
Na página não parecia… Nada! O princípio simples, quase cómico. Só uma pulsação. Fagotes, clarinetes-baixo… como uma sanfona enferrujada. E depois, subitamente… lá bem no alto… um oboé. Uma única nota, ali pendurada, decidida. Até que um clarinete a substitui, adoçando-a numa frase de tal voluptuosidade… Isto não era uma composição de um macaco amestrado. Era música como eu nunca tinha ouvido. Cheia de uma saudade, de uma saudade não realizada. Parecia-me que estava a ouvir a voz de Deus. [Trad. do Pedro]
Foto: F. Murray Abraham como Antonio Salieri no filme Amadeus
Música: Wolfgang Amadeus Mozart (Serenade for Winds)






























Um comentário
Este trecho da interpretação de F.Murray Abraham , por si só é música, é poesia, é elevação – leva-nos ao que seria DEUS.E os dizeres!… quanta sublimação, quanto respeito, quanta admiração até involuntária de seu personagem, inimigo na vida real de Mozart… mas tornada incondicional pela força do Gênio…