Rémy Chauvin (10 de Outubro de 1913 – 9 de Dezembro de 2009) foi um conhecido biólogo e entomologista francês, autor de mais de trinta livros de divulgação científica e de cinco romances de ficção científica. Não lhe faltava fibra nem imaginação. Era Professor de Biologia na Sourbonne, mas a sua curiosidade e abertura em relação a certos temas – a mitologia dos OVNI ou a Parapsicologia -, e o seu anti-darwininsmo valeram-lhe cerradas críticas dos mais cépticos.
O capítulo que se transcreve é retirado de um livro originalmente escrito em 1988, «Deus das Formigas, Deus das Estrelas», publicado em Portugal pela Europa-América e traduzido por Isabel Santos Mafra. Só o título é suficiente para se perceber que na observação dos fenómenos da Natureza e das descobertas cosmológicas, Chauvin intuía um mundo criado por um deus-engenheiro, subtil e supremo.
Não é destas especulações metafísicas de Chauvin que trata este capítulo, embora esta visão esteja subjacente na interpretação do que observou no comportamento dos insectos sociais – formigas e abelhas, sobretudo.
Intitulado «Uma Mecânica Perfeita», o capítulo descreve as observações que ao longo de dezenas de anos Chauvin foi registando do comportamento das formigas e abelhas. É uma leitura fascinante: da próxima vez que observarmos um carreiro de formigas ou um formigueiro, já o faremos com outra qualidade. Talvez até seja possível passar algumas horas a verificar as observações do biólogo.
Segue-se o texto de Rémy Chauvin.

Qual a razão que leva um homem de ciência a consagrar mais de quarenta anos da sua vida a um único assunto, o dos insectos sociais? (…)
Diria que é uma questão de ofício. Os homens de ciência sabem bem que, para se explorar suficientemente qualquer assunto, ele acabará por reflectir a pouco e pouco todo o Universo.
Todos temos as nossas justificações e as nossas histórias exemplares. Raulin, contemporâneo de Pasteur, também tinha a sua mania privada. Com os meios do seu tempo, investigava as condições necessárias ao crescimento de uma planta. Durante anos, cultivou bolores e ouviu as troças de colegas e amigos. Aos poucos, descobriu que determinados meios bem definidos e muitos puros não convinham aos bolores, e que era necessário adicionar traços de certas substâncias inorgânicas em quantidades infinitesimais para assegurar o seu desenvolvimento. Finalmente, a sua pertinácia deu frutos: Raulin descobrira tão só as leis da nutrição dos cogumelos inferiores e esclarecera o papel dos oligoelementos.
E o que pensaria o jardineiro do convento vendo o reverendo Johann Mendel passar o tempo a cruzar as flores das ervilhas de cores diferentes, durante anos a fio?… A genética moderna, uma das maiores conquistas científicas da humanidade, teve a sua origem nesta actividade inocente, facto que foi reconhecido apenas muitos anos depois.
Para ser franco, direi que quando decidi estudar as formigas os meus pensamentos estavam a milhas daquelas nobres considerações. Gostava desses monstrozinhos que, se pudessem, me teriam devorado sem que qualquer vestígio de remorso viesse toldar as suas impassíveis máscaras de couro. (…)
À medida que os anos passam, algo de novo começa a surgir. O trabalho com formigas é dispendioso e delapida, pelo menos segundo critérios humanos, quantidades incríveis de energia. No entanto, é um trabalho magnificamente eficaz, superando todos os obstáculos. Prova disso é a dificuldade que os homens sentem em desembaraçar-se das formigas que se dispõem a aborrecê-los. A máquina-formigueiro é imparável, a menos que seja integralmente destruída. Eliminar-lhe uma parte não serve de nada, e niss difere de todas as máquinas humanas: destrua-se metade de um computador e experimente-se o mesmo com um formigueiro! A máquina continua a funcionar, reparando os seus danos. (…)
Arquitectos idiotas
No solo dos bosques é frequente depararmos com umas construções de gravetos de forma abobadada, que servem de domicílio e fábrica às formigas vermelhas. Essas construções podem atingir uma dimensão considerável, superior a um metro cúbico, e uma idade próxima de um século. Podem abrigar mais de um milhão de obreiras atarefadas…
A inteligência humana tem tendência para projectar o edifício do futuro, ou, no mínimo, para definir uma divisão de tarefas com um pouco de lógica… Esse não é o caso das formigas. Qualquer obreira faz qualquer tarefa.
