→ 22/03/2005 @22:32

Porque detesto o Internet Explorer

Penso que não é novidade para quem frequenta este blogue: sou um grande adepto do Firefox. Não perco uma oportunidade para promovê-lo.
Sei que posso ser chato, mas tenho boas razões!
Também já repararam que detesto o Internet Explorer (IE). Não o detesto por ser da Microsoft, mas porque é mesmo mau.
Soluções tipo Maxthon também não me servem: sob uma superfície mais polida, o browser continua a ser o mesmo velho, inseguro e ultrapassado IE.

Uma pessoa que se tenha habituado a navegar com Firefox (ou Opera, outro excelente browser) entende bem o que quero dizer. Experimentem navegar outra vez com o IE para ver a diferença: uma interface horrível, uma pobre gestão de Favoritos, software sempre vulnerável a controlos ActiveX marados, a pop-ups e a todo o tipo de lixo que nos querem impingir.
Não podemos abrir vários links na mesma janela (utilizando tabs) como fazemos no Firefox: no IE somos obrigados a abrir várias janelas que vão comendo os recursos da nossa máquina. Qualquer código malandreco é capaz de lhe alterar a página inicial sem o nosso consentimento. Não podemos usar extensões. Não podemos personalizar e configurar o browser a nosso gosto. Enfim, a lista de coisas que não podemos fazer no IE é demasiado longa.
Há pessoas que me dizem que certas páginas não renderizam de forma correcta no Firefox. A mim, sinceramente, a observação diz-me mais sobre quem faz essas páginas: sim, porque é o webmaster que tem a culpa.

A Internet é democrática. Vocês não devem ser impedidos de visualizar uma página porque não utilizam o Internet Explorer. É apenas uma forma de descriminação. Não há desculpas para conceber sites optimizados apenas para IE (ou qualquer outro browser): existe uma entidade – World Wide Web Consortium – que define um padrão para a forma como os conteúdos para a Internet são criados. Quem faz sites de acordo com esses padrões sabe que está a construir algo que pode ser visto por qualquer pessoa, independentemente do sistema operativo ou browser que utiliza.
O Firefox cumpre esses padrões. O outro não. O IE pretende aproveitar-se da sua quota de mercado (ainda gigantesca) para impor a toda a comunidade de cibernautas os seus próprios padrões web, os quais são proprietários e fechados. E isto, para mim, torna o IE filosoficamente repugnante.
Se encontrarem um site que não funciona correctamente no Firefox, não o frequentem. Se essas páginas são realmente importantes, então enviem um email ao webmaster dizendo-lhe que, por ele não cumprir os padrões web, vai deixar de o frequentar. Mais: vai aconselhar todos os amigos a largarem o site.
Isto pode parecer um exagero, mas acredito que optar por um browser que cumpre os padrões é uma forma de lutar contra quem quer impor-nos a sua própria visão da net, utilizando o IE como arma de arremesso.

Mas os tempos estão a mudar. Mesmo nas estatíticas de acesso deste blogue se vê: mais de 2700 mil visitantes utilizam Firefox, contra os 3300 que ainda usam IE. Isto era impensável há um ano. Imaginem o que poderá ainda mudar em 2005.