Bolha espacial

Publicado por Marco Santos [27/Junho] | Categoria: No mundo da Lua | 3 comentários »

Relacionado (ou não): Sob o olhar de Áton [15/Maio/2009]
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Astronauta japonês na Estação Espacial Internacional

Entre a câmara fotográfica e o astronauta Koichi Wakata, da Agência de Exploração Espacial do Japão, vemos uma bolha de água flutuando devido à ausência de gravidade no módulo Harmony da Estação Espacial Internacional. Daqui resultou uma foto memorável. [Foto: AP/NASA]

Um lago em Marte

Publicado por Marco Santos [19/Junho] | Categoria: No mundo da Lua | 10 comentários »

Relacionado (ou não): Águas de Marte [7/Dezembro/2006]
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Lago marcianoÉ a descoberta mais importante no longo caminho que os cientistas têm percorrido em busca de provas da existência de vida extraterrestre.

Uma câmara de alta definição (High Resolution Imaging Science Experiment) a bordo da sonda orbital Mars Reconnaissance captou imagens do que se considera ser, «sem qualquer ambiguidade», vestígios de um antigo lago com 200 quilómetros quadrados e 450 metros de profundidade no planeta Marte.

Já não é a primeira vez que descobrimos vestígios de rios e mares, há anos que temos quase a certeza de que existiu água em estado líquido em Marte, mas algumas das formações que interpretámos como antigas margens podiam também ser atribuídas a terrenos secos.

Desta vez, garante Geatano Di Achille, responsável pelo estudo dos cientistas planetários da Universidade do Colorado, «é a primeira evidência, sem qualquer ambiguidade», da existência de linhas de margem pertencentes a um lago que outrora existiu na superfície do planeta. Se existiu ali um lago desta dimensão, o próximo passo é procurarmos fósseis de eventuais seres extraterrestres.

Mas esta não é a única questão que se levanta em relação a esta descoberta, como poderão ver no artigo da Reuters (mais simples) e do sítio do Discovery News (mais rico em detalhes), ambos em inglês.

A imagem reproduzida é uma representação em Photoshop Terragen do que teria sido este lago em termos de tamanho e profundidade, mas a paisagem adjacente é retirada de imagens de dados reais da zona onde ele existiu.

Raios Gama

Publicado por Marco Santos [16/Junho] | Categoria: No mundo da Lua | 15 comentários »

Relacionado (ou não): E depois de Júpiter, o Infinito [14/Novembro/2008]
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As explosões de raios gama são tão brilhantes que um telescópio terrestre é capaz de detectar com facilidade a luz que produzem, mesmo quando tais explosões ocorrem a milhares de milhões de anos/luz de distância.

Subsiste um mistério: a natureza das explosões que produzem raios gama e raios x com pouca ou nenhuma luz visível ainda está longe de ser compreendida pelos astrónomos. Esta variação “negra” corresponde a cerca de metade das explosões detectadas pelo satélite da NASA, o Swift, que está a operar desde 2004.

Usando um dos maiores telescópios ópticos do mundo, o Keck I, no Havai, investigadores conseguiram dar uma espreitadela a galáxias desconhecidas localizadas em 14 das “explosões negras” descobertas pelo Swift.

Explosões de raios gama

E assim chegamos a esta estupenda imagem: densas camadas de poeira cósmica obscurecem a luz de uma explosão de raios gama (ao centro). A poeira absorve a maior parte da luz, mas não a alta energia dos raios gama e raios x. [O post é apenas uma tradução mais ou menos livre deste texto. E no mesmo sítio podem encontrar esta imagem em tamanho grande.].

E Mercúrio está tão perto

Publicado por Marco Santos [9/Junho] | Categoria: No mundo da Lua | 3 comentários »

Relacionado (ou não): Um lago em Marte [19/Junho/2009]
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Mercúrio

O planeta Mercúrio é de extremos: uma temperatura que tanto pode ser de 187 graus negativos (à sombra) como subir aos 427 graus (ao Sol). É o mais pequeno do Sistema Solar (4.880 quilómetros de diâmetro, Plutão foi despromovido e já deixou de contar), e o que se encontra mais perto da nossa estrela: 58 milhões de quilómetros. Em termos astronómicos, não chega a ser um pulinho.

Mercúrio recebeu a ilustre visita da velhinha sonda Mariner 10 (década de 70) e foi graças a esta sonda que 45 por cento da superfície do planeta ficou mapeada. A 3 de Agosto de 2004, a NASA lançou uma nova missão chamada MErcury Surface, Space Environment, GEochemistry and Ranging Probe – o que deu para ser baptizada MESSENGER.

