6/Fevereiro/2010

Rádio Bitaites

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Está bem, chato do caraças, vou ouvir a tua rádio, pá!

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Marco Santos | Agora | 21 comentários »
8/Fevereiro/2010

Post nº 2697

Hitler, a coelhinha

Marco Santos | Humor | 1 comentário »
8/Fevereiro/2010

Um Avatar na Terra

É uma história como no filme Avatar: tribo pequena luta contra corporação gananciosa. E então a tribo pediu ajuda a um especialista no assunto: o próprio James Cameron.

Uma luta como em Avatar

A luta do povo dongria kondh, de Orissa, na Índia, faz lembrar a luta dos na’vi no filme Avatar, de James Cameron.

Tantas são as semelhanças com a história de Avatar que a Survival – uma organização que luta pelos direitos dos povos indígenas – resolveu publicar um anúncio na revista Variety dirigindo um apelo directo a James Cameron, pedindo-lhe ajuda e a convidando-o a ver um documentário de dez minutos onde toda a situação é explicada: «Nós vimos o seu filme, agora veja o nosso: www.survival.es/lamina», diz o anúncio, publicado ontem.

Tal como os na’vi, os dongria kondh veneram a sua montanha como «sagrada» e também se sentem ameaçados pela ganância de uma civilização tecnologicamente superior que serve insensíveis e pouco ecológicos interesses corporativos; em Pandora, uma corporação – a RDA – tenta expulsar os na’vi da Casa da Árvore, local que lhes é sagrado, para ter acesso à rica reserva de um minério chamado unobtainium; na Terra, uma empresa altamente cotada na bolsa de Londres, a Vedenta Resources, propriedade do multimilionário indiano Anil Agarwal, prepara-se para abrir uma mina na montanha sagrada dos dongria kondh para ter acesso ao bauxite, mineral a partir do qual se obtém alumínio.

Os dongria kondh são um dos povos indígenas mais antigos do mundo. Vivem nas colinas de Niyamgiri, no Estado de Orissa, na Índia, e veneram a sua montanha como se fosse um deus.

Partiu provavelmente do responsável pela organização Survival,  Stephen Corry, a ideia de comparar a situação real na Índia com a ficção de Avatar. Um brilhante golpe publicitário que fará com que todos os fãs do filme se interessem pelo que se passar com aquele povo e por tudo o que Corry quiser dizer: «Assim como os na’vi descrevem a selva de Pandora como um todo, também para os dongria kondh vida e terra estão profundamente ligadas. Se descontarmos os elementos de ficção científica, a história fundamental de Avatar está a suceder ali, nas colinas de Niyamgiri.»

«Tal como os na’vi de Avatar, os dongria kondh também se encontram em perigo e a ponto de ver as suas terras minadas pela Vedanta Resources, que não recuará perante nada para conseguir os seus objectivos. A mina destruirá os bosques dos quais dependem os dongria kondh e arruinará as vidas de outros povos indígenas kondh que vivem na zona. Espero sinceramente que James Cameron se junte a esta luta para salvar a montanha sagrada dos dongria e assegurar o seu futuro», declarou Stephen Corry.

Ainda antes do mediático apelo a Cameron, já as tribos locais se tinham juntado aos dongria para uma manifestação contra a empresa e o multimilionário indiano. Na sexta-feira da semana passada, 5 de Fevereiro, 3000 manifestantes juntaram-se na cidade de Muniguda – mais uma das muitas iniciativas de protesto que já incluíram corte de estradas e marchas.

«Deixem as nossas florestas, os nossos córregos e a nossa montanha sagrada em paz», gritam os povos desprotegidos, à espera que Cameron os oiça, se comova como o marine Jake Sully do filme, ponha de parte alguns dos milhões que ganhou com Avatar e os ajude a vencer a tirania corporativista dos maus da fita. Fontes: El Mundo, Survival e Wikipédia.

Marco Santos | Instantes | 1 comentário »
7/Fevereiro/2010

Sem o Citador não sei o que seria deste post XII

Hana SoukupovaHana Soukupova

Em muitas coisas somos superiores aos animais; mas no animal não há nada que também não possa estar em nós

- Ludwig Börne

Marco Santos | Wallpapers | 2 comentários »
5/Fevereiro/2010

O pai que amarrava o filho ao poste de iluminação

Criança acorrentada na rua

Uma criança acorrentada como um cão – mas esta foto da AFP, não assinada, não conta a história toda


Os que repararam na criança e chamaram a polícia pensavam que aquele era um caso de extrema crueldade: um rapazinho de dois anos ficava todos os dias preso a cadeado num poste de iluminação, sozinho na rua, enquanto o pai ia trabalhar.

