→ 17/01/2011 @0:55

O Rosebud de Inception

O Rosebud

Eu não vi o Inception, mas o meu IP viu-o ontem.

Espero que os polícias sinaleiros da ACAPOR o tenham topado. Depois do que ele disse sobre o filme, quase desejo que seja apanhado nas malhas da Justiça dos clubes de vídeo. Pobre e mal agradecido!

Se fosse eu a escrever este post, talvez fizesse uma crítica diferente. Mais suave. Diplomática. Já estou farto de levar nas orelhas por causa dos posts que faço sobre filmes.

O meu IP é teimoso e insiste em partilhar a sua opinião de amador. Considerem portanto este post como uma crítica dentro da crítica. Também tenho direito a brincar às camadas, como o Christopher Nolan.

Agora o meu IP pede-vos licença para escrever aquilo que em gíria jornalística se chama nariz de cera.

Nariz de cera é um parágrafo escrito para compensar o espaço em branco que sobra numa página; também surge quando o autor não conseguiu inspiração para pegar a história pelos cornos.

É o meu IP que está divagante, não sou eu.

O meu IP é um picuinhas de merda e faz questão de considerar que nestas coisas dos filmes as histórias se podem dividir em dois tipos: as que são feitas para serem contadas e as que são feitas para serem descascadas. O Inception é para ser descascado.

Dois bons exemplos de histórias feitas para serem descascadas são Os Suspeitos do Costume e o Sexto Sentido. Eu cá diria que Os Suspeitos do Costume é mais puzzle do que história e Sexto Sentido mais solidão e isolamento do que aparições e fantasmas, mas o meu IP insiste em prosseguir esta desvairada analogia.

Só para me calar e por conhecer os meus pontos fracos, lança-me um exemplo sublime de uma história para descascar: Citizen Kane (O Mundo a seus Pés).

O teimoso do meu IP acha que a expectativa em relação a tais histórias não é diferente da que sentimos quando descascamos uma laranja: pode ser mais pequena ou ter uma casca menos lustrosa, mas queremos que ela tenha sumo.

Citizen Kane, um filme a preto e branco estreado em 1941 e descascado por sucessivas gerações de amantes do cinema, continua a ser muito, muito sumarento. Tem um sabor tão intenso e original que até anda para aí uma cambada de doidos ressequidos a considerar que Orson Welles criou um novo tipo de sumo.

O IP chama-lhe Sumo Rosebud.

O Rosebud é um pequeno nada que nos revela aos outros. Pode ser qualquer coisa. Uma página de um livro. Uma citação. Uma única palavra. Um filme inteiro ou pedaços de um filme. O rosto de um actor ou de uma actriz. Uma fala. Um sorriso de alguém que passa por nós na rua. Uma música que ouvimos até à exaustão. Um cheiro. A maneira como a luz do Sol ilumina a estrada, o bairro, o campo. Um objecto insignificante como um trenó. Qualquer coisa.

Citizen Kane começa como um mistério, e revela-se como um mistério ainda maior.

2001: Odisseia no Espaço, que é Kubrick, Arthur C. Clark, ficção científica e nada tem a ver com o Citizen Kane, também é assim. Pensávamos que o Rosebud do filme seria o monólito e os ET que o construíram; afinal, o Rosebud somos nós, fomos sempre nós, com a nossa fragilidade em relação ao Tempo, ao Espaço e à própria tecnologia, o nosso inquebrável cordão umbilical que nos liga ao Cosmos.

Lá está: Rosebud é o que nos comove, porque o temos cá dentro ou quando o descobrimos nos outros.

Cobb, o personagem de Leonardo DiCaprio em Inception, também tem o seu Rosebud: um pequeno pião usado pela falecida mulher com os mesmos propósitos, objecto único para o seu portador, um totem, como é chamado pelos profissionais dos sonhos.

O totem é o que permite saber se estamos a viver num sonho ou na realidade. Se obedecer às leis da Física, o totem de Cobb parará de rodopiar; se permanecer num sonho de outrem, o pião continuará a girar indefinidamente, pois é demasiado exclusivo para que a sua lógica de funcionamento possa ser incorporada no sonho de um estranho.

