Esta é a última série com todas as fotos vencedoras do World Press Photo. Não incluí a última porque falei dela há poucos dias: está aqui o link, para quem quiser ver. Resolvi usar o método do The Big Picture para esconder fotos demasiado perturbadoras para a página principal do Bitaites: quem quiser ver, clica na imagem; quem não quiser, passa à próxima.
1998. Fotógrafo: Dayna Smith
1999. Fotógrafo: Claus Bjørn Larsen
2000. Fotógrafo: Lara Jo Regan
2001. Fotógrafo: Erik Refner
2002. Fotógrafo: Eric Grigorian
2003. Fotógrafo: Jean-Marc Bouju
2004. Fotógrafo: Arko Datta
2005. Fotógrafo: Finbarr O’Reilly
2006. Fotógrafo: Spencer Platt

Ricas tragédias: jovens libaneses passeando pelos estragos provocados pelos bombardeamentos israelitas no sul de Beirute
2007. Fotógrafo: Tim Hetherington
2008. Fotógrafo: Anthony Suau

Um detective, de arma em punho, certifica-se de que a casa foi realmente abandonada. Na grande crise económica dos Estados Unidos, famílias foram obrigadas a pernoitar em abrigos por não terem possibilidade de pagar os empréstimos sobre as casas
2009. Fotógrafo: Pietro Masturzo
Observe o ponto uma vez mais. É aqui. É a nossa casa. Somos nós. Nele vivem ou viveram todas as pessoas que ama, todas as pessoas que conhece, todas as pessoas de que ouviu falar, todos os seres humanos que alguma vez existiram.
A conjunção da nossa alegria e do nosso sofrimento, milhares de religiões confiantes, ideologias e doutrinas económicas, todos os caçadores e recolectores, todos os heróis e cobardes, todos os criadores e destruidores da civilização, todos os reis e camponeses, todos os jovens casais apaixonados, todas as mães e pais, crianças esperançadas, inventores e exploradores, todos os professores de moral, todos os políticos corruptos, todas as «superestrelas», todos os «líderes supremos», todos os santos e pecadores da história da nossa espécie viveram lá – numa partícula de poeira suspensa num raio solar.
O Ponto Azul-Claro, Carl Sagan










Observe o ponto uma vez mais. É aqui. É a nossa casa. Somos nós. Nele vivem ou viveram todas as pessoas que ama, todas as pessoas que conhece, todas as pessoas de que ouviu falar, todos os seres humanos que alguma vez existiram.





























5 comentários
Gostei muito da serie, mas a citação final vale por tudo.
Uma coisa que notei é as fotos muitas vezes serem sobre os usa ou em locais que eles estão envolvidos.
Marco, fica a nota que, se eu tivesse de escolher a melhor foto entre todas as vencedoras, nunca hesitaria em escolher a vencedora de 2003. Sempre foi a minha favorita, por tudo aquilo que ela significa. Essa frase do saudoso Carl Sagan também pode ser dita de outra forma: “Observe o ponto uma vez mais. É aqui. É a nossa casa. Somos nós. Mas a esta distância, ninguém fará ideia do que se passa neste ponto, neste planeta cada vez menos azul. A esta distância, não existem guerras, fome, doenças, refugiados, ou injustiças. A esta distância, somos absolutamente insignificantes, perdidos na imensidão do espaço“
Estou admirado pela vencedora de 2001 não ser uma relativa ao 11 de Setembro
A fotografia de 2003 é a de longe a que mais me emociona. No meio de tantas outras, algumas de uma violência quase pornográfica, esta é simples, sem distracções. Até parece simples tirar uma fotografia merecedora de prémios internacionais.
Agora sobre a citação com que é terminado este artigo.
@Marco e visitantes vejam este vídeo do youtube. Espero que gostem.
Belo vídeo