2/Março/2010

Super Não-sei-quê Awards

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Terreno escorregadio

Foto: Mark Humphrey

O Super Blog Awards é um concurso de blogues – pretende ser uma espécie de Óscar da blogosfera, mas em vez de se exibir a estatueta oferece-se uma imperial para refrescar a sede de reconhecimento.

Para se participar no concurso de blogues não basta ter um blogue, é obrigatório colocar no template uma carica da Superbock (chamam-lhe dístico) com um link permanente para a página do concurso. Podes ser o autor de um blogue sem actualização há seis meses – desde que tenhas lá a carica, és elegível. Se quiseres participar no concurso o principal pré-requisito não é a qualidade ou consistência, mas apenas a tua disposição em fazer do teu blogue uma ferramenta gratuita de promoção da Superbock.

Para poderes ficar no feliz grupo de nomeados, os teus visitantes devem fazer o favor de votar no teu blogue. Infelizmente, para ser possível votar no blogue da nossa preferência, é obrigatório registarmo-nos na Superbock. Para nos registarmos, devemos preencher obrigatoriamente campos com o nosso nome, email, número de telemóvel ou telefone, morada, código postal, localidade e distrito.

Há maneiras de contornar o problema, como explica o Ma Ke Jeto, Mosso, mas estou certo de que o Ma Ke Jeto, Mosso corre o risco de ser desclassificado se a Superbock descobrir que um dos seus promotores está a minar a engorda da base de dados.

Um concurso que tem como intuito «apresentar à comunidade blogueira exemplos excepcionais de expressão individual online» não devia ter nenhum item obrigatório – arrisca-se a que os tais exemplos que procura apresentar os mandem à merda ou simplesmente os ignorem, como de resto acontece. Os prémios da Superbock não representam a blogosfera portuguesa, mas aquela que se deixa instrumentalizar por uma marca. E embora eu não tenha nada a ver com o assunto, detesto ver blogues que gosto e bloggers que respeito a participar nesta fantochada das arábias.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Blogosfera | 29 comentários »
27/Fevereiro/2010

Como esconder uma fábrica de aviões de combate

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Fábrica de aviões de combateFábrica de aviões de combate

Durante a II Guerra Mundial, achando-se vulneráveis a possíveis bombardeamentos japoneses, os americanos transformaram um aeroporto e uma fábrica de aviões de combate (foto à esquerda) localizada em Los Angeles, numa inocente e inofensiva paisagem rural (foto à direita). Como o fizeram? Mais pormenores aqui. Visto originalmente neste blogue.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Links | 5 comentários »
3/Fevereiro/2010

Armário de futilidades para abrir de vez em quando

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Gosto dos posts (e do design, minimalista) deste «armário de futilidades», um blogue escrito em inglês por Greg Ross, em actividade desde Janeiro de 2005. De que trata? Futilidades, claro: pequenas histórias, curiosas ou subliminares, referências carregadas de ironia, ilusões e puzzles. Jogos de xadrez. Histórias macabras, mas escolhidas e escritas com graça e bom gosto.

Já vai em quase quatro mil posts com informação deliciosamente inútil.

Esta, por exemplo: em nenhum momento a palavra máfia é usada em «O Padrinho» (uma imposição da própria Máfia, consultem este post para ter acesso a uma grande reportagem sobre os bastidores do filme); por outro lado, também em nenhum momento é usada a palavra «zombie» no clássico «Night of the Living Dead». Link

Publicado por Marco Santos | Categoria: Blogosfera | 2 comentários »
28/Janeiro/2010

Espantosa viagem

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Já tenho visto muitas páginas que usam esquemas para nos ajudar a ter uma noção das escalas do Universo, do maior ao mais pequeno dos objectos. Sou capaz de ter dois ou três posts onde menciono as que descobri.

Mas nenhuma é tão bem feita e informativa como esta: do infinitamente grande ao infinitamente pequeno, eis uma viagem fantástica, enorme, um zoom executado à velocidade que desejarmos e sempre de uma forma simples e directa; uma viagem repleta de informação, comparações, analogias e pormenores inspiradores. Podemos viajar pelas escalas físicas com a velocidade vertiginosa de uma corrida na montanha russa ou com a calma de um passeio pelo campo – seja qual for a escolha, é uma tremenda travessia.

