26/Fevereiro/2005

A melhor qualidade possível

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Vamos aprender a fazer de uma forma diferente o backup de um CD de música. Este método proporciona razoáveis taxas de compressão mas sem qualquer perda de qualidade sonora, como a que ocorre quando utilizamos o MP3.
Em primeiro lugar, precisamos de um CD original para experimentar. Eu escolhi um CD dos Belle Chase Hotel, uma banda portuguesa que gosto muito. Depois precisamos do melhor software possível para extrair as faixas para o disco rígido: o gratuito Exact Audio Copy. Também temos de fazer o download do “frontend” gráfico para o codec “lossless” que vamos utilizar: o Monkey’s Audio. Este codec utiliza a extensão .ape. Finalmente, vamos buscar o melhor leitor: o foobar2000.

PORQUÊ DAR-ME AO TRABALHO? Este método é diferente da simples conversão para MP3 devido ao facto de o MP3 ser um codec “lossy”, ou seja, faz a compressão dos ficheiros áudio à custa da qualidade sonora, deixando de fora os bits de informação que “julga” ser os que menos diferença fazem aos nossos ouvidos. Como a compressão por MP3 é feita à custa de bits “largados fora”, não é possível recuperar a qualidade original do som, mesmo que se tente a reconversão para formato .wav. Isto está muito bem para quem não se interessa assim tanto pela qualidade sonora, mas quem gastou dinheiro numa boa placa de som deve experimentar esta solução. Os codecs “lossless” preservam todos os bits de informação contidos no ficheiro áudio original e, ao mesmo tempo, conseguem fazer uma compressão bastante razoável.
Se quisermos reverter o processo – reconvertendo para .wav e depois gravar outra vez para CD – ficaremos com o som exactamente igual ao original. Digamos que o codec “lossless” é uma espécie de Winzip para ficheiros de música.
Porque razão então se continua a usar tanto o MP3? Bem, é simples: como os ficheiros MP3 ficam muito pequenos, são mais fáceis de partilhar. Um ficheiro .wav original de 40Mb pode ser reduzido a 5Mb quando convertido para MP3. No caso do codec “lossless”, fica com metade do tamanho, cerca de 20Mb.

  • CONFIGURAR O EXACT AUDIO COPY
  • Em primeiro lugar, vamos colocar um CD de áudio original em todas as drives que tivermos. Isto permite que o Exact Audio Copy (EAC) possa testar cada uma delas e escolher a melhor para o processo de extracção. Em cada drive que o programa testar, escolhemos a opção “I prefer to have accurate results”, em detrimento da que diz “Only speed is important”.
  • Aguardamos uns minutos enquanto o programa realiza os testes até se decidir pela melhor drive. É claro que se tiver apenas uma não haverá muito por onde escolher! Não se preocupe com a janela em que o EAC lhe pede para localizar o codec MP3 “Lame” – não vamos trabalhar com ele agora. Cancele essa operação.
  • Como queremos ter todas as opções do programa visíveis, escolha a opção “I am an expert, let me use the full potential of EAC”.
  • Com a janela principal do programa aberta, vamos escolher “EAC-> freedb->Database Options” e escrever o nosso email. Isto permite que o programa vá à uma base de dados na Internet buscar toda a informação sobre o CD, poupando-nos ao trabalho de escrever manualmente todas as entradas. Para contactar essa base de dados, basta usar a combinação de teclas Alt+G na janela principal do programa.
  • Vamos configurar uma opção importante: vá a “EAC -> Compression Options”. Agora olhe para cima na nova janela e escolha a guia “External Compression”. Marque a opção “Use external program for compression” e, no lado direito, no campo de escolha que se abre num menu em cascata (como nas páginas web), escolha “Monkey’s Audio Lossless Encoder”.
  • Em baixo, na opção “Program, including path, used for compression”, vamos especificar a localização do executável MAC.exe, que se encontra na directoria onde instalou o Monkey’s Audio. No meu caso, o caminho que especifiquei foi o seguinte:
    “F->Program Files->Monkey’sAudio->MAC.exe”.
  • Por último, tem a opção de apagar os ficheiros .wav gerados durante o processo de conversão (recomendável). Desmarque a opção “Add ID3 tag” e feche essa janela.
  • RIPAR E CRIAR FICHEIRO .CUE
  • Agora podemos começar o processo de extracção do CD. Existem várias formas de o fazer, mas gostava que experimentassem desta maneira, ou seja, criando um ficheiro de extensão .cue. Mais à frente vou explicar as vantagens deste método.
  • Com o vosso CD já na drive, escolham a opção “Action -> Copy image & Create CUE sheet ->Compressed…” . Salvem o ficheiro com o nome do vosso CD, por exemplo. No meu caso, “Belle Chase Hotel – La Toilette des Étoiles”. O EAC vai primeiro extrair o CD para um ficheiro .wav; o codec Monkey´s Audio entra em acção e faz a conversão.
  • Enquanto o processo se desenrola, posso explicar por que razão quero criar um ficheiro .cue. Bem, é simples: o ficheiro .cue contém toda a informação respeitante ao CD que estamos a ripar: título, artista, número e tempo das faixas, onde começa uma e acaba outra, etc. Agora imaginemos que queremos “ripar” um album ao vivo da nossa colecção. Se utilizarmos o método habitual, ou seja, ripar faixa a faixa, ficamos com “cortes” na transposição entre uma faixa e outra. Com um ficheiro .cue isso já não acontece, como iremos verificar a seguir…

