Marco Fortes, és o maior
Publicado por Marco Santos [19/Agosto/2008]. Categoria: Cromos
Marcadores: Jogos Olímpicos, Jornalismo, Marco Fortes
Já ouviram falar de um lançador do peso chamado Marco Fortes? Grande apelido para um lançador do peso! Antes dos Jogos Olímpicos nunca tinha ouvido falar dele – e aposto que muitos de vocês também não.
Aliás, tirando os nomes mais conhecidos (Vanessa Fernandes, Naide Gomes, Nélson Évora, Francis Obikwelu, Telma Monteiro) a maioria dos portugueses não sabe quem são os outros atletas portugueses em Pequim. Não sabe porque não liga, não quer saber, as notícias são escassas, o que interessa é o futebol. Mas a ignorância nunca impediu os portugueses de criticar e os jornalistas de entrevistar.
O caso de Marco Fortes é um bom exemplo. A participação do atleta foi decepcionante para ele e para os adeptos da modalidade, pois fez dois ensaios nulos e um lançamento abaixo da marca definida para o apuramento directo.
O falhanço de Marco Fortes até passaria mais ou menos despercebido não fosse o caso de o homem ter dito à RTP «Cheguei à conclusão que de manhã só estou bem na “caminha”. Lançar a esta hora foi muito complicado. Apesar de ter entrado bem na prova, com dois lançamentos longos com mais de 19 metros, no último as pernas queriam era estar esticadas na cama».
O homem teve azar porque estas declarações foram feitas pouco antes de Obikwelu ter afirmado aos jornalistas «Agradeço a todos, porque estiveram a ver-me na televisão, e peço desculpa. Estou a ganhar dinheiro, porque o povo português está a pagar para eu estar aqui, e não consegui chegar à final. Este é o meu trabalho e queria pelo menos dar uma final aos portugueses.»
Das declarações de Marco Fortes, aproveitaram-se «de manhã só estou bem na caminha» e «as pernas queriam era estar esticadas na cama» para fazer comparações com as declarações dignas de Obikwelu e questionar a seriedade e o patriotismo do lançador do peso. Mas será que estas declarações significam realmente que Fortes foi preguiçoso, leviano e displicente?
Nada como ler as declarações que ele fez antes de começar. «No último mês, grande parte dos principais candidatos fez as suas melhores marcas. Já tiveram o seu pico de forma mais alto e agora até poderão estar no pico descendente», disse na conferência de imprensa. E depois afirmou o seguinte: «O meu maior desejo é que os atletas com melhores marcas estejam de rastos e que não possam com o peso na sexta-feira, que durmam mal, comam qualquer coisa que lhes faça mal, que não queiram ir para a pista, coisas assim».
Que nos diz isto? Além de pouco sério e preguiçoso, também é um mau desportista? Claro que não: confrontado com uma pressão mediática a que não está habituado, Marco Fortes é o tipo de pessoa que se refugia no sentido de humor e na graça para lidar com essa pressão. Imaginem o que é ser praticamente ignorado nos jornais e televisões durante quatro anos e depois levar com os holofotes todos de uma só vez – não em nome do Desporto, mas do dinheiro, das audiências e dos contratos publicitários. Mais perturbante que estes falhanços dos atletas é o desmesurado despudor das televisões.
Marco Fortes só agora terá percebido que as Relações Públicas também são importantes para quem lança o peso. Talvez esse ensinamento seja importante para ele, mas de uma coisa pode estar certo: só o poderá aplicar daqui a quatro anos. Até lá ninguém lhe vai ligar patavina.

























pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 15:26
Mas é o que a maior parte dos atletas deveria ter dito. Eu pelo menos deixaria a questão no ar: que país é o meu que não quis saber de mim durante 4 anos e agora vem exigir-me uma medalha?
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 15:44
Concordo.
Ver-se a história da caminha como falta de respeito pelo dinheiro dos contribuintes e assim é uma idiotice. É que os contribuintes ajudam e ajudam e ajudam os atletas a chegar aos Jogos Olímpicos. Definitivamente.
