20/Maio/2008
Em defesa da língua portuguesa? Está bem, abelha.
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Marcadores: Tugolândia
Relacionado (ou não): Língua Portuguesa de facto e gravata (38)
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São tantos os que se manifestam contra o acordo ortográfico que chega a ser comovente verificar como a malta tem levantado a voz para defender a língua portuguesa. Só tenho pena que uma significativa maioria dos que defendem a nossa sagrada ortografia não o faça enquanto a escreve. Se escrever correctamente nunca fez parte das preocupações dessas pessoas, qual a motivação que as leva agora a rejeitar o acordo com tanta veemência?
























O problema para quem não consegue escrever correctamente, é que se continuarem a fazer alterações então é que nunca mais hão-de conseguir fazê-lo
Eu acho que é um bocado… "eu dou erros e gosto da minha forma alternativa de escrever o português complexo", se houver acordo e a língua for mais simples deixa de ser tão complexa e sofrível a erro, logo acaba-se a minha escrita alternativa cheia de erros, logo eu não quero isso!
Certo, caso absurdo, análise freudiana muito mal feita. Mas as crianças fazem destes números
.
Nem sempre as pessoas têm culpa de não saberem escrever correctamente. Podem é ter de não quererem escrever melhor!
Mas a culpa disso é do sistema de ensino, que gosta de treinar os alunos na arte da interpretação dos textos e só dá uma passagem rápida pela gramática. Pelo menos comigo foi assim.
Bruno, erros todos dão. A começar por mim. Admira-me é ninguém reconhecer que a defesa da língua portuguesa se faz, em primeiro lugar, pelo esforço de a escrever correctamente. Erra-se, tudo bem, mas ao menos nota-se o esforço.
Para as pessoas que escrevem mal e nunca se preocuparam com a nossa língua, este acordo ortográfico parece ser apenas um jogo Portugal-Brasil.
Ou uma forma de passarem a escrever correctamente.
Eu, pessoalmente, não tenho nada contra um acordo ortográfico. Mas este faz-me confusão, porque não se está a tentar chegar a um possível consenso: está-se a tornar o português brasileiro padrão. Esta é a ideia que eu tenho dele, com base na pouca informação que consegui recolher – a maioria das coisas que li era ruído e pouco deu para aproveitar.
A minha humilde opinião é que as pessoas não estão minimamente preocupadas com a história da língua portuguesa ou a identidade de Portugal… estão é preocupadas com o trabalho que isso lhes poderá trazer: o de terem de aprender uma nova língua. Eu não sou a favor nem contra o acordo ortográfico, pois por um lado adoro a nossa língua e as suas nuances e é com pena que admito que não a conheço totalmente; por outro acredito nas coisas boas que uma unificação nos poderá trazer, tais como a fortificação da língua portuguesa como um dos idiomas mais falados do mundo, aproximação de culturas e partilha de conhecimentos. Pessoalmente não acredito que este acordo ortográfico vá fazer com que percamos a nossa identidade, tal como um alentejano não perde a sua identidade por viver no mesmo país que um nortenho.
Eu até me estava a preparar para cometar este "post", mas fiquei tão surpreendido com o ter que me registar que me ia esquecendo do meu propósito.
Quando aqui cheguei e fui abordado com " Olá, Torres. Quer comentar ou sair?", esqueci-me completamente e saí.
Na fás mal. fica pá prossima.
Abelha, para o "calão" também há acordo?
A língua segue um desígnio: aproximar as pessoas. Seja socialmente, seja comercialmente. Se o acordo contribuir para aproximar Portugal e o Brasil, não vejo qual é o problema.
Enfim, preciosismos pseudo-patriotas e bacôcos. Vamos é voltar a escrever pharmácia e Vimarães, não vá alguém ficar ofendido…
Estou profundamente convencido que a grande maior parte das pessoas que dizem não a este acordo, pensa que se trata dum acordo para mudar a língua portuguesa e aproximá-la da língua "brasileira". A verdade é que a língua portuguesa não sofre alteração nenhuma, irá continuar-se a falar como se fala agora, com todos os dialectos e sotaques, e sempre evoluindo.
O acordo é apenas e sómente ortográfico, visando aproximar a maneira de escrever de todos os países lusófonos. A língua evolui e a ortografia tem de acompanhar o que se fala! Tem sido assim com a língua portuguesa há quase 900 anos, ou ainda alguém acha que escrevemos ou falamos como o "Dom El Rey Affonso Henryqves"? Basta pegar num livro escrito do princípio do século XX para se poder constatar as grandes diferenças na escrita em 100 anos!
Cumprimentos