O circo dos amigalhaços dos animais
Marcadores: Bobis, Guillermo Habacuc Vargas
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Esta história já cheira mal, mas desta vez não foi o cãozinho que se descuidou
Os amigos dos animais dividem-se em dois grupos: os amigos dos animais (respeitam e amam a Natureza, embora aceitando-lhe as regras) e os que fazem parte do enorme e intocável clube dos amigos Disney.
Estes últimos são aqueles que ainda acreditam que os animais falam a nossa linguagem. Aqueles cujo cérebro foi condicionado por centenas de filmes infantis de merda que mostram o mundo selvagem povoado de criaturas que parecem animais mas se comportam como humanos. Só usando a máscara Disney podem os animais ser dignos de pena, de dó ou compaixão: é necessário que mostrem qualquer coisa que nos faça lembrar «sentimentos» humanos, é importante para a nossa capacidade de mobilização se forem «queridos» como ursos de peluche ou pareçam abandonados como Bambis. É tão fácil identificarmo-nos com um cão como é difícil identificarmo-nos com uma aranha. No entanto, para um amante da Natureza são ambos seres vivos preciosos. E os animais falam, sim – mas usam a sua própria linguagem, como Konrad Lorenz demonstrou.
Os tais amigalhaços escandalizam-se quando um artista plástico usa um cão vadio para marcar uma posição política – chamam-lhe filho da puta e nem quero imaginar o que lhe fariam em pessoa, se pudessem – mas do destino de animais usados todos os dias em nome do lucro e do divertimento já não querem os amigalhaços saber.
Esquecem-se dos animais que são mantidos em cativeiro apenas para nos fazer rir ou bater palmas, como os animais do circo. Se os amigalhaços dos animais tivessem levantado o cu da cadeira como eu fiz e observado as condições de cativeiro em que vivem esses animais, se tivessem visto quatro tigres enjaulados em espaços onde nem sequer haveria lugar para um, quanto mais quatro, se tivessem visto dezenas de macacos enfiados em jaulas imundas e demasiado pequenas, se tivessem observado cavalos, póneis, porcos e cabras todos encafuados no mesmo presépio decrépito e mal cheiroso a que por hipocrisia chamaram estábulo, talvez então esses amiguinhos do clube Disney não perdessem tanto tempo a assinar abaixos-assinados demagógicos e nojentos.
Adenda
Caros amigalhaços dos animais, escusam de espumar pela boca e clamar por vingança pelo que se escreveu aqui sobre o caso Guillermo Habacuc Vargas. Qualquer comentário gratuitamente ofensivo e mal educado é censurado. Sim, leram bem: censurado. Deixem-me repetir a terrível palavra: cen-su-ra-do. Contribuo assim com mais uma acha para a fogueira em que os amigos do clube Disney pretendem queimar todos aqueles que não se deixam impressionar pela bondade da cruzada anti-Habacuc. Para um fanático, uma causa serve apenas como desculpa para deitar cá para fora o ódio acumulado. Aqui não se safam.
Aos que se preocupam realmente com os animais e se sentem chocados com a minha posição porque ainda pensam que Habacuc Vargas matou ou deixou morrer o cão à fome: leiam este post. Se não confiam em mim, sigam o Google e não se deixem ficar apenas pela consulta ao lixo de blogues sensacionalistas que tomaram conta do assunto e pouco se interessam pela informação: cavem mais nos resultados.
























Fizeste bem em sair Marco.
O circo hoje não é para nos rirmos dos palhaços, é para os acharmos palhaços.
Circo com animais é coisa onde não vou, e não preciso de pertencer a nenhum desses grupos.
Bom… também não vou aos que não tem animais.
Bom fim de semana,
Rui
Dás-lhes demasiada importância, pá. Defeca nisso, que por acaso até é biodegradável.
esse tipo de coisas mete-me verdadeiro asco…
um dia, todos os que provocam o que acima referiste deviam experimentar a sensação. talvez se vissem obrigados a compreendê-la*
Sou amigo Disney. Mas não consigo difecar com sabedoria, o que é animal cão faminto, de um menino do Biafra, atados parceiramemte a um
qualquer quadro artistico no CCB. Se ambos cantassem, diria estar na Casa da Musica. Mas o que se escreve ou se comenta neste espaço, ate agora, leva-me a pensar estar mijando num qualquer urinol público, onde não se pode cagar!
Mas que merda castanha esta!
Antes que me atirem os cães magricelas, difecar foi de proposito!
Realmente… os cães não falam como nós.
Mas isso não é justificação para se matar de fome de sede um desses animais numa galeria de “arte” que de arte não tem nada.
Agora qualquer demente se considera um artista. E depois julgam-se especiais.
Bando de panascas…
O cão não morreu de fome. O cão foi sempre alimentado.
os tais amigalhaços comem carne.
Realmente há quem acredite em tudo hoje em dia! É tão fácil enganar pessoas em massa na internet!