Arranjei a solução perfeita para incentivar o país à leitura: criar um subsídio a quem lê nos transportes públicos.
Se um gajo estiver a ler António Lobo Antunes no comboio, só paga dez por cento do bilhete. Quem quiser um desconto de 80 por cento nos passes sociais tem de ler o conjunto completo das obras de Agustina Bessa Luís. Se conseguir ler Saramago sem tropeçar nas vírgulas tem direito a descontos especiais no Metropolitano. Se for capaz de declamar um soneto de Camões num autocarro pode até viajar de borla durante duas semanas.
Claro que para esta medida resultar os picas têm de ser professores universitários licenciados em Língua Portuguesa – só assim se avalia correctamente os passageiros. Se um passageiro for apanhado a ler os artigos do José Castelo Branco no 24horas, pimba! Paga logo multa. É como se estivesse a viajar sem bilhete.
Que implementem estas regras rapidamente, e com firmeza. A sério. Sem medo. Como diz um amigo meu quando chega atrasado, «o homem põe e o comboio dispõe».
CLÁSSICOS
Devoção multibanco
08/10/2009 @17:092001: a banda sonora do Cosmos
02/06/2008 @9:37A costela de Adão
02/06/2008 @9:34Já não se fazem Corleones como antigamente
12/12/2010 @22:137 regras para escrever melhor
03/07/2011 @22:38Explicações do Horror
25/01/2010 @22:24A homofobia é um trambolho
21/11/2009 @11:03Importante reflexão existencial sobre a patareca
08/10/2009 @17:05A Incerteza de Heinsenberg e o rabo da Joana
02/06/2008 @9:55Luz e escuridão, muita
26/05/2011 @17:37Peidinhos abertos de Richard Stallman
06/06/2008 @16:07Como satisfazer o meu homem?
02/06/2008 @9:40





























