Arquivos mensais: Maio 2007

→ 24/05/2007 @0:40

DRM – The Central Scrutinizer

Este texto (um excerto do original) foi retirado do baú das recordações. Continua actual. Veio parar aqui outra vez depois de ler este post do Marcos Marado e ter seguido para esta página. DRM? É para deitar abaixo, sempre.

(…) Enquanto a malta se vai deslumbrando com os acabamentos do Windows Vista sem tentar ver o lixo que continua escondido sob o tapete, outros problemas vão surgindo – questões muito graves que podem colocar em risco a liberdade do utilizador em relação ao seu próprio computador. Deslumbrados com tantas janelinhas bonitas, a maior parte da malta não parece estar a dar muita importância às mudanças.
Os sistemas de DRM (Digital Rights Management) que o Windows Vista alegremente adoptou são medidas técnicas de restrição ao acesso e à cópia de conteúdo digitalizado. Podem ser implementadas ao nível do software e do hardware. Nalguns casos impedem, por exemplo, que se oiça no PC um CD áudio comprado de forma legal ou se converta para MP3 conteúdo dos teus discos.
Uma carta enviada a 15 de Outubro do ano passado ao Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, assinada por Alexandre Olivo, conselheiro da FSFLA (Fundación Software Libre América Latina) sintetiza a questão do DRM: «Este sistema representa uma ameaça ao acesso e à preservação da cultura, uma violação da privacidade dos consumidores de música, filmes, software e outras formas de expressão. É uma ameaça aos direitos de uso garantidos por lei, tais como o de copiar faixas de obras para uso pessoal e o de utilizar para quaisquer fins obras em domínio público.»
John Sullivan, director da Free Software Foundation, que lançou a campanha Bad Vista, afirma que este novo Windows representa «uma regressão, sobretudo quando se tem em conta o aspecto mais importante quando se adquire e utiliza um computador: o controle que o utilizador possui sobre o que a máquina faz.» (…)

[Também retirado do baú: Paulo Trezentos escreve sobre A Morte do DRM]
→ 23/05/2007 @22:44

Quiz Show

Pergunta: qual o maior desafio que um blogger terá de enfrentar no futuro? A profissionalização? A possibilidade de se aprovar uma legislação que controle a produção de conteúdos? Não. O próximo objectivo deverá ser o de aprender a usar os acentos graves, agudos e os hífenes. Dever-se-á escrever «hoje á tarde» ou «hoje à tarde»? «Partire-mos» ou «partiremos»? Estes são os grandes desafios da blogosfera do século XXI: aprender que a beleza de um layout depende, em primeiro lugar, das palavras.

[Do baú das recordações: A origem da Língua Portuguesa]
→ 23/05/2007 @17:47

É uma questão de continuidade conceptual

→ 23/05/2007 @16:25

O bufo, o ordinário, Sócrates e a senhora sua mãe

Um professor e ex-deputado do PSD chamado Fernando Charrua foi suspenso das suas funções por ter dito, segundo as versões dos jornais 24horas e CM, «Somos um país de bananas governados por um filho da puta de um primeiro-ministro».

O Jornal de Notícias, contudo, avança uma versão diferente: Charrua terá dito qualquer coisa como «Se tiveres o doutoramento, mesmo que falso, tens que me enviar por fax que eu resolvo o problema».

Segundo o Público, o que este professor realmente disse foi «Se precisares de um doutoramento e mais seis anos na carreira, só tens de me mandar um fax». O DN afirma mais ou menos o mesmo que o Público, ou seja, Charrua terá dito que «Agora quem precisar de um doutoramento, manda um certificado por fax; só se for por fax, caso contrário não vale».

Os portugueses estão divididos nesta questão. Há os que lembram as responsabilidades docentes deste professor, pois afinal de contas há coisas que não se devem dizer na posição dele, são os professores que educam os nossos filhos, quem larga estes insultos deve sofrer as consequências. Há outros, pelo contrário, que consideram Chamou-lhe filho da puta mas isso é alguma mentira caralho?

Será Fernando Charrua mentiroso, ordinário, inconveniente, injusto ou simplesmente um gajo que diz umas verdades? Será o seu denunciante – a directora regional Margarida Moreira – um bufo, um chibo, lambe-botas, pidesca nojenta, zelosa funcionária pública, pessoa correcta e educada ou corajosa patriota?

Que reflexo poderá ter esta situação no trabalho dos árbitros de futebol? Exigirão eles o mesmo tipo de protecção institucional da próxima vez que entrarem em campo e os adeptos mancharem as suas honras e a reputação das respectivas mãezinhas? Serão os clubes obrigados a substituir os seguranças no estádio por centenas de clones de Margarida Moreira? E sempre que um jogador de futebol chamar filho da puta a outro, como deverá reagir o árbitro?

Este caso está a tirar o sono aos portugueses. Ou estaremos todos a dormir e este caso impede-nos de acordar?

→ 23/05/2007 @14:04

Marketing português (e boas escorregadelas a todos)

→ 23/05/2007 @11:44

Quem diria?

Estava longe de imaginar que um post brincalhão escrito em quinze minutos viesse a ser um dos dois grandes responsáveis pelo aumento de visitantes que se tem verificado neste blogue nas últimas semanas – o outro responsável, mas isso já se compreende melhor, é o Planet Geek.

→ 23/05/2007 @11:15

Actos de propaganda

A propaganda é uma forma de comunicação usada por governos, partidos ou associações para difundir uma determinada mensagem. É muito usada em situações de conflito armado, não só para motivar as pessoas a contribuir para o esforço de guerra, mas também para aumentar a moral das populações ou incutir o ódio e o medo, diabolizando e desumanizando o inimigo. Esta página contém numerosos exemplos de propaganda (posters) e inclui links a partir dos quais se poderá saber mais. A entrada em português do Brasil da Wikipédia também tem bom material. Nas imagens: exemplos de propaganda anti-nazi/japonesa feita pelos americanos e de propaganda anti-americana feita pelos nazis.