«O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil («um louco») a necessitar de («ir para o manicómio»). Fui descrito como «um profissional impreparado». Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como «um problema» que teria que ter «solução». Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.»
A tragédia
As linhas aqui em cima são parte de uma crónica de Mário Crespo chamada O Fim da Linha.
Mário Crespo confirmou, fonte fidedigna, mas o Jornal de Notícias decidiu não publicar a crónica. Até que alguém me prove o contrário é uma decisão editorial face ao delírio, mas isto foi o suficiente para que estalasse a revolta. Foi censura, estão a silenciar o Crespo, diziam, ao mesmo tempo que a sua censurada crónica fazia o pleno nos blogues, redes sociais e nos sites dos outros jornais. Basta um clique para furar o bloqueio ao nosso paladino.
Quem já leu a crónica do Crespo que ponha um dedo no ar. Agora molhe o dedinho na boca, coloque-o no ar outra vez e sinta os ventos da censura.
É um verdadeiro ciclone de proporções crespológicas.
Como no Twitter já se chegou a sugerir convocar uma manifestação para defender a liberdade de imprensa, concluo que a capacidade crítica destes defensores da liberdade de imprensa consiste em aceitar o que o mártir Crespo afirma, não questionando absolutamente nada. Por isso, para não dizerem que sou do contra ou sou pago pelo Sócrates, aqui me junto à trupe dos justiceiros e digo Ave, Crespo, em tuas isentas e bem educadas mãos deposito o futuro da minha liberdade e da minha capacidade de julgamento. E se alguma vez o Sócrates se passar e te chamar louco porque escreveste uma crónica no Jornal de Notícias chamando-o de palhaço, conta comigo para defender o teu direito ao insulto gratuito.
Continua a fazer-nos acreditar que as conspirações para silenciar jornalistas são feitas em mesas de restaurante e em voz alta, para a fonte ouvir bem e denunciar melhor; que em dia de Orçamento de Estado o mais importante foi discutir-te; e continua a mandar crónicas para um site do PSD, que é assim que os jornalistas verdadeiramente independentes fazem.






























43 comentários
Realmente muito isento este senhor. Vamos todos fazer uma vénia e achar que tudo o que sai daquela boca é a mais pura das verdades.
O Crespo é uma coisa inacreditável, as crónicas dele são asquerosas, no mínimo. Se sabe alguma coisa, se tem dados concretos ou mesmo suspeitas credíveis, que as apresente, se não… enfim.
Este fim de semana ouvi um pedaço de uma entrevista, na Radar, com um tipo da SIC – creio que director de programação de entretenimento, mas não tenho a certeza – ele era um bocadinho cagão, mas pelo menos franco e directo. E disse uma coisa que resume o que se passa sempre que há o mínimo sinal de polémica; disse ele que os portugueses são “uns indignadinhos de merda”.
E eu digo, caro senhor, you are quoted for truth.
e o Sócrates já processou o Mário Crespo por difamação?
citação–>
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
<– fim de citação
Mário Crespo e a sua fonte conseguem identificar alguém que sabem ser um executivo da comunicação social, mas não são capazes de revelar o seu nome.
Já os outros nomes que são citados.. foi mais fácil..
Ricardo Martins
–
´Tá esquisita a crónica ´Tá. Acontece sempre que a notícia é sobre os jornalistas. Um jornalista a escrever uma notícia sobre si próprio fica ainda mais esquisito.
Parece que Mário Crespo vai lançar um livro de crónicas dentro de dias…
Hoje mesmo, o jornalista e pivô da SIC recebeu a garantia de publicação – já no próximo dia 11 e lançado no Grémio Literário – de um livro, que terá um prefácio de Medina Carreira. onde a crónica censurada – “O Fim da Linha” – “surgirá à cabeça”.
http://aeiou.expresso.pt/mario-crespo-deixa-jn-e-publica-cronica-censurada=f561310
Caro Marco do Bitaites:
- Do jornalista Mário Crespo e do trabalho que desenvolveu como correspondente no estrangeiro bem como nas últimas entrevistas que tem feito na SIC nada tenho a apontar. Parece-me um jornalista responsável, credível e rigoroso no trabalho que faz. Não sei se é laranja, vermelho ou até assume contornos de rosa, o que é facto é que até simpatizo com ele, com o Luis Costa Ribas, parecem-me gajos que desenvolveram um sentido de profissionalismo, de jornalismo a sério, enquanto estiveram lá foram. Em resumo foi como se saíssem do pasquim da santa terrinha – jornalismo português – e fossem para o jornal da capital – vamos por exemplo enaltecer o grande Diário de Notícias.
