Arquivos mensais: Janeiro 2007

→ 23/01/2007 @19:58

Meninas, uma beijoca, vá lá

Meninas: se frequentam este antro de geeks e nerds já sabem que podem contar com coisas destas. Posts sobre informática. É verdade, vocês estão-se marimbando. Passam sempre por cima dos posts sobre computadores. Essas coisas não vos dizem nada.
Sem um computador e uma ligação à Internet, não poderiam vir aqui. Só este pequeno pormenor vos devia fazer mudar de opinião em relação à importância dos computadores nas vossas vidas. Que seria de vocês sem este raio de Sol que vos ilumina todos os dias através dos vossos fofos ecrãs? Que nunca vos aconteça não poderem vir cá durante um dia que seja! Com coisas sérias não se brinca. Minhas lindas, toca a ler as ceninhas todas chatas de informática, vá.

→ 23/01/2007 @15:54

O nascimento da Fundação Linux

Sabe onde trabalha o Linus Torvalds, criador do Kernel Linux? Em 2000, a HP, Intel, IBM e NEC juntaram-se e formaram uma organização sem fins criativos chamada OSDL (Open Source Developer Labs), com sede em Portland.

O OSDL tinha como objectivo apoiar o desenvolvimento do Linux em ambiente empresarial. Entre outras actividades, levou a cabo o recrutamento de Linus Torvalds e Andrew Morton, seu braço direito.
O Open Source Developer Labs era mais do que Linus. Os seus grupos técnicos dinamizaram diferentes áreas como o Linux nas Telecomunicações (Carrier Grade Linux), no DataCenter, no Desktop e, finalmente, Linux em dispositivos móveis.

A dinamização consistia em reunir virtualmente e em conferências com presença física, os principais actores dos diferentes mercados onde o Linux está e concertar estratégicas técnicas para os mesmos.
Em paralelo, o Free Standards Group (FSG) vinha a desenvolver trabalho na normalização de diferentes áreas do Linux. O FSG é, por exemplo, conhecido por ser o responsável pelo desenvolvimento da norma LSB (Linus Standard Base) que pretende uniformizar o sistema de ficheiros e interfaces de um sistema Linux. Assim, quem conhecer e trabalhar numa distribuição de Linux sabe trabalhar noutra. Da mesma forma, quem desenvolve uma aplicação para Linux tem as garantias mínimas de que, compilando a mesma, consegue executá-la em diferentes distribuições. Isto é, em diferentes sabores de Linux como Red Hat, SuSE ou Caixa Mágica.

Soube-se, a 21 de Janeiro, que o OSDL e o FSG se fundiram e criaram uma nova organização chamada Linux Foundation.
A Linux Foundation – em português, Fundação Linux – desenvolverá trabalho em três áreas distintas: Protecção do Linux, Estandardização e Promoção/Colaboração.

Por Protecção do Linux, entenda-se financiar os programadores-chave do Kernel do Linux para estes manterem a independência e poderem desenvolver o seu trabalho com o máximo de condições. Mas também significa proteger a marca Linux e a defesa a ataques de utilização indevida de alegadas patentes por parte do Kernel. Esta é uma táctica que foi utilizada há alguns anos por parte de empresas como a SCO para descredibilizar o Linux.

Assim, em disputas de propriedade intelectual, a Fundação Linux poderá centralizar a protecção do Linux e do seu desenvolvimento.

A Estandardização, através da criação de normas, será uma área natural já que as duas organizações já eram responsáveis pela maioria do trabalho nesta área.

A promoção e incentivo à colaboração visará certamente dinamizar a actividade em áreas específicas da utilização de Linux.
Esta fusão, apesar de apanhar de surpresa a comunidade, faz algum sentido.

Os dois grupos já tinham desenvolvido um excelente trabalho com o Projecto Portland. Este pretende uniformizar os interfaces Gnome e KDE de forma a que as aplicações funcionem igualmente bem em ambos os ambientes de trabalho.
Também na área do Desktop, a FSG participa no FreeDesktop.org que contribui, noutras vertentes, para o desenvolvimento de um Desktop em Linux mais intuitivo e normalizado.

A massa crítica destes grupos é essencial para que as grandes empresas e organizações lhes reconheçam idoneidade e se juntem no esforço de normalização.

Existem também alguns perigos. A fusão de duas organizações implica sempre um choque de culturas e, numa área tão crítica como o apoio ao desenvolvimento do Kernel, isso pode ser perigoso. Iremos certamente ouvir falar bastante da Fundação Linux.

