
Foto: Peter Lik
Quanto pode valer uma fotografia? Esta valeu um milhão de dólares: 1 milhão e 678 mil reais, quase 768 mil euros.
Quem a comprou foi um coleccionador de arte que decidiu permanecer anónimo.
Quem a vendeu foi o fotógrafo paisagístico Peter Lik.
Peter Lik é australiano. Alguns auto-retratos publicados na sua página pessoal fazem lembrar o Crocodile Dundee do filme: mostra o mesmo ar aventureiro, o mesmo desprendimento em relação às maravilhas da vida moderna. É tido como o maior fotógrafo (em actividade) na área da fotografia paisagística.
Chegar ao milhão como indicador de sucesso já lhe tinha acontecido: o número de vendas combinadas dos livros quepublicou também atingiu a mesma quantidade. Na lista de pessoas que adquiriram uma foto de Peter Lik para colecções privadas incluem-se ex-presidentes americanos (George Bush pai, Bill Clinton), cantores (Celine Dion, Justin Timberlake), actores (Matthew McConaughey, Jennifer Love Hewitt) e basquetebolistas (Magic Johnson, Shaquille O’Neal).
Quanto a esta foto, é mais um daqueles «momentos decisivos» de que tanto falou Henri Cartier-Bresson. Qualquer pessoa que leva a fotografia mais a sério sabe que esses momentos decisivos podem ser captados com o olhar – os olhos tiram a foto e ela revela-se apenas a nós, ficando guardada na nossa memória.
Por vezes, o fotógrafo tem sorte e a máquina está nas suas mãos no momento em que os olhos fotografam – assim aconteceu a Peter Lik. Por ter sentido que captara um momento único, chamou-lhe «One».
One million dollars.
Dinheiro à parte, «One» é realmente única. Fotografia a óleo. Eu sei que a designação é absurda, mas serve apenas para reforçar o carácter impressionista deste momento.
Lik conta que a tirou nas margens de um rio em New England, no nordeste dos Estados Unidos: «Nunca esquecerei essa manhã até ao fim da minha vida. Era uma manhã calma, e o cheiro da mata preencheu os meus pulmões». A névoa clareou e, durante um breve momento, surgiu «um reflexo mágico no rio»: bétulas brancas, troncos negros e um caleidoscópio de folhagem combinaram-se para revelar «uma ilusão a três dimensões. Carreguei no obturador – uma vez – e a cena desvaneceu-se com a brisa da manhã, para nunca mais ser vista.»
(visto no Twitter de João Almeida)






























9 comentários
existrá em algum lado essta foto em melhor resolução?
Eu não encontrei.
pois, eu também não. obrigado.
Marcos, agradecia que colocasses na tua lista de blogs o meu blog Malaposta.
Um abraço e bom 1911.
Já tirei algumas fotos parecidas, mas como acho que me saíram mal apago e tento fazer melhor…
Afinal valiam 1 milhão de dolares… !!! que azar
Rui, deves dar a conhecer ao mundo as tuas fotos, é injusto que sejam apagadas.
A propósito, não há um link para a gente poder ver as que sobraram ou apagas todas?
Sim sr, a foto é bonita e até dava um bom wallpaper, mas daí a 1 milhão de dólares….
Quanto à cena desaparecer para nunca mais ser vista, bem, no dia seguinte se estiver bom tempo ela lá estará outra vez
Achei piada a um comentário sobre este fotógrafo em que alguém dizia que ele era a Britney Spears da fotografia.
Um comentário com piada, mas um bocadinho injusto…