- Em relação à censura, discordo. Discordo totalmente. Se fores ver na última entrevista do Tio Belmiro da Leopoldina, o bacano até defende que deter o jornal “Publico” no grupo, apesar de ser pouco rentável e até colocar o prejuízo do bolso dele, dá muito jeito. E porquê ? Porque os sortudos dos jornalistas que lá estão não têm qualquer tipo de censura. Desde que escrevam sempre a favor da SONAE e dos interessos do tio, essa palavra é digna do reino da China, nunca do nosso tugalinho. Em Portugal desde que tenhas um bolso fundo e tenhas os contactos certos, podes dizer o que te apetecer e escrever o que te der na gana. Agora, o Sócas que se ponha a pau, primeiro foi a Bocas a bazar da TViI, agora é um Crespo a sair do JN, daqui a bocado é um blog que é rapado, só porque escreveu mal do nosso PM. Tenho dito…
A crónica integral – que poderá ser lida em link que segue no final deste texto – foi hoje de manhã publicada no site do Instituto Sá Carneiro. Mário Crespo garante que “não sabia sequer que esse site existia” e diz desconhecer a forma como o texto lá foi parar. “Apenas enviei, como sempre o fiz, a crónica para as moradas electrónicas do ‘JN’”, acrescentou ao Expresso.
http://aeiou.expresso.pt/mario-crespo-deixa-jn-e-publica-cronica-censurada=f561310
Este post está em destaque no Radar do SAPO. http://www.sapo.pt/#/destaques/radar
Parabéns pelo post. Concordo que as vozes discordantes têm vindo a ser caladas a qualquer custo. Concordo com muito do que escreve Mário Crespo. Admiro o seu talento e a invejável longevidade. É dos poucos que ainda faz jornalismo para além do copy/paste de comunicados. O chato! O impertinente! Fico contente que a última crónica tenha sido publicada (no link), quer se concorde com o conteúdo, quer não. Não ouvimos todos coisas com que discordamos na assembleia da republica, todos os dias? Disparates? Demagogia? Porque havemos apenas de ter que ouvir que, apesar do défice, da Grécia, do rating, do fraco crescimento, da perda de competitividade, da enorme dívida externa e do seu impacto nos futuros défices, devemos construir um novo aeroporto e uma linha de TGV?
O Mário Crespo ainda tem meios para fazer “ondas”.
Outros terminarão a carreira de, jornalistas, comentadores políticos, analista de economia, etc,etc, precocemente….
Estivesse a direita no poder e o eco seria outro!
Será que no centenário da República irão fazer, em vez do estado novo, o Estado Renovado???
Num estado de Direito o responsável por afirmações difamatórias é responsabilizado nos tribunais, nunca silenciado….
Desculpa lá, Ognito, mas tenho alguma dificuldade em identificar as vozes discordantes de que estás a falar. Se é a Manuela Moura Guedes, eu diria que era mais uma voz arrogante e sobranceira que nada fez pelo jornalismo, muito menos pela sua independência. A última saída da MMG foi numa revista do Correio da Manhã: perguntaram-lhe que comentasse uns boatos sobre uma nova namorada do PM (um nojo de artigo para começar) e o comentário dela foi: “O Sócrates não flirta com mulheres”. É esta senhora que defende a minha liberdade de imprensa? Não.
Se estás a falar do cronista do DN processado pelo Sócrates… Enfim, continua a escrever as suas crónicas como quiser – agora no Correio da Manhã e, vê lá, a ganhar o dobro.
Se falas do ex-director do Público, não me parece que a palhaçada do caso das escutas tenha servido para dignificar o jornalismo do jornal. E agora lá está ele a escrever no Blasfémias, um blogue de direita, e a gente percebe de onde lhe vinha parte da motivação. E no entanto, tenho de aturar editoriais moralizadores sobre independência!
Talvez me possas elucidar melhor sobre este processo de silenciamento que estás a ver, porque por exemplo no caso do Crespo a crónica está em todo o lado. Tudo tem estado em todo o lado. Quem acredita em silenciamentos de jornalistas quando existem ferramentas de comunicação à distância de um clique e quando aquilo que escrevemos pode ser multiplicado por mil em cinco minutos…
Numa ditadura o censurado não pode gritar: “Estou a ser censurado!” Esta é que é a censura que me preocupa, não é a censura crespológica usada como arma de arremesso político.
Como vivo num país livre, – ainda vivi num pais que não era livre, sem sair daqui – custa-me muito quando a liberdade é malbaratada.
Há uns tempos, quando vivia num país que não era livre, não se podia falar alto num restaurante ou onde quer que fosse, porque alguém podia ouvir e, daí, sofrermos as consquências.
Agora, pelos vistos, a “escutas” mantêm-se. Só que mais – deixem-me usar o termo – ordináriamente.
Dantes os bufos, pelo menos, eram profissionais. Agora os métodos são os mesmos. AInda ouvi dizer: se não te calas vais para a A.M. Cardoso. Não havia mails… a informação sempre demorava mais a lá chegar.