O totem é o símbolo do que une Cobb à sua identidade: o amor pelos filhos, que o esperam no mundo real, a culpa e o sofrimento pela morte da mulher. Não há grande mistério aqui porque tudo isto nos é revelado com a naturalidade de quem masca uma pastilha elástica. Nada resta para explorar em Cobb excepto conhecer as razões desse sentimento de culpa em relação à mulher e, no plano final, quando finalmente regressa a casa e corre para os filhos, discutirmos se o tal piãozinho que colocou na mesa vai parar de rodopiar ou se tudo aquilo continua a ser um sonho.

O filme acaba de forma abrupta e propositadamente ambígua, para nos deixar a falar e a trocar teorias na Internet. Também não é mau, digo eu.

Um final mais viral do que enigmático – eis o conceito de mistério que parece animar o nosso amigo Nolan, provoca o meu IP.

O tipo não desarma e diz que há duas coisas sobre as quais não tem muita paciência para discutir: o sexo dos anjos e o movimento dos piões. Deve ser um daqueles intelectuais que diz mal de um filme de sucesso só porque sim.

O meu IP diz para eu ter juízo.

Diz que o filme assenta numa premissa muito fixe – só usamos dez por cento da capacidade cerebral quando estamos acordados. Infelizmente, tal premissa só é válida com neurologia da treta. Mas isso nem é o mais importante, diz ele.

O que mais o chateou foram os sonhos: não ficou nada convencido.

O tipo é um chato de primeira, mas reconheço que não levar a sério aqueles sonhos é coisa contraproducente de acontecer ao espectador quando em 99 por cento do tempo de filme as personagens estão a dormir.

O meu IP nem acredita que aquilo sejam sonhos.

Eis algumas razões: por que razão a «protecção» do subconsciente contra os invasores actua como um corpo para-militar de segurança?, pergunta ele.

Por que razão – uma vez que é um sonho e nos sonhos tudo é possível – não se haveria de convocar um exército de dragões, elfos, orcs, um pelotão de sogras gigantes, um batalhão de bloggers a mostrar fotografias de bancos de jardim, um tsunami de vinho tinto, um furacão de maconha, seja o que for que a imaginação determinar?

Por que razão o elemento caótico e imprevisível de um sonho é determinado por infindáveis e aborrecidas cenas de tiros e perseguições e pancadaria que em nada se diferenciam de quaisquer outras cenas de tiros e perseguições e pancadaria já vistas noutros filmes nos quais as personagens estão sempre acordadas?

Eu recordo ao sabichão do meu IP que há cenas visualmente espectaculares: Paris dobra-se ao meio como um tabuleiro do Monopólio, uma esplanada desfaz-se em pétalas e destroços enquanto os nossos personagens observam sentados, impávidos; o limbo de Cobb é um mundo de uma cidade a desfazer-se à beira-mar, apocalíptico, cinzento, faz lembrar A Estrada de Cormac McCarthy

- Parvoíce! Parvoíce!

Ó IP, não me interrompas, sacaste o filme, viste, não gostaste, agora chega de dizer mal, além de ladrão também és um desmancha-prazeres, chegas a tirar o sabor das pipocas da boca de uma pessoa.

O meu IP encolhe os ombros, indiferente às minhas queixas.

Eu digo-lhe que ao menos a música do filme é fixe e que ele não pode negá-lo.

Ele responde-me que também adora chocolate mas se comer muitos de uma vez se arrisca a apanhar uma diarreia.

Eu não percebo lá muito bem. Há música a mais, é isso? Não vale a pena. Insisto nos sonhos. E implantar uma ideia no sonho de alguém com a destreza de um corpo das Forças Especiais, a sapiência de um biólogo, a capacidade de manipulação de um génio da Psiquiatria e o engenho de uma Arquitecta muito mais gira que o arquitecto marrão do Matrix? Tem pinta. É uma espécie de cruzamento entre James Bond, Rambo, Stephan Jay Gold e Sigmund Freud.

O meu IP diz que pensava que iria entrar num mundo de sonhos e, em vez disso, entrou dentro de um filme com muitas partes aborrecidas. Os sonhos podem ser tudo e mais alguma coisa, mas aborrecidos? Não me parece, provoca ele.

Eu acho que o tipo está a dizer disparates.