Este post e os seguintes estão sob licença “CC”. Ou seja, pode reproduzir o texto, modificá-lo e distribuí-lo.

→ 23/01/2007 @15:06

Raios parta o PC

Quem trabalha com computadores conhece os imponderáveis, ou seja, falhas aparentemente inexplicáveis que nos dão cabo dos nervos. Nestes últimos dois dias o imponderável esgueirou-se-me pela janela da sala, entrou sem eu dar por isso, enfiou-se dentro da caixa do computador e tem andado a gozar comigo.

Primeiro um dos meus discos SATA pifou (demasiados bad sectors, horas de testes e análises, demasiado instável, lixo) e perdi meia noite de sono para salvar 180 gigas de, bem, cópias de segurança.
Quando finalmente consegui salvar tudo para um netdisc (disco ligado ao meu router por cabo de rede, armazém para os três computadores e um portátil aqui de casa), retirei o disco defeituoso, refiz o RAID (Data Stripping) com os dois discos restantes, formatei tudo e reinstalei o sistema operativo.

O meu CD do Windows é uma instalação artilhada e modificada pelo nLite. Tenho esse disco e o CD original – este nunca utilizo, pois está carregado de tralha da Microsoft que não quero instalar.

Mais uma vez o imponderável voltou a atacar. O computador arrancou pelo CD. O instalador foi buscar ao CD os ficheiros necessários de que precisava. Tudo normal. Quando terminou de sacar os ficheiros do CD, informou-me que afinal não existia nenhuma unidade de CD no sistema pelo que a instalação não podia continuar. Fiquei ali sentado a olhar para o ecrã e a pensar «Ó meu cabrão então acabaste de usar o CD para carregar os ficheiros e agora dizes-me que não há qualquer unidade de CD no sistema?» Quem disse que os computadores têm lógica nunca trabalhou com o meu.

Experimentei então o disco original do XP e a instalação decorreu sem problemas. Teria de ser da cópia – estranho, sempre funcionara sem problemas. Estaria o CD estragado? Usei outro computador para fazer uma nova cópia, deitei abaixo o XP normal que tinha acabado de instalar, repeti tudo e o resultado foi igual. Razões de decência e boa-educação impedem-me de reproduzir aqui as minhas observações naquela altura. Posso dizer-vos de que parti do princípio de que o PC tinha uma mãe e que esta não gozava de grande reputação.

Uma actualização frenética e furiosa da BIOS e do firmware do leitor de DVD não resolveu nada. Arrancar com a segunda unidade (gravador DVD) também não. Por esta altura, já o meu cérebro estava com bad sectors – enfiei-me na cama a sonhar com martelos e computadores indefesos.

Logo à noite volto à carga. Primeira solução: tentar aplicar aquela regra (fruto da experiência) que diz quando existem problemas inexplicáveis de hardware, a culpa é da memória RAM. Se isso não resultar, desmonto o computador e monto-o todo outra vez, experimentando componente a componente a ver se identifico alguma falha. Se também isto não der resultado, vou ali procurar uma parede para bater com a cabeça porque a falha poderá ser da própria board ou da minha ignorância.

→ 22/01/2007 @18:22

Viagem Infinita

Ao princípio, ao entrarmos na página, vemos apenas uma simples fotografia. Nada de especial. Depois aquele rosto reage ao toque do cursor. Deslocamos-nos para qualquer ponto da imagem e clicamos uma vez. Segue-se uma sucessão de novas imagens que parecem ter origem na que visionamos previamente. Cada clique nos revela um conjunto de novas imagens, como se estivéssemos a entrar no interior da mente de outra pessoa e a espreitar-lhe as recordações.

→ 22/01/2007 @17:49

T-Shirt do Tempo

Esta é uma t-shirt em algodão com um painel gráfico flexível incorporado que nos mostra o tempo.
O sistema é electro-luminescente e inclui um compartimento para as pilhas alojado num bolsinho próprio – segundo o distribuidor, «aplicado de forma engenhosamente discreta». O relógio na t-shirt inclui cronómetro. Tem uma ‘ganda’ pinta, pá. Preço de amigo? Ora, 44,90 Euros.

→ 22/01/2007 @15:27

Não é cursor, é pincel

Nada como exercitar os dotes artísticos para reforçar as nossas doses habituais de alegria no trabalho, não é? Pois este site transforma o cursor do rato em pincel. Sempre que damos um clique os traços mudam de cor. Depois é só acabar a nossa obra-prima. Entretenham-se.

→ 22/01/2007 @3:42

É oficial: gosto tanto de cães como de gatas

A gata e o cão

Foto: Gian Paolo Tomasi