Mas se souberem digam-me lá qual é a diferença: se aguém achama a outro – em letra de foram-, palhaço, é liberdade de imprensa, esse chama maluco ao primeiro é sensura?
Numa perspectiva mais psicológica…
Mario Crespo esteve muito tempo nos EUA, pertinho da Casa Branca. Parece-me normal, que regressado a Portugal, e entendendo que o tempo não volta para trás, sinta: necessidade de reconhecimento, em jeito post-mortem profissional; a revolta natural que os portugueses sentem perante a situação drámatica em que se encontra o país; saudades dos seus tempos de glória; a esperança de poder fazer a diferença enquanto ideólogo do jornalista com uma missão. Aliando tudo isto a um possível empurrão(zinho) de uma mão pouco Socrática, parece-me explicado mais um episódio de “E este espirito de Abril que não morre!”. Quanto à MMGuedes, agradeçamos, humildes, o estado de graça actual….
Seja como for, mesmo entendendo que o PM deve defender a sua imagem e já fraca credibilidade, e que como qualquer um de nós faria, use o poder ao seu alcance para fazer o que pode, parece-me que o Eng. perde sempre nestas batalhas, e é extremamente estúpido quando escolhe um local público para conspirar contra alguém que o pode gastar ainda mais.
Se o Zé podia ter metade do brio profissional do Mario? Devia, como era seu Dever, mas isso já são águas de outro moinho…
Marco,
Alguém falou em mesa? A conversa foi tida numa almoço que era buffet e o responsável da televisão em causa era o Nuno Santos, director de programas da SIC, o qual poderá confirmar a história. Se tu num buffet não houves as conversas que as pessoas têm ao teu lado é porque ouviste muito Zappa em pequenino.
Eu acho que houve censura. Tu achas que não, estás no teu direito, mas o que se passou foi que um Director de Jornal impediu que se publicasse uma crónica por causa do seu conteúdo. Podes chamar-lhe o que quiseres, mas não te atrevas a chamar decisão editorial. Essa decisão tomou-se quando se aceitou um colaborador para assinar um espaço de opinião que se queria livre e isenta. Não lhe compete saber se o texto é simpático para o Governo ou não.
Se MC foi ofensivo ou inventou mentiras, a única decisão editorial a tomar seria, depois de publicada a crónica e em consequência do processo (que não vai haver) , a de se saber se iria suspender ou não a referida crónica. Não fizeram. Pena. Mais um pedaço de liberdade que nos foi sonegado.
cparis,
Não te atrevas? Isso é uma expressão demasiado autoritária. Se eu pensasse como o Mário Crespo faria a devida deturpação e queixava-me já que me estavas a ameaçar.
Mas como não sou, não vou ofender-te gratuitamente e repito que me atrevo a chamar-lhe decisão editorial, sim. O mesmo tipo de decisão que levou, por exemplo, o Expresso a negar-se a publicar o email que “incriminava” o assessor do Cavaco no episódio das escutas, um tal de Fernando Lima. São decisões editoriais tomadas ao sabor dos interesses do momento. Porque o mesmo Expresso agora já defende que a crónica do Crespo devia ter sido publicada… Belas coerências, ao sabor do que convém. Não há inocentes nesta história.
Agora chamar censura a isto? Desculpa, mas não aceito. Isto não é censura, é politiquice. Pura politiquice. E a deontologia jornalística é uma arma usada pelos dois lados da barricada, não como um princípio por que se lute.
O Baptista Bastos é um acérrimo opositor do Sócrates e escreve no DN, o jornal tido como socrático por excelência. Nunca foi “censurado”. Porque sabe qual é a diferença entre fazer oposição, ao nível das ideias, e de uma forma intelectualmente leal, embora dura e agreste, e a calúnia e a baixeza de um jornalista que chama “palhaço” a um Primeiro-Ministro de Portugal (fosse ele qual fosse), como se estivesse na zona de comentários do Público e não a escrever uma crónica.
Máxima liberdade, máxima responsabilidade, foi assim que me ensinaram. Mas só queremos é liberdade, a responsabilidade que se foda.
E depois lançam para cima de quem não papa o estilo do Crespo todo o peso da palavra “censura”! É preciso ter a noção do ridículo, o que não significa estar de olhos fechados. Tá descansado que ao mínimo sinal de censura cá estarei eu a denunciá-la no blogue. Porque sou um gajo de esquerda (sem filiações partidárias), sou um filho do 25 de Abril como muitos outros e considero-me um Democrata e defensor da Liberdade. Palhaçadas é que não, desculpa.
P.S. – Independentemente destas nossas discussões (frequentes), é sempre um prazer ter-te por cá.
Marco,
Atreveste-te a considerar que um ESPAÇO DE OPINIÃO obedece a regras jornalísticas. Fico esclarecido com a tua ideia de democracia. Se for para dizer bem do Governo, nenhum espaço de opinião necessita de contraditório, nem de nada. Mas para emitir uma OPINIÃO desfavorável, já tudo é necessário.
