Arquivos mensais: Abril 2008

→ 03/04/2008 @17:38

Dilema: gostaria de saber a vossa opinião

A nossa filha tem 11 anos e ainda não sabe ao certo o que quer ser na vida, o que é normal. Para ela ainda está tudo em aberto. Mas a escola está a forçá-la a fazer uma escolha que poderá ser importante para o seu futuro profissional: estudar Francês ou espanhol.
A Diana hesita sobre qual das disciplinas deve escolher. Pediu ajuda aos pais para tomar uma decisão. Se estivesse no lugar dela escolheria Francês, mas eu faço parte de uma geração educada a valorizar a aprendizagem do Francês em detrimento do castelhano.
O mundo, entretanto, mudou.
A mãe – entre outras razões – acha que existem mais livros técnicos em espanhol do que em francês, e que só isso poderá ser um facto determinante para desempatar. Que acham? Francês ou espanhol? Alguém que nos possa ajudar a pensar melhor sobre este assunto?

→ 01/04/2008 @22:32

McDonalds em África

→ 01/04/2008 @21:14

Homens egoístas

Quando as mulheres nos dizem «És mesmo egoísta», reagimos como se nos acabassem de espetar uma faca nas costas. Na maior parte dos casos nem sequer sabemos o que elas querem dizer: por mais que nos atirem à cara essa acusação, somos sempre apanhados de surpresa. Precisamos de exemplos concretos do nosso comportamento para perceber em que ocasião fomos egoístas, o que as enfurece ainda mais porque, afinal, já «deveríamos saber».

O problema do homem egoísta é não entender nada de egoísmo. É ensinado pela mamã a lavar as mãos antes das refeições, a pentear-se e a levar o casaco «porque está frio», a ser bem educado com os vizinhos e desconfiado com os estranhos, a não dizer palavrões à mesa ou levantar a tampa da sanita antes de fazer chichi, mas raramente ouve a mãe (e o pai muito menos) falar-lhe sobre egoísmo de uma forma menos pontual e mais profunda.

Pode dizer-lhe qualquer coisa como «não queiras ficar com os brinquedos todos do Joãozinho, olha que estás a ser egoísta», mas raramente se mostra ao filho egoísta como a mulher que nunca deixou de ser. Transforma-se em vítima desse egoísmo – uma peculiar mistura entre manha e comodismo – e abafa a semi-escravidão em que escolheu viver recorrendo à velha cantiga do instinto maternal mas que não é mais do que uma forma de machismo. A tarefa de «reeducar» um rapazola egoísta que entra na idade adulta é deixada então às presenças femininas que se seguem: namoradas, mulheres.

O homem egoísta também não pode ser visto apenas como um coitadinho vítima de uma educação machista. O mais inteligente percebe bem que a «culpa» também é atribuível à forma como menospreza questões de sensibilidade, classificando-as como coisas mais próprias das mulheres e dos paneleiros. O mais parvo usa essa mítica sensibilidade como arma e, se for preciso, verte umas lágrimas de crocodilo com o objectivo de mostrar como é tão sensível e ser desculpado pela «mamã».

Que patético. Mesmo que viva num mundo moderno e tenha consciência de que tudo isso é um disparate, e um disparate anacrónico, vê nessa ilusória sensibilidade feminina – alguns chamam-lhe virtude – apenas uma forma de transferir as suas responsabilidades para a companheira. Algumas mulheres poderão sentir-se «mais mulheres» por empunhar o ceptro dessa preciosa sensibilidade feminina, mas muitas vezes aceitam-no por vaidade.

A mulher também tem culpas no cartório quando diz que o homem «é egoísta por natureza». Este argumento serve sobretudo ao homem, pois assim sempre poderá dizer: «Se os homens são egoístas por natureza, então não há forma de mudar: afinal ninguém pode contrariar a sua própria natureza». As mulheres também usam este raciocínio como justificação para desculpar e não exigir mais.

Como em tantas coisas desta vida, tudo começa de facto na educação.

→ 01/04/2008 @19:02

Os melhores 50 golos da história do Futebol

Esta compilação que encontrei no YouTube mostra-nos os melhores 50 golos da história do futebol e é digna de se ver. Enquanto não me passa a neura – ler post seguinte – entretenho-me com estas coisas. Quanto à compilação, como sempre acontece quando se quer determinar o melhor seja do que for, há sempre razões para discordarmos da selecção feita. Eu cá tirava dois dos inúmeros pontapés de bicicleta escolhidos e colocava o golo de chapéu que um dia o Rui Costa marcou contra a Irlanda ou mesmo o remate do Figo que iniciou a espectacular reviravolta no jogo contra a Inglaterra. Link