Todavia, estas tocas respeitam uma arquitectura imutável – pelo menos no caso das formigas vermelhas. Começam por trabalhar o núcleo central, um tronco semi-apodrecido que elas escavam, criando galerias que penetram profundamente na terra. Sobre o tronco e em seu redor, dispõem gravetos entrelaçados, tão compridos e pesados que quase duvidamos terem sido formigas que lá os puseram (para já não falar no seu transporte!).
Depois vão juntando gravetos cada vez mais pequenos até à superfície. Esta é coberta com uma espécie de colmo, muito eficaz na conservação do calor e na protecção contra a chuva, desde que não seja muito violenta.
As formigas têm esta arquitectura em alto apreço. Prova disso é o que acontece quando um engraçadinho destrói a toca, expondo o seu núcleo e de seguida, tomado de remorsos, tenta recompor o ninho com um conjunto de gravetos e toda a arte de que é capaz. Esta imitação de toca, aceitável a olhos humanos, não vale nada para as formigas. A desprezível imitação é rapidamente abandonada e elas recomeçam a obra do zero, segundo as suas próprias normas.
Passei muitas horas ao pé de uma destas tocas, sem conseguir adivinhar a natureza das suas leis. Curiosamente, as boas soluções resultam por vezes das experiências mais simples e do material primário: gravetos, fragmentos de cascas, algumas tábuas, alguma pintura… Otto fez algumas experiências curiosas com esses ninhos: pintou a superfície do formigueiro com uma tinta indelével. Verificou ao fim de pouco tempo o desaparecimento da pintura… não porque as formigas não gostassem da cor, mas porque contingentes de obreiras modificavam incessantemente o ninho.
Eis outro exemplo: com alguns gravetos, escrevemos uma palavra no formigueiro. Bastaram dez minutos para que a mensagem desaparecesse: as formigas vigiam activamente a superfície do ninho! Se utilizarmos material do próprio formigueiro – tratando-se, portanto, de gravetos «bons», que interessam às formigas -, obtém-se igual resultado: em alguns minutos, o ninho retoma o seu aspecto inicial.
Otto registou outros dois factos interessantes: reencontrou os gravetos pintados nas profundezas do formigueiro. Pouco tempo depois observou o reaparecimento de alguns deles à superfície! Isto significa que o ninho é continuamente rearranjado pelas formigas, de cima a baixo. Porquê? Somos tentados a responder: «Porque elas não conseguem parar de o fazer…»
O horror ao vazio
Lancemos uma mão cheia de pequenos materiais, ou então façamos uma cavidade no ninho pressionando o tapete de gravetos alguns centímetros, mas evitando retirar quaisquer gravetos: se modificarmos a estrutura da superfície, semeamos o pânico! Em ambos os casos, a cavidade será preenchida e o montículo nivelado, mantendo-se a forma arredondada do ninho.
O processo poderá parecer-nos evidente, pois pensamos na imagem de um monte de areia sobre o qual se despeja um carrinho de mão; naturalmente, o monte tomará uma forma arredondada. Contudo, as formigas não lançam os gravetos de um local elevado. Estas curiosas criaturas conhecem, visivelmente, um único modelo arquitectónico.
