Fãs dos Pink Floyd, querem ficar com as veias inchadas de tanta indignação? Pois vieram ao sítio certo!
Imaginem os vossos temas preferidos de uma das maiores bandas de todos os tempos dissolvidos num suave cocktail de notas de piano, sopros de saxofone ou trompete, acordes de guitarra e de sintetizadores tão frescos como chocolate de hortelã-pimenta, daquele que se vende em pacotinhos viciantes, acho que se chama AfterEight, mais uma voz feminina muito almofadada para dar ainda mais sabor e sensualidade, e uma bateria de bar jazzístico em fim de noite.
Difícil de imaginar, não é? Temas como Wish You Here, Brain Damage, Mother, Shine On You Crazy Diamond, Confortably Numb, Time ou Another Brick in the Wall (Part 2) são transformados em terapias musicais para as ressacas de fim de noite. Nunca pensei vir a sentir que as notas de Brain Damage, por exemplo, estavam a fazer-me festinhas – deve ser por isso que este género de música se chama chillout. Acalma, relaxa e, ao contrário de outras manifestações artísticas, incluindo as dos próprios Floyd, tem como objectivo supremo adormecer-te.
O génio criativo de Waters, Gilmour e Wright – engomado e perfumado até à exaustão – é-nos servido numa sessão de massagens musicais (não-tailandesas) que nos leva assim inexoravelmente ao sono. São duas e tal da manhã neste momento, parece-me um post apropriado.
Os responsáveis são uma banda de estúdio chamada Lazy. São indiscutivelmente bons músicos, sabem muito bem o que estão a fazer e a vocalista, Analiah, tem uma voz agradável. A receita deve estar a funcionar, porque para além de mimetizarem os Floyd também resolveram fazer o mesmo com os U2.
Neste caso, a sensação é igualmente estranha. Ouvir With Or Without You ou Sunday Bloody Sunday em versão chillout é como ver o The Edge a tocar acordes metafísicos de guitarra com um gorro a dizer Hello Kitty enquanto o Bono canta uma canção do Noddy em dueto com a Myra Cyrus, em suma, os problemas do mundo não existem e quem considerar o contrário é louco varrido.
Pronto, está bem, estou a exagerar um bocadinho, para efeitos blogosféricos. Tanto o disco dos Floyd como o dos U2 estão muito, muito bem feitos, um trabalho de verdadeiros pros. Se o chillout é a tua cena, passa para o próximo parágrafo.
Pois, cá estás tu. Serve então este bloquinho de texto para vos apresentar as devidas provas documentais do que tenho estado para aqui a escrever: o chillout dos Floyd, clica aqui, e o chillout dos U2, clica aqui, valente. Boas audições. Cá estarei à espera de ler as vossas impressões sobre os documentos que vos coloquei à disposição. Não se acanhem e opinem sobre o que escutaram. Até logo e bom fim-de-semana!






























22 comentários
não é mau…
mas é um bocado insosso.
I’m glad you’re back.
IUPI!! É desta que o meu pai vai mudar de CD no carro!! Obrigada Marco, pelas sugestões e por teres voltado.
Estes CDs andam por aí ha uns tempos, ha stones&bossa, 80′s and jazz, enfim.. tudo versão elevador politicamente correcto. É como as flautas dos andes há uns anos. Vende-se como paezinhos porque é enjoativamente fácil ouvir isto.
Não é mau, mas gosto mais das versões originais. De qualquer forma agradeço a partilha.
Assassinos!
Eu gosto muito de chillout. Quando estou a programar (computadores) gosto de ouvir pois não interfere muito no trabalho, normalmente é muito bem executada, passa por alguns momentos bem agradáveis e realmente relaxa. Mas, ainda não ouvi, não consigo imaginar o Pink Floyd “chilloutado”.
Para quem gosta do estilo, a 1.FM tem um stream, via Shoutcast, interessante, entre outros. Para quem gostar mesmo, pode até rippar as músicas, todas separadinhas com nome e tudo, para os respectivos ficheiros MP3, com o fantástico streamripper (
achoque já há versão para os aficionados em Windows).Eu gosto muito de chillout, tal como o Edgard, especialmente quando a programar. Gosto muito também dos álbuns Jazz & 80′s e Jazz & 90′s supracitados aqui nos comentários. Mas estes dois álbuns dos Lazy, são… demasiado calmos. Em vez de me relaxar, tal como fazem as restantes que já aqui referi, tem o efeito contrário: irrita-me por ser tão calma e tão va-ga-ro-sa.
