Chama-se Luís Monteiro, é português e é o criador de uma aplicação gratuita para Windows chamada Agenda LM – uma espécie de segunda secretária para o PC, capaz de organizar o mais variado tipo de contactos, guardar informações vitais, por aí fora. O Bits & Bytes publicou uma análise do programa feita pelo Bruno Fonseca (que também se encarregou da entrevista) e, como resultado, a página do Geocities onde a aplicação estava alojada foi ao ar por excesso de tráfego.

De onde nasceu a ideia de criar uma aplicação como esta?
Luís Monteiro – A ideia surgiu precisamente por necessitar de um programa para gerir os meus contactos, mesmo que poucos, procurar por um nome, um número, parte do nome, morada etc. Testei vários – Lotus Organizer, por exemplo –, mas resultavam sempre numa perda de tempo. Eram demasiado complicados para uma coisa tão simples e não faziam o que eu precisava.
Além disso, como faço esporadicamente páginas para a Net, tenho imensas palavras-chave que não sabia onde as guardar e ter sempre à mão, e depois não eram só essas palavras-chave, hoje em dia temos de ter imensas, seja para aceder aos bancos on-line, seja os dos nossos e-mails, etc. Até para entrar em certos locais da Net, FTP e afins. Também tinha necessidade de ter uns lembretes e uma espécie de bloco de notas, para guardar certos apontamentos.
Ora bem, com isto tudo cheguei a ter quatro programas a funcionar, quatro! Não existia nenhum que tivesse todas estas funcionalidades em simultâneo. Daí lembrei-me de criar um programa que fizesse aquilo que eu precisava. Como sei trabalhar com bases de dados lembrei-me dessa hipótese, uma vez que são muito poderosas, maleáveis etc. Em vez de criar ficheiros de texto e deixar a aplicação lê-los, não, assim não seria com base de dados, aliás já tinha maus exemplos dos programas que tinha experimentado…
E assim foi. A primeira Agenda que fiz foi apenas para mim, mas mais tarde um colega, ao ver o programa, “exigiu-o” para ele. Afinal era isso mesmo que precisava para usar na sua profissão (jornalista). Ficou contentíssimo com as funcionalidades, a rapidez e a simplicidade.
Ora aqui surgiu a parte mais difícil. Pôr o programa a trabalhar para outras pessoas. É que eu sabia de alguns erros que o programa fazia e de certas coisas que não se deveriam fazer ou ele crashava. Assim, tive que “reforçar” o programa para que ele não tivesse erros. Daí até ao lançamento para a Net foi um passo…

A sua actividade profissional relaciona-se com a programação?
L.M. – Não. Eu trabalho num escritório e sempre “conversei” bem com os PC, de maneira que tenho a programação apenas como hobby, embora a começasse a usar no trabalho para “aliviar trabalho” – e com sucesso…
Em termos gerais quanto tempo foi gasto em desenvolvimento?
L.M. – A primeira versão, mais ou menos um mês, nem tanto – mas isto contabilizado sempre como horas vagas, nunca em horas normais de trabalho. As versões seguintes, acertos, acrescentos de funcionalidades, etc., entre um dia a uma semana, se bem que esta última versão demorou meses. Foi uma mudança muito grande, pelo menos a nível de código e se não tivesse tido a ajuda de um amigo que ia testando a Agenda à medida que a ia desenvolvendo, podia ter demorado ainda mais ou ter ficado com menos funcionalidades.
Tenciona no futuro criar uma versão paga e outra grátis, ou pretende mantê-la sempre grátis?
L.M. – Para já, mantenho-a grátis. Quem quiser fazer doações já o pode fazer. Mas, talvez num futuro breve, lance uma versão em inglês/francês e aí estou ainda dividido se a manterei grátis ou não. É que há sempre crackers por aí…






























Um comentário
Muito boa aplicação!