Arquivos mensais: Fevereiro 2007

→ 22/02/2007 @10:55

Migrações

Migrar um Sistema Operativo (SO), por exemplo de Windows para Linux ou vice-versa, é das tarefas informáticas mais desafiantes que podemos imaginar.
É o mesmo que se propor a um engenheiro civil mudar as fundações e o 1º andar de uma casa mas deixar o 2º andar e o sótão.
O assunto foi capa da Linux Journal do mês passado, com a imagem de um macaco em frente de um monitor. Provavelmente, por ser essa a imagem que os informáticos têm do utilizador final.
Ao fim de alguns anos a fazer migrações de Linux para Windows em servidores e desktops, descobri quatro regras elementares aplicáveis a diferentes contextos.

  • A primeira regra é que não vale a pena mudar quando não existem problemas. Se a aplicação ainda corre em MS-DOS mas tem tudo o que precisa para o negócio, não mude. Se está contente com o SO e este não apresenta problemas de segurança, mantenha-o.
  • A segunda regra é que “querer não é poder” mas com “poder podemos querer”. Isto é, é necessária força interna para impor na organização as mudanças. Seja numa PME com 10 desktops ou num Ministério com 10.000. Se não existe força interna para impor a mudança então ela não vai acontecer.
  • Terceiro, a duração do projecto é directamente proporcional ao número de máquinas a migrar. Se migrar um datacenter com 5 servidores pode demorar uma semana, migrar 14.000 desktops pode e deve demorar 5 anos. As grandes migrações são projectos de longa duração em que o 1º e 2º ano são mais para se definirem políticas de procurement de aplicações multi-plataforma e desenvolvimento de competências internas do que para esgrimir números.
  • Quarta e última regra. Não existem migrações perfeitas. Existem particularidades que não funcionarão tão bem como anteriormente. Admita-o. Se a impressora não for suportada, troque-a. Se a aplicação não funcionar, mude-a. Utilizar um emulador como o Wine provavelmente resolverá um problema mas criará outro.

É importante que o utilizador sinta confiança no novo sistema pelo que, mesmo que o considere um símio, conquiste-o. Dê-lhe informação, faça-o sentir acompanhado. É ele que é a engrenagem delicada do processo de mudança.

A imagem incluída significa que esta crónica e as seguintes estarão sob licença “CC”. Ou seja, que pode reproduzir o texto, modificá-lo e distribuí-lo.

→ 21/02/2007 @18:37

Ganda cegada, ‘cum’ caneco

É cegada, mesmoÉ melhor nem falar no assunto. Como diria o Woody Allen, acabei de fazer à base de dados aquilo que durante muitos anos tentei fazer com a minha vizinha e não consegui.
O processo de migração do Bitaites está a ser feito à pata. Isto significa que o volume de trabalho que me espera nos próximos dias é… Bem, não quero estrear um template novo com asneirada.
Por outro lado, meter os posts à pata, rever textos, links e fotos permite-me separar o que é essencial e mandar às favas posts antigos que não sobreviveram à passagem do tempo nem à evolução que o blogue foi tendo. Mas como os bitaites são realmente muitos, o que se passará a partir de agora é uma actualização em dois sentidos: para a frente e para trás.
Está portanto em andamento a passagem do Bitaites para o domínio próprio. Quero agradecer à WebHS toda a ajuda prestada, como sempre, e a extraordinária gentileza que tiveram comigo: mal tiveram a certeza de que a mudança para o domínio bitaites.org era a sério, tomaram a iniciativa de o assegurar mesmo antes de eu lhes pedir.
Pouco mais há a dizer. Depois de ter perdido tempos infinitos a procurar templates, configurar estilos e outras pieguices, rever posts e palavras e ligações, tenho andado a meter o nariz onde não sou chamado (ficheiros PHP), a fazer mais backups, traduções, revisões, downloads, uploads e o raio que o parta.
Depois de analisar e rever categorias e arquivos, tanto desta como da primeira versão do blogue, redimensionar fotos que estavam perfeitas no anterior template mas não prestavam para este, depois de testar o layout em Windows, Mac e Linux, e vários browsers, enfim, hoje, 21 de Fevereiro, dormi duas horas e ainda tenho imenso que fazer.
Mas agora não! Interrompo esta desventura blogosférica, recosto-me na cadeira, observo o ecrã do meu cansado monitor, bebo um café, acendo um cigarro semi-triunfante.

Não tarda nada já cá estarão todos os posts.
Quanto aos comentários, ficarão apenas na vossa memória e na minha.

