É o me­lhor ví­deo que vi até ho­je a de­mons­trar co­mo te­ria si­do im­pos­sí­vel, em 1969, si­mu­lar a ida do Homem à Lua. É sim­ples, con­ci­so e fo­ca­do.

Vi-o no Facebook nu­ma par­ti­lha do as­tró­no­mo Ricardo Cardoso Reis. Não es­pe­ro que con­ven­ça aque­les que acre­di­tam na te­o­ria da al­dra­bi­ce lu­nar com um fre­ne­sim de pro­fe­ta sub-orbital, mas acre­di­to que dis­si­pa­rá dú­vi­das de quem es­tá ain­da in­de­ci­so e man­tém o cé­re­bro a fun­ci­o­nar.

O ho­mem nun­ca foi à Lua: uma das mai­o­res ofen­sas à in­te­li­gên­cia e ao dis­cer­ni­men­to é des­truí­da por com­ple­to.

O ví­deo (fa­la­do em in­glês, mas percebe-se bem) não foi con­ce­bi­do por um ci­en­tis­ta ou al­guém li­ga­do à NASA, mas por um mul­ti­fa­ce­ta­do ar­tis­ta in­de­pen­den­te norte-americano de­si­lu­di­do com o seu país: há no­ve anos mudou-se pa­ra Amesterdão e nun­ca mais saiu.

(Multifacetado: SG Collins é re­a­li­za­dor – di­ri­giu e es­cre­veu, em 2000, um fil­me in­die de bai­xo or­ça­men­to, The Same Side of Rejection Street -, pin­tor, de­sig­ner, mú­si­coes­cri­tor.)

No ví­deo «Moon Hoax Not», SG Collins re­cor­da um fac­to ir­re­fu­tá­vel: em 1969, a tec­no­lo­gia ví­deo e de efei­tos es­pe­ci­ais ne­ces­sá­ria pa­ra si­mu­lar re­a­lis­ti­ca­men­te os even­tos trans­mi­ti­dos pe­las te­le­vi­sões ain­da não exis­tia. Atualmente é ao con­trá­rio: te­mos tec­no­lo­gia pa­ra si­mu­lar uma vi­a­gem e um pas­seio na Lua, mas pa­re­ce­mos ter es­que­ci­do de co­mo se faz pa­ra man­dar re­al­men­te um ho­mem pa­ra a Lua, re­ma­ta o in­te­li­gen­te Collins.

O ví­deo é de uma bri­lhan­te sim­pli­ci­da­de (link do YouTube, se pre­fe­ri­rem) – e sal­ta à vis­ta não só pe­las con­clu­sões co­mo pe­lo sen­ti­do de hu­mor do au­tor. Além dis­so, alerta-nos pa­ra as ver­da­dei­ras e mui­to ter­re­nas cons­pi­ra­ções que os ma­lu­qui­nhos das te­o­ri­as ro­cam­bo­les­cas pa­re­cem ig­no­rar – um ex­tra im­por­tan­te.

Depois de ver «Moon Hoax Not», uma pes­soa com um mí­ni­mo de bom sen­so não vol­ta­rá a des­con­fi­ar que as mis­sões Apollo fo­ram for­ja­das. É uma pro­mes­sa.

Aos pa­ra­que­dis­tas que ater­ra­rem aqui lem­bran­do to­das as inú­me­ras sus­pei­tas e te­o­ri­as que Collins não re­fe­re em 12 mi­nu­tos de mo­nó­lo­go, fi­ca a su­ges­tão: pro­vem pri­mei­ro que as su­as afir­ma­ções es­tão er­ra­das an­tes de pen­sar se­quer em man­dar pos­tas de pes­ca­da. Não con­se­guem? As vos­sas pseudo-teorias fo­ram ao ar e as pa­la­vras tornaram-se des­ne­ces­sá­ri­as.

Marco Santos

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