Arquivos anuais: 2010

→ 08/11/2010 @18:17

Malta do Linux, preciso de ajuda

Preciso de direcções, na verdade. Vou explicar-me da forma mais concisa possível: as rádios faço-as em Wavelab. Depois de satisfeito com o resultado final da mistura, ponho marcadores em cada uma das faixas, guardo o projecto num único ficheiro wave e respectiva cue-sheet. Quando abro essa cue-sheet via Foobar, fico com as faixas todas descriminadas e certinhas, como num CD-áudio normal.

O que depois faço em Windows é usar o programa Deamon-Tools para montar essa cue-sheet como uma drive virtual, ficando assim com um CD-áudio da emissão completa. Finalmente, corro o Exact Audio Copy (EAC), aponto-o para a tal drive virtual, edito as tags, nomes das faixas, intérpretes, etc, e volto a exportar tudo em novo ficheiro wave e cue-sheet.

É essa cue-sheet (adaptada para o ficheiro MP3, claro) que é disponibilizada para descarregar aqui no Bitaites, juntamente com o MP3 convertido pelo Foobar a partir do ficheiro wave extraído pelo EAC. Parece mais complicado do que é, na verdade, e faz-se tudo em dez, quinze minutos.

Tudo isto eu consigo fazer em Linux – corro o Foobar e o Wavelab via Wine, uso o Rubyripper como excelente substituto do EAC.

O que não consigo é descobrir um substituto do Deamon-Tools que aceite montar essas cue-sheets geradas pelo Wavelab. O melhor que descobri até agora foi o CDEmu, capaz de montar automaticamente e criar uma drive virtual a partir de muitos ficheiros de imagem, mas que não consegue montar cue-sheets de CD-áudio.

E pronto, estou nesta fase. Só isto neste momento me obriga a usar ainda o Windows. Sei que posso instalar um Windows numa máquina virtual, mas não gosto nada dessa solução e preferia trabalhar nativamente no meu ambiente de trabalho.

Alguém sabe, leu, ouviu dizer, etc, de um programa ou processo capaz de montar cue-sheets como faz o Deamon Tools tão bem, alguém tem alguma sugestão? Já perdi muitas horas na Net à procura de resposta, sem sucesso. Muito obrigado!

→ 08/11/2010 @16:05

Ordem Unida segundo os Monty Python

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→ 08/11/2010 @1:19

Obrigadinho por me lixarem memórias de infância

Os CincoBem, pensei eu, vamos lá ver se consigo escrever um post sobre este jogo do Benfica com o FC Porto sem dizer caralhadas.

A primeira medida foi abrir o OpenOffice e começar a escrevê-lo num corpo de letra enorme – tamanho 20, por exemplo. Se me desse para disparatar obscenidades, conseguiria emendá-las a tempo. O futebol cega-nos, não é?

Estas medidas podem parecer caricatas, mas são absolutamente necessárias. Estar a ganhar 4-0 ao Lyon, depois levar três batatas nos últimos quinze minutos e chegar ao fim do jogo com a sensação de ter perdido, pronto, é chato, uma pessoa frustra-se, zanga-se, chama nomes aos jogadores, mas passa depressa.

Levar cinco batatas do FC Porto é que não pode ser, foda-se.

Pronto. Estão a ver? Já saiu caralhada outra vez. Agora foi um foda-se, vejam-me esta pouca-vergonha. O futebol ainda vai arruinar a reputação deste blogue. Acho que vou aumentar para um corpo de letra maior. Ctrl + A, deixa ver, tamanho 24, sim, deve chegar. Pronto. Vamos lá ver se consigo escrever o post agora de uma forma que possa ser lido por pessoas de educação mais esmerada, as que dizem por exemplo ai coita-se, entalei uma unha.

Tenho cá as minhas suspeitas de que o sentido de votação na sondagem da página principal vai mudar. O Bibó Porto vai subir exponencialmente e os benfiquistas provavelmente terão de escolher a que diz Só me apetece gritar.

