Arquivos mensais: Dezembro 2011

→ 27/12/2011 @23:16

Post número 3532

Cartoon: Christo Komarnitski, Bulgária

→ 26/12/2011 @14:31

Cavaco a olhar pras cenas

E pensava eu que o falecido Kim Jong-il era o único político com um gosto especial em olhar para as coisas, como nos mostrou este blogue.

Afinal, o nosso querido líder em Belém possui pelo menos uma característica em comum com o divino déspota dos saltos altos: Cavaco também gosta de olhar pras cenas e um blogue foi criado com o único propósito de mostrar a nossa liderança política em ação.

O ano 2012 vai ser duro e difícil para quase todos, mas enquanto o nosso presidente andar por aí a olhar pras cenas tudo estará bem.

→ 26/12/2011 @4:39

Rádio Bitaites /6

O meu filhote começou a abanar a carola ao som de heavy metal e a mostrar-me, muito entusiasmado, bandas de que eu nunca ouvira falar.

Lembrei-me então que podia entrar na onda dele e apresentar-lhe também algumas bandas, de modo a abanarmos a carola juntos.

Só tinha um problema: nunca fui grande fã de heavy metal e não sabia muito bem se iria descobrir uma banda de que gostasse.

Vasculhei então o grande armazém de perdidos & achados do Google e acabei por sacar dezenas de grupos e selecionar algumas faixas para ouvirmos juntos. Ele não conhecia nenhuma das bandas que lhe mostrei, o que foi bom, gostou de quase todas, o que foi excelente, e acabámos por passar horas a estremecer os sinos natalícios com umas guitarradas muito rasgadinhas.

Lembrei-me depois que há muito tempo não fazia uma dessas emissões de rádio já tradicionais no Bitaites e resolvi partilhar algumas das bandas que descobri.

A maioria encaixa num estilo que se convencionou chamar progressive metal ou symphonic metal. Misturam folk, rock sinfónico e ópera-rock no metal – sem o enferrujar em demasia. Têm em comum uma certa pomposidade nos arranjos que pode soar pretensiosa a alguns mas que a mim agradam, pois lembram-me sons da adolescência. Estes metaleiros são barulhentos, cheios de energia, e muito líricos.

Como eu já não tenho idade para abanar a carola durante muito tempo, incluí algumas partes mais calmas. Aproveitei esses intervalos das guitarradas para me empanturrar em doces e no dia seguinte fiquei a ressacar mousse de chocolate.

Sem mais delongas, e já com o estômago recomposto, eis uma rádio barulhenta, cheia de ponta e circunstância.

Rádio Bitaites (Vol.6) – Não sei se já vos disse: este ficheiro irá auto-destruir-se.

→ 25/12/2011 @12:29

As melhores 10 fotos que eu vi em 2011

 

***, de Igor Gromov

 

 

Stream of time, de Susumu Yagi

 

Follow The Big Boat, de Fauzan Maududdin

 

Communication__, de Vincent Chung

 

Star, de Martineb Martineb

 

Real People #3, de Rui Palha

 

Rainy day, de Rui Palha

 

The Winner, de M Faiz Nur Abidin

→ 24/12/2011 @16:33

Sem o Citador não sei o que seria deste post XXVI

O homem sensato adapta-se ao mundo. O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato.

- George Bernard Shaw

→ 23/12/2011 @15:16

Está na hora dos Jethro Tull

Tenho um ritual em cada passagem de ano – ponho-me a ouvir os meus discos preferidos dos Jethro Tull.

Tanto tempo passado da década de 1970 ainda é algo que me agrada fazer, mas o fascínio que tenho por álbuns como «A Passion Play», «Thick as a Brick» e «Aqualung» é, mais do que tudo, emocional.

Para mim estes discos funcionam como faróis de referenciação da minha própria vida. Avalio-a por comparação com os melhores anos que até hoje vivi, os primeiros da adolescência, aqueles precisamente em que descobri os Jethro Tull por meio dos meus amigos Rui e Bebita, dois irmãos de cabelos até ao fundo das costas, calças à boca de sino e sandálias de pneu de automóvel.

Verifico o quanto as circunstâncias me vão distanciando daquilo que eu era nessa altura, e a verdade é que, regra geral, me sinto muito, muito longe daquele rapaz meio gordinho que começava a consumir rock febrilmente, depois do muito jazz que o pai lhe apresentara até então.

Além deste hábito anual, ouço Jethro Tull quando estou feliz (passei longas horas com eles quando nasceram os meus três filhos) e quando estou na fossa. A maior parte das vezes é, infelizmente, este último o estado de espírito que me leva a recapitular temas de que conheço o mais ínfimo pormenor, mas que me continuam a intrigar.

Cá em casa já sabem que pode ser mau sinal quando coloco «Locomotiv Breath» ou «My God» no leitor de CDs. Quando tal acontece piram-se todos, pois o meu humor fica, digamos, pouco sociável. Fecho-me em copas e mergulho no negrume.

A coisa acaba por ter um efeito regenerador: daí a umas horas saio com outra disposição das exorcizações que faço com a flauta do Ian e a guitarra do Martin Barre. Fico com outra força para enfrentar as adversidades, até cair novamente e necessitar de mais uma dose de Jethro Tull.

Os próximos dias vão ser de banhos tullianos, pois são demasiados os demónios que me invadiram a alma durante o ano de 2011. Aconselho-vos a terapia – podem começá-la pelos dois clips que aqui deixo…

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Esta é a minha maneira de vos desejar boas festas.

→ 20/12/2011 @17:13

Se até lá não nos virmos, feliz Natal

What Santa Does the Rest of the Year, 2006 (Foto: Martin Velasquez)