Arquivos mensais: Maio 2008

→ 05/05/2008 @18:52

O senhor Hulot encontra o senhor Magritte

Rodney Smith

Enquanto o mundo gira a uma velocidade de 24 horas por dia, algumas pessoas permanecem alheias ao tempo, fixando-o só por uns instantes, às vezes com delicadeza, outras com ironia, sempre com uma enorme humanidade.
O fotógrafo americano Rodney Smith é uma dessas pessoas aparentemente imunes à azáfama dos nossos tempos: o homem do chapéu de coco que tanto gosta de colocar na paisagem, óbvia influência do surrealismo do pintor René Magritte, lembra também o senhor Hulot dos filmes de Jacques Tati: nas fotografias de Rodney Smith as pessoas divertem-se, trabalham, passeiam ou simplesmente observam, serenas e bondosas, como se a ligação à Natureza e às coisas simples lhes permitisse recuperar um mundo há muito perdido. Por vezes, Rodney diverte-se com a ambiguidade de algumas fotografias. Vejam esta aqui em cima: os inevitáveis homens de chapéu de coco seguram tesouras de aspecto ameaçador, sombrias silhuetas de metal prestes a ganhar vida como nas animações do The Wall dos Pink Floyd.
Rodney Smith, sempre tradicional, mantém-se até hoje fiel aos velhos métodos de revelação e impressão de fotografias, aprendidos durante os preciosos tempos em que teve como professor Walker Evans, homem que ganhou notoriedade documentando os efeitos da Grande Depressão americana. A fotografia digital e o computador continuam a ser bichos estranhos à sua forma de fotografar.

Rodney Smith

A paixão pela fotografia nasceu de um acontecimento fortuito: o pai era um empresário de bastante sucesso e viajava frequentemente pelo mundo. Numa dessas ocasiões, a família mudou-se para a Alemanha e o jovem Rodney ficou à guarda de um casal de alemães cujo principal passatempo era precisamente a fotografia. O casal não só as tirava, como também as revelava. Rodney recorda esse período da sua vida como aquele em que ficou definitivamente apaixonado pela fotografia.
Anos mais tarde, um segundo acontecimento haveria também de o marcar: a visita ao Museu de Arte Moderna, onde tomou contacto com as obras de fotógrafos como Gene Smith, Minor White e Dorothea Lange, entre outros.
Compreendeu então que «o olhar da câmara fotográfica pode ver o mundo com mais acuidade e determinação que o nosso próprio olhar. Pode ser mais incisivo e profundo.»

Rodney Smith

É notável que um fotógrafo que desvaloriza as técnicas da fotografia moderna (o uso intensivo de programas de manipulação de imagem, por exemplo) tenha ganho notoriedade com o seu trabalho em publicidade. O sereno surrealismo das suas composições não provoca um efeito de choque, mas chama inevitavelmente a atenção das pessoas. Esta qualidade, desenvolvida ao longo de muitos anos de estudo e trabalho, fez dele um fotógrafo com uma invejável carteira de clientes: entre as empresas interessadas em aliar a sua imagem à peculiar visão do mundo de Rodney encontram-se a American Express, a revista do New York Times, Ralph Lauren, Merrill Lynch, entre outros.
É preciso notar que o pai era o presidente do gigante da moda Anne Klein, portanto a ligação ao mundo da publicidade está longe de ter sido uma imposição. «Do trabalho dele retirei uma ideia do que é ter estilo, a noção das proporções, um sentido de beleza e graciosidade. Todas essas coisas foram importantes para mim.» Link para a página oficial

→ 05/05/2008 @3:49

Então este tipo mudou tudo outra vez?

É verdade, não tenho juízo. Se meto na cabeça que vou mudar o template, não descanso enquanto não acabar. É estúpido perder tanto tempo com o aspecto visual de um blogue, muita malta acompanha pelos feeds, mas encaro estas tarefas como umas férias de blogger: enquanto ando de volta dos ficheiros CSS e PHP, não me preocupo em produzir conteúdo.
Mudar o aspecto visual de um blogue é um desafio engraçado, sobretudo pelo que se consegue aprender. Infelizmente, cerca de 40 por cento das pessoas que visitam o Bitaites ainda utiliza esse gigantesco monólito coberto de merda chamado Internet Explorer. Por causa do IE e do mau cheiro com que empesta a Internet, demorei o triplo do tempo a deixar o Bitaites como está, incompleto mas minimamente apresentável. Algumas das alterações que pensara fazer estão adiadas até eu descobrir uma forma de resolver a miopia desse maldito browser.

O slogan – um blogue indiscutivelmente querido – e a imagem do gato dá um ar abichanado ao blogue. Comentário da Dina

Ao longo dos próximos dias é possível que encontrem o Bitaites a fazer o pino: sou eu nas afinações. Desculpem lá. Acreditem que a minha vontade era fazer as mudanças que tinha planeado e dizer às pessoas caros amigos, se gostam de visitar o Bitaites, usem Firefox ou Opera, com o Internet Explorer não é possível visualizá-lo em condições. Só não o faço porque há pessoas que estão nos seus locais de trabalho, sem permissões para instalar programas, não têm culpa, são obrigadas a navegar com o IE. Acreditem, todas as alterações feitas foram correctamente interpretadas tanto pelo Firefox como pelo Opera; vistas no merdoso IE, era como se o blogue tivesse sido atropelado por um camião.
Bolas, e já são quatro da manhã. Comecei este post a falar da minha falta de juízo, não foi? Para a cama, Marco, já!

→ 01/05/2008 @6:05

Meu precioso, precioso mundo

Bush Gollum

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