Já não é a primeira vez que isto acontece, avisa-me o meu IP com as sobrancelhas arqueadas como o Jack Nicholson no The Shining. A personagem de Mia Farrow também o fez num filme do Woody Allen, Rosa Púrpura do Cairo, por passar demasiado tempo numa sala de cinema a sonhar acordada. E os resultados não foram nada maus.

Em Inception, os nossos heróis estão dentro de um filme de Michael Mann ou no Matrix, consoante as cenas. Podiam ter entrado num filme do Hitchcock ou do Buñuel por causa do mistério na história, que bem faltou, e do carácter onírico, ausente das sequências – enfim, preferiram coisas mais modernas.

Bem, é isto que o meu IP tem a dizer sobre o filme. Acho que já não vai alugá-lo.

Agora está a dizer-me que o Sumo Inception é abundante e tem bom aspecto, mas não sabe a nada. Demasiados corantes e conservantes, insiste ele. Pára de falar, ó esquisito de merda.

16 comentários

  • 1
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Windows 7 Windows 7
    17 de Janeiro de 2011 - 02:15 | Link permamente

    Caro Marco, mais uma vez, um excelente texto para ser dissecado.

    Coincidência ou não, eu vi ontem esse filme. Não te posso contar o que pensa o meu IP, pois o filme foi legalmente comprado. Mas também, mesmo que não o fosse, o meu IP não teria tempo para o fazer, uma vez que estava (e ainda está) extremamente ocupado na actividade que melhor sabe fazer: o Sacanço de bom cinema. 8)

    Ora, voltando ao filme. Eu gostei. Aliás, confesso até que adorei o filme. Gostei da sua coesão e do ritmo frenético. Gostei também do exercício mental a que ele nos obriga. Faz sempre bem ter uns neurónios com uns bíceps do tamanho de melancias. :p No entanto, o filme nunca me deu aquela “chapada”, nunca teve aquele twist tramado que faz de nós parvos. O último filme que me deu essa chapada – e doeu como o caraças – foi o Shutter Island. Estava eu todo contente a congeminar finais na minha cabeça, quando, a cerca de 7 minutos do mesmo, o filme me agride e me berra aos ouvidos “Chupa! Não era nada daquilo que estavas a pensar pois não? Admite, agora fodi-te bem!”. E eu, ainda com os olhinhos a brilhar de satisfação, lá tive que lhe dar a vitória.

    É este tipo de sensação que falta a Inception. Apesar de não ser propriamente uma história cliché, naquelas em que conseguimos adivinhar o final a uma hora de distância, não tem aquela marcha-atrás mental. Não tem aquele mergulho no lago gelado que possui, por exemplo, Fight Club. Ou A Clockwork Orange. Dá a sensação que conseguimos prever minimamente o que lá vem, desde que, logicamente, tenhamos a paciência de dar passinhos de bebé.

    É um bom filme? Claro que é! Vou voltar a vê-lo? Certamente!

    Mas por tudo o que acima referi, faltou-lhe um Danoninho para ser verdadeiramente arrebatador! Não digo que o sumo não saiba a nada. Não, sabe bem. Muito bem. Mas não é uma garrafa de Sumol de 2 litros. Mais parece um pacotinho de Um Bongo ou Capri Sonne…

  • 2
    com Safari 5.0.3 Safari 5.0.3 em Mac OS X 10.6.6 Mac OS X 10.6.6
    17 de Janeiro de 2011 - 11:12 | Link permamente

    Desde que vi o Inception, na verdade foi também o meu IP que viu, que fiquei com mixed-feelings acerca do filme de Nolan.
    “Inception” é um grande e engenhoso filme, um blockbuster com cérebro e que nos faz ir pensando com o filme. Mas também é um embuste, um filme traidor e um enorme logro até… que resulta numa obra presunçosa de Nolan.
    O “Shutter Island” de Scorcese é em tudo, e partilha de algumas caracteristicas, muito superior ao “Inception” na minha opinião (espero que Nolan e o seu estatuto e presunção de autor não danifique o Batman3). Deixa algo no fim que arrebata (aliás, durante todo o filme somos arrebatados com a mestria da realização e produção). O Inception arrabata por introduzir as camadas e as noções de diferentes velocidades de tempo em camada camada de sonho (todos os climax do filme passam-se durante a cena da carrinha a cair)… mas no fim senti-me traído.
    De certa forma bem que poderia ser resumido conforme a imagem que publiquei à uns tempos atrás:
    http://armpauloferreira.blogspot.com/2010/12/inception-e-se-tivesse-sido.html