Eis um traço geral do seu comportamento: sobre o ninho, têm horror ao vazio e não descansam enquanto não o preenchem. Se pudermos uma lata de conserva aberta sobre o ninho, as formigas enchê-la-ão até ao bordo. Atentemos num facto importante: pela primeira vez, deparamos com um acto manifestamente absurdo. Às formigas não faz qualquer diferença que a lata esteja cheia ou vazia. Este horror aos buracos pode tornar-se caricatural. Diverti-me a construir sobre o formigueiro uma série de recintos concêntricos em cartão, cada um dos quais tinha mais quinze centímetros que o anterior. No fim de oito dias, recinto após recinto, as formigas tinham preenchido todos os espaços livres e, sem se darem conta, haviam edificado uma torre de Babel em miniatura.
Outro problema reside na forma como os gravetos chegam ao ninho.
Se se colocarem sobre o ninho diversas tabuinhas cruzadas, as obreiras apressar-se-ão a dispor gravetos nos cruzamentos para os cobrirem. Todavia, alguns ângulos permanecem estranhamente vazios.
Esta observação permite verificar que as formigas trazem os gravetos de direcções bem precisas. Existiram locais de construção mais vantajosos que outros? As formigas permanecem fiéis a uma trajectória mais ou menos definida que conduz sempre ao topo do ninho em forma de cúpula.
Ignoramos ainda a forma como as formigas reconhecem a direcção certa.
Sabemos apenas que elas reconhecem a direcção do formigueiro. Se agarrarmos numa formiga e a depositarmos num local qualquer, ela deambulará inicialmente em todos os sentidos, completamente perdida. A partir de certa altura, põe-se a caminho do formigueiro. As formigas conhecem a paisagem vizinha do formigueiro nos seus detalhes mínimos, num raio de cem metros; guiam-se pela visão, embora sejam muito míopes. Efectivamente, se cegarmos uma formiga, a infeliz perde-se imediatamente.
As formigas utilizam também o olfacto: provou-se que nos grandes carreiros de formigas – as suas auto-estradas, por assim dizer – existe um odor que elas podem reconhecer; graças a ele, cada formiga sabe que está na pista certa. Infelizmente para a nossa formiga cega, o olfacto não lhe diz qual a direcção do ninho.
Todavia, no interior do perímetro conhecido nenhuma formiga em boas condições físicas se perde. Para o homem, um tal raio de acção corresponderia a um mínimo de 100 quilómetros… As formigas sabem, na verdade, para onde vão. Aqui começa uma verdadeira história de doidos, a primeira amostra das raízes do comportamento das formigas.
Julgavam porventura que uma formiga agarrava sabiamente um pedaço de madeira e se sacrificava para o transportar até ao seu destino?
Nada disso… Uma obreira passa, encontra um pedaço de madeira, agarra nele e transporta-o na direcção do ninho ao longo de um metro. Em seguida larga-o e afasta-se, indo fazer outra coisa qualquer. Fez a parte que lhe competia. A formiga comporta-se de forma perfeitamente absurda, excepto quando se trata de transportar gravetos para o formigueiro. Que acontece ao seu fardo?
É preciso saber que as formigas utilizam verdadeiras pistas balizadas, em cada uma das quais circulam diariamente várias centenas de milhar de formigas obreiras. Existe, portanto, um grande número de possibilidades de que uma outra formiga, com uma actividade tão absurda como a da primeira, retome o graveto abandonado fazendo-o progredir um metro na direcção do formigueiro… Seguida de outra, e de outra ainda…
(5 grandes fotos de formigas)
O Acaso, esse grande mestre
Uma formiga recolhe um determinado graveto por acaso. O facto de este graveto chegar ao seu destino é ainda produto do acaso e da probabilidade.
O problema é o seguinte: suponhamos uma multidão inumerável de pequenos robots idiotas. Qual o programa mínimo que será necessário nos seus circuitos electrónicos para que sejam capazes de construir um ninho?
Auxiliado por um sobrinho informático, realizei uma simulação em computador, introduzindo-lhe uma grande quantidade de dados. De início, supusemos que as nossas formigas eram verdadeiramente geniais. Pedimos ao computador para nos traçar o esquema do ninho que seria obtido contabilizando todos estes dados. O resultado foi extremamente barroco, ou mesmo gótico; uma espécie de catedral com numerosos coruchéus.