Interrogado pelas autoridades, o pai – um homem de 42 anos chamado Chen Chuanliu – explicou que prendê-lo era a única forma de ter a certeza de que não o perderia. Chen conduz um táxi-bicicleta em Pequim, na China, terceira maior economia do mundo; o que ganha ao fim de um dia de trabalho – pouco mais de 5 euros – não lhe permite pagar a um jardim-de-infância para o filho.

Mas Chen tinha mais para contar: prendeu a criança porque a sua outra filha, uma menina de 4 anos, lhe fora roubada há um mês. «Nem sequer tenho uma foto da minha filha para fazer um poster de pessoa desaparecida», contou. «Não posso perder o meu filho também».

Num país com leis familiares muito restritas como forma de combater o excesso populacional, os raptos costumam ser frequentes. E as adopções clandestinas também. «Ofereceram-me muito dinheiro pelo meu filho, mas eu não aceitei».

Chan emigrou de outra região da China e é um trabalhador clandestino – o que significa que, por lei, não tem direito ao hukou – um documento de residência permanente. Sem o hokou, a criança não tem acesso aos serviços de assistência social. A mãe da criança, com problemas psicológicos, não pode cuidar do rapaz.

Depois de ser denunciado às autoridades, a polícia ordenou a Chen que libertasse o filho e não o voltasse a prender, mas não fazia parte das funções policiais resolver o problema.


O pai com a criança

A criança, feliz por ter sido libertada, sorri ao colo do pai: uma história inacreditável de amor e pobreza


Este caso de absoluta pobreza e miséria chegou aos media: o Global Times publicou as fotos e contou a história deste taxista em situação ilegal por não ter licença de trabalho, forçado a amarrar o filho a um poste para não perdê-lo.

E foi assim que a história chegou ao conhecimento do presidente do jardim de infância Aibei, situado no distrito de Fangshan.

«O pagamento pelos três anos em que a criança ficará no jardim serão assegurados por mim», revelou ele. Três anos de cuidados infantis custam 40,000 yuan por criança, cerca de 4,200 euros. «Quero mostrar-lhe apenas alguma compaixão», explicou o benfeitor. «Nunca pensei muito na chamada responsabilidade social».

Não é o fim da história porque o taxista continua a ser um trabalhador ilegal e não tem o desejado documento, o hokou, sem o qual dificilmente o jardim o poderá aceitar – mesmo havendo dinheiro. O Comité de Protecção Juvenil já prometeu que vai ajudar.

Marco Santos | Instantes | 7 comentários »
5/Fevereiro/2010

O browser mais usado em Portugal é…

Gráfico do StatCounter

Como é natural, a Microsoft fez por divulgar o último relatório da Net Applications, segundo o qual o Internet Explorer 8 é o browser mais utilizado em todo o mundo. É natural que o seja: vem pré-instalado no Windows, o que já é uma ajuda significativa para todos aqueles que nada percebem de computadores ou de Internet, muito menos da existência de software alternativo.

Em Portugal, de acordo com o relatório do Stat Counter (clicar na imagem para ver em maior resolução), o Internet Explorer 8 detém 35% de quota de mercado, tendo registado nos últimos 6 meses um crescimento na ordem dos 20%.

Eu não consigo ver o quadro relativo a Portugal de uma forma tão optimista. Parece evidente que o crescimento do Internet Explorer 8 se deve, em grande parte, ao número de pessoas que actualizaram a versão 7 – e não propriamente à custa das alternativas.

Eu ainda me lembro que quando comecei a usar Firefox, o Internet Explorer, que já tinha aniquilado o Netscape, dominava mais de 90 por cento do mercado. Admito como normal que o crescimento do Firefox tenha sido prejudicado pelo lançamento do IE com tabs e excelentes alternativas como o Google Chrome. A propósito, não sei por que razão o Opera, um browser mais antigo que o Firefox e igualmente inovador, foi relegado no quadro para o grupo dos «outros».

Mas não me parece que, a longo prazo, o IE possa manter a liderança. A pouco e pouco, à medida que forem aprendendo mais sobre a Internet e o software, as pessoas aperceber-se-ão de que qualquer alternativa ao Internet Explorer é, pura e simplesmente, melhor e mais segura.

Marco Santos | Cenas Geek | 12 comentários »
5/Fevereiro/2010

A melhor cena de acção de todos os tempos

Pensem na melhor cena de acção que já viram na vida e multipliquem por um factor de, vá lá, cinco. Não, dez. Dez é melhor.

Já está? Não chega. Nada se compara com que o realizador indiano E.V.V. Satyanarayana conseguiu em 1995 no filme Alluda Majaka. Hollywood, rói as unhas de inveja perante esta sequência inesquecível.

Por outro lado – e agora já não estou no gozo – fiquei a pensar quantos cavalos terão ficado magoados em nome do espectáculo. Link para o vídeo, cortesia do Rui Costa

Marco Santos | Vídeos | 11 comentários »



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