Ninguém chamou
A não ser que tenha sido Sócrates quem
Foi perfeitamente identificado quem era o palhaço, isto para quem quer ler, claro. Coisa que ninguém faz às crónicas do Baptista Bastos, logo não é um problema. Diz-me, quantas crónicas do BB recebeste no teu email nos últimos 20 anos? E do MC no último ano? Há uma grande diferença, não? Pois, por isso é que foi censurado.
Máxima liberdade, máxima responsabilidade. Não verias uma linha minha se quem se sentiu ofendido com o Palhaço, processasse Mário Crespo. No tribunal de um País civilizado é que se devem pedir as responsabilidades. Ou se a coluna tivesse sido descontinuada por falta de leitores. Agora, calar a boca de uma OPINIÃO é, será sempre, CENSURA.
E sim. A expressão era autoritária. Atreveste-te a considerar como igual, coisas diferentes. Coisa cada vez mais natural neste País. Para mim opinião não é peça jornalística, para ti é. Não adianta pois continuarmos. Um de nós está redondamente enganado e irá recusar-se a admitir.
Abraço. Volto para as touradas.
O JN não publicou a opinião do Crespo, calou-lhe a boca, todos os outros jornais a publicaram, a crónica está em todo o lado e continuas a falar em censura num sentido lato? E só é passível de censura o que tem relevância popular? Está bem, ficamos por aqui.
Ficaste esclarecido quanto à minha ideia de democracia e eu fiquei esclarecido quando à tua capacidade de interpretares o que eu escrevi.
O espaço de opinião num jornal tem um nome: chama-se crónica.
A crónica não é um espaço de opinião nem uma mesa de café, é uma crónica. Vou repetir: CRÓNICA. É opinião, é livre, mas também é responsável. Obedece a regras deontológicas. Ou queres-me dizer que um jornalista tem deveres e responsabilidades quando reporta e deveres e responsabilidades diferentes quando opina?
Se o Crespo quer ter um espaço de opinião só dele e perante o qual só ele responde, e não o jornal, que abra um blogue e escreva.
Abraço. Até à próxima discussão.
Calou-lhe a boca e eventualmente tirou-lhe parte do sustento. Sim, apesar de os outros publicarem é censura. Os textos e livros censurados no Estado Novo, também eram lidos apesar de censurados. O facto de algo passar pela censura não significa que esta não exista.
Não sei, mas podes dizer-me se um Primeiro Ministro tem deveres e responsabilidades quando Governa e deveres e responsabilidades diferentes quando pressiona a Comunicação Social?
Quanto às regras, pena que tenha sido a primeira vez que as mesmas tenham sido aplicadas a uma crónica.
Cparis e Marco Santos: sejamos sinceros, palhaços somos nós todos, somos 10 milhões de palhaços que continuam a votar em meia dúzia de palhaços ricos que comandam tudo.
Muito traumatizado é ainda Portugal pela palavra censura.
Tivemos muitos anos dela, bem sabemos; e com marcas profundas. Mas tal como existem actos censuráveis existem produções intelectuais censuráveis: imaginemos que num texto para o JN eram incluídos palavrões – certamente seriam censurados e penso que toda a gente concordaria.
Grande parte do resto do mundo vive bem com censura – mais equilibrada nalguns países que noutros. Nós ainda temos a memória recente e é tabu.
A questão aqui é simples: o texto era uma merda e ia contra a linha editorial. Foi bem rejeitado.
Pois é pessoal todos vocês têm razão nos comentários, uns contra e outros a favor, mas o que é indesmentível é que o Crespo tá finalmente calado nas suas opiniões e o Outro continua a dizer tudo o que lhe apetece sejam verdades ou Mentiras, VIVA NOSSO HERMANO HUGO CHAVES, QUE MANDA ENCERRAR TUDO O QUE FALA CONTRA.
Olha… Não tinha percebido que o palhaço era o primeiro-ministro. Pensei que era outro tipo. Obrigado pelo esclarecimento.
Devo dizer que não conhecia as crónicas de Mário Crespo no DN e fui ler algumas. É incontroverso que:
- Mário Crespo (MC) detesta o Primeiro-Ministro e o seu Governo
- Se leram essas crónicas o Primeiro-Ministro e o Governo detestam o cidadão MC. Se também detestam o jornalista MC não sei, porque me parece haver uma assinalável diferença, pelo menos de tom, entre MC jornalista/pivot de televisão e MC cronista.
Para mim a questão é: O DN censurou as opiniões de MC ou considerou que a notícia dada por MC não tinha comprovação suficiente para ser publicada ? Dito de outro modo, MC tinha emprenhado pelos ouvidos ou era verdade o que lhe tinham contado ?
Aceito o que diz o DN, que se limitou a pedir a confirmação da notícia dada por MC, de que alguém ouviu o Primeiro-Ministro e dois Ministros, em público, a dizerem a um executivo de televisão (Nuno Santos, director de programas da SIC ?) que MC não prestava, etc., no sentido de a SIC o pressionar – o que, a ser verdade, é inaceitável.