Esta página é um exemplo do melhor que a Internet tem para mostrar, e ensinar, pelo que qualquer pessoa interessada em Ciência e no conhecimento vai adorar a experiência.

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28/Janeiro/2010

A Internet como uma rede de metropolitano

Imaginem um mapa da Internet. Melhor: a Internet, as suas marcas, as pessoas que as criaram e principais tendências e relações entre si representadas como estações do metropolitano. Um modelo de uma rede de metropolitano real.

Imaginem que a cada marca é atribuída uma estação de metro consistente entre o que a marca representa para a Web e o que se passa na realidade: por exemplo, a estação Twitter fica localizada numa das estações mais ruidosas do metro real. A base deste trabalho é o metropolitano de Tóquio. Web Trend Map 4 by Information Architects

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25/Janeiro/2010

George Clooney e outras fotos surpreendentes

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George ClooneyAngelina Jolie pré-adolescente

Existem muitas páginas que mostram fotografias de celebridades quando eram muito jovens e desconhecidas – e este post tem imensas do género, como se pode ver no exemplos aqui em cima (George Clooney e Angelina Jolie ainda pré-adolescentes), mas o autor reuniu uma lista mais abrangente. Mostra-nos também uma extensa selecção de imagens de gente de todas as áreas em situações menos usais, em companhias inesperadas ou em momentos mais familiares ou descontraídos. Fazem sorrir, evocam épocas já gastas e perdidas, algumas são mesmo surpreendentes.

Todas as imagens são verdadeiras excepto uma – a foto em que Marilyn Monroe e o presidente John F. Kennedy estão juntinhos como dois enamorados é uma criação da fotógrafa Alison Jackson, cuja principal característica é mimetizar, com bastante sentido de humor e capacidade crítica, o tipo de fotos captadas pelos paparazzi. Já escrevi sobre Alison Jackson neste post.

Tirando esta pequena falha, vale a pena ver as restantes 124 fotos.

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23/Janeiro/2010

Foste tu que encontraste a minha câmara?

Andrew McDonald Andrew McDonald Andrew McDonald Andrew McDonald

O «autor, escritor e bípede australiano» Andrew McDonald guardou na sua câmara fotográfica digital uma série de fotos de si próprio – estão aqui as primeiras quatro – destinadas a ser vistas por quem encontrar a máquina.

Andrew ainda não a perdeu, mas admite essa possibilidade e então engendrou este esquema para persuadir a pessoa que a encontrar a devolvê-la…  Vejam a série completa de fotos. Um amável e bem disposto castiço, este Andrew.

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21/Janeiro/2010

Pessoas (pouco comuns) que fotografam

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Kerstin zu Pan

Uma das fotos da série «Paper», de Kerstin zu Pan

Kerstin zu PanKerstin zu Pan

Duas criações para a série «Supervision», também da fotógrafa berlinense Kerstin zu Pan


Nome? Kerstin zu Pan. De onde é? Berlim. Equipamento? Tudo o que me chegar às mãos. Influências e fotógrafos de que gosta? Gosto de Terry Richardson, faz-me sorrir. Fale-nos um pouco sobre si. Gosto de arco-íris, gelados e o oceano, muuuuita música e… de trabalhar muito.

No excelente sítio (Not) Common People, dedicado ao trabalho de fotógrafos de todo o mundo, cada destaque é acompanhado por uma curta entrevista como esta, sempre conduzida da mesma forma.

Conheci o (Not) Common People quando andava a descobrir fotografias da berlinense Kerstin zu Pan, com um trabalho muito influenciado pela moda e publicidade – colorido e expressivo, mesmo quando usa poucas cores ou o branco predomina nas composições, fotografando como se desejasse pintar quadros no País das Maravilhas ao som da banda sonora dos filmes do Tim Burton.

A ideia era falar exclusivamente de Kerstin zu Pan, mas esse post ficará para outra altura porque o (Not) Common People é um grande sítio para descobrir fotógrafos e merece este destaque. Além do conteúdo, também gosto da forma simples como se apresenta aos visitantes: «um site para dar a conhecer fotógrafos, as suas histórias e, claro, os seus trabalhos. Share and inspire.»

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