Depois de todo o tipo de simplificações, com vista a aproximarmo-nos do modelo, mantivemos apenas três dados elementares. Primeiro, uma tendência direccional: é necessário que as formigas saibam mais ou menos onde se encontra o ninho em construção. É também preciso ter em conta um tempo limite de transporte: supomos que as formigas carregam um graveto durante um certo tempo, mais ou menos aleatório, e que só retomam ao fim de outro intervalo de tempo. Através deste dado, as formigas podem fazer o que bem entenderem nesse intervalo… e isso não acontece na realidade.
Finalmente, é necessário que as nossas formigas-robots integrem uma lei de equilíbrio dos gravetos – isto é, regulem a diferença de nível entre quaisquer porções adjacentes do ninho por uma pequena altura.
Mediante estas três leis, de uma simplicidade infantil, o computador desenhou um ninho perfeito. Noto que não tínhamos introduzido no programa qualquer interacção entre as formigas. Nenhuma comunicação é necessária à construção destes ninhos: cada uma delas ignora o que as outras fazem e até mesmo o que elas próprias estão a fazer.
Esta experiência, embora grosseira, tem um mérito: prova que mecanismos muito simples podem modelar o acaso e dar-lhe uma direcção.
O túnel que ninguém escavou
No meu jardim há um montículo de areia de Fontainebleu, dessa areia siliciosa muito pura que quando seca escorre como água.
Verifiquei que as formigas haviam escavado um túnel sob o montículo. Ora, tal parecia impossível: qualquer que seja a cavidade ou o buraco escavado na areia de Fountainbleu, desfaz-se imediatamente. A única solução razoável é forrar a galeria à semelhança dos mineiros, que escoram os túneis com o auxílio de vigas.
O mais espantoso foi que as formigas escoraram efectivamente a galeria, embora não o tenham feito de propósito. Elas queriam atravessar o montículo, mas tentando passar por cima… só que acabaram por passar por baixo. Tudo isto graças a um programa muito simples que poderia ser traduzido deste modo: «Se está molhado, se escorrega, se cola: trazer mais gravetos. Fim de programa.» As nossas formigas não precisam de saber mais nada.
Eis o cenário: uma coluna de formigas chega ao pé do montículo e tenta trepar por ele acima. A areia cede; então trazem-se materiais… cada vez em maior quantidade. Afinal, o objectivo foi atingido pelo topo, através de um carreiro atapetado de gravetos. Porém, a areia está muito seca: perto de quinhentas mil formigas utilizam diariamente o carreiro e estragam-no seriamente. O carreiro afunda-se na areia e são precisos mais gravetos. Por fim, a pista está profundamente enterrada, restando, no entanto, bastantes interstícios entre os gravetos para que as obreiras possam passar através desta rede… A galeria está escorada, mas isso não foi feito intencionalmente.
Esta fascinante capacidade de adaptação às situações mais inesperadas, graças ao mais simples dos programas, é evidenciada mais claramente numa outra experiência.
Espeta-se num carreiro de formigas um tubo vertical, no qual se coloca um ramo fino com doze centímetros, de forma que apenas dois centímetros ficam expostos. As formigas não se atrapalham, pondo em marcha um programa imutável: «Graveto de madeira que mexe: puxar e transportar. Fim de programa.» As obreiras têm apenas que aplicar servilmente estas instruções.
O problema reside na remoção do ramo do tubo, no qual a formiga só pode utilizar uma técnica: agarrar a extremidade do pauzinho com as mandíbulas, erguer-se nas patas anteriores, conseguindo assim levantar o ramo alguns milímetros. Chega então a ordem de «fim de programa»: a formiga abre as mandíbulas e o ramo cai. Logo em seguida, o programa recomeça: «Graveto… agarrar… fim de programa.» Ela recomeça dez vezes, cem vezes, a situação é desesperante. Sê-lo-ia pelo menos se não tivéssemos considerado uma situação completamente absurda, ou seja, que uma formiga possa estar sozinha!