Tanto me faz, a sério, mas até espero que o humor não seja um “refúgio”, mas antes um gesto simbólico. “Vocês são uns idiotas hipócritas e as vossas perguntas não me merecem resposta”, era o que eu gostava que significasse o humor. A caminha, o fortes e tudo o resto teriam ainda mais piada.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 16:03
Esta pseudo-indignação dos portugueses face aos resultados dos atletas nacionais nos Jogos Olímpicos só existe porque (os portugueses) perderam uma oportunidade de praticar o seu parasitismo, que os faz colar aos sucessos dos outros e reclamar dividendos de coisas em que não tiveram qualquer intervenção. Os portugueses só estão lixados porque a falta de medalhas impede-os de se achar os maiores à custa do sucesso dos outros; porque são malandros demais para tentar fazer qualquer coisa e estão sempre à espera que alguém o faça por eles!
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 16:29
Tudo bem, não está habituado à pressão mediática, de acordo. Será que a Vanessa ou o Obikwelu estavam quando conquistaram as primeiras vitórias dignas de nota? Não estavam. Lembro de a Vanessa dizer isso mesmo na televisão, que lhe fazia confusão aquela atenção toda.
Mas nem ela nem o Obikwelu proferiram afirmações patéticas típicas de menino-mimado.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 16:34
Manuel, mas achas que o que o Marco Fortes disse foi uma afirmação patética típica de menino-mimado ou estás a falar de outros?
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 16:44
por acaso já tinha ouvido falar deste marco, porque é colega de uma amigo meu, também atletista
não ando a acompanhar os JO como muitas pessoas por esse portugal fora, porque quero é descansar e coçar os #######! mas é surpreendente a quantidade de entendidos em modalidades olímpicas que surgem por estes dias! sério! pessoal que nem sabia quais a modalidades do triatlo… enfim
quanto às declarações (que não acompanhei), qual é o problema afinal? quem é que se lixou a treinar, a perder horas de sono, com dores e tudo mais para estar ali? se ele não conseguiu ir mais adiante, a maior derrota é a dele e não dos portugueses que o criticam! por isso, é justo que o rapaz a encare como acha que deve ser e diga o que entende ser correcto, porque ele o merece de facto.
em 2012 ele ganha uma medalha e vai dizer que só quer voltar para a cama e ninguém vai ligar a isso!
cenas
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 16:50
Marco, sim, referia-me ao que o Marco Fortes disse.
Não estou a dizer que ele seja um menino-mimado patético, pode ter vindo de trabalhar nas obras como o Obikwelu, de facto não o conhecia até estas Olimpíadas. Mas as afirmações são típicas desse estereótipo. E alguém que representa Portugal de forma oficial num evento desportivo como os Jogos Olímpicos não pode (não o podem deixar!) dizer coisas como aquelas.
Se as pensa ou não, não sei, preferia que nãs as pensasse, mas se pelo menos não as tivesse dito alto e bom som para toda a gente ouvir não me sentia envergonhado.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 16:53
fox88, não é bem assim. Numa competição a título individual em que o Marco Fortes se representasse a si mesmo eu não o criticaria. Acharia que era parvo, mas não o criticava.
Mas nos JO o Marco não está lá a representar o seu cansaço matinal, está lá a representar um país. O Marco Fortes nos JO era “o melhor português a lançar o peso”, foi com essa etiqueta que foi para lá.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 16:56
E há dias melhores que outros. Nada do que ele pudesse dizer alterava isto.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 17:10
[...] perturbante que estes falhanços dos atletas é o desmesurado despudor das televisões” (em Marco Fortes, és o maior, sobre a prestação dos atletas portugueses nas Olimpíadas de [...]
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 17:11
E a Naide não o fez por menos. Será que dormiu com ele algumas manhãs?
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 17:22
Coitada da Naide… Que grande atleta e que bela mulher. Ninguém deve estar a sofrer mais do que ela…
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 17:31
Concordo com o Manuel Padilha. Ele não se estava a representar a si próprio. Representava Portugal. Não quero que ele me peça desculpa como o Obikwelu, não tem nada que se desculpar. Queria apenas que se esforçasse e saísse da caminha da Naide Gomes e batesse o recorde nacional de lançamento do peso.
), este sentimento de inferioridade é genuinamente português e por isso deve ser ferozmente combatido. E a ferocidade tem de ser igualmente proporcional à languidez que os atletas demonstram quando dizem “é bom é na caminha”, “agora vou de férias (…) não vale a pena”, “ir para casa descansar”, “não sou muito dada este tipo de competições”, “lutei contra os árbitros”.
Esta coisa de haver sempre uma desculpa para a mediocridade, seja através do humor ofensivo do Marco Fortes, seja através da desresponsabilização da Telma Monteiro (que é do Benfica, é preciso ver, em princípio gosta de se fazer de vítima
Mais grave que os resultados é a atitude demonstrada por grande parte dos atletas que parecem um bando de colegiais em colónia de férias em Pequim e não atletas de alta competição que devem honrar a competição e dar o melhor pela sua equipa.