Como disse antes, a situação é estranha quando a notícia é sobre os jornalistas – os mensageiros confundem-se com a mensagem. Um jornalista a escrever uma notícia sobre si próprio fica ainda mais estranho, sendo certo que o distanciamento e a objectividade ficam comprometidos.
Agora, parece-me incontroverso que aquilo que Mário Crespo quis publicar no DN foi uma notícia sobre si próprio e não uma opinião. Dizer que o DN censurou uma opinião de MC parece-me errado. Se o quisesse fazer já o podia ter desconvidado a opinar antes. Certamente também não quis abafar o caso, porque é inabafável. Agora que todas estas merdas, verdadeiras ou falsas eram dispensáveis, eram.
http://goo.gl/vVpF
Meus caros, o grave nisto tudo não são os mimos do Sócras para o Crespo, quando este também lhe dá bem; o que incomoda nisto tudo é a tirada “ele é um problema para o qual temos de arranjar solução”. Como também arranjou para a Manuela, para o Moniz, e outros. Goste-se ou não deles é outro assunto, mas um governo não pode afastar/censurar órgãos de comunicação social. Será que a mais ninguém isto soa mal? Visto os visados não serem grandes profissionais para alguns, já se olha para o outro lado? E se fossem outros?
De resto, bons ou não, dizem muitas verdades sobre o emplastro e & que lá está, e é por isso que foram afastados, e não por serem (ou não) maus.
Se o PM não gostou de qualquer coisa que o Crespo disse ou se se sentiu caluniado, então ponha-lhe um processo. Mas não, ele prefere outros métodos…
@Marco
Escreve no Correio porque lá conseguiu arranjar lugar, ou outro tiraram-lho, mas independentemente disso, o facto é que o afastaram. Não só a intenção conta aqui, como também o facto de o terem feito, e de saberem que o poderiam fazer impunemente. Isto para mim já diz tudo.
@Marco
Nem toda a gente tem acesso à Internet, para essas pessoas o bom e velho papel continua a ser o seu meio de acesso às notícias, editoriais e artigos de opinião.
@Marco
Mas isto é uma ditadura, ou não sabias?
E lá por ele poder gritar “Estou a ser censurado”, não significa que seja menos censura.
Há tempos um professor, apenas por ter contado uma anedota sobre o Sócras, em ambiente de colegas, foi afastado pela Directora. Devia querer ‘tachinho’ do PS …
@Icarus
Desculpa mas isto, tratando-se do PM, não soa bem. Não soa mesmo nada bem
.
Respeitosos cumprimentos Magnifico Marco Santos
Juro que não queria comentar, juro que hesitei durante largos minutos e decidi não comentar, vou simplesmente deixar a seguinte mensagem:
- Mais perigoso que uma ditadura é uma pseudo-democracia legitimada pelo voto popular, em que á posteriori todas as atrocidades possam ser cometidas sem que eles sejam responsabilizados por tal.
- Uma ditadura por norma é condenada pela comunidade internacional, logo quem quiser fazer oposição, será devidamente apoiado internacionalmente.
- Pelo contrário numa pseudo-democracia essa pessoa será considerada internamente uma louca e internacionalmente terá grandes dificuldades de aceitação.
- O importante não é gostarmos deste ou daquele jornalista ou do seu estilo, o importante é estarmos atentos aos atentados que se fazem cada vez mais á dita cuja.
- O importante não é dizermos se somos de esquerda, do centro, ou de direita. O que é verdadeiramente importante é gostarmos de democracia e de estarmos dispostos a lutar por um modelo de democracia em que o estado exista em função do cidadão, que é precisamente o contrário da MERDA do modelo em que vivemos, à mais de três décadas.
- O povo está na miséria, o modelo que nos impingem não presta, à que ter coragem para dizer BASTA!
Escrever definitivamente não é o meu ponto forte, mas acredito que consegui transmitir o estado de alma que reina neste país.
Regards
Magnifico DJ
http://magnificodj.blogspot.com/
magnificodj@portugalmail.pt
Pedro, vamos lá esclarecer os factos: o gajo que escrevia no DN é o João Miguel Tavares. Não foi afastado. O Correio da Manhã chegou-se à frente e ofereceu-lhe xxx para ir para lá escrever. (Não divulgo quanto, como é óbvio, embora saiba). O DN fez-lhe uma contraproposta mas não tinha hipóteses de cobrir a oferta do Cm, que era MONSTRUOSA financeiramente.
Quem me dera a mim ou a qualquer outro ser afastado assim.
O Crespo escrevia para o JN.
Casos diferentes.
Ah, pois, e vivemos numa ditadura. É isso mesmo.