Mas obrigado pela partilha!
Abraço
Não são más não,mas tanta calmaria põe-me todo stressado,e principalmente Comfortable Numb em que a voz melada da cantora quase que beija o micro….
Prefiro,à distância duma galáxia, os originais,e para mim Comfortably Numb é mais que suficiente para me “despir” de qualquer stress.
Em relação aos U2,aí já não foi valente….definitivamente não é para mim…quiçá um dia.
Claro que os originais são insubstituíveis, mas gostei muito. Obrigado pela partilha.
Gostei. É fácil como dizem e não estragam nada e, não seria essa a intenção, comparar com o original. São abordagens em forma de homenagem e aí estão muito bem.
Obrigado pela partilha.
É pá, estava à procura disto desde que ouvi o álbum num bar muito agradável, a meia luz, no Funchal. Obrigado, Marco.
é bom ver-te de volta Marco… é mesmo bom ver-te de volta
Marco,
Desculpa-me a pergunta, que provavelmente já foi colocada e respondida antes. Como é que colocas estas coisas aqui, que todos nós agradecemos, sem violar o copyrigth?
Um abraço,
R.
Hum, Ricardo, acho que violo o copyright… Mas é só muito de vez em quando.
Bom! Optimo ter-te de volta Marco! Ja estava com saudades de ler os teus bitaites!
Quanto à musica, tal como outros leitores costumo ouvir Chill enquanto programo, e gostei muito destas versões!
Para quem gosta do genero, aconselho a dar uma vista de olhos pelas compilações do Hotel Costes!
Cumps
Esclarecido. Obrigado Marco.
Ahm de início havia gostado mais do som em si do que o timbre da voz da moça. Depois me acostumei com a voz dela, achei muito legais as versões, maaaas, se for para escolher entre essas versões e o original com certeza iria clicar para ouvir o original
Ahh, I really need your help!!!
Eu gostaria de criar uma radio para meu blog, mas não será como a sua (lógico que a sua que gerou inpiração), Mas gostaria de criar só um post semanal com umas 5 a 10 musicas e que pudesse comentar entre elas (falando). Com o programa que você usa é possível? E para postar no blog usa algum plugin específico?
Bem, agora fica a seu critério se quer divulgar suas fontes secretas hehehe.
Já ouvi, cortesia do teu link é claro (só a dos Pink Floyd) e… não convence muito. Nota-se que os Lazy investiram esforços numas mais que noutras. As 3 primeiras faixas estão OK mas são as faixas “Another Brick In The Wall 2″ (belos arranjos) e “Pigs on The Wing” que mais adorei… mas o resto não se demarca da languidez. A “Money” e a “Confortably Numb” (será que ela estava a cantar para um microfone ou teria outra coisa na mão e depois na fase da batida já noutro sitio?) ficaram mesmo horríveis (detestei).
A vocalista também fez chapa 5 na maneira de cantar igual nas canções quase todas e é por aí que perde bastante o álbum porque os arranjos electrónicos em regime jazzy-bossa-nova até que tem bastantes bons momentos mas com a voz sempre igual deita a perder e desequilibra.
É um álbum que faz o efeito de papel de parede anónimo a maior parte do tempo… mas não deixa de suscitar curiosidade realmente.
Este álbum fez-me recordar um dedicado aos Xutos (o “Bossa Nossa” dos Bossa Nossa) que também arranjei com um “voucher de net” parecido com o teu… e o efeito é idêntico e até mais para pior.
Laize, eu faço isso em Windows – uso o Wavelab para as misturas. Em Linux infelizmente não conheço nenhum programa tão bom.
O plugin é o WPAudio.
Pronto, segredos revelados!
Ahh, muito obrigada
Vou verificar se encontro algum programa para o linux, senão vou tentar aguentar algumas horas na frente de uma máquina não muito amigável com o Windows.
O plugin me parece familiar, mas nunca cheguei a usar.
Obrigada novamente!!
Os U2 ficam muito melhor assim. Talvez por acaso a verdadeira essência dos U2 tenha sido revelada.