Efectivamente, existem todas as hipóteses de que uma outra formiga intervenha enquanto a primeira ainda está a debater-se em vão. A nova formiga aplicará o mesmo programa com um certo atraso. É mesmo possível que ela agarre no ramo antes que outra o solte… que uma outra se lhes junte, seguida por outra, e ainda outra… O ramo de dez centímetros é extraído ao fim de meia hora. E este resultado nunca falha!
Não se trata verdadeiramente de um trabalho de equipa: nenhuma das formigas tem necessidade de estar «consciente» da presença das outras, pois cada uma delas limita-se a debitar o mais simples e geral dos programas.



































12 comentários
Dizer controverso é pouco, um cientista que se preze é céptico suficiente para não ter essas posições erradas, mas prontos aparece sempre alguns excêntricos que percebem muito de uma dada área mas só debitam disparates noutra.
Nota que o artigo está bem escrito e foi uma leitura interessante; e o homem parece perceber mesmo de formigas e no fundo deu um bom contributo para a ciência.
Eu é que estou um pouco farto de pessoas que põe em causa factos como a evolução ou acreditam em ovnis ou parapsicologia.
Continua com os bons posts.
Geralmente é assim, quem vai contra a ortodoxia da altura em que vive é posto de parte, aconteceu com Copernico, Galileu, Tesla, etc.
Já agora para se ser cientista é preciso o quê? que o hoe descende do macaco?
claro que descendemos, está em 5% ADN, o problema está nos outros 95%, que ninguem sabe o que está ali a fazer.
É completamente difrente esta situação com a de galileiu.
Galileiu foi preceguido por ter descoberto factos que não agradaram ao dogma existente na igreja (nota factos).
Este senhor não quer rejeitar na evolução (apesar de actualmente já ser mais do que dada como um facto, apenas se discute detalhes na forma e como é feita a selecção, o facto de as espécies evoluírem é tão certo como a gravidade existir), por acreditar noutra coisa que ele não ter qualquer prova e apenas o faz por fé (ou seja é mais parecido com que perseguiu galileu do que com ele).
Isto não o impede de ser competente a analisar insectos, existe muitos cientistas a acreditar em coisas muitos estranhas, normalmente em outras áreas do conhecimentos que não a sua, mas ás vezes mesmo na sua. O cérebro humano tem um capacidade enorme de compartimentação o que sabe, o que leva muitas vezes a dissonâncias.
Eu não sou biólogo nem sou especialista na área apenas gosto de seguir blogs de ciência e estar informado, logo posso estar a dizer asneiras. Mas se falas do DNA que se pensa ser lixo é bem menor do que 95%
Seja como for não precisas de meter deus/ovnis/kk coisa sobrenatural, para explicares o que ainda não sabes, se não ainda estavamos na idade média como o galileu.
Penso que isto explica melhor
Outra coisa é que a ciência funciona por consensos de pessoas que estudam e publicam sobre um determinado assunto, logo dai a sua autoridade pois é difícil chegar a um consenso. Mesmo as hipóteses actuais são constantemente testadas, pois é assim que funciona o método cientifico, logo apesar de ser muito romântico e tipo filmes acreditar no cientista sozinho que está contra todos, essas pessoas está praticamente erradas 99.999% das vezes. E se não estão basta o mostrem com dados e experiências para passarem a ser aceites, pois é assim que funciona a comunidade cientifica (ao contrario da igreja e afins).
Desculpem a parede de texto e a forma como está escrito, pois escrever nunca foi o meu forte, bem gostaria de poder organizar as ideias e escrever bem como o marcos.
fantástico
Fantástica leitura.
Obrigado.
