Que vem a ser is­to?

Uma sec­ção de per­gun­tas e res­pos­tas que eu con­si­de­ro que qual­quer blo­gue res­pei­tá­vel de­ve ter. Além dis­so, não me ape­te­cia fa­zer mais na­da.

Cabeçudos

O que es­tão a fa­zer aqui es­tes ca­be­çu­dos?

Nada de es­pe­ci­al. São um sím­bo­lo per­fei­to do que po­de acon­te­cer à mi­nha ca­be­ça quan­do pas­so de­ma­si­a­do tem­po de vol­ta do meu blo­gue – a escrevê-lo, relê-lo ou em sa­la­ma­le­ques grá­fi­cos.

Se es­te é o ‘teu’ blo­gue, por que ra­zão há ou­tros au­to­res?

O Rui tornou-se fã do blo­gue quan­do o co­nhe­ceu. Além dis­so, é um ami­go de mui­tos anos e tam­bém gos­ta de es­cre­ver, e co­mu­ni­car. Tem tu­do pa­ra ser, co­mo blog­ger, o que já é co­mo jor­na­lis­ta: ab­so­lu­ta­men­te úni­co. Ninguém es­cre­ve so­bre mú­si­ca co­mo ele. Poucos têm a sua cul­tu­ra. Poucos es­cre­vem so­bre ar­tes al­ter­na­ti­vas. E são ra­ros os que pos­su­em a sua in­te­gri­da­de.

Ele não tem pa­ci­ên­cia nem tem­po pa­ra cri­ar e ge­rir um blo­gue de­le, pe­lo que vi­si­ta fre­quen­te­men­te o meu. Já não pre­ci­sa de ser con­vi­da­do, bas­ta apa­re­cer e pu­bli­car. E co­mo tem uma men­te jo­vem e fle­xí­vel, gos­ta de apren­der a per­ce­ber as di­fe­ren­ças en­tre es­cre­ver na web e no pa­pel.

A pre­sen­ça do Rui tem tam­bém a van­ta­gem de au­men­tar a abran­gên­cia do Bitaites. Com ele em ce­na, não é ape­nas um blo­gue pa­ra pe­que­nos e mé­di­os in­te­lec­tu­ais, tam­bém já tem pe­da­la­da pa­ra os gran­des.

Sim, é um blogue para pequenos e médios intelectuais

 Elite politosférica prepara-se para escrever sobre as protuberâncias protoplasmáticas dos esquentadores a gás: os peixinhos-leitores rejubilam.

Elite po­li­tos­fé­ri­ca prepara-se pa­ra es­cre­ver so­bre as pro­tu­be­rân­ci­as pro­to­plas­má­ti­cas dos es­quen­ta­do­res a gás: os peixinhos-leitores re­ju­bi­lam.

Pequenos e mé­di­os in­te­lec­tu­ais? Sinto-me ofen­di­do.

Se te sen­tes ver­da­dei­ra­men­te ofen­di­do e tens um de­sem­pe­nho fra­co em iro­nia ou sar­cas­mo, en­tão não vol­tes: es­te blo­gue só te cau­sa­rá trans­tor­no.

Essa fra­se tem uma his­tó­ria. Tudo co­me­çou du­ran­te um pa­ca­to al­mo­ço com um es­ti­ma­do co­le­ga de tra­ba­lho num res­tau­ran­te em Lisboa. Ainda não ti­nha aca­ba­do de mo­lhar as ba­ta­ti­nhas fri­tas no meu ovo es­tre­la­do quan­do se co­me­çou a fa­lar de blo­gues e da blo­gos­fe­ra.

Dizia ele que de­ter­mi­na­dos blo­gues da cha­ma­da blo­gos­fe­ra po­lí­ti­ca re­pre­sen­ta­vam a gran­de in­te­lec­tu­a­li­da­de.

Parei de mo­lhar as ba­ta­ti­nhas fri­tas no ovo.