Com a determinação que me é possível experimentar neste sagrado momento de repouso, posso finalmente assegurar à minha mulher, aos meus filhotes, aos meus futuros netos, bisnetos e trisnetos, ao meu cão e respectivos descendentes, às pulgas do meu cão e respectivas esposas, ao periquito do vizinho, às pulgas do periquito do vizinho, aos meus amigos, às pulgas dos animais de estimação dos meus amigos e aos visitantes deste blogue:
- Caralhos ma fodam se eu alguma vez me vou meter noutra tão cedo.

→ 20/02/2007 @2:30

Swing OS

O fundamentalismo é o alvo preferencial dos líderes politicamente correctos. Seja religioso, político ou informático.
Isto vem a propósito de uma conversa com um amigo, director de uma revista de negócios IT.
Comentava a minha participação e do Paulo Querido no programa do João Paulo Meneses, na TSF, como «fundamentalista».
Fundamentalista no sentido de pretender impor o Software Livre/Aberto (SL/A). Quem é leitor destas crónicas, ou ouviu o programa em causa, sabe que não é assim que as coisas se passam. Tendo a ser moderado apesar de achar que ter convicções fortes só se torna defeito quando as tentamos impor ao próximo.
O comentário levou-me a reflectir e encontrar fundamentalistas de todos os lados da barricada. Fundamentalistas do Linux que pretendem impô-lo como panaceia para todos os males da sociedade. Fundamentalistas do Windows que acham que o VB é a linguagem de programação para todo o tipo de aplicações. Fundamentalistas do Mac que acham que, com o aspecto gráfico certo, tudo são boas aplicações. O fundamentalismo só vinga onde existe ignorância. Quando não se conhece o que está do outro “lado”.
Então, porque não se fazer o Dia do Swing do Sistema Operativo? Passo a explicar.
Num dia pré-determinado, todos teriam de, enquanto durarem essas 24 horas, trocar de sistema operativo. Seja no PC de casa ou na empresa.
Nem teriam de apagar o anterior, bastando arrancar através de um Live CD. Ou, quando não existir Live CD, através de dual-boot.
Assim, todos passaríamos a conhecer outros sistemas operativos e valorizar o que eles têm de bom.
Alguns de nós mudaríamos no final do dia e outros manter-se-iam com as suas opções. Mas na troca de argumentos seríamos certamente para racionais.

A imagem incluída significa que esta crónica e as seguintes estarão sob licença “CC”. Ou seja, que pode reproduzir o texto, modificá-lo e distribuí-lo.

→ 20/02/2007 @0:09

Já chegámos à Madeira, pá?

O facto de Alberto João Jardim ter anunciado a demissão do governo madeirense nesta segunda-feira faz sentido: começou o Carnaval. Só não gosto muito de o ver mascarado de homem de Estado.

→ 19/02/2007 @19:27

A lua vulcânica de Júpiter

Duas erupções são visíveis na lua vulcânica de Júpiter, Io. A imagem [ver] foi captada pela Galileu, sonda que orbitou o gigante gasoso de 1995 a 2003.
Uma «pluma» azulada de origem vulcânica ergue-se a 140 quilómetros da superfície de Io, mesmo sobre um vulcão conhecido pelo nome de Pillan Patera. No meio, perto da linha de delimitação entre o dia e a noite, nova «pluma» vulcânica se ergue a 75 quilómetros da superfície. A imagem foi originalmente captada a 28 de Junho de 1997 a cerca de 600 mil quilómetros de distância. Todos os dias a NASA acrescenta uma nova imagem para a sua galeria Image of the Day.

→ 19/02/2007 @16:38

Moita: Lan Party de arromba

É favor marcar na agenda: 23, 24 e 25 de Março no Pavilhão Municipal de Exposições da Moita, distrito de Setúbal. A terceira edição da Lan Party Moita tem início às 22 horas do dia 23 e termina à mesma hora do dia 25. Sempre a abrir.
O suporte (inicial) desta edição será de 300 pessoas, mais acessos Wireless onde será disponibilizada. Os jogos são essenciais num evento deste tipo, pelo que serão organizados torneios de Counter-Strike, Medal of Honor, Pro Evolution Soccer 6, Need For Speed: Underground 2 e Unreal Tournment 99.
As outras áreas abordadas incluem Segurança Informática (Capture the Flag [invasão de sistema]), Multimédia (Concurso de melhor animação em tema livre), Modding Visual (Melhor Desktop e Torre), palestras e demonstrações (estas realizadas por entidades convidadas em zona aberta a todo o público).
O principal objectivo da organização é o de consolidar o evento com história e qualidade, por forma a que este ganhe cada vez mais projecção a nível nacional e que simultaneamente seja tido como referência na realização de eventos na área das Novas Tecnologias.

→ 16/02/2007 @18:31

Do Not Disturb.