FINALMENTE, VAMOS OUVI-LO!
Acabámos de “ripar” o álbum inteiro para o disco rígido. Um ficheiro .wave ocuparia mais de 500 megabytes; o nosso ficheiro comprimido ocupa cerca de metade, 250Mb. E, se repararem, ao lado encontra-se o ficheiro .cue. Abram-no com o Bloco de Notas e compreenderão melhor a sua função.
Agora vamos ouvir o ficheiro que acabámos de fazer utilizando um leitor espantosamente completo e versátil: o foobar2000. O foobar2000 não é “música para os olhos”, como o Winamp, é mais do género “música para os ouvidos”. Qualidade e funcionalidade acima de tudo. Abram-no e arrastem o ficheiro .cue para a janela principal.
Pronto. As faixas originais do CD estão de volta, com as faixas e os tempos no lugar certo. Carreguem no Play e é como se estivessem a ouvir o original. Se quiserem gravar um CD áudio, nem precisam de sair do foobar (embora seja necessário ter o Nero instalado). Basta seleccionar as faixas e escolher a opção “Write Audio CD…”.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Bits & Bytes | 1 comentário »
26/Fevereiro/2005

Ciberpitas

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Oixxx!!!! pexoal do pits & pytes td bm^? Agora vão xer mt kidos pra mim ta bem? Tenho uma duvida e xò escrevi pa aki pa mandar kixx a tdx os ninux e ninax deste bloge e pa vcx dixerem o k se paxa. Um amigo meu num xat dixe-me que eu tenho ke mudar de browser mas kè ixo!!!!!? O kè 1 browser? Penxei que tava a guzar comigo browser não ker dizer xoutiã em inglex!!?? Mudar de xoutiã pukê!!!!!!!?? Buaaaaaaa! Tou com uma deprexão!!!!! Perguntei a uma nina amiga e ela dixe pra eu não xer parva pq browser vem do verbo “to browse” e que ixo n quer dixer xoutiã quer dixer “ficar kum ganda bronze”. Xi mas ke tem ixo a ver com a net? Pra ir há net tenho de ficar kum ganda bronze? Xò xe eu pedir um purtàtile e ir pra praia com ele nè? Mas tà frio!!!! E dixem ke os PCs têm todos um kuler là dentro assim è pior fico gelada!! Xerà dos raius ultra-violeite do munitor que keima os esporos da pele? Mas ke xatisse!!!! ajudem esta nina ta bem kidos? Ciberpita devidamente indentificada

Querida menina, não queremos que fiques com essa cabecinha em tormento. A gente resolve-te o dilema. O difícil para nós é perceber-te. Caramba, miúda, para que são esses x todos nas palavras? Aprendeste a escrever fazendo ditados ou a preencher totolotos? São tantos xix e cruzinhas nas frases que uma pessoa quando lê parece que está a jogar ao Jogo do Galo. Bem, mas enfim, olha, miúda, browser quer dizer navegador de Internet, tipo o Internet Explorer, estás a ver? Mas traduzir browse para bronze, como fez a tua amiga, também está bem. A sério. Nós explicamos. Quando vais à praia levas um protector para a pele, não é? Os protectores protegem-te dos raios ultra-violeta do Sol. Agora imagina os spywares, worms e activeX marados como sendo os ultra-violeta da Net. Pois bem, contra esse tipo de ameaças há protectores maus e bons. Esse que tu usas é mauzito – não te protege lá muito bem. Ora, parece-nos que o teu amigo é um sabichão e quis aconselhar-te a usar um protector melhor, como o Firefox. Percebeste? Pronto. Pensa bem nisto e não vás a uma farmácia pedir o Firefox, está bem, querida? Informa-te. Usa o Google. Não, o Google não é um protector solar; é um motor de busca. Sim, ele busca, busca, mas não morde. Beijinhos, fofa! Ajudámos-te? Manda sempre!