Sou só eu que acho sintomático o facto de Portugal não estar representado nos JO em nenhum desporto colectivo?
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 17:35
Olha, olha, não foi o Benfica que se andou a queixar do «sistema»
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 18:20
Não vejo mal nenhum nas palavras do Marco Fortes, muito pelo contrario.
Já das palavras Francis Obikwelu não posso dizer o mesmo. Primeiro vem dizer que não importa a concorrência ser grande, que grande era apenas Deus e que Deus estava com ele e por isso ia ganhar uma medalha de ouro. Logo a seguir está a desistir da carreira porque tem medo de se lesionar no joelho e ter de fazer outra operação.
Algo está mal aqui…..
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 18:23
RMF, o Obikwelo diz isso para o ano representar Espanha com melhores condições LOL.
Este ’senhor’ é apenas um palhaço de primeira, bem como 99 % da comitiva português , ou seja, pelos visto so a Vanessa, a Naide , os do Ping Pong e o Nelson e que não estão ai com pérolas dignas de ficarem de fora dos próximos jogos.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 18:25
A minha opinião é a mesma da expressa neste post.
Julgo que Marcos Fortes apenas pretendeu expressar com humor (o que já tinha feito anteriormente dizendo que os outros eram grandes mas ele é que era o forte, dada o seu nome) a desilusão que tinha tido na sua prestação.
Aliás até duvido que muitos dos que por aqui passam nunca na vida tenham utilizado uma expressão parecida à dele..
Por vezes quando o dia não corre bem, quem é que nunca disse algo do género… “Hoje mais valia ter ficado a dormir… Nada me corre bem…”
Contudo já li e ouvi a opinião de especialistas de atletismo e de desporto de alta competição dizerem que as provas realizadas ao início do dia são sempre difíceis para os atletas dado que o metabolismo ainda está “adormecido”…
Só acho estranho a comunicação social dar tanto destaque às palavras de Marco Fortes e não salientar o feito por ele alcançado (qualificação olímpica) e as condições em que treina ( nos tempos livres e hora de almoço, nem ele nem o próprio treinador são profissionais).
Estranho foi também verificar que ninguém refere que nessa mesma prova, o actual campeão do mundo (profissional e certamente habituado a estar presente em grandes provas) ficou na classificado atrás de Marco Freitas, tendo efectuado 3 lançamentos nulos…
Acho que os média, já que escasseiam notícias de glórias, resolveram dramatizar e descontextualizar essas declarações.
Abordagens mais sérias às notícias são necessárias
RM
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 18:30
@MovieAddictions
Não esquecer o Emanuel Silva. Jovem com muito potencial e já com resultados internacionais..
Julgo já estar na final de K1.
No ano de estreia no olímpicos ficou no top 10
Também tenho esperanças no jovem do taekwendo (ou lá como se escreve) julgo q ainda não entrou em prova.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 18:43
Excelente post.
É incrível a sede de sangue nos media e blogs. Atiram-se todos de cabeça quando alguém diz qualquer coisa.
Porque claro, é sempre fácil criticar os outros por não darem o litro quando se está calmamente no sofá ou em frente ao computador.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 19:02
Eu não concordo com o Manuel Padilha. Ele está a representar Portugal durante a competição, como é óbvio. Não representou o nosso país tão bem como desejava, isso também é óbvio.
Mas é natural que se represente a si próprio quando numa conferência de imprensa está a ser individualmente responsabilizado pelo falhanço. Não se fez de coitadinho, simplesmente assumiu o falhanço sem dramas. Caiu mal a frase ou a graça? Isso é um problema de Relações Públicas. Um gajo que se dedica a uma modalidade tão pouco conhecida que não lhe traz nem fama nem proveito não me parece que vá aos jogos olímpicos para fazer turismo. Espero que não. Dizer o que ele disse não deveria ser interpretado como um sinal inequívoco de que andou por lá a coçá-los. Simplesmente às vezes o corpo não reage como queremos.
@MovieAdictions, dizeres que o Obikwelu é um palhaço de primeira é uma coisa muito injusta, acho eu.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 19:05
pcardoso, eu não critico o Marco Fortes pela sua prestação. Nem eu, nem provavelmente nenhum português conseguiria lançar o peso melhor do que ele. Não é isso que está em causa.
O que se critica é a atitude, a leviandade das declarações. Ninguém está em condições de lhe exigir nenhum troféu. Poderia ter feito três ensaios nulos e ter vindo embora com 0cm de conquistados, isso não originaria as minhas críticas.