«São fre­quen­ta­dos por tí­pi­cos in­te­lec­tu­ais, es­tás a ver? A eli­te».

Dei mais um go­lo na coca-cola. O co­po fi­cou va­zio e re­sis­ti à ten­ta­ção de vol­tar a en­cher a pan­ça de ga­ses se­cre­tos.

«Quanto ao teu blo­gue…»

Agora é que te li­xas­te, pen­sei eu, vais ter de me en­qua­drar.

Imaginei-lhe no cé­re­bro cen­te­nas de neu­ró­ni­os de fa­to e gra­va­ta, sen­ta­dos nas su­as se­cre­tá­ri­as, con­cen­tra­dos nos seus ecrãs, en­vi­an­do me­mo­ran­dos uns aos ou­tros, à pro­cu­ra da me­lhor e mais di­plo­má­ti­ca ex­pres­são pa­ra clas­si­fi­car a im­por­tân­cia in­te­lec­tu­al do meu pre­ci­o­so, úni­co, for­mi­dá­vel, mag­ní­fi­co e in­subs­ti­tuí­vel blo­gui­nhas. Então, pá?

«Bem, di­ga­mos que o teu é mais pa­ra pe­que­nos e mé­di­os in­te­lec­tu­ais».

Filho da mãe.

Depois de o as­sas­si­nar men­tal­men­te com a per­na de fran­go que o ti­po es­ta­va a co­mer, pon­de­rei me­lhor a ques­tão e achei que era uma des­cri­ção mui­to cor­re­ta do blo­gue. E aca­bei por gamar-lhe a fra­se pa­ra co­lo­car lá em ci­ma.

A ex­pli­ca­ção pa­ra a mi­nha sú­bi­ta bo­no­mia é tão sim­ples co­mo es­cre­ver a pa­la­vra ta­re­co.

Quando ten­ta de­sen­co­ra­jar um po­ten­ci­al ad­ver­sá­rio, o cor­po do ga­to arqueia-se de for­ma a pa­re­cer mai­or do que re­al­men­te é.

Defino os pe­que­nos e mé­di­os in­te­lec­tu­ais co­mo pes­so­as que não fa­zem com a in­te­li­gên­cia o que os ga­tos fa­zem com o cor­po.

São o meu ti­po de gen­te – en­ci­clo­pe­di­ca­men­te im­per­fei­tos, mas que de al­gu­ma for­ma con­se­gui­ram pre­ser­var o há­bi­to de pen­sar, o gos­to pe­lo co­nhe­ci­men­to e a ma­tu­ri­da­de de sa­ber que, por ve­zes, faz mui­to bem ao ego não ter ra­zão.

Deliciosa vida de batráquio

Foto: Harfian Herdi

Foto: Harfian Herdi

Trabalhas no Sapo?

Sim. Edito a ho­me­pa­ge do Sapo.

Por fa­vor, não di­gas mais do que o ne­ces­sá­rio.

Juntamente com os res­tan­tes ele­men­tos da equi­pa, sou res­pon­sá­vel du­ran­te o meu tur­no por es­co­lher a vi­si­bi­li­da­de das no­tí­ci­as de um por­tal com mais de um mi­lhão de vi­si­tan­tes diá­ri­os vin­dos de to­dos os can­tos do mun­do on­de se fa­la e es­cre­ve em por­tu­guês.

À pri­mei­ra vis­ta, o tra­ba­lho pa­re­ce fá­cil: interage-se com uma ba­se de da­dos mui­to in­tui­ti­va, gere-se o flu­xo de in­for­ma­ção e escolhem-se as no­tí­ci­as a des­ta­car.

Canja, cer­to? Longe dis­so.