    Mas o problema de Inception reside em dar comigo a cair na realidade do que vi: um filme que tenha uma personagem apenas para nos servir de guia do que se vai passar a seguir… não pode ser grande filme, e demonstra que tem uma falha de argumento. Ora Inception, tem a Ellen Page para fazer sintomaticamente perguntas e criar situações para que as outras debitem informação (aos montes) e só depois disso é que o filme avança. Caramba, que nem o Matrix, The Cell, eXistenZ e outros com realidades sonhadas/não-reais, careceram deste truque para “vivermos” o filme e temermos o passo seguinte.

    Depois, há esta abordagem que faço com racionalidade: em Inception nada aconteceu. Ninguém existe além de Cobb… todos os presentes no filme podem ser as suas próprias projecções no seu próprio sonho. Fazendo um pequeno devaneio: Cobb até poderia estar deitado com a mulher e ter tido aquele sonho todo, e como um qualquer chefe de familia, desfilar durante todo o sonho/pesadelo o medo de perder os filhos e a mulher. No caso da mulher, de lhe fazer algum mal até…

    O engenho do filme, a sua ambiguidade, permite extrapolar e é por isso que o vejo como um grande filme blockbuster mas que não passa de ser também ele fraudulento… e não deixar um sumo pleno de sabor.

    Bom artigo, Marco Santos.

    Obs. O Citizen Kane é incontestávelmente maravilhoso… ainda hoje!

    • 3
      com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
      17 de Janeiro de 2011 - 17:35 | Link permamente

      Essa imagem no teu blogue é uma delícia :D

  • 4
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Windows Vista Windows Vista
    17 de Janeiro de 2011 - 12:37 | Link permamente

    Mais um bom post Senhor Firewall.

    Tenha cuidado.

    Assinado: O Antivirus

    Rui

  • 5
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Windows Vista Windows Vista
    17 de Janeiro de 2011 - 17:05 | Link permamente

    Obra de arte de post. Parabéns (again).

    Podia alongar-me mais, mas… não tou no mood, somehow.

    Só para dizer que agora está na moda os filmes justamente que não sabem nada. Eu sou novo, muito novo mesmo; mas mesmo assim digo ó tempo volta para trás. Foi de facto ali na década de 90 onde apanhei (por ser um puto ainda) dos melhores filmes.

  • 6
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Windows 7 Windows 7
    17 de Janeiro de 2011 - 17:19 | Link permamente

    De volta do Brasil, depois daquela que talvez tenha sido a pior semana de minha vida, comento este post para descascar.

    Na versão que assisti, e paguei mais de 1.000 Euros para isto, acabei por dar-lhe eu um final ainda mais abrupto: cliquei no botão de parar a meio do filme e fui assistir a outra coisa. Se calhar por que não fosse exactamente aquilo que queria ver naquele momento. Fui ver o X-Mem Origens: Wolverine, que serviu para o propósito de me entreter no avião de ida, no passado dia 8.

    Não gostei do que vi e achei que faltava exactamente aquilo que faltava, sumo. Sonho por sonho, ainda prefiro o Peter Pan.

    • 7
      com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
      17 de Janeiro de 2011 - 17:23 | Link permamente

      Edgard, recebeste o meu email? Bem, seja como for, repito aqui as minhas condolências pela tua perda. Li o teu post.
      Espero que a tua estadia no Brasil não tenha sido demasiado triste, mas receio que tenha sido mesmo. Tiveste muito azar, regressar ao país e ver Utopia inundada.

      • 8
        com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Windows 7 Windows 7
        17 de Janeiro de 2011 - 17:41 | Link permamente

        Não, não recebi o teu email, sinto pena. Obrigado. Manda de novo.

