A 19 de Setembro de 1982 – há 29 anos e um dia – um investigador informático da Universidade de Carnegie-Mellon chamado Scott Elliot Fahlman enviou a seguinte mensagem eletrónica ao departamento de ciências da computação:
«Proponho a seguinte sequência de caracteres como indicador de piada»
(e escreveu dois pontos, um travessão e o sinal de fechar parêntesis)
«Leiam-nos lateralmente. Na realidade, é mais económico indicar coisas que não são piadas, dado a tendência atual. Para isto, usar»
(e escreveu dois pontos, um travessão e o sinal de abrir parêntesis)
E assim Fahlman se tornou o principal responsável pelos emoticons (ou smileys) baseados na codificação de carateres ASCII e que todos usamos agora.
Conta que a ideia lhe surgiu ao aperceber-se de que muitas vezes as pessoas não interpretavam corretamente o que recebiam através dos bulletim boards (BBS, percursores dos newsgroups), falhando em perceber a intenção sarcástica ou jocosa de determinada mensagem.
Lembrou-se então de criar dois indicadores que ajudassem a perceber se uma determinada mensagem devia ser encarada humoristicamente ou, pelo contrário, era para ser levada a sério. A intenção original do segundo smiley não era a de expressar tristeza, como sucede hoje, mas seriedade.
Fahlman conta a história toda num texto publicado na sua página pessoal. A revista Wired – de onde tirei esta informação – escreveu um artigo sobre o inventor dos smileys e fez uma resenha histórica de ideias semelhantes que ocorreram no passado mas que, por alguma razão, nunca chegaram a pegar.
Uma adenda
Talvez esteja enganado, mas é fácil distinguir entre um geek da velha guarda e um geek mais jovem: este escreve o smiley sem o travessão; o da velha guarda escreve-o como Fahlman o idealizou. Um acordo ortográfico aplicado aos emoticons?
