Mercúrio

Acontece que a sonda MESSENGER – daí este post – se encontra nas fases finais de um pequeno jogo de bilhar cósmico entre as forças gravitacionais da Terra, Vénus e Mercúrio, o que a fez acelerar. Em Março de 2010, atingirá a órbita de Mercúrio.

Em dois encontros de passagem, a sonda já enviou fotografias que nos permitem saber mais sobre a superfície de Mercúrio do que já sabíamos. Estas fotos são apenas duas das muitas que esse grande sítio chamado The Big Picture juntou para deleite dos maluquinhos do Espaço como eu – este texto, de resto, é uma tradução livre do que lá está escrito. Gostam de astrofotografia? Também eu! Até já

Sob o olhar de Áton

Publicado por Marco Santos [15/Maio] | Categoria: No mundo da Lua | 16 comentários »

Relacionado (ou não): Espantosa astrofotografia [21/Dezembro/2008]
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As silhuetas do Vaivém Atlantis e o do telescópio Hubble

Que bela foto! Esta imagem divulgada hoje pela NASA mostra-nos as silhuetas do Vaivém Atlantis e do Telescópio Espacial Hubble, fotografados a partir da Terra. O Atlantis e o Hubble estão a uma altitude 600 quilómetros. Os astronautas a bordo do Atlantis vão participar numa missão de 11 dias de manutenção do telescópio. A foto foi tirada por Thierry Legault, um astrónomo amador francês. Já não é a primeira vez que Legault capta as silhuetas de naves espaciais: a 17 de Setembro de 2006, fotografou o Vaivém Atlantis em manobras de aproximação à Estação Espacial Internacional.  (Carreguem na imagem para visualizá-la em alta definição).

Obrigado, Carl Sagan

Publicado por Marco Santos [7/Março] | Categoria: No mundo da Lua | 5 comentários »

Relacionado (ou não): A vida receia a solidão cósmica [3] [5/Janeiro/2007]
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Carl Sagan

Lembro-me sempre deste homem notável em momentos como este, quando a Humanidade embarca para uma nova aventura científica – refiro-me ao lançamento do telescópio espacial Kepler, cuja câmara digital de 95 megapixéis tentará captar sinais de exoplanetas do tipo terrestre. Estes são os planetas mais preciosos para descobrir, pois se encontrarmos algum na chamada zona de habitabilidade (nem demasiado perto, nem demasiado longe da sua estrela – e mesmo esta tem de ser também amigável) poderemos estar muito mais próximos de descobrir se a vida existe para além do nosso pontinho azul.

Carl Sagan é um dos grandes responsáveis pela minha formação: mostrou-me que na luz das estrelas também brilha o pensamento humanista. Nunca se cansou de usar a nossa posição frágil no Cosmos para nos abrir os olhos; nunca desistiu de nos recordar que a existência de tudo o que conhecemos e amamos depende da luz e do calor de uma estrela vulgar, situada na periferia de uma galáxia insignificante. Pouco antes de morrer, mostrou-nos a Terra como ela é e pediu-nos que nunca nos esquecêssemos: «Observe o ponto uma vez mais. É aqui. É a nossa casa. Somos nós. Nele vivem ou viveram todas as pessoas que ama, todas as pessoas que conhece, todas as pessoas de que ouviu falar, todos os seres humanos que alguma vez existiram.»

«A conjunção da nossa alegria e do nosso sofrimento, milhares de religiões confiantes, ideologias e doutrinas económicas, todos os caçadores e recolectores, todos os heróis e cobardes, todos os criadores e destruidores da civilização, todos os reis e camponeses, todos os jovens casais apaixonados, todas as mães e pais, crianças esperançadas, inventores e exploradores, todos os professores de moral, todos os políticos corruptos, todas as «superestrelas», todos os «líderes supremos», todos os santos e pecadores da história da nossa espécie viveram lá – numa partícula de poeira suspensa num raio solar.»

Nenhum astrónomo possuía a mesma eloquência na escrita, o mesmo à-vontade diante das câmaras de televisão e a capacidade em comunicar as descobertas e aspirações da Ciência. Foi um homem inspirador porque era cientista e romântico, astrónomo e sonhador – e nenhuma destas características aparentemente opostas anulava a outra. Obrigado, meu caro Sagan.

Spirit e Opportunity

Publicado por Marco Santos [3/Janeiro] | Categoria: No mundo da Lua | 4 comentários »

Relacionado (ou não): Fim de tarde em Marte [30/Novembro/2006]
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A nossa marca em Marte

Deviam ter durado três meses, mas há cinco anos que continuam a passear por Marte e a transmitir dados para a Terra.