A propósito, anuncio já que, dia 4 de Fevereiro, vou estar no lançamento do livro do Mário Crespo. E acrescento mas: É PRECISO DESRATIZAR ESSE PAÍS.
Ora aqui está uma excelente campanha de marketing para o lançamento do livro.
Podemos não ter bons políticos nem bons jornalistas em lugares de destaque, mas temos bons profissionais de marketing. Valha-nos isso.
Desculpem o atrevimento, mas estes acesos discursos parecem-me ser algo desprovidos de envolvência. Vamos por partes:
1- É ou não, por exemplo entre muitos, este blog uma ferramenta de poder? Parece-me claramente que sim, porque o seu autor influencia (voluntária ou involuntariamente, os mais ou menos influenciáveis). É incontornável a necessidade humana de arrastar pessoas para a sua causa, para as instituições de poder é um requisito de sobrevivência;
2- A conjuntura ideológia actual (e global) não se fornece, a si mesma, muita margem de manobra: não há muito espaço para implantação de ideologias. Vejamos a China: apregoa o comunismo e é o expoente máximo do capitalismo, subverte-se irrepreensivelmente. Perante este “negro” cenário ético, que fazer? “Mudar o mundo”? “Junta-te a eles?”
3- Para mim, é ponto firme, que os portugueses são como José Gil os descreve. No particular do plano político, somos, actualmente, filhos de Abril, principalmente nas classes “pensantes” e “comunicantes”. Tanto à Direita como à Esquerda. Abril, carregado de ideologia e nobres valores. Com que eu alinho, mas que sei serem impraticáveis, se quero subsistir. Sou (somos) antítese(s) cambaleante(s).
4- Se não veja-se. “Questionado pelos jornalistas qual a razão de o artigo ter sido publicado no site do instituto ligado ao PSD, Mário Crespo diz não saber como é que isso aconteceu. O jornalista assegura que, no domingo, enviou o texto pelas vias normais (para dois endereços de e-mail do JN) e só na segunda de manhã foi alertado para a publicação no site do Instituto por uma notícia no site do jornal PÚBLICO.”, escreve o Público. Como pode MC, um defensor da liberdade de imprensa, e que carrega o bastião da idoneidade, não escrever uma crónica acerca que quão indignado se encontra com a publicação da sua crónica original num sítio próximo do principal partido da oposição, melhor candidato a parceiro simbiótico na luta contra o PM? Não brinquem comigo, MC usou-se do seu poder para levar a sua avante! Como o fez o PM! Como o faz o Marco Santos quando opina e se indigna! Como eu o estou agora a fazer!
5- Conclusão e o que finalmente quero dizer. O sistema é merdoso, não deveria ser assim, mas não somos nós, portuguezinhos periféricos, que o iremos refazer. E afirmo, sem remorsos, que trazer para a baila palavras como ditadura nestes cenários é tanto ridículo, como fútil. Foda-se, revoltem-se contra os bancos e a banca, isso sim, é de homem. Ou lembrem-se que 7 milhões mamam na teta uns dos outros. 7 em 10 ou 11. Ou massacrem na política de obras públicas. E na justiça. Caralho, na puta da Educação! Nas questões técnicas. Onde o PM é paupérrimo. Agora dizer: “podes governar, mas devagarinho, para não aleijares o menino 25 de Abril e o jornalismo de intervenção”? Não me fodam! A comunicação é ferramenta de poder, à disposição de quem o agarrar melhor! Não é apenas uma arma da revolução, qual farol que nos ilumina “to a better place”
Já cá faltava, um indignado das maiúsculas decidido a desparasitar o país a partir de uma caixa de comentários.
Este assina Só Cretino e mete como url a morada do bitaites (que eu removi, porque o blogue e a morada do blogue pertencem-me)
Mete o url para dizer, de forma indirecta, que eu sou “só cretino”.
E anda esta gente – estes indignadinhos das maiúsculas – a berrar nas caixas de comentários contra a censura e a perda de liberdade e o início de uma ditadura, quando nem sequer consegue aceitar opiniões divergentes sem partir para o insulto.
Quem não vê neste episódio do Crespo um atentado à liberdade não pensa pela sua própria cabeça, é um vassalo do “cretino”. Tristeza.
@Marco
(é que já foram tantas a quem aconteceu semelhante…
); mas em tudo o resto mantenho o que disse.
Ok, devo ter feito confusão com a pessoa
E sim, vivemos numa ditadura. É muito camuflada, não é como a outra, mas é ditadura, em que se pode ter o cargo em risco e/ou ser-se censurado por se dizer mal do governo, em que quem realmente manda são lobbies e grupos de interesse, a ditadura da justiça que nunca toca nos mais importantes, etc, etc. Isto também havia antes mas ao menos era uma ditadura mesmo; mas e agora qual é a desculpa? isto não era suposto ser uma democracia?
