Se a bom­ba catas­tro­fis­ta que vira­li­zou ontem nas redes soci­ais fos­se ver­da­de, essa que anun­cia o obi­tuá­rio do Grande Recife de Corais, então pode­ría­mos enter­rar com ele os esfor­ços para o sal­var.

Esta é a con­clu­são lógi­ca que Rowan Jacobsen — o alar­mis­ta res­pon­sá­vel pelo boa­to — foi inca­paz de pre­ver. E este é mais um caso para refor­çar a ideia de que os mei­os não jus­ti­fi­cam os fins e não está cer­to aldra­bar o públi­co, ain­da que as cau­sas sejam vir­tu­o­sas.

A bar­rei­ra de corais enfren­ta de fac­to pro­ble­mas séri­os atri­buí­dos às alte­ra­ções cli­má­ti­cas, mas não está mor­ta. Mentir só con­tri­bui para desa­cre­di­tar os esfor­ços de con­ser­va­ção.

Na era da Internet os aldra­bões já devi­am ter per­ce­bi­do que não podem con­ti­nu­ar a con­tar com a amné­sia cró­ni­ca dos tem­pos da ora­li­da­de e do papel, que as men­ti­ras têm as per­nas cada vez mais cur­tas.

Se que­rem ser leva­dos a sério quan­do ata­cam a cor­rup­ção de polí­ti­cos e empre­sá­ri­os, têm for­ço­sa­men­te de ser um exem­plo de inte­gri­da­de, pri­mar pela ver­da­de, res­pei­tar quem tra­ba­lha e se pre­o­cu­pa por estu­dar e resol­ver os pro­ble­mas.

Quem digo isto, tenho em men­te enti­da­des como a Greenpeace ou os par­ti­dos eco­lo­gis­tas que nos têm tris­te­men­te habi­tu­a­do a este «modus ope­ran­di».

Carlos Daniel Abrunheiro

­ Carlos Daniel Abrunheiro

Músico autodidata, Físico não praticante.