        Infelizmente ela foi mais que triste. Quase que me convenceu que ser honesto está errado e que eu sou um imbecil do caraças. Quase… mas ainda não foi o suficiente. Continuo a acreditar que existem pessoas decentes. Daquelas que povoam os filmes de Frank Capra … :cry:

  • 9
    Nuno Silva
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Windows Vista Windows Vista
    17 de Janeiro de 2011 - 19:01 | Link permamente

    Parabéns pelo post. Muito bom. Discordo em quase tudo, mas está muito bem escrito.

    Tens que fazer a folha a esse teu IP. Não sendo um filme do outro mundo, este inception é na minha opinião um grande filme. Com aquele ultimo segundo do fime, Nolan faz a todos os espectadores uma inception. Planta-nos uma ideia.

    A banda sonora, a cargo do mestre Hans Zimmer, é muito boa (fiquei sem saber se concordamos aqui). Aqui está um dos seus truques:

    abraço

    Nuno

  • 10
    com Opera 11.00 Opera 11.00 em Mac OS X 10.6.5 Mac OS X 10.6.5
    17 de Janeiro de 2011 - 21:12 | Link permamente

    O teu IP cometeu um grande crime: o Inception é filme para se ver no cinema!

    E mesmo assim não é um grande filme, imagino em casa. A minha opinião foi postada há uns meses – http://fernandoamaral.org/inception/

    Bem escolhida, a imagem :P

    • 11
      com Namoroka 3.6.14pre Namoroka 3.6.14pre em Ubuntu 10.10 x64 Ubuntu 10.10 x64
      17 de Janeiro de 2011 - 21:48 | Link permamente

      Fernando
      Contra a minha vontade e ignorando a minha desaprovação, o meu IP sacou um rip de Blu-Ray com excelente qualidade e viu o filme num ecrã de 24 polegadas e ouviu com os phones. Não é a mesma coisa, mas deu para perceber o impacto…

  • 13
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Fedora 14 Fedora 14
    17 de Janeiro de 2011 - 21:57 | Link permamente

    Marco,

    Ouvir com phones é phoda !!!

  • 16
    teclas
    com Firefox 3.6.13 Firefox 3.6.13 em Ubuntu 10.10 Ubuntu 10.10
    20 de Janeiro de 2011 - 21:44 | Link permamente

    Eu tenho que admitir, o meu rebelde IP (intitulado Teclas) pró-Ubuntu, anti-IE, anti-Vista, anti-WinME, half-pró-Win7, viu este filme… em HD ainda por cima! Malandro… Quem o pode censurar?

    Segundo o que ele me disse, ele viu a conselho de outro colega IP, não era nada de especial, a única parte com mais pica, disse-me ele, foi o último momento, o do pião a rodar em que se fica na espectativa “-Will it topple, or not?”, apesar de ser de louvar a paciência para criar cenários e situações tão rebuscadas.

    Ele concorda numa coisa em que já tinha pensado, excepto a parte da sogra:

    “Por que razão – uma vez que é um sonho e nos sonhos tudo é possível – não se haveria de convocar um exército de dragões, elfos, orcs, um pelotão de sogras gigantes, um batalhão de bloggers a mostrar fotografias de bancos de jardim, um tsunami de vinho tinto, um furacão de maconha, seja o que for que a imaginação determinar?”

    E junta mais uma coisa: porque morrem as projecções se são em sonhos? Não podem haver caixinhas de HP e fazer respawn como Jesus após 3 dias (sou Católico, mas era apenas para a piada lame)? Vá lá, ao menos, numa das cenas, modificaram uma das armas para um, suponho, lança granadas “You have to dream big.” disse ele.
    Por que raio, quando estavam a ser perseguidos, o raio do condutor não criava uma bomba Napalm e escudo à prova de tudo, já que já estavam a ser perseguidos e toda a gente sabia onde estavam, ou transformavam-se em baratas e rebentavam uma bomba atómica? Demasiado? Mas era um sonho ou não era? É suposto ser uma imitação do Matrix ou não?
    Vá lá, vá lá, puxou um pouquinho pelo cérebro, quero dizer, router do meu amigo IP.

    Se houver alguém ou algum IP que não concorde com a opinião do meu IP, favor dizer, visto que ainda sou um analfabruto nisto do cinema mas gritem baixinho, por favor.

    Fight Club é melhor que o Inception, por mais argumentos que tentem desencantar!
    Esse, sim, dá que pensar! Who the hell is Tyler Durden?