Estive mais uma semana de férias e durante esse período praticamente não me aproximei de computadores nem andei na Internet. Não actualizei o blogue nem verifiquei os comentários. Só levantei os braços para festejar os golos do Benfica e ontem até fiquei com os braços doridos. Este Jesus não perdoa nem dá a outra face, aleluia!
Bastou uma semana e um post sobre o grande democrata Alberto João Jardim para que o granel se instalasse. A minha atitude nestes casos tem sido mais ou menos a mesma: apagar o que não me agrada.
Apagar o que não me agrada é uma atitude que pode suscitar múltiplas interpretações, a maioria das quais maliciosas; não quero saber se acham que só deixo passar comentários que me são convenientes ou que sou covarde por não deixar passar os insultos (argumentos recorrentes). É escusado. Se há coisa que aprendi nestes anos de blogue é não estar refém das interpretações dos outros, sobretudo de trolls manipuladores. Já passei essa fase.
Tal como eu espero que vocês sejam muito exigentes em relação à qualidade dos posts que publico, também eu sou muito exigente em relação à qualidade dos comentários que são feitos: máxima liberdade, máxima responsabilidade. A corajosa espontaneidade de que se gabam os trolls deve ser praticada numa interacção real com pessoas: só aí podem ser confrontados olhos nos olhos com os disparates, erros e asneiras que fazem, mais as suas consequências. Na Internet, um sinal de coragem não é insultar sob anonimato, mas assumir a nossa identidade e pensar um bocadinho antes de escrever.
Como neste tipo de casos o melhor é repetir-me, repesco um post mais antigo (as minhas desculpas aos habituais) que explica muito bem a mensagem adjacente à eliminação de comentários:
Caros imbecis, eu não abri um blogue para dar voz às vossas explosões delirantes, raivas paranóicas, estupidez aguda e outras maleitas do foro psiquiátrico que abundam na web freudiana. A caixa de comentários do Bitaites não é a zona de comentários do Jornal Público, onde qualquer maluquinho pode debitar a sua opinião. Não quero saber se acham que é censura e que isto não é uma Democracia e as bocas do costume destinadas a embaraçar quem não gosta do vosso lixo e não o deseja no seu espaço. Aqui não se safam.
A zona de comentários é como a mesa de uma esplanada: espera-se que a malta concorde e discorde, mas sem ofender ou levantar a voz (escrever em maiúsculas); podemos até picar-nos uns aos outros, desde que ninguém leve a peito uma brincadeira; espera-se que a discussão seja animada, alegre, com toda a gente a ganhar por participar ou observar.
Se os senhores imbecis insistem em dar murros na mesa, subir às cadeiras e botar discursos como fazia o Hitler quando apanhava uma bebedeira de caixão à cova (infelizmente ressuscitava), se começam a partir copos e a ofender as raparigas das fotos com elogios grosseiros, se lançam boatos sobre pessoas que não estão presentes e não se podem defender, se fazem xixi na parede adjacente à esplanada porque estão demasiado embriagados para encontrar o WC, então o dono da casa (eu, para vosso azar) não tem outra alternativa senão puxar da caçadeira Akismet e expulsar-vos do estabelecimento com uma dose de chumbo nos vossos rabos recalcados.
Dito isto, delete!





