O que é grave, a meu ver, é alguém que representa um país permitir-se fazer declarações de tom jocoso dando a entender que foi um bom passeio até Pequim, e que isso de se esforçar está fora de moda.
Aliás há outras declarações do Marco Fortes que também são reveladoras de outros defeitos, também elas mencionadas neste post. Desejar não ter competição (porque os adversários adoecem) para assim poder ganhar é a antítese do espírito Olímpico.
Pode ser que seja tudo humor, como o Marco (o do Bitaites, não o Fortes) sugere, mas representantes do humor nacional temos outros, bem mais engraçados.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 19:12
É verdade, esta também é para o Manuel: se o teu comentário não aparecer logo, as minhas desculpas! O raio do anti-spam de vez em quando confunde comentários legítimos com spam… Isso já aconteceu contigo hoje e com o pcardoso (desculpa também!). Tenho de andar sempre a ver se não «come» comentários.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 19:14
Marco Santos (tenho que começar a usar o nome completo senão confunde-se :-)), não me parece que tenha “assumido o falhanço sem dramas”, a piadinha é uma forma – como aliás sugeriste – de lidar com uma situação tensa e desagradável, evitando-a, menosprezando-a.
Não me parece uma atitude de louvar, nem de desculpar com a idade ou a falta de protagonismo prévio.
Não ter dois dedos de testa e dizer coisas pela boca fora sem pensar nas consequências é criticável só por si. Criticá-lo-ia em qualquer pessoa com que me cruzo no dia-a-dia, não vejo razão para o desculpar num atleta olímpico.
Pode não as querer, mas o Marco Fortes tem responsabilidades acrescidas naquilo que diz quando representa um país; e enquanto está em Pequim, na aldeia olímpica, a ser entrevistado sobre os JO, desculpa-me, mas está a representar Portugal.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 19:15
Marco Santos, então não te livraste de vez do spam com o registo obrigatório?
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 19:19
chamar falhanço à prestação de Marco Forte é maior exagero que por aqui já li…
comparem as condições de treino, apoios e resultados médios antes dos jogos com a prestação nos jogos antes de adjectivar a prestação dos atletas
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 19:21
Não Marco. Não é natural que um atleta se represente a si próprio nos jogos olímpicos. Não é a bandeira dele que sobe no mastro e é a palavra Portugal que está escrita no seu equipamento e não Marco Fortes. Seja na competição seja a falar com os jornalistas. Porque nem sequer foi uma conferência de imprensa. Foi uma conversa exactamente depois de falhar a qualificação. E foi lamentável.
E, discordo, ele fez-se de coitadinho, e não assumiu o falhanço. O que ele disse foi que se as provas tivessem sido à tarde (ou a outra hora) ele teria estado melhor. Que, coitadinho, não se devia obrigar um atleta olímpico a levantar-se de madrugada(!). É a desculpa mais ofensiva e disparatada que eu já ouvi.
É verdade, às vezes o corpo não reage como nós queremos, mas se não quisermos é que ele não reage mesmo. Acho óbvio. E o que aconteceu é que vários atletas não quiseram reagir: um porque queria estar na caminha, outro porque as africanas são fortes demais e ela preferia estar de férias, outra porque o árbitro estava contra. Ou seja, os atletas estavam mais preocupados a arranjar desculpas para os seus falhanços do que a dignificar a sua participação e o valor da sua equipa: neste caso Portugal.
Não sei se o Marco Fortes os andou a coçar ou a roçar noutros sítios mas sei que me senti ofendido com aquilo que ele disse. Por outro lado já devia estar à espera, aquilo que ele disse é apenas mais uma versão light de pensamentos dignos de um Alberto João Jardim…
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 20:01
Pedro, isso levanta outro problema que não tem a ver com Desporto mas com Cultura. É problema dele e de muitos. É um problema do país que ele representa. Representar um país é diferente de ser um reflexo do país, eu sei, mas é o que temos tido na maior parte das vezes, os exemplos que deste incluídos.
Eu não vejo o que ele disse como desculpa, mas como uma tentativa de desdramatizar um falhanço desportivo, uma tentativa que pelos vistos se revelou desastrosa para algumas pessoas. Se calhar o mesmo tipo de desprendimento que o levou a dizer isso é o mesmo tipo de desprendimento que o levou a dedicar-se a uma modalidade a que ninguém liga em Portugal, já pensaste nisso?
