Nuno, penso que este cartoon se refere ao corte da Internet no Egipto e ao receio de que o Twitter pudesse ter um papel semelhante ao que teve na Revolução “Verde” no Irão.
Não invalida o que escrevi quanto ao papel da cadeia televisiva Al Jazira, nem quanto ao resto da sua actuação.
Já quanto a isto ninguém fala.
E o que é certo que os mulçumanos laicos serão os primeiros a serem queimados pela Inquisição islámica, caso a democracia não siga em frente.
Marco, não creio que o equacionamento seja o mesmo , mas posso me enganar, no mundo geo politico entre o Egipto, Tunísia – Europa, usa e, por outro lado, o Irão.
Por razões de proximidade e culturais.
Repara numa coisa : Amanhã, sábado dia 6, está prevista uma grande manif em Alger.
O apelo dos organizadores passou nas rádios fr .
O Twitter conta com as suas frases minimais ?
Já o corte da Internet é outra coisa e alcança uma outra dimensão.
Penso que quem vive revoluções ( tenho um colega de filosofia Francês nascido em Tunis que vive o que se passa na Tunísia ) precisa de informação. Rádio, jornais, blogs… Precisa de troca de impressões elaboradas.
Algo que não permite o Twitter.
Da mesma maneira que os ianques ( estou a pensar no governo e não no povo, que seja claro ) impuseram à França a sua quota de filmes usa no após guerra, para que a França optasse pelo modo de vida americano, da mesma maneira, consciente ou inconscientemente, o cartoon reduz a comunicação e a liberdade à frase mininal ( 140 caracteres ).
Curiosamente o Nuno PM vem lançar aqui uma reposição de uma certa verdade. Para nós é muito bonitinho e glamoroso esta hiperbolização do efeito twitter na revolução egípcia. No entanto o povo e a sociedade egípcia é ainda rudimentar quanto ao uso de meios de comunicação. É ainda as rádios e televisões que chegam a qualquer um na população. Os twitters, facebooks mesmo apesar da popularidade dos cibercafés naquelas zonas são ainda somente usada por poucos. A net serviu para passar e alastrar a mensagem para fora mas não verdadeiramente para despoletar e difundir a coisa internamente.
A Al-jazeera tem sido desde o ínicio brutalmente perseguida durante esta insurreição. Preenderam os seus jornalistas, bloquearam as suas emissões. Porque foi através dela que os egípcios viram o que acontecia nas ruas, foi ela que à margem do controle estatal fomentou a semente da revolta. Todo o folclore dos twitters é muito mais para o ocidente ver e andar a sonhar que tem agora uma arma para começar uma revolução em qualquer dos mais analfabetos e tecnológicamente subdesenvolvidos dos países. Porque haveriam eles de precisar de Twitters quando há o muito mais acessível e popular SMS?
4 comentários
Olá ,
Posso estar enganado.
Pelo que sei por amigos do mundo Árabe e Magrebino, a cadeia televisiva Al-Jazira teve um papel primordial.
Foi ela que mudando, a cada instante de frequência, combatendo a censura, conseguiu transmitir imagens.
Além disso, vejo mal como o twitter pode ter tido influência importante num país onde o analfabetismo e o iletrismo são reis.
Basta yá que el ianque mande !
Título duma bela canção dos anos 80 que se pode conjugar com o jazz e os Pink Floyd. Quanto a Zappa… ?
Nuno
Nuno, penso que este cartoon se refere ao corte da Internet no Egipto e ao receio de que o Twitter pudesse ter um papel semelhante ao que teve na Revolução “Verde” no Irão.
Não invalida o que escrevi quanto ao papel da cadeia televisiva Al Jazira, nem quanto ao resto da sua actuação.
Já quanto a isto ninguém fala.
E o que é certo que os mulçumanos laicos serão os primeiros a serem queimados pela Inquisição islámica, caso a democracia não siga em frente.
Marco, não creio que o equacionamento seja o mesmo , mas posso me enganar, no mundo geo politico entre o Egipto, Tunísia – Europa, usa e, por outro lado, o Irão.
Por razões de proximidade e culturais.
Repara numa coisa : Amanhã, sábado dia 6, está prevista uma grande manif em Alger.
O apelo dos organizadores passou nas rádios fr .
O Twitter conta com as suas frases minimais ?
Já o corte da Internet é outra coisa e alcança uma outra dimensão.
Penso que quem vive revoluções ( tenho um colega de filosofia Francês nascido em Tunis que vive o que se passa na Tunísia ) precisa de informação. Rádio, jornais, blogs… Precisa de troca de impressões elaboradas.
Algo que não permite o Twitter.
Da mesma maneira que os ianques ( estou a pensar no governo e não no povo, que seja claro ) impuseram à França a sua quota de filmes usa no após guerra, para que a França optasse pelo modo de vida americano, da mesma maneira, consciente ou inconscientemente, o cartoon reduz a comunicação e a liberdade à frase mininal ( 140 caracteres ).
Porquê ?
Nuno
Curiosamente o Nuno PM vem lançar aqui uma reposição de uma certa verdade. Para nós é muito bonitinho e glamoroso esta hiperbolização do efeito twitter na revolução egípcia. No entanto o povo e a sociedade egípcia é ainda rudimentar quanto ao uso de meios de comunicação. É ainda as rádios e televisões que chegam a qualquer um na população. Os twitters, facebooks mesmo apesar da popularidade dos cibercafés naquelas zonas são ainda somente usada por poucos. A net serviu para passar e alastrar a mensagem para fora mas não verdadeiramente para despoletar e difundir a coisa internamente.
A Al-jazeera tem sido desde o ínicio brutalmente perseguida durante esta insurreição. Preenderam os seus jornalistas, bloquearam as suas emissões. Porque foi através dela que os egípcios viram o que acontecia nas ruas, foi ela que à margem do controle estatal fomentou a semente da revolta. Todo o folclore dos twitters é muito mais para o ocidente ver e andar a sonhar que tem agora uma arma para começar uma revolução em qualquer dos mais analfabetos e tecnológicamente subdesenvolvidos dos países. Porque haveriam eles de precisar de Twitters quando há o muito mais acessível e popular SMS?