Olá,
Eu prefiro os livros de Bernard Werber sobre as formigas. Este autor que, antes de tudo é um jornalista de vulgarização científica , embora não seja um cientista formado pela Sorbonne, levanta perguntas pertinentes. O que o levou a trabalhar em várias revistas científicas.
O que é interessante na obra de Bernard Werber é o questionamento que levanta quanto à relatividade da nossa existência. Somos / ou estamos
?/ aptos a pensar o mundo ? Em função de nós ? Em função das outras espécies ? Ou em função duma globalidade que não podemos atingir, a começar pela nossa própria espécie que se vê aflita para traduzir um conceito duma língua para a outra…
Há que notar que Rémy Chauvin fala de formigas como se estas fossem uma espécie sem váriedades.
R. Chauvin é um autor cujo pensamento está próximo do creacionismo.
Têm as formigas pretas o mesmo comportamento que as formigas vermelhas ? E o que pensar das termitas ? Quem é o antepassado de quem ? Quem melhor se adaptou ? As formigas do campo tem as mesmas dimensões, velocidade… que as formigas que passeiam nos torres de 15 andares ?
O formigueiro é uma sociedade elaborada com os seus operários, soldados e a raínha que dará vida a centenas de raínhas. Só uma ou duas conseguirão criar um outro formigueiro. Creio que todos observamos o tentar voar das novas rainhas com os pardais que as vêm comer.
Uma ou duas escapam e um formigueiro novo será criado. Novo formigueiro que conterá toda a memória do antigo formigueiro.
Queda sabe se esta memória é instintiva ou genética.
Nuno
Nuno, não conheço Bernard Werber. Registo o nome e futuras leituras!
Quanto ao suposto criacionismo de Chauvin, não me parece. Ele escreveu sobre o assunto: ser anti-darwinista não faria dele um defensor das teorias dos criacionistas?
A resposta que deu foi mais ou menos assim:
Lamento marcos mas essa terceira alternativa não existe, ou seja, não existe sequer nenhuma teoria credível (nem sequer pouco credível) concorrente à evolução.
Acho muito estranha essa tua posição tendo em conta as tuas posições na astronomia bem informadas, é que na biologia negar (digo negar, pois isto não é uma questão de fé) a evolução é equivalente a acreditar em ovins (não é grande analogia mas prontos).
Dado seres inteligente suponho que isso se deve a uma falta de informação, quase toda a gente que desconfia da evolução e acha que é uma teoria polémica (não é acredita é super consensual), é devido a não estar informado.
Eu de repente não conheço nenhum recurso para te indicar, mas posso procurar se quiseres, mas com certeza tens leitores como o PortoMaravilha, mais informados que eu, que te indiquem um bom local para leres.
Flávio,
eu não estava a dar a minha opinião, estava a clarificar a posição do Rémy Chauvin perante o Nuno. A minha opinião é clara como água: aceito a teoria da evolução e acho que aos criacionistas faltam neurónios na cabeça.
Eu não coloquei este capítulo por causa das posições do Chauvin em relação ao Darwinismo, mas porque me parece conter observações interessantes sobre o comportamento das formigas.
Edit: coloquei a citação em quote para ficar mais claro.
Ups, então falhei completamente, percebi mesmo mal
Seja como for o texto das formigas foi interessante, ignorando tudo que está a volta do homem, e as imagens estão excelentes (acho que ainda não tinha dito isso).
Já agora não deu para responder ao teu comentário, tens limite de comentários por encadeamento?
Flávio, eu é que devia ter colocado a citação numa blockquote mas esqueci-me.
Tenho um limite de 4, mas se calhar devia ter mais. É só uma questão de tentar com que graficamente não fique horrível…
Olá !
O problema não é de terceira ou quarta via.
A problemática é confronto teórico entre videntes ou criacionistas e, por outro lado, cientistas.
Perante a pesquisa, os criacionistas buscam terceiras vias, apoiando-se ou infiltrando-se nas interrogações que são específicas à ciência.
Isto, para amalgarem ciência com ideologia.
Nuno