Este texto (um excerto do original) foi retirado do baú das recordações. Continua actual. Veio parar aqui outra vez depois de ler este post do Marcos Marado e ter seguido para esta página. DRM? É para deitar abaixo, sempre.
(…) Enquanto a malta se vai deslumbrando com os acabamentos do Windows Vista sem tentar ver o lixo que continua escondido sob o tapete, outros problemas vão surgindo – questões muito graves que podem colocar em risco a liberdade do utilizador em relação ao seu próprio computador. Deslumbrados com tantas janelinhas bonitas, a maior parte da malta não parece estar a dar muita importância às mudanças.
Os sistemas de DRM (Digital Rights Management) que o Windows Vista alegremente adoptou são medidas técnicas de restrição ao acesso e à cópia de conteúdo digitalizado. Podem ser implementadas ao nível do software e do hardware. Nalguns casos impedem, por exemplo, que se oiça no PC um CD áudio comprado de forma legal ou se converta para MP3 conteúdo dos teus discos.
Uma carta enviada a 15 de Outubro do ano passado ao Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, assinada por Alexandre Olivo, conselheiro da FSFLA (Fundación Software Libre América Latina) sintetiza a questão do DRM: «Este sistema representa uma ameaça ao acesso e à preservação da cultura, uma violação da privacidade dos consumidores de música, filmes, software e outras formas de expressão. É uma ameaça aos direitos de uso garantidos por lei, tais como o de copiar faixas de obras para uso pessoal e o de utilizar para quaisquer fins obras em domínio público.»
John Sullivan, director da Free Software Foundation, que lançou a campanha Bad Vista, afirma que este novo Windows representa «uma regressão, sobretudo quando se tem em conta o aspecto mais importante quando se adquire e utiliza um computador: o controle que o utilizador possui sobre o que a máquina faz.» (…)


