piXual do piTas & pYtas tD bm^? Um Xiiiii corAXão pa tds vCs!!! Quero xaber coMo faXo pRa teR uma weBcama!!! xiM pk os meuS amiGos do msN tãO xEmPre a diXer-me liGa a tua webcama, liGa a tUa webcama, i outRos DiXem pa mostraR o MeU piC, mostra o tEu Pic, mostra o tEu Pic, e eU não Xei o Ke faXer!! insTalei o msN meXenger verXao7 diXiam que taVa melhor e xá traxia webcama mas aKilo deiXou-me deXesPeraDa! Tava a insTaLar e Xamou-mE bEta!! KanXelei loGo!!! n xOu beTa!!! Qué iXo?!!!! Não xou beTinHa mAs Ke inXultO!! AgORA XÁ peRxEbo Pk diXem mal da Micróxofre! e Ké ixo da piC? Ele QuIs diXer pika e n sabe iscrever e enGanouXe looooollll Ou xeRa Ke Tem haVer KoN xeringas pq a xente tEm tds mEdo de leVar kuma piKa é iXo? Max eu n binko kOm xeringas deXde os tempUs da bARbiE looollll os NinOs xao tDs tAo infanTIs penxam Ke mE Axustão kom piCas!!! Va la kidos poDem axudAR-me AXudem-Me plEAseeeeeee!!!!! Ciberpita devidamente identificada

Problemas, problemas – é só problemas. Questões filosóficas que nos afectam a todos: liga-se ou desliga-se? Carrega-se naquele botão ou no outro? E o botão, é para desapertar? Dou OK ou faço Cancel? Deixo que ele se instale? E aquilo, instala-se tão bem como se desinstala? Dilemas, dilemas. Dilemas existenciais que Descartes resolveu com a máxima “Eu penso, logo existo” e que agora se transformou na máxima “eU penXo loGo deXisto loool”. Bem, mas não te preocupes mais com estes devaneios. Deixa estar. Nós compreendemos. Nós queremos ajudar. Não sabemos é como. Não te percebemos. Tu distribuis maísculas pelas palavras como quem dá milho aos pardais: ora toma lá uma maíscula, e depois o pardal que se desenrasque a ler. Uma pessoa lê isso e parece que está no meio de um filme daquele gajo do Quinta das Pornografias, o Alexandre Frota: para cima, para baixo, para cima, para baixo… Sabes, se calhar ajudava se não estivesses aos pulinhos enquanto teclas. Relaxa, rapariga. Experimenta sentar-te. Respira fundo. Volta a escrever outra vez. E escusas de abreviar as palavras: como escreves num teclado, não corres o risco de ficar sem tinta. Beijinhos, fofa!

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25/Fevereiro/2005

As time goes by

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Todos os anos, no dia 17 de Junho, esta família procede a uma espécie de ritual privado: tirar fotografias dos rostos de cada um dos seus membros. O ritual começou em 1976 – com o pai e a mãe – e continua até hoje. Objectivo: capturar a impiedosa marcha do tempo.

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25/Fevereiro/2005

Gang do Homem-Aranha

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Há quem salte e trepe prédios como se fosse o Homem-Aranha. Alguns saltos parecem mesmo retirados das sequências dos filmes de Sam Raimi – com a diferença de que aqui não existem redes ou efeitos especiais.

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24/Fevereiro/2005

Boot.ini inválido. E agora?