Tudo o que im­pli­ca ab­di­car do meu pon­to de vis­ta (por­que es­tou a ser­vir um pro­je­to e não o meu ego) aca­ba por revelar-se mui­to mais com­pli­ca­do e exi­gir to­tal con­cen­tra­ção. Por mais von­ta­de que te­nha de va­lo­ri­zar uma no­tí­cia so­bre Astronomia ou ig­no­rar mais uma vi­tó­ria do FC Porto, a ver­da­de é que, ao con­trá­rio do blo­gue, no por­tal do Sapo o mun­do não gi­ra à vol­ta dos meus gos­tos, in­te­res­ses e idi­os­sin­cra­si­as.

Isto pa­re­ce uma li­ção bá­si­ca de pro­fis­si­o­na­lis­mo e sem dú­vi­da que é – mas de­pois de mui­tas ho­ras, di­as, se­ma­nas e me­ses a ge­rir in­for­ma­ção e as vá­ri­as sen­si­bi­li­da­des de quem as en­via, é a apli­ca­ção con­tí­nua des­sas li­ções bá­si­cas que te aju­da a man­ter no ca­mi­nho cer­to.

Portanto gos­tas?

Bastante. Desde o pri­mei­ro mo­men­to em que me co­lo­ca­ram o gi­gan­tes­co ba­trá­quio nas mãos sen­ti que es­ta­vam a con­fi­ar es­se «po­der» nos meus cri­té­ri­os jor­na­lís­ti­cos e na ca­pa­ci­da­de de ser isen­to.

Ser tra­ta­do co­mo coi­sa dis­pen­sá­vel num sí­tio e co­mo um pro­fis­si­o­nal dig­no de con­fi­an­ça nou­tro ajudou-me a acre­di­tar em mim, nas ou­tras pes­so­as e deixou-me com uma enor­me dí­vi­da de gra­ti­dão. No Sapo pos­so sentir-me can­sa­do ao fim de um tur­no, mas é mui­to ra­ro sentir-me pre­gui­ço­so quan­do o ini­cio.

Às ve­zes as pes­so­as fi­cam sur­pre­en­di­das quan­do di­go que a me­lhor coi­sa que me acon­te­ceu na vi­da nos úl­ti­mos dois anos foi ter si­do des­pe­di­do. A ra­zão é sim­ples: foi a me­lhor coi­sa que me acon­te­ceu por­que ago­ra tra­ba­lho no Sapo.

A Google não gosta de mamas, mas eu gosto e não abdico delas

A Google não gosta de mamas

Não tens pu­bli­ci­da­de no blo­gue?

Já ten­tei rentabilizá-lo, mas sou de­ma­si­a­do bur­ro.

Para ter a es­pe­ran­ça de ga­nhar al­gum di­nhei­ro, te­ria de acei­tar pu­bli­ci­da­de a pro­du­tos e ser­vi­ços com os quais não me iden­ti­fi­co, dei­xar en­trar mar­cas que des­pre­zo, de­fe­car ar­ti­gos pa­tro­ci­na­dos, in­ven­tar ou­tros pa­ra jus­ti­fi­car links afi­li­a­dos, es­cre­ver so­bre as­sun­tos que não me in­te­res­sam e obe­de­cer ao có­di­go mo­ral da Google, en­tre ou­tras coi­sas.

De qual­quer mo­do, nun­ca co­me­cei um blo­gue pa­ra ga­nhar di­nhei­ro por is­so es­tá tu­do bem.

Quem cor­re por gos­to não se can­sa, é is­so?

Fica-se can­sa­do co­mo os que cor­rem por obri­ga­ção, mas recupera-se mais de­pres­sa. Gostava de vi­ver do que es­cre­vo ex­clu­si­va­men­te aqui, mas não es­tou dis­pos­to a com­pro­me­ter a mi­nha co­e­rên­cia em no­me do di­nhei­ro. Gosto de di­nhei­ro, mas não que­ro ir pa­ra a ca­ma com ele.