Mas quanto aos outros exemplos que deste concordo contigo. Dizer «Não sou muito dada a este tipo de competições», como fez a lançadora do martelo, é duplamente ofensivo porque ainda por cima é infantilóide. Essa da próxima vez devia lançar a própria cabeça em vez do martelo, é mais dura de certeza.
Quanto à questão da representação, talvez me tenha explicado mal: o erro dele naquilo que disse aos jornalistas foi ter achado que a melhor resposta que lhe servia a ele também deveria servir a Portugal. Deu a melhor resposta possível, a única que ele sabia dar.
Quando falas de Portugal, que Portugal é esse? O que o ignora ou o que lhe presta atenção de quatro em quatro anos? Na cabeça dele, o Portugal que ele representa pode ser diferente do Portugal de que falamos. Com certeza que ele estará errado se pensar assim, mas é digno de algum desconto dadas as dificuldades que deve ter todos os dias só para se treinar.
No fundo o que eu acho é que esta malta não se sabe defender quando é entrevistada. Alguns dizem a primeira coisa que lhes vem à cabeça e depois lixam-se. Os futebolistas têm uma data de gente que os ensina a falar com os jornalistas e a não dizer disparates, estes não.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 20:03
Manuel, livrei-me do spam mas continuo a ter de usar a ferramenta anti-spam por causa dos trackbacks e porcarias assim.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 20:05
Pedro: Um atleta representa-se a si próprio em primeiro lugar. É ele que corre, salta, nada e sua. Foi o que ele fez durante os anos anteriores para poder estar na competição entre os melhores, muitas vezes na obscuridade por não ser futebolista.
Não é o país que ganha, é o atleta. Que um atleta medalhado seja do mesmo país que eu, óptimo, fico feliz por pertencer ao mesmo retalho de terra que ele.
Mesmo que não tenham sido umas piadolas e tenha dito a verdade do que se passou com ele, pelo menos foi sincero.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 20:44
O karma é lixado.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 20:55
Marco, nisto de falar com os media, importa mais o que parece do que aquilo que realmente se quis dizer. É uma gaita mas é assim mesmo.
Há um sem número de coisas que se deviam fazer pelo desporto nacional e não se fazem. Uma, porventura nem sequer a mais importante, é o acompanhamento dos atletas ao nível daquela coisa que se chama relações públicas.
Infelizmente, os dirigentes não pensam assim, como deixou claro o presidente do COP ao declarar que a parte cultural não é responsabilidade dele (aparentemente, Vicente Moura divide o mundo entre desporto e cultura, tudo o que não é desporto é cultura)
Infelizmente, o Fortes não é o maior por ter dito aquilo. Gostei do texto mas discordo do elogio.
Eu também não resisto a uma boa piadola e a brincar com as situações quando algo me corre mal, com uma excepção. Quando falo com a imprensa. Nessa altura não podemos ser nós mesmos nem dizer tudo o que nos apetece. Se o fizermos, arriscamos-nos a criar uma situação como esta.
A diferença entre o que disse o Marco Fortes e a declaração da Vânia Silva não é muita. Ambas são consequência da tal falta de preocupação com a comunicação. Ambas passaram para o público como disparates e vão ficar para a história como tal. São desabafos que se podem ter em privado mas que não se confiam aos jornalistas.
Claro que aqui o exemplo até vem de cima…os dirigentes são os primeiros a salvar o couro e a dizer que fizeram tudo bem (vide exemplos do Vicente Moura e do Paulo Frischnekt, presidente da Federação Portuguesa de Natação) dando-se mesmo ao dislate de apontarem individualmente os que falharam.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 20:55
@ pcardoso: discordo, ele representa a sua equipa, ainda que corra, nade e sue individualmente. Lembro-te que na cerimónia de abertura os países desfilam por países, e os atletas representam esses países. Para não falar nos desportos colectivos.
Já agora, não há nenhum país chamado Michael Phelps.
É por isso que tenho orgulho que o governo português gaste dinheiro para lhes dar condições para competirem. E continuo a apoiar, só que tem de haver dignidade na prestação. Não exijo medalhas. Apenas empenho, humildade e espírito de sacrifício.
Atrevo-me mesmo a dizer que é esse o espírito olímpico: várias equipas/países que lutam pacificamente. Foi assim que começaram as olimpíadas e era assim que deviam continuar. Mas se começares a falar em nacionalismos e outros chauvinismo aí já concordo contigo. Nenhum atleta, individual ou colectivamente, pode servir de pretexto para tais exaltações.
