A son­da Dawn atin­giu a sua órbi­ta de mape­a­men­to de Ceres mais bai­xa, a LAMO («Low-Altitude Mapping Orbit»), a ape­nas 385 qui­ló­me­tros de alti­tu­de. As pri­mei­ras ima­gens, com uma reso­lu­ção de 35 metros por pixel, já come­ça­ram a che­gar e mos­tram deta­lhes espe­ta­cu­la­res do pla­ne­ta anão.

A par­tir des­ta órbi­ta espe­ra-se que seja pos­sí­vel deter­mi­nar ine­qui­vo­ca­men­te a com­po­si­ção do mate­ri­al res­pon­sá­vel pelas 130 «man­chas bran­cas» conhe­ci­das na super­fí­cie.

Imagens: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Imagens: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Imagens: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Imagens: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Um estu­do pre­li­mi­nar apon­ta para a pos­si­bi­li­da­de de serem depó­si­tos de sal dei­xa­dos para trás pela subli­ma­ção de água à super­fí­cie (na qual o sal esta­va dis­sol­vi­do). Não se tra­ta­ria do nos­so sal de mesa comum (clo­re­to de sódio) mas antes de sul­fa­to de mag­né­sio hexahi­dra­ta­do.

Um outro estu­do demons­trou a exis­tên­cia de argi­las ricas em amó­nia, um com­pos­to que exis­ti­ria no esta­do sóli­do ape­nas em regiões mui­to mais afas­ta­das do Sol duran­te a for­ma­ção do Sistema Solar.

A sua pre­sen­ça em Ceres suge­re que este pode­ria não ter-se for­ma­do na sua posi­ção atu­al mas antes a uma dis­tân­cia equi­pa­rá­vel à de Neptuno, ten­do pos­te­ri­or­men­te migra­do como resul­ta­do de um «gran­de jogo de bilhar pla­ne­tá­rio» que teve lugar no Sistema Solar infan­te.

Luís Lopes

­ Luís Lopes

Professor na Universidade do Porto e astrónomo amador há mais de 30 anos.