“Ditadura” esta (ainda assim ponho-a entre aspas) que num aspecto é pior que a outra: nesta muita gente nem se apercebe que está numa, um pouco como no Matrix em que a população vivia iludida na realidade que lhe impingiam, sem ver “how deep the rabbithole really goes”.
E mesmo em anteriores regimes democráticos faziam-se à mesma algumas destas coisas, mas ao menos ainda se preocupavam em esconder… mas agora? tudo às claras! Porquê? porque sabem que podem, sabem que este povo está mais adormecido do que nunca. O Zé Tuga pode refilar, mas no fim acaba sempre por apenas encolher os ombros e ir à vidinha dele. Aaaahhh, benditos “brandos costumes”….
Por coincidência (ou talvez não), “Só cretino” foneticamente soa a “lacaio do Sócrates” -> Socretino, Socretista, tal como Barrosista, Santanista
…socretino, jacobino…
Há duas coisas que esta crónica demonstra e que a razão da nega que o JN deu torna explícita.
1) Esta crónica está para o Mário Crespo, como a cabeçada sobre o Materazzi esteve para o Zidane: ninguém nega o mérito do seu passado; ninguém negará que esses ministros lá terão estado e que terão falado sobre alguma coisa; mas é esta a forma de resolver as coisas? É óbvio que não e é uma mancha incontornável na carreira do Mário Crespo.
2) O Mário Crespo pode ter sido muito bom jornalista no passado, mas ficamos agora a saber o quão volátil é a sua ética jornalística. O fulano A disse não sei o quê, que fulano B, lá perto, ouviu. O fulano C enviou-me um email a dizer que A disse tal e que B ouviu tal. Como toda a gente sabe isto consubstancia um silogismo não só de uma validade inquestionável, como também de uma verdade irrefutável. Sobretudo porque estamos perante Crespo, Mário, o jornalista-deus omni-presente e dono da Verdade Absoluta. É fidedigno.
mário crespo, a decepção das decepções.: Esta estória do Mário crespo já não convence ninguém que tenha capacidade… http://bit.ly/9gxd07
…E no entanto, ainda nem esse caso arrefeceu e já há outra bronca: As escutas implicam o PM na intenção de controlo total da TVI, utilizando a PT, para calar o casal Moniz e controlar o Presidente, que (e cito) “assim pode ficar em casa a cuidar dos netos” . Ou se quiserem, o PM eleito por (alguns de) nós tentou manipular um canal de comunicação social através de outra empresa privada, para os seus próprios intentos e para controlar o Presidente.
Lembro-me que um ministro do Santana (nem foi ele próprio, acho eu) apenas disse uma boca sobre o programa do Marcelo e caiu o Carmo e a Trindade (não que tenha sido exagerado).
E agora que é com este gajo, e é muito pior, já não se passa nada? Welcome to the Matrix……
Pedro…Esta sua frase: “Lembro-me que um ministro do Santana…E agora que é com este gajo…já não se passa nada”. – resume o essencial deste “não” problema: Discutem-se sempre os pormenores, invocam-se principios quando dá jeito, ignora-se os mesmos quando se está do outro lado da barricada.
Pontos prévios:
- para mim Sócrates é um “palhaço” (as minhas desculpas…lá está, também nem sempre consigo seguir principios básicos da cidadania…como o respeito e a educação…).
- vou-me cingir ao caso Mário Crespo e não vou abordar nenhum outro caso que para aqui não é chamado.
Na minha opinião este “caso” foi fabricado por Mário Crespo e aproveitado por muito boa gente para atingir o Primeiro-Ministro.
Para mim não é Censura. O Jornal, quando confrontado com esta Crónica pediu, e bem, o contraditório, pois se é verdade que a coluna de Crespo era um espaço de opinião também é verdade que este ia utilizar o mesmo para fazer acusações. Portanto, pretendia expôr a “sua” verdade. Como tal, faz todo o sentido, ainda para mais envolvendo o Primeiro-Ministro, que o Jornal decida ter uma atitude cautelosa e que exija o contraditório para poder publicar a crónica. Se Mário Crespo não aceitou o contraditório isso diz muito das suas reais intenções. Foi este que se afastou do Jornal e não é verdade que tenha sido afastado. Por isso não tenham pena do “desemprego” (?!) de Mário Crespo pois, ou muito me engano ou o seu livro de crónicas terá já sucesso garantido (não por mim, pois já as li e de um modo geral são fracas, muito fracas).