A qua­li­da­de é a ado­ra­da com­pa­nhei­ra des­te blo­gue e es­te blo­gue não tem quais­quer in­ten­ções de a trair com o pri­mei­ro anún­cio da tre­ta que as be­a­tas hi­pó­cri­tas do Google Adsense me en­vi­a­rem.

Como dis­se, sou bur­ro que nem uma por­ta.

Estou a sentir-me ex­ce­ci­o­nal­men­te ge­ne­ro­so e que­ro aju­dar, co­mo pos­so fazê-lo?

Porreiro! Eu sa­bia que cri­ar um FAQ ti­nha al­gu­mas van­ta­gens.

Dito is­to… Pá, ain­da bem que per­gun­tas!

Bem, po­des fa­zer uma do­a­ção ao Bitaites pa­ra ame­ni­zar as des­pe­sas do ser­vi­dor – cer­ca de 600 eu­ros anu­ais – e pagar-me sim­bo­li­ca­men­te um ca­fé. Toma lá o link pa­ra o Paypal. Obrigado pe­lo apoio.

600 eu­ros anu­ais? Tão ca­ro! Eu co­nhe­ço…

… Uma em­pre­sa de alo­ja­men­to que me pro­por­ci­o­na as con­di­ções, a qua­li­da­de e a fle­xi­bi­li­da­de da WebHS por um pre­ço mais bai­xo? Não, não co­nhe­ces.

Esse link pa­ra a WebHS é um link afi­li­a­do, meu sa­ca­na. Não aca­bas­te de di­zer que não tens pu­bli­ci­da­de?

Ups. Fui apa­nha­do.

Não, com a WebHS é di­fe­ren­te. Não é pu­bli­ci­da­de, é ami­za­de, res­pei­to e re­co­nhe­ci­men­to.

O que ga­nho com es­te link nem é na­da de es­pe­ci­al: por ca­da pes­soa que alo­jar o seu blo­gue na WebHS vin­do da­qui, ga­nho uma pe­que­na per­cen­ta­gem que de­pois po­de ser des­con­ta­da nas des­pe­sas do ser­vi­dor ou trans­fe­ri­da pa­ra a mi­nha con­ta Paypal. Tendo em con­ta que a mai­o­ria das pes­so­as abre blo­gues em pla­ta­for­mas gra­tui­tas, po­des con­cluir com re­la­ti­va se­gu­ran­ça que es­te link não me aju­da­rá a pa­gar mui­tas con­tas.

Mais vale um bom visitante do que 1000 idiotas a trollar

Frequentadores habituais da zona de comentários do SAPO Desporto

Frequentadores ha­bi­tu­ais da zo­na de co­men­tá­ri­os do SAPO Desporto

Que se pas­sa com os co­men­tá­ri­os — às ve­zes pode-se co­men­tar, ou­tras não?

Têm si­do fe­cha­dos e re­a­ber­tos, per­di­dos e re­cu­pe­ra­dos.

Porquê? Porque sou par­vo. O ci­clo cos­tu­ma ser as­sim: es­cre­vo um post vi­ral on­de fa­lo de idi­o­tas. Centenas de idi­o­tas res­pon­dem à cha­ma­da das re­des so­ci­ais e ocor­rem ao blo­gue. Os idi­o­tas fa­zem jus à sua con­di­ção de idi­o­tas en­vi­an­do ata­ques pes­so­ais, men­sa­gens gros­sei­ras, ofen­si­vas, xe­nó­fo­bas ou sim­ples­men­te ra­cis­tas. Vou dei­xan­do pas­sar as mais su­a­ves e cen­su­ran­do as mais gra­ves.

Entretanto, encho-me de fú­ria e de­ses­pe­ro por ver gen­te des­ta no meu blo­gue ha­bi­tu­al­men­te tão bem fre­quen­ta­do. Às tan­tas dá-me uma fú­ria das an­ti­gas, apa­go to­dos os co­men­tá­ri­os de uma as­sen­ta­da e fecho-os pa­ra sem­pre.

