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A sensualidade e o surrealismo do trabalho de Michael Parkes


A sensualidade e o surrealismo do trabalho de Michael Parkes
Raios partam o George Lucas. Vai um gajo finalmente ver o episódio III do Star Wars e só há Darth Vader nos últimos cinco minutos?
Então andámos nestes últimos anos a ser tentados pelo Lado Negro da Força, ouvindo aquela respiração tecno-asmática em quase todos os trailers – e depois ficamo-nos por três cenazitas, senhor Lucas? Três? Ainda por cima uma delas é tão caricata que por pouco não desatava à gargalhada no cinema? É verdade que o Vader continua a ser o vilão mais cool de Hollywood, mas prefiro-o com o capacete à nazi, sem expressões ou sentimentos, do que vê-lo assim com aquela máscara de Anakin Skywalker. Não lhe fica bem.
Porra, devo estar a ficar velho. A magia destes filmes passa-me ao lado e já não me deixo enfeitiçar tão facilmente. Até o venerável Yoda, transformado em ser digital, pós-Gollum, me parece um boneco dos Marretas acabadinho de snifar coca. Eu sei, muitos anos passaram desde que vi o primeiro Guerra das Estrelas. Entretanto cresci e secumbi ao Lado Negro, não o da Força, mas o do fumo: o meu sabre de luz é um cigarro aceso a meio da noite, e sempre que faço uma jogatana de futebol com os meus aprendizes Jedi fico com a respiração parecida com a do Darth Vader. To much reality for a Friday night.
Ainda bem que o meu vizinho de cima não é o Darth Vader. Fico a pensar no que seriam as minhas noites se tivesse de ouvi-lo a cair sob a Padmé. Claro que ele podia fazer levitar a cama com os seus poderes de Jedi, mas há coisas que não se podem alterar. É o destino. Vá lá, o Anakin engravidou a princesa antes de se enfiar naquele fato. Nem posso imaginar o trauma da menina se tivesse de ficar debaixo de um Darth Vader em respiração acelerada e a chocalhar a armadura. Não havia Luke nem princesa Leia.
O problema é que o Lado Negro da Força é muito mais forte cá fora do que no filmezinho do Lucas. Nem é preciso dar exemplos: todos vemos os telejornais. Senti esse poder mesmo na zona das bilheteiras, quando tive de largar 20 euros do meu ordenado – cinco contos à moda antiga – para pagar quatro bilhetes: o meu, o da Susana, e os dos nossos dois filhotes. E agora vem mais dois por cento de IVA.
Quando já estávamos a ver o filme – naquela parte em que Anakin e Obi-Wan fazem uma gincana espacial tentando chegar à nave onde se encontra o senador Palpatine –, o meu filho Francisco perguntou-me: “Pai, isto é como os jogos da PlayStation mas sem ser preciso comando para jogar, não é?” Eu não queria, a sério, mas tive de concordar. Ele já é um jogador batido e as semelhanças são demasiadas.
A cena em que o Darth Vader “ressuscita” é, desculpem-me os fãs que se arrepiaram, completamente hilariante. Quando ele deu os primeiros passitos, lembrei-me logo de um velhinho filme do mestre Kubrick sobre os tempos da Guerra Fria – Dr. Strangelove – e do momento em que o cientista paraplégico alemão, um ex-nazi a trabalhar no Pentágono, se levanta da cadeira, dá meia-dúzia de passos hesitantes e proclama: Mein Fuhrer… I can walk!
Corrigam-me os conhecedores da saga, mas não há para ali uma falha no argumento? Nessa cena final, o Imperador convence o pobre Vader de que foi ele o responsável pela morte da amada Padmé. Vader acredita e lança aquele grito de desespero milhões de vezes visto no cinema: Nooooo! Pois se assim foi, se ela morreu naquele planeta vulcânico, como poderia ter tido filhos? O Darth Vader não pensou nisso quando descobriu a existência de Luke Skywalker e da irmã? Pois é. Devia ter percebido que o Imperador Faísca o enganou – e descobria-o no filme a seguir, só para não dar hipóteses. Então deitava-o pela pia da Estrela da Morte abaixo, o mau dava outro grande grito de desespero – tipo Nooooo! – e eu lá tinha poupado 20 euros.
Não constitui grande surpresa para ninguém: a Comtec – sucessora da Inforpor – entrou em estado de suspenção. A edição deste ano não irá realizar-se, anunciou a Certame, empresa organizadora, ficando assim o «maior evento das tecnologias em Portugal» adiado para o ano seguinte.
Bastou andar por lá no ano passado e conversar com os expositores para perceber que as coisas já andavam muito mal: empresas como a PT desistiram à última hora, forçando a organização, num último e desesperado esforço para tapar buracos, a multiplicar-se em convites a outras empresas. Não resultou.
