



Este devia ser mais um post com dicas sobre como melhorar a escrita no blogue – à semelhança do que fiz aqui – mas tive de adiar para outra altura. Se aprendi qualquer coisa neste anos de Bitaites é a não forçar posts para os quais não estou preparado. Sei que ainda tenho mais dicas para partilhar, mas ainda não as consegui descobrir na minha cabeça.
Sendo assim…
Eu tenho uma pancada valente relacionada precisamente com o acto de escrever.
Não consigo começar a escrever enquanto não encontrar um corpo de letra adequado. Às vezes perco uns quinze minutos a experimentar diversas combinações de fontes, tamanhos e espaçamentos até encontrar finalmente uma que me satisfaça.
Quanto mais tempo engonhar na escolha das fontes, menos inspirado estou. De vez em quando encontro uma combinação que me agrada e que se aguenta durante vários dias: é só pensar, sentar e dar ao dedo. Inevitavelmente esse santo período termina e acabo por procurar outra.
Acontece reparar nos meus colegas a escrever e ficar arrepiado com a falta de gosto. Penso para mim próprio: «Como é que este gajo está aqui a escrever com aquela fonte Arial, tão feia? Ainda por cima não justifica o texto, fica tudo com dentes de cavalo». É costume dizer-se que os homens têm um lado feminino. Pois a mim é nestas idiossincrasias que ele se revela. Há mulheres que querem ter corpos Danone, eu quero é ter corpos de letra.
Acontece-me também começar um texto com uma fonte e, dois ou três parágrafos depois, às vezes menos, concluir que o desenvolvimento do artigo afinal não «combina» com a fonte inicial e parar de escrever para procurar outra. É mesmo uma ganda pancada, não é? Quando finalmente nenhuma fonte me serve, já sei que é tempo de procurar uma fotografia engraçada, publicá-la só para não dizer que não actualizei o blogue e afastar-me do computador e do raio das fontes.
Agora podem gozar à vontade, vá.






























14 comentários
É o corpo de letra adequado, é o posicionamento do texto, é os espaçamentos. Não te preocupes que já somos dois, mas antes isto que gomas em forma de ursinhos.
ah ah ah ah. Isso é mesmo pancada
E depois há gajos como eu que te lêem no Google Reader, os teus textos em Arial left aligned
Espera aí que não percebo. Quando tens que escrever com lápis ou caneta ou bâton das gajas, que fonte escolhes?
Fluvial: escolho a fonte luminosa.
Sérgio: Arial? Nem me digas isso que até me dói a alma…
Gomas em forma de ursinho existem, porque já comi
Porque não pões tudo a comic sans?
Comic Sans?
Queres acabar com o blogue, tu!
Primeiro: nunca justifiques o texto, porque o espaçamento desigual entre as palavras fica como a Manuela Moura Guedes (sim, assim tão feio).
Segundo: usa uma font monospace. resolve-te uma série de dores de cabeça, quer para escrever, quer para ler o texto.
Terceiro: usa a Bitstream Vera Sans ou a Helvética.
Quarto: em vez de utilizares um OOWriter ou um MSWord, utiliza um Gedit ou outro editor de texto simples e sem grandes merdices. Depois, formata o texto ao teu gosto num processador de texto.
Eu tenho uma (ganda) noia (oh marcelo) parecida, mas só quando quero publicar o texto: enquanto o post não me agradar em termos estéticos, não o publico. Nem que tenha que experimentar umas dezenas de imagens ou alterar o texto todo; enquanto não vir aquilo como quero, não publico.
Este deve ser o "post" que me fez dar mais "toladas" na parede! É que ainda não atinei, para que um gajo como eu, precisa de fontes para escrever. Uma boa caneta (já tenho) e uma boa tinta ** é-me suficiente para encarar o problema do urinol, sem problemas.
** depois de umas valentes cervejolas, claro!
Já de agora, recomendo a seguinte leitura:
http://www.papress.com/other/thinkingwithtype/index.htm
Com isto, és bem capaz de passares mais tempo à procura da font ideal.
Ó Bruno tu não me lixes pá!
Fora de brincadeiras, é um bom link. Guardado!
Marco, tens de começar a legendar as fotos …8O
Quem é o individuo que salta de uma rocha pa outra como se nada fosse?=o
Acabei há pouco de ver num blog Google Adsense com Comic Sans. Vem aí o pior!
Quinze minutos… só? Eu demoro muito mais, com as minhas picuices… Entrelinhas, espaçamentos entre as palavras e entre caracteres, corpo de letra, largura de coluna, as margens, o alinhamento, a mancha de texto, o nr de palavras por linha, o alinhamento das aspas, as viúvas e os órfãos… bem… não pára!
Compreendo perfeitamente!
Aqui vai uma sugestão: Stop Stealing Sheep & find out how type works, de Erik Spiekermann e E. M. Ginger. Para quem acredita que os tipos de letras estão vivos e têm personalidade própria.