Arquivos anuais: 2008

→ 18/12/2008 @17:41

Problema de redireccionamento

Ando chateado com este problema. Os utilizadores registados que tentam fazer login têm levado com um problema de redireccionamento. O login é feito, mas o browser não redirecciona para o blogue ou página de perfil, deixa-se ficar numa página em branco ou página de erro. O meu login como administrador do blogue não sofre desse problema; por mais que eu goste de vos ver por cá, fazer de todos vós administradores não me parece ser uma solução viável! ;)
Não faço ideia de como resolver este problema e tenho andado a escavar o Google à procura de uma solução. Até agora, nada. Se alguém tiver alguma sugestão para resolver este imbróglio (para além de suspender a obrigatoriedade do registo, claro), pode usar os comentários ou, se não tiver para se registar, enviar-me um email. Muito obrigado!

→ 18/12/2008 @10:20

A visão dos cartoonistas americanos

Cartoon de Brian Duffy

Ainda a propósito do episódio dos sapatos com que George Bush divertiu o mundo inteiro (novo visitante? Leia o post Bush e o poder moral de um sapato), vale a pena visitar o sítio Daryl Cagle’s Professional Cartoonists Index e ver os cartoons lançados na imprensa americana a propósito do evento. Este aqui em cima foi desenhado pelo excelente Brian Duffy, cartoonista de um jornal de Iowa, o Des Moines Register. Link

É verdade, já que estamos em fase de despedidas talvez seja bom recordar a mítica retórica do presidente dos Estados Unidos – as suas sábias palavras e o episódio do sapato proporcionarão um excelente rodapé nos livros de História. As passagens mais memoráveis foram reunidas numa página sob o título Bushism – Adventures in George W. Bushspeak. Link

→ 18/12/2008 @10:03

Traz o teu sapato, amigo

Até ao momento foram lançados à cara de George Bush um total de 28 milhões, 584 mil e 948 sapatos de todos os estilos, tamanhos e nacionalidades. O sapato americano vai à frente, seguido do francês e do australiano. O venezuelano ocupa a vigésima quinta posição na lista. Quanto ao português, ainda não consta do top. Se para vocês descalçar o sapato é muito mais do que desapertar os atacadores, então dirijam-se a esta página e mostrem ao mundo o poder justiceiro do chulé lusitano!

→ 18/12/2008 @2:38

O irritante Teste da Morte e a saúde da tua carteira

Faço o teste da morte mas é o caralho

Com certeza já notaram: o «Teste da Morte» é a nova praga bíblica que assola a Web. Cursor pelo banner e, pronto, ouvimos o risinho de gafanhoto histérico convidando-nos a fazer o teste.

Para fazer o teste e conhecer a data da nossa morte, temos de seguir uma série de nove passos que inclui fornecer à empresa responsável pelo teste – iTouch Movilisto Portugalo nosso número de telemóvel. Acredito que a empresa está mortinha por engordar a sua base de dados (e a sua conta bancária) à nossa pala. Por exemplo, subscrever este serviço acarreta o pagamento de 4 Euros semanais. A subscrição é automaticamente renovada a cada semana, partindo a empresa do princípio de que quem cala consente. Estas condições estão especificadas no sítio do teste num corpo de letra do tamanho de uma borbulha e num sítio da página difícil de coçar, sobretudo para quem lá chega fascinado pela ideia de saber quanto tempo tem de vida. Para cancelar, temos de enviar um SMS com o código «Sair» para o número 3456. Custo desta mensagem: mais 2 Euros.

Os depoimentos no sítio Queixas.pt sobre a transparência de processos da Movilisto são suficientemente esclarecedores. Sandra Matias, uma das queixosas, acusa a empresa de burla – e as suas queixas são secundadas por dezenas de outras pessoas nos comentários, que referem também as dificuldades em se livrar da praga e deixar de perder dinheiro por cada SMS não-solicitado. Podem ler os testemunhos aqui. A empresa foi notificada desta queixa e até agora não respondeu.

O Teste da Morte não é um teste ao tempo de vida que nos resta nem à nossa capacidade de manter a calma, mas à nossa inteligência e discernimento. Não o façam, não cliquem, não se metam nisso, retirem-no dos vossos sites e blogues, se for possível, não dêem mais dinheiro aos cangalheiros da Web.