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Eis uma forma de resolver este problema, a saber:

  1. Coloque o seu CD de instalação do Windows XP na drive. Reinicie o computador e carregue na tecla DEL para aceder à BIOS e colocar o PC a arrancar primeiro pelo CD. Carregue em F10 para gravar as alterações e saia da BIOS. As teclas (DEL e F10) costumam ser as usadas por grande parte das “motherboards”. Se não for este caso, é preciso consultar o manual da “board” para ver quais são.
  2. Quando receber a mensagem “Prima qualquer tecla para arrancar a partir do CD”, bem… Prima qualquer tecla!
  3. O Programa de Configuração do Windows arranca. Quando terminar a primeira fase da configuração, é-lhe dada a hipótese de utilizar a consola de recuperação. Carregue na tecla R.
  4. Seleccione a instalação que pretende, carregando na tecla 1 e depois Enter.
  5. Escreva a sua palavra-passe de administrador. Trata-se da palavra-chave que foi usada quando o sistema foi instalado no seu PC, não é a sua palavra-passe de utilizador.
  6. Na linha de comandos, escreva bootcfg /list, e depois pressione Enter. Surgem as entradas no seu ficheiro boot.ini.
  7. Agora vamos resolver o problema! Na linha de comandos, escreva
    bootcfg /rebuild
    e depois carregue em Enter.
    Este comando procura no(s) disco(s) rígido(s) por instalações dos Windows XP, 2000 ou NT, apresentando-lhe depois os resultados. Carregue na tecla S para responder SIM à pergunta “Adicionar instalação à lista de arranque?”
  8. Depois disto, o Windows diz-lhe para “introduzir o identificador de carregamento”. Bem, isto deixa qualquer um à nora: que raio é um “identificador de carregamento”? O que o Windows quer saber, na linguagem críptica que o caracteriza, é apenas o nome do seu sistema operativo. O que tem então de fazer é escrever Microsoft Windows XP Profissional ou Microsoft Windows XP Home, consoante tiver a versão Profissional ou Home. Depois de escrever, carregue na tecla Enter.
  9. Agora são-lhe pedidas as opções de carregamento do sistema operativo. Escreva /fastdetect (para um arranque rápido) e depois pressione Enter
  10. Escreva agora Exit e depois Enter para sair da consola de recuperação e reiniciar o computador.
  11. Depois de reiniciar, surge-lhe um menu com duas entradas, ambas com o mesmo nome: Microsoft Windows XP Profissional ou Home, conforme o que escreveu. Arranque pela que está seleccionada por defeito e não se preocupe, já vamos eliminar a entrada em duplicado. Já no ambiente Windows, seleccione o ícone “O Meu Computador” e, com o botão direito do rato, escolha “Propriedades”. Na janela das Propriedades do Sistema, escolha o separador Avançadas. Aí, mais em baixo, existe um item chamado “Arranque e recuperação”. Carregue no botão “Definições” que está ao lado. Na janela “Arranque e recuperação”, desmarque a opção “Mostrar a lista de sistemas operativos durante…”. Feche as janelas todas. Reinicie o computador. Problema resolvido!
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24/Fevereiro/2005

O rei do ripanço

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Para quem procura a maior qualidade possível quando quer ripar o seu CD original para o formato mp3 – ou outro qualquer que o programa suporte -, a escolha indiscutível é o gratuito Exact Audio Copy (EAC).
Se pretende, pura e simplesmente, extrair ficheiros wave do CD, o único que pode garantir uma cópia exacta do som original é precisamente este “ripper”. Além disso, o EAC possui um modo de correcção de erros bastante eficaz, sendo conhecido como o melhor programa do género para extrair música de CD’s riscados.
Para tirar todas as dúvidas, o EAC pode criar um ficheiro .log – um relatório com os dados completos sobre o processo de extracção, incluindo a percentagem de qualidade atingida pela cópia em relação ao original.
Se o EAC encontrar algum tipo de erro que não conseguiu corrigir, informa o utilizador em que local (por tempo) a distorção ocorre – dando-nos a possibilidade de resolver o problema com recurso a um editor de som.
Alguns utilizadores, porém, poderão ficar impacientes com a demora: embora o EAC tenha uma opção de extracção mais “rápida”, a sua busca pela qualidade máxima leva-o a perder mais tempo que os outros.

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24/Fevereiro/2005

Espacial Widescreen

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Os felizardos com grandes monitores – ou mesmo mais do que um – sabem muito bem que é difícil descobrir sítios na Internet onde seja possível descarregar imagens de alta resolução em formato widescreen – as ideais para quem possui esse tipo de configuração. Pois bem, esta é uma página simples mas com algumas imagens – não muitas – e um conjunto de links muito interessantes para seguir.

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24/Fevereiro/2005

Porn 56K

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