Depois o tem­po vai pas­san­do, vou acal­man­do e co­me­ço a pen­sar em to­das as pes­so­as que fa­zem co­men­tá­ri­os de va­lor e que não têm de ser si­len­ci­a­das pe­la in­va­são dos idi­o­tas. Sou do­mi­na­do por um sen­ti­men­to de cul­pa em re­la­ção a es­sas pes­so­as, a mai­o­ria vi­si­tan­tes há mui­tos anos, e co­me­ço a con­si­de­rar for­mas de re­por os co­men­tá­ri­os. E aca­ba por vol­tar tu­do à pri­mei­ra for­ma, até que da­qui a uns me­ses vol­te a passar-me dos car­re­tos. Portanto… sim, par­vo.

A for­ma atu­al é não per­mi­tir co­men­tá­ri­os, mas des­ta vez por uma ou­tra ra­zão: são ra­ras as pes­so­as que co­men­tam e a pou­pan­ça em ter­mos de re­cur­sos é enor­me, pa­ra não fa­lar da qua­se to­tal au­sên­cia de spam. A «gran­de con­ver­sa­ção» mudou-se em de­fi­ni­ti­vo pa­ra as re­des so­ci­ais. Além dis­so, não te­nho tem­po.

Quem tem al­gu­ma coi­sa im­por­tan­te a di­zer usa o for­mu­lá­rio de con­tac­to. Quem tem Facebook (e qua­se to­dos têm), pre­fe­re co­men­tar na pá­gi­na do blo­gue. Tudo is­to po­de mu­dar, se um nú­me­ro sig­ni­fi­ca­ti­vo de pes­so­as pro­tes­tar (mas não vai acon­te­cer).

Por que ra­zão o blo­gue usa tex­to jus­ti­fi­ca­do quan­do to­dos os web­de­sig­ners acon­se­lham a ali­nhar à es­quer­da?

Alinhar à es­quer­da parece-me uma boa su­ges­tão, de uma ma­nei­ra ge­ral, mas nes­te ca­so con­cre­to pre­fi­ro jus­ti­fi­car sem­pre aqui­lo que es­cre­vo. Na ver­da­de, a ver­da­dei­ra ra­zão é mais sim­ples: sou um we­bi­di­o­ta. Mas um idi­o­ta tei­mo­so.

Este blo­gue tem po­lí­ti­ca de pri­va­ci­da­de?

O ob­je­ti­vo da po­lí­ti­ca de pri­va­ci­da­de é pro­te­ger os anun­ci­an­tes que uti­li­zam da­dos dos lei­to­res e os pró­pri­os lei­to­res, que fi­cam a co­nhe­cer quais as in­for­ma­ções que são re­co­lhi­das e po­dem op­tar por de­sa­ti­var a sua par­ti­lha. Por aqui não exis­tem anún­ci­os Adsense & de­ri­va­dos ou có­di­go do Google Analytics, pe­lo que nun­ca foi uma ques­tão ur­gen­te no Bitaites.

Nunca vi, nunca ouvi falar, nem sei o que é

Nunca vi, nun­ca ou­vi fa­lar, nem sei o que é

Sendo as­sim, po­lí­ti­ca de pri­va­ci­da­de não te­mos – mas sem­pre po­des vi­si­tar es­ta pá­gi­na e ex­pe­ri­men­tar uma ex­ce­len­te fer­ra­men­ta do Tiago Martins que pro­duz es­sas mer­das de for­ma au­to­má­ti­ca.

Preenches o no­me des­te blo­gue, es­cre­ves a mo­ra­da; à uti­li­za­ção dos co­o­ki­es di­zes que sim e à ca­ga­lho­ni­ce do Google Adsense di­zes que não – de­pois car­re­gas no bo­tão ‘Gerir po­lí­ti­ca de pri­va­ci­da­de’ e lês o tex­to. O que es­ti­ver lá es­cri­to eu subs­cre­vo.