P.S. – Completar o famoso teste do QI implica também dar o número de telemóvel à Movilisto…

→ 17/12/2008 @19:29

Feliz Natal com Harmony

Natal em Harmony

Esta é uma das fotografias promocionais da Logitech para ilustrar um estudo patrocinado pela própria empresa sobre o comportamento das famílias perante o controlo remoto de televisão.

A pesquisa europeia encomendada pela Logitech à Lightspeed Research indica que 72 por cento das pessoas «já se zangaram ou discutiram por causa do controlo remoto», 12 por cento «atiraram um» e uma percentagem de 7 por cento «lutou» por causa do aparelho». Feitas as contas, o controlo remoto deu origem a desentendimentos em 91 por cento dos europeus.

Ao mesmo tempo, 63 por cento das pessoas em toda a Europa descrevem a utilização doméstica do controlo remoto como «uma democracia na qual todos têm uma palavra a dizer naquilo que se vê e todos podem utilizar o controlo remoto.»

Uma democracia com um funcionamento nem sempre ideal, dado que o mesmo estudo revela que 44 por cento afirmaram ser «o homem que toma conta do controlo remoto no lar». 12 por cento dos inquiridos admitiram que o seu lar era «semelhante a uma ditadura, na qual uma pessoa decidia o que se via e monopolizava o controle remoto.» 9 por cento disseram viver numa «monarquia moderna: uma pessoa decidia e outra geria o controle remoto.» 15 por cento afirmaram que o lar era uma anarquia, um salve-se quem puder – «o primeiro a apanhar o controle era o primeiro a escolher».

Discordâncias à parte, a Logitech refere «frustrações» que brotam da total complexidade do controle remoto nos lares: 49 por cento possui cinco ou mais controles remotos e 87 por cento tem três ou mais. O estudo revela algumas estratégias seguidas para lidar com essas «frustrações»: embora 40 por cento dos inquiridos confessem «aceitar a política do controle remoto como parte da vida e não tentem lutar contra isso», 30 por cento afirmam que «membros diferentes da família nos seus lares divertem-se sozinhos em quartos diferentes». Finalmente, 14 por cento optou pelo comando remoto universal para substituir todos os controlos remotos que têm em casa «por um que funciona».

O estudo patrocinado pela Logitech serve também para divulgar o seu próprio modelo de comando universal, o Logitech Harmony. O último parágrafo deste press-release é preenchido com a alegre descrição das «funcionalidades vantajosas» e do «design atractivo» do Harmony. Promover um comando – ainda por cima com esta designação – depois de nos revelar um estudo com conclusões tão deprimentes revela um sentido de ironia que eu julgava impossível num press-release.

Eu acho que interpretei bem o resultados destes estudos, ora vejam: em primeiro lugar, não revelam propriamente uma situação de harmonia; em segundo, não concluem que o uso de um comando universal contribui para o aumento dessa harmonia. Caramba, não consigo perceber. Estaria o autor do press-release a pensar em algo completamente diferente?

Feliz Natal com Harmony

Ah, claro, mistério desvendado! Afinal o autor do texto não estava a pensar no comando universal Harmony da Logitech, mas nos preservativos Harmony. Um preservativo também não resolve os problemas de harmonia causados pela febre do zapping, mas impede que as próprias famílias se constituam, eliminando assim o problema pela raiz. Com preservativos Harmony, o comando é só para ti. Pronto, pá, assim já percebemos.


→ 17/12/2008 @5:34

Nação pirata

Pirate Nation, de Alex Cherry

Pirate Nation, de Alex Cherry (via DeviantArt)

→ 17/12/2008 @4:09

2001: Galinhas no Espaço

Fãs do filme 2001: Odisseia no Espaço, de mestre Kubrick? Sim? Então vão passar-se com esta. Estão a ver a valsa de Strauss, Danúbio Azul (nome abreviado pela passagem dos anos, pois o original é No Belo Danúbio Azul) que acompanha a dança das naves espaciais no filme e parece transformar as leis de Newton em partituras? São quase 15 minutos sem diálogos, apenas a visão de uma nave do estilo Vai-Vem em suave aproximação à Estação Orbital.

Pois bem, um grupo de energúmenos ociosos resolveu pegar nessa maravilhosa sequência do filme e substituir a banda sonora por um coro de galinhas a cantar a melodia de Danúbio Azul exactamente como no filme. (Link via Nuno Nunes) Que idiotas cretinos. E não se arranja uma caçadeira? Vídeo