Mas no meio disto tudo confesso que o que me faz mais impressão é vêr agora muito boa gente a gabar o profissional, o grande Jornalista Mário Crespo! Mas que raio é que o homem fez para além de ser correspondente durante algum tempo e de ser apresentador de um programa (60 minutos) feito por outros?? É por causa do seu programa de entrevistas? Na minha opinião (que vale o que vale…ou seja, muito pouco:) ) mesmo nesta faceta é muito fraco, com poucas competências para tal. Um bom exemplo foi a entrevista a Pedro Silva Pereia em que um bom entrevistador/jornalista (assim de repente lembro-me de um a quem nunca foi dado grande espaço…Joaquim Furtado) teria desfeito este ministro e o que se viu? Viu-se um ministro a desfazer um suposto jornalista travestido de justiceiro que foi para uma entrevista armado com perguntas tipo “diz que disse” e que não fez o trabalho de casa! Haja paciência!
adenda: só agora reparei na confusão de Maiúsculas/minúsculas…é o que resulta de se escrever ao mesmo tempo que se pensa:)
Aí já me estava a referir também aos novos dados do caso “Face Oculta” publicados no Sol e descritos na SIC, que mencionei no meu post anterior.
Mas lá está, é quase impossível provar a um jornal que essas coisas se passaram assim, só mesmo chamando lá as pessoas que ouviram a conversa e era preciso que elas estivessem dispostas a isso. E daí esses poderiam ser apenas uns mânfios quaisquer a inventar histórias.
Não dá para provar que uma coisa dessas aconteceu; mas deverá o caso ficar no esquecimento? para a parte do “Ele é um imbecil e mais não sei o quê” eu estou-me a borrifar e concerteza o Crespo também, o grave é “Ele é um problema e tem que ser solucionado”… isto é que já incomoda mais, especialmente tendo em conta que “outros problemas” já foram “solucionados” antes (e que pelos vistos também queriam solucionar a TVI de vez, a Cofina e o Presidente…)
E como não é a 1ª vez que entidades se recusam a ir contra o PM, dá para desconfiar.
E já viste que o governo não negou? falou em “calhandrices” mas não negou de forma alguma nem disse que era falso, portanto aconteceu mesmo.
Lá tiveram medo de também poderem ser afas… “solucionados”
Lá se achou ferido na sua honra porque o jornal não acreditou nele… sei lá. E eu nunca disse que ele foi afastado, referi-me à intenção do PM em fazer algo do género, referi-me também ao afastamento (esses sim) do Moniz e da Manuela e outros.
Mas ele é um profissional de renome, já anda há muitos anos nisto e teve alguns programas de informação. De resto eu não vejo os programas dele na Sic Notícias (devo ser das únicas pessoas que não se interessa pela TVCabo), portanto mão sei como é que ele é agora, embora já tenha lido algumas crónicas, e embora ache que não mereçam o prémio Pulitzer (nem era essa a intenção dele), também não são más como dizem.
Não vi, não opino. Mas já vi algo muito pior: 2 jornalistas ‘cães de fila’, tidos como os mais temidos entrevistadores de Portugal, serem cilindrados, humillhados e por fim ‘mastigados’ pelo entrevistado. Já foi há uns anos, eles eram a Margarida Marante e o Miguel Sousa Tavares, e ele era um brasileiro bispo duma igreja qualquer tipo IURD. Ao início eles estavam cheios de ‘pica’, mas depois o gajo amansou-os com uma pinta que eles já nem diziam nada a não ser ‘sim’, ‘pois’, etc. Mesmo a expressão facial deles já era a de ‘meninos bonzinhos’. Se ele estalasse os dedos eles rebolavam e punham-se de patas para o ar.
Meteu pena e raiva. O tipo deve ter saído de lá a rir-se. Pensou-se que finalmente alguém ia encostar um tipo daqueles à parede e no fim assistiu-se a uma cena ‘sado-maso’, em que aqueles 2 foram os que ficaram de gatas com coleiras, a serem chicoteados pelo bispo ‘dominatrix’
Nunca mais levei a sério o Miguel armado em durão depois disso.
E contudo eram bem mais ‘ferozes’ que o M. Crespo; além de serem 2 contra um. No dia seguinte foram muito criticados pelos media
curioso verificar que a divulgação destas escutas em que se enlameia o nome da Portugal Telecom ocorre no preciso momento em que a Sonae.com faz uma renovação de marca e imagem e se reposiciona no mercado em busca de novos accionistas/clientes…
obviamente que o público (grupo sonae.com) não deve ter tido acesso a informação privilegiada… sobre a PT contida nas escutas… nem a Manuela Moura Guedes lhes deve ter confidenciado qd é que ia publicar isso no sol.. com a ajuda de Felicia Cabrita…
http://www.publico.pt/Media/face-oculta-manuela-moura-guedes-assistente-no-processo-para-auxiliar-na-procura-da-verdade_1416731
desta vez Manuela Moura Guedes e o Público nem precisou de pagar a intermediários
o que terá a CMVM a dizer?
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Este caso está cada vez melhor..
reparem nesta ‘doce ironia poética’:
http://www.youtube.com/watch?v=Go1tJEg4jtU
…não posso deixar de ‘sorrir’ quando vejo isto agora..
E se quiserem ver a 1ª parte mais longa:
http://www.youtube.com/watch?v=qbAaHcPnet8
…”olha para o que eu digo, …. ”
E como dizem os brasileiros, “pimenta no cú dos outros é refresco”