Polícias culturais na Internet
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Governo espanhol cria polícia cultural da Internet para bloquear sites pirata, leio no Remixtures.
E leio mais: a indústria do disco, cinema e software tenta vender aos governos de alguns dos mais poderosos países do mundo a ideia de um novo acordo comercial com vista a modificar substancialmente as leis nacionais de direitos de autor. Objectivo: «criminalizar a facilitação com fins não comerciais de trocas de informação não autorizadas na Internet» – o infame Acordo de Comércio Anti-Contrafacção, promovido pelo cartel do copyright.
Eu tenho de aceitar que os meus direitos, liberdades e garantias são menos importantes do que o direito de autor para que as editoras possam continuar a encher a pança à custa de modelos de negócio obsoletos nos quais todos são explorados, artistas e consumidores, entendi bem, é isso que me propõem?
Não. Inventem outra solução, mais justa para os consumidores. Por exemplo, não me obriguem a pagar mais de 20 euros por um CD do Uri Caine sabendo que, daqui a alguns meses, estará à venda por nove. A isto eu chamo roubar e é por isso que a pirataria não me chateia mesmo nada. O que me chateia é querer condicionar o acesso à cultura apenas aos que têm capacidade para a pagar.
E eu até aceitaria gastar mais um ou dois euros de Net para «subsidiar» a pirataria para consumo próprio (como a taxa de direitos de autor dos CDs e DVDs virgens), desde que o dinheiro fosse para o bolso dos artistas. Mas não, serviria para encher os bolsos dos Tózé Britos deste mundo.
Como diria o Quino, a pirataria está para as editoras como a sopa para as crianças: não gostam, mas é nutritiva. Aguentem-se, ladrões.
























Calma. A lei está a ser debatida, e os espanhóis estão malucos com a coisa, e já há manifestos, e reuniões com a ministra, e o Zapatero a dar o dito por não dito.
Vê aqui: http://www.enriquedans.com/
Ficas muito giro quando te irritas. Eu sei que dito assim pode soar amaricado, mas tou mesmo a comentar o post.
Estas “leis” europeias facilitadas pelo baixar das calcinhas aos grandes grupos de bobbys estão a tornar-se no pão-nosso-de-cada-dia. Não é apenas a ACTA que está em relevo mas outras “leis” em preparação à porta fechada não prometem lá muito face à liberdade pessoal. Felizmente, alguns dos participantes “secretos”, certamente embebidos de uma noção mais aproximada do que se entende por liberdade, vão deixando cair na net esses mesmos documentos confidenciais lavrados com o beneplácito dos EUA.
Claro que é importante tentar combater este tipo de acordos e só a união das pessoas o conseguirá fazer e para que tal se venha a concretizar lanço aqui uma acha para a fogueira:
- E quando são esses mesmos bobbys quem se encontram do outro lado da barricada e transgridem as mesmas leis que querem à força ver aprovadas!?
Eis um belo exemplo!
Tal como acontece no Canadá, exemplos destes devem acontecer um pouco por toda a parte sem que as autoridades prestem a mínima atenção ao que estes grupos fazem.
Em suma, aprovem as leis mas apenas para vergar o zé-povinho.
Será que quanto a eles, tal já não se aplica!?
@braço.
LOL. Mais um comentário desses e os gajos do PRN vão querer internar-te!
com todo o respeito sr. marco
vou roubar este post e meter no meu “blog” com as devidas vénias é claro _O_
À vontade. Bom avatar!
brigados
Muito bem dito. Como se costuma dizer, “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.
Pois em França já conseguiram a “resposta gradual” (corte da ligação após 3 acusações insubstanciadas), e agora ainda querem o tal 1€ em cada assinatura de ligação à internet:
http://remixtures.com/2009/12/internautas-franceses-poderao-ter-que-pagar-1e-por-mes-para-compensar-downloads-ilicitos/
Já na altura da resposta gradual alguns opositores propuseram uma taxa como alternativa. Foi recusado e agora percebe-se por quê. Para quê escolher entre uma coisa ou outra, quando se pode ter as duas?
Já devia ter vindo comentar este post mas faltou-me o tempo. Gostaria muito de utilizar um outro termo, assim bem educadinho, mas a verdade é que as editoras são uma cambada de chulos. O calão cai bem nesta gentalha, porque estas editoras é que são os verdadeiros piratas. Senão vejamos, se eu comprar um DVD nos EUA, porque raio ele não funciona na Europa? Ah, pois. Então se eu for uma pessoa que viaje muito e haja um filme que por acaso gosto muito de rever por cada continente que passo nas minhas viagens tenho de comprar uma nova versão do mesmo produto. Pois sim, a malta que faz downloads é que é pirata. Isto para não falar na questão dos cd’s claro. Compro um cd, mas se quiser ouvi-lo no meu computador não posso transferi-lo para mp3 porque é pirataria. Isto faz sentido? Faz, claro. Tenho de comprar uma versão digital do mesmo produto. E os piratas, vá, quem são? Ah, já sei. Pois bem. Isto comigo é assim, o que comprar comprarei, o que não me apetecer não compro. Quando um colega ou amigo empresta um cd ou livro também é pirataria? As editoras são um bicho obsoleto e tentacular que apenas tenta disfarçar com este proteccionismo fascista a sua própria incompetência enquanto empresas. Cada dois cd’s não comprados significam menos um risco de coca na mesa de um produtor e eu não sou gajo de sustentar vícios dos outros.