante. Zappa em mim, nunca. Só nos ouvidos, mas não me “iconiza”.
Sempre que se fala, sobre qualquer ponto de vista, na capital da Dinamarca lembro-me da Kopenhagen ( http://www.kopenhagen.com.br ). Tinha uma mesmo ao lado da minha casa em Copacabana, na Nossa Senhora de Copacabana, esquina da Prado Junior, e todos os finais de semana eu dava uma passadinha na loja pra comprar uma guloseimas com o que restara da mesada. Uma delícia. De Copenhaga a única coisa que espero é que esses gajos lembrem-se que com o calor os chocolates da Kopenhagen derretem e uma parte significativa da vida se estraga.
O aquecimento global, como muitos já constataram, é recorrente e vem acontecendo desde que acabou a última glaciação e assim permanecerá ocorrendo até a próxima.
Ok, é indiscutível que nós damos uma ajuda importante, nem que seja só com o tal do calor humano ou com o agravamento do efeito estufa produzido pelos milhões toneladas de gás metano, que nossos rabos flatulentos lançam na pobre coitada da atmosfera.
Imagina, 6.800.900,600 (ou seja lá o que este numero queira representar, mas é que o encontrei na edição de hoje do metro, e achei interessante) de pessoas largando diariamente, uns mais escondidos que outros, toneladas de metano, que segundo a Wikipédia: “O metano (ou Gás-dos-pântanos, Hidreto de metila) de densidade 0,722 g/dm³, portanto, mais leve que o oxigênio, tendendo sempre a subir rapidamente. Este é um gás facilmente inflamável, incolor e contribui 21 vezes mais do que o dióxido de carbono para o efeito estufa.”
Portanto, está descoberto o motivo do aquecimento global: solidariedade e peido a mais. Gostaria que saísse de Copenhaga alguma resolução que impusesse a proibição de sermos calorosos e que obrigasse a todos a só se alimentarem de alimentos sem carboidratos. Tudo pela preservação da Kopenhagen.
Lembro-me também que conheci um cachorro e um gato que davam uns traques bem fedidos, Portanto poluentes. Esses animais deveriam ser extintos. Vou mandar estas sugestões para a Vanessa Farquharson (http://greenasathistle.com/) para juntar as 366 mudanças nos hábitos de vida que ela propõe, tipo dormir pelada pra não sujar pijama e usar menos a máquina de lavar e não usar papel higiénico, para não matar as árvores.
Aliais, o próprio petróleo são imensos e malcheirosos peidos de milhões de dinossauros. E assim se resume todo o mal de nosso planeta: uns gajos que tem pancada por Zappa e outros que não param de peidar (que, somando todos, dá toda a humanidade). Uns e outros deveriam se manter restritos aos seus domínios reais, ou seja, só ouvir Zappa de fones e peidar debaixo das mantas.
Em tempo: Não sei se antes ou depois do Sol crescer e aquecer mais, mas que nossa descendência vai fatalmente virar churrasco, isto já está definido, há muitos milhões de anos, e não há nada que, nem política nem juridicamente, possamos fazer para o impedir, a não ser dar no pé deste planeta e “colonizar” outros nas redondezas. E daí só haverá a questão: quem irá “colonizar” o novo planeta? Somente génios selecionados por um critério eugenista qualquer, ou os primeiros imbecis que estiverem a mão, para o caso de não dar certo?
(Por favor não reparem o excesso de sarcasmo irónico … é que hoje passei 6 horas a espera na fila na loja do cidadão de Laranjeiras, para tirar o maldito Cartão do Cidadão e, desde então, não consigo pensar de outra forma)
1. A mulheres derretem com o calor?
2. Marco, porque as carinhas ficaram monocromáticas? Alguma espécie de economia verde?