@ marco: sobre a representação do país e o reflexo do mesmo vai ao http://www.fora-de-cena.blogspot.com e lê o que lá está escrito.
É muito triste quando a única resposta que se saber dar é dizer a primeira coisa que nos vem à cabeça, por mais imbecil que seja… mas pronto…
Quando falo de Portugal, falo de todos os tipos de portugueses que quiseres: desde os que vivem em Portugal aos que estão espalhados pelos quatro cantos do mundo. Desde o Saramago ao aluno croata que aprende a ler e escrever português.
Ah. Devo dizer que as declarações da Vanessa Fernandes em que ela critica os seus colegas de equipa são bastante sintomáticas e deviam fazer pensar todos os responsáveis (e principalmente os irresponsáveis…:-).
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 21:01
Eu acho muito injusto todas as críticas que têm sido feitas em relação aos atletas olímpicos.
Primeiro porque nenhum deles tem as mesmas condições que os atletas de outros países têm. Há quem treine à chuva e ao frio e quem tenha de ir para outro país à procura de melhores condições de treino.
Somos um país de ingratos, a Naide é ainda a melhor do mundo com o melhor salto do mundo de 2008 e ainda ninguém lhe retirou esse mérito. A pista onde competiu é extremamente rápida, e isso notou-se com a enorme quantidade saltos nulos, o processo de qualificação é extremamente injusto para todos os atletas, apenas têm 3 saltos e uma marca que parece fácil de atingir mas não é.
O Marcos Frota teve todo o mérito de ir aos JO e fez o melhor possivel porque durante 4 anos ninguém neste país quis saber dele.
Apenas 6 – 7 atletas estão habituados à pressão mediática, todos os outros sentem imenso a pressão, a estúpida exigência de um país onde apenas 3% faz exercício físico virado para a competição. Estes atletas lutam todos os dias, muitos deles trabalham ou estudam e quando faltam para ir às competições muitas das vezes não são apoiados.
E depois, ainda temos atletas a competir e toda esta pressão e exigência patriótica pode prejudicar o desempenho de cada um deles.
Temos que apoiar cada um deles, não deitar abaixo!
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 21:08
Mr. Steed, o título foi um bocadinho provocatório. Não está bem conseguido porque sugere um elogio ao Marco Fortes e não é bem isso. Portanto tens razão. Mas o que está feito, está feito.
Pedro, já conhecia o texto: a primeira versão no café enquanto conversávamos sobre os jogos, a segunda já no blogue. Ainda bem que o chegaste a escrever.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 22:01
Já aqui o tinham dito e vejo agora que é bem verdade, o sr. Marco Santos é “completamente do contra”, gosta de dizer o contrário do que a maioria das pessoas pensa.
As declarações foram estúpidas, descabidas e nada dignas de um profissional que está a representar um país. Se houve atletas que apesar dos maus resultados, não desonraram a bandeira, e fora profissionais do principio ao fim. Nunca foi gasto tanto dinheiro na preparação para os JO como este ano, nunca os atletas tiveram tantas condições (serão as suficientes? talvez não, mas para lá se caminha), e o mínimo que deveriam fazer, era pedir desculpas pelas coisas não terem corrido bem, simples.
Se têm criticas a fazer, se não são apoiados, então que fizessem greve e nem iam aos JO, agora vão, andam lá a dormir e depois ainda vêm cá para fora mandar papaias? Somos sempre uns coitadinhos , que arranjam sempre desculpas para o mau profissionalismo e dedicação, então e os países como a Etiópia, e demais países do 3º mundo, não ganham medalhas? Vemos os atletas a atirar postas de pescada porque não têm condições?
Eles que se esforcem, sejam profissionais, e a quem dá tudo o que tem, nada mais se lhe pode pedir.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 22:03
Mais vale cair-se em graça do que ser-se engraçado. O Fortes foi muito fraco e nem fez uma coisa nem outra. Mais valia estar calado e o grosso da comitiva mais valia ter ficado por cá.
Mas estão perdoados, pois deve ter sido do jet-leg.
O Sócrates ficou orgulhoso na mesma, mas pelos vistos, quanto a isto, orgulhosamente só.
É nestas alturas que achamos que precisamos é de atletas com a fibra e a simplicidade da Vanessa e do Francis. As obras sempre foram uma boa escola.
Olhando para os resultados, devia-se comprar a revista fotogénica que o Record fez com os atletas. Ali está tudo sintetizado: Cenários, cosmética e uma poça muito grande de vaidade. Depois, na hora H, borrámo-nos todos.
