Trolls: o segredo é obrigá-los a trincar a própria língua
Publicado por Marco Santos [7/Fevereiro/2008]. Categoria: Cromos
Marcadores: Bitaites
Hoje apanhei um táxi para não chegar atrasado ao trabalho. Estava eu já dentro do carro quando me lembrei que nestes três anos de blogosfera nunca escrevi um post dedicado aos trolls.
Pensei então que talvez fosse porreiro explicar à malta menos geek o significado do termo troll, onde e quando surgiu, quem o inventou e a propósito de quê. Como fez a Wikipédia.
E agora, algo completamente diferente.
Notem que escrever Tu és um troll numa caixa de comentários não é desprezar as grotescas criaturas saídas da mitologia escandinava – é importante que isto fique bem esclarecido.
É possível ser-se um fanático pelos filmes de O Senhor dos Anéis e, ao mesmo tempo, contribuir de forma positiva para o desenvolvimento de uma sã convivência na blogosfera e fóruns de discussão. Até porque nem todos os trolls são fãs de Tolkien – o mais provável é pensarem que Tolkien é o nome daquele cabrão podre de rico que escreveu os livros do Harry Potter. Mas mesmo entre os fãs de O Senhor dos Anéis são raros os que leram Tolkien. Conta-se que alguns foram capazes de passar pelo primeiro capítulo, mas nunca mais foram vistos.
Claro que existem sempre uns quantos aventureiros que regressaram para contar a história, afirmando ter percorrido os livros de lés a lés, do primeiro ao terceiro volume, da capitular ao ponto final parágrafo, das terras dos Hobbits à Montanha da Perdição passando pelo Olho de Sauron – mas nunca nunca nunca apresentaram provas convincentes.
Peter Jackson – um desses aventureiros – apresentou provas documentais da existência dos restantes capítulos. Fê-lo recorrendo a interpretações tortuosas da história original e à fórmula três blockbusters de Hollywood pelo preço de um, mas não conseguiu convencer toda a gente.
A maioria das criaturas que saltita de blogue em blogue também não sabe o que quer dizer troll – e esta é uma situação realmente triste. Não há nada pior para um troll do que desconhecer o seu verdadeiro papel na sociedade.
Por exemplo, se frente-a-frente estiverem um troll e o Elfo Legolas do Orlando Bloom, o mais provável é haver uma cena de pancadaria. Ninguém está à espera que o troll diga algo do género Ui adoro a forma como as tuas ceroulas de guerreiro imortal te assentam nessas pernocas musculadas. Não queres fazer aquele truque de surfista prateado que fizeste no filme As Duas Torres, amor? Adorava que deslizasses nas minhas costas enquanto disparas as tuas setinhas de cupido matulão.
Estava por isso cheio de boas intenções em relação aos trolls. A meio do caminho, o raio do taxista ligou o rádio para ouvir uma estação que passava, para gáudio dos seus ouvintes e desespero das suas vítimas indefesas, os grandes êxitos românticos da cantora Whitney Huston. A partir daí tudo mudou: este já não é o post didáctico e informativo que planeei.
E agora, algo completamente indiferente.
Caros colegas bloggers e restante malta geek, com certeza já ouviram falar do mandamento Don´t feed the troll. Não devemos alimentar o troll, ou seja, não devemos dar-lhe conversa porque no fundo é isso que ele quer, blá blá blá, etc etc etc. Estamos fartinhos de ouvir inúmeras variações deste tema, portanto também quero propor a minha: em vez de nos recusarmos a alimentar o troll, deixamo-lo de água na boca. Misturar água e boca de troll origina uma substância esbranquiçada conhecida como baba.
Como fazê-lo babar? É simples: a primeira vez que o troll comentar e arrear a sua bombinha de mau cheiro, deixamos passar o comentário. Depois respondemos de forma a provocá-lo ainda mais, se possível ridicularizá-lo; quando o troll ler a nossa resposta e começar a babar-se para o teclado, julgando que irá chafurdar na merda com o autor do blogue, como era a sua intenção inicial, moderamos-lhes os comentários e enviamo-los para o limbo do Akismet [Nota aos não-geeks: ferramenta anti-spam do Wordpress].
Um blogue com visitas dá ao blogger o poder de ser escutado – esse poder que o troll cobiça da mesma forma que o Gollum cobiçava o Anel. A esse terrível poder juntamos-lhe, para piorar as coisas, o poder de o silenciar quando ele não está à espera. Um troll está sempre preparado para a rejeição – faz parte do jogo. O que não está preparado é para a impossibilidade de responder quando é provocado.
Eu sei do que estou a falar. Sempre que provoco um troll e lhe corto o pio a seguir, vejo-o a escrever sete ou oito comentários de seguida, cada vez mais frustrado: alguns são tão estúpidos que nem percebem que já estão a ser moderados e desatam a carregar nos bonequinhos dos smileys, pensando que é uma falha do browser (a maior parte usa Internet Explorer 6, embora se diga que dois ou três mais sofisticados já conseguiram actualizar para o 7 – boatos que carecem ainda de confirmação.)
Gosto de imaginar que pelo menos um desses trolls que esbarrou no Bitaites nestes últimos três anos acabou a noite a dar marteladas no monitor e que aquilo explodiu tudo como se fosse um teledisco dos ZZ Top. E que esse troll tinha por hábito navegar com as colunas de som ligadas, claro.

























pode (ou não!) estar a usar
Data: 7/Fevereiro/2008 | Hora: 20:05
Este post é muito mau. O teu blog é uma trampa.