De resto, não é de agora que a feira perdeu o apoio das empresas do sector: são muitas as críticas apontadas, desde o preço exorbitante do espaço – e de alguns serviços – à data em que costuma ser realizada. A qualidade da exposição, do ponto de vista do grande público, foi praticamente nula no ano passado.
No comunicado enviado aos jornalistas apontam-se as razões da suspensão: é «para podermos ouvir empresas e parceiros, e determinar qual o melhor projecto para a Comtec 2006, de forma a corresponder em absoluto à Feira que Portugal necessita», escreve a Certame.
O Google é uma ferramenta muito mais poderosa do que se imagina. Existem formas de vasculhar a Internet e obtermos resultados que, de outra forma, não surgiriam. Esperimente-se pesquisar os termos Index of .mp3 ou Index of password. Não faltarão resultados que apontam para directórios em servidores onde está activa a criação de índices de ficheiros automática, onde é elevada a probabilidade de encontrar ficheiros de música ou vídeo (legais ou nem por isso) ou ficheiros que se chamam password – não que esses ficheiros tenham obrigatoriamente dados sensíveis, mas se aparecer um num milhão…
Vamos explorar outras possibilidades. Imagine-se, por exemplo, que acabaram de ver o Star Wars – The Revenge of the Sith e procuram ficheiros sobre uma actriz, Natalie Portman, a que faz de Padmé, mulher de Darth Vader. Experimentem esta busca no Google.
E se queremos encontrar clips de vídeo em formato WMV ou AVI?
Ou ficheiros áudio em formato MP3 ou WMA, vejam
Que tal procurar imagens nesses directórios não protegidos?
E encontrar vídeos específicos? Vejam este exemplo
Usando esta combinação de base, ou seja…
[-inurl(html|htm|php) intitle:”index of”
+”last modified”
+”parent directory”
+description +size]
… e adaptando-a ao tipo de material que se procura (exemplos acima), as possibilidades são imensas: acabarão por encontrar não apenas o que procuram, mas também conteúdos que nem estavam à espera de descobrir. Mas tenham em atenção aos materiais protegidos por direitos de autor. Não se estiquem.
[Carla Bley: Songs with Legs: The Lord is Listenin’ To Ta, Hallelujah] Eis a verdadeira senhora do jazz. Carla Bley é uma magnífica compositora e líder de orquestra. Neste disco forma um trio com dois dos seus cúmplices habituais – o baixista Steve Swallow e o saxofonista Andy Sheppard – e revisita os melhores temas da sua carreira.
Senhoras e senhores, meninos e meninas, apresento-vos a animação mais idiota do mundo. Liguem as colunas para melhores resultados.
Por razões que não lembram ao Lado Negro da Força, experimentei traduzir excertos do argumento do filme Star Wars – The Revenge of the Sith, utilizando as ferramentas do Google. O resultado é uma versão mais grotesca dos escritos do senhor Sinclair Seagull.
Uma estadia longa há dentro uma galáxia distante, distante afastado…
Um mar vasto das estrelas serve como backdrop para título principal, seguido por rollup, que rasteje na infinidade. (…)
PADME: O Obi-Obi-Wan disse-me coisas terríveis.
ANAKIN: Que coisas?
PADME: Disse que você girou para o lado escuro…
ANAKIN: O Obi-Obi-Wan está tentando girá-lo de encontro a mim.
ANAKIN: Eu não sei… Eu não sei o que dizer.
PALPATINE: Recorde para trás a seus ensinos adiantados. Anakin. “todo o aqueles que ganham o poder estão receosos perdê-lo.” Mesmo o Jedi.
ANAKIN: O uso de Jedi seu poder para o bom.
PALPATINE: Bom é um ponto da vista, Anakin. E o ponto de Jedi da vista não é único válido.
ANAKIN: O chanceler pediu que eu conduzo à campanha.
Eles todo o olhar em ANAKIN que um bocado perturbou.
MACE: (um pouco peeved) o conselho fará acima sua própria mente que deve ir, não chanceler.
YODA: Não parou o senhor de Sith, mim têm.
QUI-GON: (V.O.) Paciência. Você terá o tempo. Eu não. Quando eu me transformei um com a força eu fiz uma descoberta grande. Com meu treinamento, você poderá fundir com a força na vontade. Sua vontade física do self desvanece-se afastado, mas você imóvel reterá seu consciousness. (…)
QUI-GON: (V.O.) A abilidade de defy o oblivion pode ser conseguida, mas somente para oneself. Foi realizada por um Shaman do Whills. É um estado adquirido com o compassion, não greed. (…) Você aprenderá deixou para ir de tudo. Nenhum acessório, nenhum pensamento do self. Nenhum self físico.