Para 2012 há mais.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 23:01
É, acho que tens muita razão no que dizes.
@coisinha: apoiar um atleta é desejar-lhe a melhor sorte nas provas em que participa, é vibrar com os seus sucessos, e é também – é verdade, faz parte! – criticá-lo quando diz asneiras pela boca fora.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 23:46
Fiz natação de alta competição quando era jovem. O primeiro treino começava às 6h30 da manhã com a água completamente gelada da piscina. No inverno chovia mais dentro da piscina que fora dela.
Depois ir para a escola até às 17h e regressava para os treinos até às 19h30, comia, estudava um pouco e ia para a cama porque no dia seguinte às 5h45m tinha que me levantar para um novo dia. Aos fins-de-semana eram dias de competição, fora de casa, longe dos amigos e familiares. Nas férias tinhamos estágios. Foram 10 anos, sem apoios, sem respeito dos responsáveis, sem respeito dos media, simplesmente gostava de competir, era uma adrenalina para mim e aos 18 (comecei com 10) simplesmente desisti por não aguentar a falta de apoios.
Eu sei o que cada um dos atletas olímpicos sentem neste momento, com um país ingrato a criticá-los só porque mereceram o direito de estar no evento e ninguém deve exigir mais do que isso.
Portugal será sempre um pais de cagalhões, uns mais cheirosos que outros.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 19/Agosto/2008 | Hora: 23:51
@coisinha: já vi que é este é um assunto sensível.
Ninguém está a dizer que ser atleta é fácil. Mas não é por terem que passar por dificuldades que ganham o direito de dizerem o que lhes passa pela cabeça quando estão a representar um país inteiro (e que aceitaram representar apesar da falta de apoios).
pode (ou não!) estar a usar
Data: 20/Agosto/2008 | Hora: 00:29
O que eu já me ri aqui com o engano da coisinha que chamou Marcos Frota ao nosso lançador de peso
Marco, bolas não é para me dares razão logo assim…
Só mais uma achega – as condições dos atletas de alta competição ainda não chegaram ao nível ideal, mas já são melhores do que eram por exemplo no tempo do Carlos Lopes ou do António Leitão ou do Mamede.
O nosso atletismo mudou. Deixámos de ter fundo e meio fundo e passámos a ter atletas nas disciplinas mais técnicas. Temos tido bons resultados na Taça da Europa por equipas e tudo.
Continuamos a ter a alguns buracos, as barreiras e o salto em altura ou a vara masculina, por exemplo mas já não somos uma nulidade no peso ou no martelo ou mesmo no dardo.
A maior razão para criticar alguns atletas é a sistemática baixa de forma nas grandes competições e a incapacidade para competirem em ambientes complicados.
E um conselho, vão ver provas de atletismo. Eu fui ao Universitário de Lisboa, no ano passado, ver os campeonatos nacionais. A entrada era à borla, passei uma tarde fantástica e vi pelos menos uma mão cheia de atletas de classe mundial, incluindo o Francis, a Naide e o Nélson.
Melhor do que muitos jogos dos Benficas, dos Sportings e dos FCPs…e bem mais barato, divertido e nem havia lá bimbos de claques nem coisa que o valha
pode (ou não!) estar a usar
Data: 20/Agosto/2008 | Hora: 03:13
Marco Fortes vai-me perdoar.
Apenas um reparo, o Gustavo Lima confirmou à pouco que os atletas lêm as noticias e que estão extremamente tristes com os comentários dos portugueses.
Parabéns comentadores! Conseguiram o vosso objectivo!
pode (ou não!) estar a usar
Data: 20/Agosto/2008 | Hora: 05:48
Coisinha, ainda bem que os atletas lêem as notícias.
Quanto aos comentários dos portugueses, sejamos objectivos, a não ser que, de repente, saíssemos de Beijing com mais medalhas do que os Estados Unidos, haviam sempre de ser negativos.
Gerir uma carreira pelos comentários de meia dúzia de mangas (onde me incluo) é capaz de não ser boa ideia.
Curiosamente, se calhar, estes são os primeiros JO em que os atletas podem ficar a saber de modo quase instantâneo o que o povo pensa. Em 2004, em Atenas, isto da web ainda não estava assim tão difundido como agora, pois não?
Ah, o Pedro Póvoa do Taekwondo acabou de perder com um senhor de Piunta Cana. Não fez um único ataque decente durante os três assaltos e perdeu por 3-0.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 20/Agosto/2008 | Hora: 10:24
Coisinha, acho que fazes dos atletas mentes mais frágeis do que o que realmente são.