Acho que não consigo trollar… saiu mal, não saiu?
Olha que acho que há algo de arte na ingenuidade abandonada com que o troll discorre por essas caixas de comentário fora.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 7/Fevereiro/2008 | Hora: 20:14
Foi isso que eu fiz ao Mário Gamito.
Eu confirmo: resultou.
Rui
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Data: 7/Fevereiro/2008 | Hora: 20:15
Bem , devo dizer que realmente fiquei esclarecido sobre os troll’s. Mas serao assim tantos? E uma pergunta ainda mais pertinente, serao assim tao maus? Por vezes podem ajudar em algo.. hum.. quem sabe..
Cumprimentos.
(Como se pode ser fa de Tolkien sem se ler tolkien? nao percebo. Tambem nao percebi porque a parte de provar que se leu um certo livro. E isso que interessa?)
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Data: 7/Fevereiro/2008 | Hora: 20:17
Windows Vista e Rui Cruz, a combinação que seduz.
Pedro, palavras proféticas estas:
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Data: 7/Fevereiro/2008 | Hora: 20:28
ROTFLOL.
De mes a mes metes piada tu.
Rui
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Data: 7/Fevereiro/2008 | Hora: 20:29
Eu acho, mesmo assim, que tu dás demasiada importância aos Trolls
Eu deixo-os chafurdarem na merda que criam, na maior parte das vezes nem presto atenção o que escrevem, nem apago nem modero (só o trabalho). Eles acabam por perceber que estão a mais, e vão-se, de fininho.
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Data: 7/Fevereiro/2008 | Hora: 20:37
Em última análise, a qualidade de um blog e de um blogger pode ser apreciada pela quantidade de “ataques” de trolls de que é vítima, não é? Penso que há poucas coisas mais elogiosas do que um gajo a tentar derrubar tudo o que nós fazemos. Mas isso sou eu… que não tenho trolls no meu tasco. Apenas gente sossegada, que bebe o seu copito e segue viagem sem dizer uma única palavra. Enfim… Ah, gostei da conversa de engate para o Legolas. Se ainda jogasse Dungeons And Dragons havia de arranjar maneira de a utilizar.
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Data: 7/Fevereiro/2008 | Hora: 23:53
fascinante!!!! a internet é um mundo fantástico pá, até criaturas mitológicas encontramos por aqui…
mas agora aqui entre nós:
na verdade o troll era o gajo com a whitney houston aos berros que era maior que tu e tiveste medo de lhe dizer para desligar aquela coisa … acertei??? vá lá… a tua sorte é que o gajo ainda não tem banda larga no seu 180d a cheirar a “gazóile” LOL
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 00:41
Farto-me de rir…
Este é um dos melhores (como as estatísticas mostram tb). Adoro.
Por isso tem um prémio no meu blog.
Parabéns!!!
Abraço
Tiago
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 00:52
Depois de ler a opinião da Maria João, eu acho que o Marco é um troll do seu próprio site.
E Windows Vista rula.
Rui
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 04:47
Claro que não percebes. Foi gralha minha. Corrigido.
Bem observado, sim senhor.
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 12:31
De uma fã de trolls e de Tolkien (sim eu li os livros e não o vou provar de forma alguma), posso dizer que há trolls e trolls como o demonstra o link acima.
Até dos trolls dos blogs eu sou fã, adoro ler os blogs mal escritos e com insultos qb… (estou a ser sarcástica, isto para os trolls que não captaram)
Continua Marco, para mim és dos melhores trolls desta blogosfera
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 12:33
oops, aparentemente eu é que sou um troll dos comentários, o meu link ficou mal feito
Aqui está corrigido
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 12:33
Parece-me que o Rui Cruz tem uma fixação homo-erótica com o Mário Gamito, não fala de outra coisa!
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 12:33
ou não, lol, bom copiem para o browser http://www.askell.com/
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 12:35
Yes, funcionou!!!!!!! Desculpa o spam de comentários Marco, apaga o que não interessa, lol
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 12:42
Nem pensar. Ia agora apagar esta sequência?
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 12:51
pffff, assim como é que eu posso manter a minha fama de geek? Sim, geek a usar vista e ie7…. erm… não combina pois não? Azar!!!!
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 13:18
Abaixo os “troliteiros”
Só com uma “trolitada”… deste cabo deles!
E o Mundo continua a girar…
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 13:26
Olha, o FNP.PT convertido à raposa. Ainda há esperança para ti, rapaz. Tarda nada e mandas-me uns mp3 de Zappa
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 13:41
Que coisa boy! Um gajo às vezes tem um revês na vida! Mas eu sou gajo de míssil e brevemente voltarei ao IE! Quanto ao Zappa, ok mando quando o Zé Cabeleira editar um disco “zappiano” à gogo.
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 15:20
Isto hoje tá do melhor
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Data: 8/Fevereiro/2008 | Hora: 16:38
Hoje?
Não está sempre?
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Data: 10/Fevereiro/2008 | Hora: 23:14
“Curiosamente o Firefox 2.0.0.12 foi lançada há alguns dias para corrigir doze vulnerabilidades, não resolvendo contudo uma outra que foi entretanto detectada.
Vou converter-me ao furão!
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Data: 11/Fevereiro/2008 | Hora: 01:35
Vim cá só agradecer os 17 backlinks que tive deste post.
O bitaites salvou-me o dia. Consegui mais visitas que o blog do Mário Gamito.
Rui
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Data: 29/Fevereiro/2008 | Hora: 02:04
[...] o Marco anda à volta deles e explica em linguagem acessível o que são mas, lamentavelmente, não informa do método de erradicação da praga. [...]