Já agora, aproveito para desmentir um mito estúpido difundido pelos adversários do meu clube: os benfiquistas continuam a ser bons pais de família e bons maridinhos mesmo quando perdem. Assim que o Porto marcou o terceiro, fui logo para a cozinha lavar a loiça. Precisava de ter nas mãos qualquer coisa que pudesse partir. Mas descontando estes devaneios mentais, a verdade é que a Susana até ficou contente, não deixei a loiça para lavar no outro dia, ficou intacta e a brilhar. Portanto, deixem-se de piadolas aos benfiquistas.

Chiça, este corpo de letra está mesmo grande. Parece que estou num labirinto de letras à procura de palavras. Hum… não sei se vai resultar. Estou a usar a fonte Garamond, e esta fonte assim tão grande e arredondada está a fazer lembrar-me os caracóis do David Luíz. Se eu metesse esta merda em itálico, já pareceria estar a ver o jovem David com os cabelos ao vento, como nos filmes românticos, sempre a correr em câmara lenta atrás do Hulk. Não, corpo 24 não serve.

Só se eu tornar este post invisível. Escolher um corpo de letra tão pequenino que nem eu nem vocês percebam patavina do que estou para aqui a escrever. Corpo cinco até dá, mas por motivos óbvios não me parece aconselhável escolher esse número.

A sério, eu quero escrever sobre o jogo, mas só posso lamentar o quanto o futebol me consegue dar cabo do juízo. Uma vez rebentei um candeeiro da sala a comemorar um golo da selecção nacional. O segundo do Jordão contra a França. Ninguém se importou, nem sequer a minha avó, que adorava o jogo da bola, pelo que depreendo que estas pancadas são mais ou menos generalizadas. Por falar em pancadas, o galo que se formou na minha cabeça também gritou «Golo».

Quando estamos a perder, vem ao de cima o pior de nós. Acreditem que num determinado momento em que o Carlos Martins se preparava para rematar um livre directo dei por mim a pensar «Carlos, deixa lá a baliza, vê mas é se acertas nos colhões do Hulk».

Estão a ver? Mais uma caralhada. Deixa-me aumentar para tamanho 28. Ctrl+A, selecciona, pronto. Vamos lá ver se agora consigo falar do jogo sem dizer palavras feias. Porque, não sei se estão a ver, perder com o Porto é que não.

A culpa é do sistema. Qualquer gajo com dois dedos de testa vê que é assim, foi o sistema, o sistema táctico que nos tramou. Não há um gajo qualquer que ponha no YouTube umas palestras do Villas-Boas, a ver se o sistema é denunciado de vez? Porque assim, meus caros, isto não pode continuar.

Eu agora fujo da televisão e de todo e qualquer meio de comunicação social que se atreva a perturbar a minha paz de espírito tão arduamente conquistada falando-me dos golos do Porto, da porcaria de exibição do Benfica, do golo de calcanhar do Falcao. A propósito, que raio de falcão é esse que nem leva o til em cima do “a”? Em vez de voar como um falcão, marca um golo de caocanhar. Já não vos bastava o toque de al-canhar do Madjer, cambada de usurpadores?

Bem, eu evito os noticiários mas os feeds não perdoam. Um diz que o Jesus acha que o Benfica perdeu por causa do Hulk. Esta não percebo. Qual Hulk, o verde ou o azul? Quando está em forma, o Hulk azul é mais mortífero que um panzer a atravessar a floresta das Ardenas, mas atribuir a um único jogador as razões da nossa derrota é tão contraproducente como responsabilizar um único jogador por uma vitória. O futebol é um jogo de equipa, ó Rod Stewart. O Barcelona tem o Messi e joga em equipa. O Real Madrid tem o Ronaldo e joga à Mourinho. Deixa-te de cantigas.

E é esse o problema. Não, não estou a falar do Rod Stewart, estou a falar da equipa. Eles têm muito mais equipa que nós este ano. São melhores. Já tinha ficado desconfiado no jogo da Supertaça, agora fiquei com a certeza absoluta. São melhores, estão a ver, para mal das minhas cinco azias, e se eu não acabo o post agora mesmo juro por todos os santinhos que vou mandar mais uma

→ 07/11/2010 @21:14

Caros adeptos do Portentoso

Benfica espalmado

Grandes sacanas, tomem lá um wallpaper como prenda pela exibição e vitória quase certa. O Benfica já está suficientemente espalmado na Liga Portuguesa ou ainda não se deram por satisfeitos?