Os robôs geológicos Spirit e Opportunity, lançados a 10 de Junho e 7 de Julho de 2003, chegaram a lados opostos do planeta a 3 e 24 de Janeiro de 2004. Estas missões ocorreram depois do falhanço da sonda Beagle, europeia, que foi para Marte à procura de sinais de vida e por causa de um erro de cálculo dos cientistas acabou por arder quando entrou na atmosfera.

Ao todo, Spirit e Opportunity enviaram mais de cem mil imagens de alta resolução da paisagem marciana e imagens microscópicas das rochas e do terreno, fundamentais para podermos traçar o perfil químico e mineralógico destes materiais. Os dados recolhidos pelos instrumentos a bordo permitiram-nos saber mais sobre o passado líquido da água no planeta e as condições ambientais que aí ocorreram há milhões de anos. Os objectivos da missão Phoenix, mais recente e igualmente triunfante, foram delineados em face do que nos fora sendo ensinado por estes pequenos (e muito lentos) robôs exploratórios.

O site da NASA é um dos mais ricos que conheço. Milhares de imagens em alta resolução de Marte (e outros planetas) podem ser livremente descarregadas. Milhares de páginas contém informação científica actualizada sobre todas as missões da agência, passadas e presentes, descrevendo os objectivos iniciais e as descobertas entretanto feitas. Futuros planos de exploração também podem ser consultados no site: a NASA planeia enviar pequenos aviões e balões, veículos explorados do subsolo marciano e sondas que possam aterrar em Marte, recolher amostras do terreno e regressar à Terra.

Final de tarde em Marte

19 de Maio de 2006. O Spirit – pequeno veículo-robô de exploração geológica – fotografa o pôr-do-Sol marciano a partir da cratera Gusev. Com 145 quilómetros de diâmetro, a cratera terá sido formada há três ou quatro mil milhões de anos pelo impacto de um asteróide. Julga-se que, em tempos muito remotos, os canais (naturais) que circundam Gusev terão transportado água líquida, ou água e gelo, para o interior da cratera.

Espantosa astrofotografia

Publicado por Marco Santos [21/Dezembro] | Categoria: No mundo da Lua | 4 comentários »

Relacionado (ou não): Roseta [29/Dezembro/2007]
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O céu de Los Angeles

A 30 de Novembro o céu revelou as suas maravilhas ao engenheiro mecânico e astrónomo amador Dave Jurasevich. O brilhante Vénus e o distante Júpiter, à sua direita, estavam visíveis a olho nu; a Lua em quarto crescente, mais em baixo, aproximava-se dos dois corpos celestes. A foto foi tirada depois do por-do-Sol no Observatório Monte Wilson. As luzes da cidade de Los Angeles lembram vagamente um terreno incandescente pela lava. A cidade está coberta de uma fina neblina de poluição. Os arranha-céus, vistos aqui do lado esquerdo da foto, parecem tão pequenos como na realidade são: nada é mais grandioso do que um céu que nos deixa espreitar a imensidão do Universo. Em alta resolução

A nebulosa NGC 281

Foi catalogada como NGC 281. Ao observar a sua espantosa beleza, não haveria um nome mais apropriado a dar-lhe? Esta nebulosa também é conhecida por Pacman por causa do formato observado em imagens de campo mais aberto. A NGC 281, na constelação de Cassiopeia, a 10 mil anos/luz da Terra, é um berço de estrelas: milhões de novos e gigantescos sóis irradiam energia jovem para o Universo. A belíssima foto do astrónomo amador Ken Crawford mostra-nos as emissões dos átomos de hidrogénio, enxofre e oxigénio da nebulosa em tonalidades de verde, vermelho e azul. De uma ponta à outra, a foto abrange 80 mil anos/luz. A nossa nave espacial mais rápida, a Voyager I, demoraria cerca de 3,2 biliões de anos a percorrer a distância captada nesta imagem. Em alta resolução

A galáxia elíptica NGC 1132

As galáxias são canibais: comem-se umas às outras. E esta, a NGC 1132, uma estrutura elíptica situada a 318 milhões anos/luz de distância da Terra, é o resultado final de uma fusão de galáxias. Não é a única hipótese, pois a NGC poderia ter sido um «lobo solitário» no Universo. Captada pela câmara do Hubble, a NGC 1132 contém uma enorme concentração da chamada matéria negra. Os cientistas ainda não sabem muito bem o que é de facto a matéria negra – como intuir algo que não podemos ver, seja qual for a banda do espectro em que observemos, muito menos tocar ou sentir? No entanto, dizem os cientistas, essa matéria é real e constitui entre 80 e 90 por cento da matéria de todo o Universo. Como sabemos que ela existe? Pela sua influência gravitacional sobre a matéria que os nossos instrumentos conseguem observar e porque fornece a quantidade de gravidade necessária para manter o Universo unido. Em alta resolução



Ainda mexe