Tadinhos dos atletas que não podem ouvir críticas, é isso?
A ser verdade, se calhar tanta fragilidade emocional é uma boa dose da explicação para “a sistemática baixa de forma nas grandes competições e a incapacidade para competirem em ambientes complicados” de que o Mr. Steed fala.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 20/Agosto/2008 | Hora: 17:16
É SÓ RIR:
)
Vi em directo a entrevista a Marco Fortes e explodi numa gargalhada. Juro que me ri de forma tão espontânea que me pareceu que as séries cómicas que costumam passar no canal 2 eram tão espirituosas como o canal parlamento (pensando bem talvez não seja a melhor comparação
Adiante, também achei divertido o trocadilho que ele fez com o seu próprio nome noutra ocasião. Referindo-se aos seus “contendores” (neologismo cunhado pelo comentador da RTP, que também me fez rir como o caraças!) Marco disse: “Eles podem ser grandes mas não são Fortes!”. Está visto que é crime ser atleta e ter intelecto em simultâneo. (Bom, isso explicaria o Cristiano Ronaldo). É engraçado que o Marco Santos tenha mencionado que os futebolistas têm profissionais que os ensinam a falar, PORQUE NÃO DOU POR NADA! Lol… Imagino se não tivessem acompanhamento.
TRISTE:
A verdade é que depois disto já outros atletas portugueses tiveram maus desempenhos e nas suas entrevistas limpam os pés três vezes ao tapete antes de pedirem desculpas. Pedir desculpa?! Tão todos doidos ou quê?
Sim, pedir desculpa à mamã e papá pátria, eh eh. Não vá a imprensa estar desocupada porque na Georgia as coisas não tão piores.
Estão a pôr em causa que Marco Fortes tenha dado o seu melhor? Difamação.
Por último, tenho orgulho em ter Portugueses como o Marco Fortes e a Vanessa Fernandes nos jogos olímpicos. Se um entrevistadorzeco de meia-tijela não tivesse tido a brilhante ideia de formular uma questão tendenciosa à nossa querida Vanessa, só para ganhar algum protagonismo e, já agora, uma história (é para isso que os repórteres existem, não?) o ícone nacional que Vanessa Fernandes se tem tornado, graças ao seu esforço e dedicação, não teria sido explorado para criar algum burburinho na opinião pública. É tão fácil fazer dinheiro com os correios-da-manha não é? (E sim deixei propositadamente o til de fora.). Yippie-ki-yay…
pode (ou não!) estar a usar
Data: 20/Agosto/2008 | Hora: 19:48
Vicente Moura disse-o bem “Eles estão ali é para competir não para falar”, se querem lavar roupa suja não o façam á frente das TV’s.
Quanto ao Marco Fortes, forte só de nome, porque os resultados conseguidos foram abaixo dos nacionais, e atleta que vai a uns JO e não supera o seu recorde aí sim pode-se considerar que falhou.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 21/Agosto/2008 | Hora: 19:11
Pois, pois, mas a diferença não está na discórdia. Está nas pessoas!
pode (ou não!) estar a usar
Data: 21/Agosto/2008 | Hora: 21:19
FORÇA MARCOS
às vezes temos a infelicidade de dizer uma piada e não sermos entendidos. se Deus quizer eu vou estar a seguir de perto a carreira do Marcos e daqui a 4 anos ele vai mostrar o que realmente vale. Vai de certo trabalhar para mostrar como as pessoas podem ser muito obtusas e vai chegar às medalhas ou pelo menos aos primeiros 8 lugares. FORÇA MARCOS.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 22/Agosto/2008 | Hora: 00:05
Vergonhoso é ter uma entidade que não sabe cuidar dos seus.
Se os nossos atletas não têm formação para estar à frente dos média, arranjem cursos de formação.
Bem ou mal o rapaz faz parte de uma equipa. O comité olímpico português devia ter vindo logo defendê-lo. Mas claro que é mais simples lançá-lo aos lobos… mandando-o para casa mais cedo….
Que vergonha.
Somos um povo pequeno em muitos aspectos
–
José Carlos
pode (ou não!) estar a usar
Data: 22/Agosto/2008 | Hora: 13:28
O comité olímpico é uma piada fraca. São um grupo de tios incompetentes que se agarram a uns belos tachos que nem lapas desesperadas que trocaram o feudalismo por um capitalismo corrupto.
É simplesmente nojento. É claro que têm um nome todo pomposo: “Oh, Comité Olímpico de Portugal,”, pois. Como se o nome correspondesse à realidade…