Já sei, já sei. Eu, azia. Tu, campeão.

→ 06/11/2010 @0:19

Folheando o maravilhoso livro da Natureza

Noruega

Olá, apresento-vos a Noruega. A Noruega fotografada por um polaco viajante cheio de talento e engenho.

À paixão por viajar, juntou-se a paixão pela fotografia. Maciej Duczynski, nascido em 1975 em Katowice, uma cidade no sul da Polónia, é agora um fotógrafo profissional cuja especialidade, como se pode ver neste exemplo norueguês, é captar paisagens.

Duczynski passa a maior parte do tempo livre a viajar e fotografar a Europa. Segundo diz na sua página de perfil, prefere as desolações mais geladas da Escandinávia. O seu trabalho é exibido na Polónia, mas é já um nome conhecido internacionalmente: escreve artigos e publica fotos regularmente em revistas da especialidade na Alemanha, Grécia, Grã-Bretanha, Dinamarca, Ilha Formosa e no seu país de origem.

Escreveu Goethe que «a natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas» e Duczynski está determinado em demonstrar, com a sua câmara, a profundidade e sapiência desta observação (obrigado, Citador, por me permitires citar Goethe sem me engasgar).

Mais palavras para quê? O homem é um mestre. Tomem o link para a sua página pessoal.

→ 05/11/2010 @23:15

O sonho comanda o jogo

Sucker PunchSucker Punch

Ninguém é dono das palavras, mas depois de ver o trailer de Sucker Punch, visualmente espectacular, claro, the next big thing, dei por mim a pensar se ainda posso chamar «cinema» a filmes que me parecem jogos. E fico com a sensação de que estes filmes de porrada em câmara-lenta histérica ainda continuam todos a imitar o Matrix.

A personagem principal, transformada em guerreira de uma beleza escultural saída do imaginário de Boris Vallejo ou Luis Royo, tem cinco objectivos a completar – cinco itens que deve descobrir, só assim conquistará a «liberdade». Esta narrativa não vos soa muito familiar?

A mim lembra os tempos de adolescência em que nos juntávamos todos a jogar Sonic. Tal como as heroínas do filme, também o Sonic tinha «objectivos» e «obstáculos» a superar para os conseguir atingir. No caso do Sonic, vencer o vilão, um doutor qualquer coisa, já não me lembro o nome; neste filme, conquistar a «liberdade».

Pelas imagens do trailer, acredito que procurar a «liberdade» seja tão consistente como caçar gambozinos. Jogar Sonic deve continuar a ser mais divertido, porque pelo menos não sabemos se vamos conseguir bater o vilão no final; neste filme, aposto que acaba tudo bem. E se acabar mais ou menos, é uma estratégia de marketing que consiste em abrir a possibilidade de fazer uma sequela.

Coisas óbvias, nem deveria surpreender-me, porque entre Hollywood e a indústria de jogos existe há muito tempo uma relação do género «que bom é chuparmos as pilinhas uns dos outros», como diria o Tarantino. Uma indústria transforma um jogo em filme, a outra um filme em jogo, ambas esperando uma monumental esporradela de dólares.

Sim, acho estas merdas obscenas. Devo estar a ficar velho. Hoje cortei a barba e as pessoas mais próximas de mim disseram Pareces muito mais novo!, mas não, já não caio nessa. Estou mesmo a viver num mundo que se está a tornar invisível. Cresci a ver cinema com Kubrick, Coppola e Scorcese. Estou mal habituado, talvez.

Não sou nenhum intelectual de cinemateca nem tenho essas pretensões, sei que há espaço para todos os tipos de filmes e cinemas, mas quando os actores são meros cicerones de um espectáculo digital e não existem pessoas dentro das personagens, quando não há vida e a humanidade na Arte consiste unicamente no engenho tecnológico, será possível que as novas gerações se apaixonem pelo Cinema?

→ 05/11/2010 @17:49

Post número 2968

Star Troopers